Amor e Poder: O Esquadrão da Morte

37 Capítulo 37 - I´ll stand by you...


Notas iniciais
Boa tarde amores...capítulo novo!! Disse que terminaria com mais dois capítulos, mas não vou conseguir, então creio que teremos pelo menos mais dois além desse...

Agradecimentos do coração pelas recomendações:

- Van, pela recomendação, cuidado e paciência comigo;

- Sahra, sua recomendação me deixou meio confusa...por alguns segundos quase me transformei em uma pessoa boa! Mas coração peludo é para os fracos....eu não tenho coração!!kkkkkk

- Heidegger, recomendação linda, politicamente correta como você em todo esse tempo de amizade virtual..não sei ser Lu Rivera sem nossos surtos filosóficos e sem ser má, especialmente com você...isso é um privilégio de poucos aqui!!kkkkkkkkk

Boa leitura amores!!

Passados pouco mais de dez minutos Finn voltou...garrafinha com água na mão e uma estranha sensação. Pálido, o policial entregou a água a amiga e voltou a pedalar por mais alguns minutos. Quinn, que estranhou a demora, fez questão de zuar...

– Estou até com medo de beber essa água, você demorou tanto que acho que deve ter feito macumba para eu me apaixonar por você bonecão do posto. Disse Quinn, descendo da bicicleta, tomando um pouco da água e sentando-se em um bando ao lado da bicicleta onde o garoto se exercitava.

– Então seu sonho de consumo é se apaixonar por mim, senão não estaria bebendo essa água com tanta vontade loira convencida. Disse o garoto, sorrindo e acelerando o ritmo, afinal tinham que ir para o Ministério Público. Logo que terminaram a série de exercícios fizeram esteira, alguns outros aparelhos e em seguida partiram para o banho, as horas passavam rápido e queriam chegar logo para organizar o que seria dito na coletiva.

Em casa, Rachel e Santana papeavam na sala sobre as loucuras da noite anterior, a morena contava de sua primeira vez “mágica” com Brittany e Rachel ria das situações inusitadas daquela noite à quatro no apartamento, dos gritos e das desculpas que havia dado para Quinn. se divertiam a valer quando a morena observou a pequena caixa depositada na escrivaninha...um pequeno laço de fita a cobria e despertou a curiosidade da morena, que a pegou e voltou para o sofá antes de partir para o banho, iria ao Ministério Público para acompanhar Quinn na coletiva, assim como para estar com Santana, ela reapareceria para todos, revelando toda a trama estruturada para seu assassinato, assim como de Emily.

– Presente para uma de nós duas...vou abrir para ver qual das duas loiras fez a surpresa. Disse Rachel, com a caixa nas mãos. Abriu delicadamente e encontrou o bilhete, ficando claro pela letra que se tratava de algo escrito por Quinn; logo os olhos se dirigiram para o diário, o que fez a feição de Rachel mudar totalmente...a leitura rápida fez as pupilas ficarem dilatadas, assustadas, o que provocou em Santana ansiedade.

– O que é isso Berry, fala logo que ta me deixando preocupada. Disse Santana, dando uma sacudida nos ombros da amiga, que parecia perplexa com o que lia.

– Quinn deixou a principal prova do envolvimento da família de Britt, assim como de outros sujeitos importantíssimos do contexto estadual e federal aqui comigo...isso aqui é o diário onde eles relatam as ações criminosas do esquadrão da morte, principalmente as execuções sumárias daqueles que eram considerados inimigos da facção. Disse Rachel, meio pálida com o pouco que acabara de ler nas páginas iniciais.

– É algo tão macabro assim hobbit?! Você perdeu a pouca cor que tinha nessa cútis desbotada e amarelada pelo tempo. disse Santana, tentando descontrair aquele momento tenso.

– É muito mais que isso...leia você mesma essas primeiras páginas e tire suas conclusões. Quinn não pode ir para a TV falar isso, ela estará assinando a sentença de morte dela Santana, eu preciso impedir que ela dê essa coletiva hoje, precisamos conversar com calma e pensar outra estratégia de divulgação disso...não dá para ela se expor assim!! Disse Rachel desesperada, pegando o celular para ligar imediatamente para a namorada. Santana começou a ler mas simplesmente não conseguiu dar seqüência, era desesperador ver como alguém poderia relatar em detalhes e com requintes de prazer a execução de homens, mulheres, crianças e idosos que por acaso do destino haviam presenciado alguma ação da facção...era realmente desesperador.

Na academia, Quinn terminava seu banho, mas não vira seu celular tocar na bolsa...Rachel insistiu inúmeras vezes, mas o telefone tocava até cair na caixa postal. Desesperada a morena arrumou-se rapidamente, assim como a própria Santana, e saíram desesperadas atrás da loira; no caminho Santana fez contato com o hospital, que informou que Quinn já havia passado por lá, logo Berry deduziu que ela estaria na academia, assim rumaram imediatamente para lá, queriam se antecipar as declarações da loira, persuadi-la a desistir temporariamente.

