Lembro-me bem da primeira vez em que a vi. Era uma manhã ensolarada, os pássaros cantavam, não havia nuvens no céu, o único som que se ouvia era o soar dos ventos. Era uma manhã perfeita, tão perfeita quanto ela.

Eu estava na minha varanda pegando o jornal e ela estava em um micro short, que marcava suas lindas pernas, cabelos soutos, um tope preto, deixando sua bela barriga a mostra e dava ordens aos homens que faziam sua mudança, homens que de vez em sempre olhavam para a bela bunda arrebitada e redonda que o short mal cobria – não que eu tenha reparado nisso –, ela estava de mudança, aquele ser cheio de curvas seria minha vizinha. Fiquei mais alguns minutos observando a perfeita mulher até que escutei a voz suave da minha pequena Samantha.

– Papai, tô com fome. – a pequena de cabelos de ouro, olhos azuis, pele calara e com um urso na mão puxou minha camisa.

– Eu vou fazer uma super café e você vai tomara banho tá? – pequei-a no colo e toquei com o dedo indicador a ponta de seu nariz.

– Faz também pro senhor Tominos? – “Senhor Tominos” era o nome do urso que ela havia ganhado do Nicholas, meu irmão, no aniversario de um ano.

– Faço, mas você vai para banho – eu coloquei-a no chão e ela subiu as escadas correndo – Quer que eu te vista? – gritei.

– Não papai, eu já sou uma moça – ela gritou de volta e eu gargalhei auto com o fato da minha filha de cinco anos se acha uma moça, isso me fazia perceber que a mãe dela faria muita falta daqui pra frente.

Fui para cozinha e fiz suco, beicon, ovos, torrada, panquecas Jonas – que modesta parte, era maravilhosa –, queijo e pão que estava quentinho. Realmente um banquete para minha princesa.

Algo que estava realmente me incomodando era o fato de não conseguir tirar aquela mulher da minha cabeça, não sei o que tanto me fascinou, talvez seja por que ela é a Afrodite em sua forma humana, ou talvez seja o fato de que eu estou em uma seca dos infernos!

***

Nós tomamos café no meio de muitas brincadeiras. Enquanto eu me arrumava ela ficou brincando com as minhas gravatas e tentava afrancesadamente prender uma no meu pescoço, até que eu tomei a frente e logo ficamos prontos e seguimos para o carro. Quando sai da garagem vi a minha nova vizinha na varanda da casa observando o novo lugar onde iria morar, ela estava tão linda distraída, ela tinha os cabelos tingidos de loiro e já com a raiz castanha nascendo presos em um coque frouxo, estava apoiada na cerca da varanda e as pernas formavam um quatro, não quero nem falar de como sua bunda estava linda naquela posição. Samantha também havia notado a presença dela, pois a olhava ou admirava, não sei ao certo.

– Quem é ela pai? – perguntou apontando para a moça.

– Não sei, mas gostaria de saber. – Não me prendi por mais tempo olhando-a e arranquei o carro.

– Papai, a mulher é bonita né? – Preciso falar o quanto a minha filha é fofa?!

– Sim. – Falei seco. Falar sobre a sua vizinha gostosa com sua filha de cinco anos não é tão agradável.

– Amiguinha, papai?

– Sam... Ela é uma mulher... e... e... e... Como posso dizer isso? – Eu gaguejava com a pergunta feita para mim. Não é que eu não quisesse que elas fossem amigas é que eu acho que ela deve ser uma mulher que não se tornaria amiga de uma garotinha de cinco anos.

– com a boca? – ela falou em um tom de obvio, com um misto de duvida.

– É com a boca, mas ela deve ser uma pessoa muito ocupada, que não tem tempo para ser sua amiga.

– Posso tentar? – ela perguntou chorosa.

– Pode tentar, mas não fica triste se ela não for sua amiga tá?

– Ta bom.

Mas alguns minutos e cheguei á escola da minha princesa, deixei-a e fui para empresa... Oh! Como sou idiota nem ao menos me apresentei... Sou Joseph Jonas, tenho 31 anos e sou presidente da Jonas Cosmetics e agora vizinho de uma gostosa!

***

O resto do meu dia foi bastante agitado, realmente estava exausto. Depois de pegar Sam na escola fomos jantar no Valentine's Day, um novo restaurante perto da empresa, segundo alguns, lá a comida é digna dos Deuses e eu iria tirar a prova.

– Não vamo pra casa papai?

– Vamos comer fora que tal?

– Eba! McDonald’s? – ela perguntou com os olhos brilhando, pois adorava os brinquedos que ganhava.

– Não, hoje vamos em um restaurante novo.

– Eu quelia ir... vó ganhar bliguedinho?

– Não sei, é um restaurante novo, eu nunca fui lá.

– Vó pegunta!

Depois de conversamos sobre o dia dela e sobre a possível festa do pijama lá em casa, chegamos e o lugar era lindo, tinha uma vista par o centro da cidade de São Francisco, era espaçoso, tinha um belo jardim iluminado por luzes coloridas, em cima da enorme porta de madeira estava escrito em letras vermelhas Valentine’s Day, dentro ela era bem iluminado por enormes lustres e no fundo tocava uma musica suave. Logo que nos sentamos um garçom veio nos atender, pedimos macarronada.

– Papai dexa fazer a festa?

– Eu tenho que pensar pequena.

– Que? É só dexar.

– Eu não posso organizar tudo sozinho... Tem a comida, quem vai ficar com vocês e ai tem que falar com as mães das suas amiguinhas.

– Se o senhor consegui ajuda eu posso né?

– Pode, mas só se eu conseguir.

– A bom.

Ela bateu palminhas e logo depois a nossa comida chegou e a boa fama do lugar estava confirmada, a comida era espetacular, Sam comia que chega se lambuzava. Quando terminamos ainda havia sobrado, então pedi pra viajem, mas queria parabenizar o Chefe pela comida.

– Desejo falar com o chefe, pode?

– A cozinha está realmente agitada, mas verei se ela podar vim. – o garçom falou calmamente

– Tudo bem.

Esperei um tempinho e lá vinha ela, realmente era algo inesperado, mas que com certeza deixaria minha noite mais bonita.