Amor X Preconceito

29 Capítulo vinte e sete.


Notas iniciais
Resolvi meus problemas e vim correndo para cá. Bom, não consegui revisar o capítulo então, possivelmente, vocês verão alguns erros.
Adivinhem em que me inspirei para o Cristian? 6'
TALVEZ ele seja o casal de algum dos personagens que já apareceram na Fanfic. Façam suas apostas.
PS.: Não é a Bella.
Nesse capítulo haverá alguns flashs que vocês já viram e outros que vocês ainda não firam.. Também tem uma Sinopse, da minha nova Fanfic: Busca Implacável. Quem ficar interessado nela o link ta nas notas finais.
Dúvidas? http://ask.fm/JulyCarter

Quando o carro finalmente parou, os três rapazes saíram do mesmo e cada um segurou o corpo de Bella com violência, eles a arrastavam pelo chão sem piedade. Mesmo Isabella estando ainda desacordada, eles não planejavam deixa-la daquele jeito por muito tempo.

James pegou a gasolina em uma grande mochila e jogou sobre o corpo da garota, Jacob a chutou com força e Edward por sua vez, a puxou pelo cabelo retirando a máscara que cobria seu rosto. Ao perceber que ela estava despertando ele socou seu rosto com violência. Isabella choramingou de dor, sangue já escorria por seus lábios.

Ao ver o sangue, a violência dos três rapazes apenas aumentou. Perto dali, havia um pequeno lago, seu corpo foi arrastado novamente, mas agora, até ele. Gritos de dor saiam pelos seus lábios, lágrimas quentes escorriam por seu rosto. Ela rezava para que aquilo acabasse logo.

- Sabe nadar? – Jacob perguntou dando um sorriso frio.

Isabella balançou a cabeça, negando rapidamente, temia que o silêncio fizesse tudo aquilo piorar, mas seria difícil aquilo ficar pior.

- Acho bom começar a rezar. – Jacob sussurrou próximo ao ouvido da garota e em seguida riu.

Em frente ao espelho Isabella se observava. O seu ventre que antes era tão magro havia se transformado em uma grande barriga redonda. De uma forma estranha e assustadora, aquilo não transmitia medo. Estava nervosa quanto o desconhecido, afinal, nada sabia sobre crianças. Mas fora essa parte, ter um bebê a inspirava... Fazia com que ela não se sentisse tão sozinha.

Cada molécula do corpo de Isabella doía, seus olhos ardiam e sua respiração, aos poucos, cessava. O ar entrava cortante por seus pulmões feridos, aquele era o sinal de que algo ali estava errado. Com dificuldade ela conseguiu manter a calma. Seu corpo foi levado para a margem do lagoe ali, ela apagou.

[...]

- Ande Bill! – Gritou o rapaz de aproximadamente dezenove anos. Seus ombros eram largos e seus cabelos de um tom avermelhado, sua pele era branca, talvez pelo clima do local. Algumas pequenas sardas em seu rosto dava um ar de jovial ao mesmo. – Os peixes vão fugir. – acrescentou em um tom baixo e brincalhão.

- Fugir? – gargalhou o velho Bill. – Meu caro neto, não me envergonhe.- Seu tom foi diminuindo conforme se aproximava do rapaz. – Peixes não fogem...

- Viram mulheres. – murmurou o rapaz abobalhado sem deixar de desviar seu olhar um momento sequer do local onde o corpo de encontrava.

- Ai meu Deus. – abaixou-se Bill. – O que houve aqui?

O rapaz tocou no pescoço da garota com cuidado em busca de um vestígio de vida.

- Vô... Ligue para a emergência. – respirou fundo. – Os batimentos cardíacos dela estão diminuindo rapidamente.

- Nunca imaginei que ficaria tão bela. – Uma voz quase que irreconhecível tomou conta de todo o quarto. Uma voz que fez brotar instantemente um breve, porém verdadeiro sorriso no rosto de Isabella.

- Cristian. – A garota virou-se em direção ao rapaz ainda com aquele sorriso. – Me surpreendo ao vê-lo assim... – riu baixo.

- Assim como? – O rapaz ergueu a sobrancelha.

- Vestido... Acho que essa seja a palavra que estava procurando. – sorriu de lado.

- Ora Isabella, vivo vestido, você que nunca me vê.