No vestiário, a promotora ainda ficou um tempo maior, escolhendo entre uma blusa e outra, queria aparecer bem na mídia; cabelos penteados cuidadosamente, óculos escuros, uma calça jeans justa e uma blusa branca, esse era o modelito básico, mas sério da promotora mais badalada dos últimos meses na cidade. Finn já a esperava na porta do vestiário, um pouco apreensivo, mas escondeu isso de Quinn, que saiu com o menino tagarelando, falando do que pensava em falar quando chegasse à coletiva.

Os acontecimentos que se seguiram podem ser descritos como assombrosos...Quinn e Finn saíam descontraídos da academia, conversando sobre a coletiva; o menino, assustado com a visão de dois homens estranhos em uma moto quando saíra a primeira vez, acompanhou Quinn até seu carro por precaução. A loira abriu a porta traseira do carro e depositou a bolsa e a garrafinha de água, indo em seguida para a porta do lado do motorista para seguir para o Ministério Público. Finn, do lado contrário, observou a entrada de Quinn, que abaixou o vidro e ia dizendo alguma coisa para o amigo quando rapidamente a moto que Finn vira mais cedo passou em alta velocidade, disparando uma rajada de tiros em direção ao carro, justamente do lado onde Quinn acabara de sentar. O menino automaticamente sacou sua pistola da cintura e revidou os tiros dados, atingindo o carona da motocicleta, que caiu um pouco mais a frente. O outro motociclista seguiu sem olhar para trás, sem sequer ensaiar parar para tentar resgatar o comparsa ferido. Na seqüência um carro preto passou e disparou mais tiros, agora na direção do policial, que se abaixou atrás do carro para sua proteção, mas conseguiu ainda terminar de descarregar sua pistola atingindo a lataria lateral daquele que parecia dar cobertura aos atiradores da moto.

Passado os primeiros momentos a primeira atitude de Finn foi correr em direção ao outro lado do carro e abrir a porta desesperado, precisava ver o estado de Quinn, precisava prestar socorro a amiga, que certamente havia sido atingida. A loira estava recostada no volante do carro, parecia ferida na cabeça e no peito. Finn, vendo o estado grave em que Quinn se encontrava desesperou-se e automaticamente tirou o telefone do bolso e acionou uma ambulância, informando ser policial militar e pedindo urgência no atendimento. Um grupo de pessoas aos poucos se aglomerava em torno do carro da promotora, que embora ferida, ainda estava consciente. Minutos depois alguém vinha gritando no meio das pessoas que cercavam o carro, a voz era conhecida de Finn, o que o deixou ainda mais angustiado...correndo e prevendo o que acontecera, Rachel desesperada empurrava as pessoas abrindo caminho junto a multidão e encontrando a cena mais triste e dolorosa de toda a sua vida, Quinn ainda respirava pausadamente, mas parecia aos poucos deixar que sua vida escorresse por entre suas mãos. Parada ao lado do carro a morena abaixou-se e com cuidado recostou Quinn na poltrona, retirando um pouco do sangue que escorria da cabeça e olhando em seus olhos, que tentavam em vão manter-se abertos...

– Fala comigo Quinn, não me deixa por favor. O socorro já vai chegar, por favor não desista de resistir, por mim amor...eu não saberei seguir em frente sem você. Gritava desesperada Berry, acariciando com cuidado os cabelos da loira, que tentava manter os olhos abertos e a respiração constante.

– Você sabe que eu te amo não sabe?! Sabe que desde a primeira vez que te vi meu coração me disse que você seria a mulher da minha vida, seria aquela que seria para sempre a dona dos meus dias, a dona da minha vida Rachel Berry. falu Quinn, quase com um último fio de voz que ainda lhe restava.

– Eu não sei de nada disso Quinn Fabray!!! Você precisa ficar viva para repetir isso todos os dias, para me lembrar disso toda vez que eu ousar esquecer...você precisa ficar viva porque sem você minha vida não tem mais sentido entende?! Gritou Rachel, fazendo com que Quinn abrisse os olhos mais uma vez.

– Você sabe bem o que fazer, sabem quem como buscar a justiça que eu busquei a vida inteira...eu confio em você meu amor e estando ou não por perto, eu sempre vou ficar ao seu lado. Dizendo isso a loira não conseguiu mais manter os olhos abertos, a visão ficou turva, o corpo desfaleceu e ela perdeu a consciência. O grito de desespero de Rachel ecoou por todo o estacionamento, fazendo com que as pessoas que estavam ali, especialmente Finn e Santana, não segurassem suas emoções e chorassem descompassadamente...parecia chegar ao fim uma história de amor que a pouco começara, mas que parecia mais forte que a vida, e também que a morte...

Notas finais
Título do capítulo e para mim a performance mais linda do Cory: I´ll stanb by you (Eu sempre vou ficar ao seu lado):

ttp://www.youtube.com/watch?v=eett8Gr5vU8