Amor absoluto e perfeito
3 Aproveitando as chances
Notas iniciais
Ao entrar em seu quarto, Regina se depara com o marido enxugando os cabelos e sentado na cama. Ao ver a esposa, imediatamente, ele usa a toalha para cobrir sua nudez. Seus imensos olhos ficam arregalados e seus lábios entreabertos, com a surpresa.
— O que é isso, Vasco? Somos casados há cinco anos! Já vi sua nudez diversas vezes!
— Eu me assustei, apenas. – diz isso, mas mantém a toalha escondendo seu corpo.
Regina se sente provocada. Sorri a caminha para junto da cama, parando em pé diante dele e olhando-o de cima para baixo, com um sorriso predatório.
— Você é ainda mais lindo do que me recordo, Vasco.
— Poderia me dar um pouco de privacidade?
— Está negando seu corpo a mim, meu amado?
— Regina, estou em recuperação do que me aconteceu e preciso organizar meus pensamentos.
Ela sorri e ajoelha-se diante dele. Apoia as mãos sobre as coxas fortes e percebe um sobressalto nele.
— Poderá organizar seus pensamentos depois. Agora, eu os quero confusos. Tudo o que precisa fazer é permitir que eu conduza os seus passos.
— Não tenho noção ainda do que aconteceu naquele castelo, naquela tarde. Não pude acompanhar o desfecho do nosso trabalho e não sei quem está dominando o seu corpo. Então, preciso que... – antes que pudesse continuar, Vasco sente os lábios serem pilhados pelo beijo vindo dos lábios bonito daquela mulher.
Suavemente, Vasco se desvencilha daquela prisão e afasta-se de Regina, levando a mão aos lábios. Belos lábios!
— O que houve? Machuquei sua boca?
Ele ri desdenhoso.
— Regina Mills teria perguntado se havia me ofendido ou me magoado. Ela não se preocuparia apenas com meu corpo.
— Do que está falando, Vasco?
— Dentro de seu corpo, ainda existe a luta entre a Rainha Má e minha Regina Mills. – ele enrola a toalha no corpo e vai buscar roupas para cobrir-se.
Regina insiste em manter a aproximação ao marido, mesmo que ele se sentisse tímido com aquela situação. Ela estende os braços e segura o rosto dele entre suas mãos. Beija-lhe apaixonadamente aqueles lábios pequenos e carnudos. Ah! Como amava aqueles lábios!
Leva-o suavemente para a cama e delicadamente retira a toalha que a impedia de ver aquela tão deseja e deslumbrante nudez. Percebe que Vasco fecha os olhos e deixa-se conduzir, sabendo que não seria ferido e que sua confiança era cega.
Sendo deitado na cama, Vasco se entrega aos toques quentes da mão de sua amada. Sabia que havia perdido muito tempo depois que sentira a dor dos choques recebidos enquanto estava no reino do outro lado do portal. Segundo o que havia ouvido de Killian, por alguns meses, tinha estado sob a forma de menino e mantinha-se confuso ao desconhecer o papel de cada uma das mulheres daquela família e o seu papel, quando estava nos braços de Regina.
Mas agora, a situação era outra: estava totalmente despido, exibindo-se aos olhos escuros e profundos de Regina e sabia exatamente qual seria o seu papel. Ela o estava devorando com aqueles imensos cílios escuros e conseguia sentir o calor emanado por aquele olhar, queimar sua pele e produzir uma sensação ocultada por um tempo que sequer se lembrava.
Regina sorri ao ver toda a beleza que lhe era oferecida por aquele homem, que lhe pertencia desde o dia em que trocaram o “sim” do casamento. Ele era seu, ele seria seu em qualquer espaço e tempo, em qualquer reino e através de qualquer portal.
Despindo-se também e presenteando os olhos celestes do marido com seu corpo delineado pelos exercícios, Regina sobe pelo colchão e vai saboreando a maciez da pele de seu homem. Começa roçando os lábios nas pernas dele, subindo sem pudores pela sua região pudenda e estacionando sua exploração nos montes do peito. Beija, suga, lambe e aproveita-se de tudo o que a natureza tinha ofertado.
Vasco geme alto e estimula Regina a encurtar o caminho para que os dois atinjam o prazer máximo. Seria um golpe baixo, mas aquilo iria provocar deliciosas sensações em ambos. Ela usa a ponta de seus dedos e produz minúsculos choques elétricos que unidos ao aquecimento da pele do homem, surtia uma confusão de emoções desesperadoras e sensacionais.
Enquanto seus lábios sorviam os mamilos quentes e úmidos do marido, Regina usa sua mão para pressionar o períneo dele e forçá-lo a contorcer-se de prazer. Vasco grita e não se importa com quem estivesse incomodado com seus ruídos imorais.
Sentindo-se estimulada e provocada, Regina gargalha e continua emitindo os pequenos choques no corpo do marido. Queria que ele se entregasse totalmente, da mesma forma que numa noite negra, tinha se entregado ao reverendo sob sua autorização. Queria vê-lo com as mesmas expressões que surgiram em seu rosto bonito, naquela noite que deveria ser apagada de suas vidas.
Quando um choque de maior intensidade é dado, Vasco não se contém e envolve o corpo firme de Regina com seus braços e senta-se no colchão. Estimula-se com o gemido alto da esposa e a obriga a sentar-se sobre ele, envolvendo-o com suas pernas. Rosnando, Vasco cola os lábios à boca de Regina e sem dizer nenhuma palavra, envia a ordem de que ela deveria gritar dentro dele. É obedecido e sente-se ainda mais másculo, quando uma parte de seu corpo invade aquele espaço quente, escuro, convidativo e úmido, ofertado por sua esposa amada. Movimentando-se com fome por aquele corpo feminino, Vasco se deita sobre Regina e a conduz numa dança ávida e predatória. Estava faminto por ela e não perderia mais nenhum segundo em possuí-la da forma fugaz que fazem os seres humanos.
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