- Devo me desculpar por ter tarefas extracurriculares mais importantes para cumprir? – sorrio ironicamente.

- Fico surpreso que ainda consiga pensar nessas coisas mesmo com esse barrigão.

- Gravidez não é doença. – murmurou espantada.

- Mas gravidez deveria criar um pouco mais de juízo na cabeça de mães desajustadas como você.

- Cristian, veio mesmo para me dar sermões? – perguntou incrédula.

- Talvez. – O rapaz puxou Isabella para seus braços e escondeu seu rosto nos cabelos escuros da garota. – Não deveria fazer isso pequena... É perigoso.

- Não deveria tentar meter-se na minha vida, é petulante. – rebateu.

- Sou seu amigo.

- Melhor amigo.

- Isso me dá alguns direitos, não dá Isabella?

- Claro que não. – riu afastando-se de Cristian. – Não perde o velho costume. – cruzou os braços. – Acha que podemos sair de casa pelo menos uma vez na vida? Quero ver Bill.

- Está mais rabugento que nunca.

- Tão rabugento quanto eu? – Bella sorriu.

- Não, você o ultrapassa.

- Fico lisonjeada com isso.

- Isabella! – Uma voz animada surge no meio do corredor. – Isabella! – A figura de Alice surge no meio da porta. – Mais que droga... – ela pausa no meio da frase. – Oi... – gagueja.

- Olá. – Cristian sorri. – Como ia dizendo... Passo aqui as sete para te buscar e quanto a você – vira-se para Alice. – está convidada também.

- Convidada para que?

- Para participar de minha vida.

Alice morde seu lábio inferior e observa enquanto o rapaz dá a volta e sai do quarto rumo a saída da casa. Era rara as vezes que aquele rapaz aparecia naquela casa. Dizia que não queria ficar embaixo do mesmo teto que assassinos, Isabella nunca discutia. Ele era importante. Muito importante.

- Quem é... Essa figura? – sussurrou Alice espantada. Havia ficado um tanto que balançada. Cristian não era do tipo de rapaz que servia para se jogar fora. Seus ombros largos a lembrava de um passado distante...

- Cristian Sparks. – Isabella sorri. – Um velho amigo.

- Não sabia que tinha amigos... Claro, não sabia que tinha amigos que não se chamassem Alice e fosse do sexo feminino. Papai o conhece?

- Alice! – Bella ri baixo. – É, ele o conhece. Cristian foi o cara que ligou para emergência depois do... Você sabe. – deu de ombros.

- Então ele te ajudou? Oh, já subiu um pouco mais no meu conceito. – Alice se aproxima da cama e se senta. – Bella, fico feliz em saber que os bebês são realmente da minha família. – Alice cruza os braços. – Sei que parece egoísta da minha parte e que de uns dias para cá eu tenha me afastado de você, é só que. – respirou fundo. – Para mim você é como uma irmã e imaginar que meus próprios irmãos e o garoto de quem eu gosto tiveram a capacidade de fazer isso com você... Me dá nojo.

- Alice... – sussurrou Bella sentando-se do lado da amiga.

- Não Bella. Por mim eles estariam apodrecendo em uma prisão e não fazendo a droga de um serviço comunitário como se tivessem roubado algumas balas de um supermercado. Eles deveriam estar presos.

- Meu pensamento não é tão diferente do seu. – admitiu. – Mas você não deve pensar dessa forma, eles são da sua família. Garanto que Jasper se arrependeu. – Completou tentando se convencer.

- Ele foi a minha maior decepção. – sussurrou. – Sempre pareceu tão integro e tímido. Acho que o meu encanto por ele desapareceu depois que eu soube de tudo.

- Então não era amor. – afirmou Isabella.

- Era amor, mas como amar alguém que fez tão mal para uma pessoa que também amo?

Aquela simples pergunta ecoou várias vezes na mente de Isabella e a deixou atordoada. Não entendia o motivo para se sentir daquela forma, apenas se sentia.

- Na época você não me conhecia...

- Mas eu me sentiria da mesma forma.

- Você está se contra dizendo Alice. – riu baixo fazendo Alice fazer careta.

- Bella, sei que é difícil para você, mas pode me contar como tudo aconteceu? — A garota de cabelos longos respirou fundo e balançou brevemente a cabeça dando sinal negativo. – Por favor Bella, preciso saber como tudo aconteceu. Talvez só assim eu possa decidir se devo mesmo confiar e acreditar no Jasper e nos meus irmãos.

POV ESPECIAL (BELLA)

- Não quero que sacrifique sua vida por algo que aconteceu comigo. – sussurrei.

Aquilo era verdade, de poucas pessoas com quem ainda me importava Alice era uma delas, não parecia justo para eu fazer com que ela abrisse mão da vida que poderia ter com Jasper para ficar ao meu lado, até porque com o que eu pretendo fazer com eles não mereço o apoio de ninguém.

- Não estou me sacrificando. Quero apenas saber o que aconteceu. Não quero ficar com um homem que não acho digno. Posso perdoa-lo se ele estiver realmente arrependido, mas só se eu souber de toda a verdade.

- Tudo bem. – Respirei fundo. – Não me lembro muito bem daquela dia, acho que meu subconsciente fez questão de apagar maior parte dele. Recordo-me vagamente que meu pai havia falado que no dia seguinte e arrumar um “trabalho”, aquilo deixou minha mãe um tanto que esperançosa. Não me lembro se estava acordada ou dormindo quando tudo aconteceu. Só me lembro dos gritos. – falei calmamente olhando para as minhas mãos. – Gritos ensurdecedores dos meus pais. Principalmente de minha mãe, não era para ela ter aquela vida Alice. – olhei para o rosto dela. – Ela era rica, meus avós tiraram tudo dela. Ela escolheu meu pai a riqueza.

- Acho que eu não teria a mesma coragem que ela. – sussurrou.

- Encarar o desconhecido também me assusta. – admiti e continuei. – Eles vieram da Alemanha depois que meus avós pagaram para atacá-los lá. Esperavam que com aquela atitude minha mãe voltasse para casa, mas naquela época, acredito que já estava grávida de mim. Sempre morei na rua, as únicas casas que conheço é aqui e aquele hospital. Naquela noite, após os gritos, a única coisa que me lembro é que tudo escureceu. Quando a luz voltou para meus olhos eu não estava lá naquela rua. Estava em um lugar distante. Nem Jasper nem Emmett estavam lá. Edward, Jacob e James foram quem fizeram tudo comigo... – sorri sem humor. – Lembro-me que Jacob teve a capacidade de se virar para mim e perguntar se eu sabia nadar, como neguei ele tentou me afogar. James lançou fogo em meu corpo. – suspirei. – Depois disso acharam que eu precisava sofrer mais... Edward tentou terminar o serviço.

Um sorriso largo brotou dos lábios de Edward ao ver a garota naquele estado. Ele se abaixou ao lado dela e passou levemente as pontas de seus dedos sobre o rosto dela. Naquele momento ela se esqueceu da dor que sentia, um leve formigamento foi causado no lugar da caricia.

- Vamos acabar logo com isso. – Ele olhou para os lados e a puxou pelo braço machucado com violência, novamente a dor a tomou.

Edward a jogou por cima de uma pedra e Isabella gemeu de dor, com facilidade ele tirou toda a roupa da menina. O rapaz arfou ao ver o corpo volumoso da garota, se abaixou de frente para ela.

- Gostosa. – murmurou. Suas mãos desceram até o sexo da garota onde se movimentaram rapidamente.

Isabella se remexeu tentando se afastar, mas ele pressionou a perna da mesma no mesmo lugar.

- Você vai ficar bem quietinha, se fizer algo que eu não mandar será pior.

Edward subiu sua mão pelo corpo da garota, fechando as mesmas em seus seios. Seus lábios se tocaram e nesse momento ela percebeu que seria difícil de nega-lo o que ele queria. Ela retribuiu o beijo e se odiou mais uma vez por isso. Ele tirou sua calça e não pensou duas vezes ao penetra-la com toda força. Seus movimentos eram rápidos e repetitivos. Ele repetiu aquelas ações várias e várias vezes, até o mesmo se cansar. Ele puxou novamente os cabelos de Isabella e fez com que era olhasse em seus olhos.

- Essa será sua primeira visão do inferno.

Edward se levantou novamente, e empurrou o corpo da garota no lago, ele sorriu ao ver o corpo dela afundar. Tudo estava acabado.

- Heil Hitler. [N/A: Algo parecido como Salve Hitler] – sussurrou Edward por fim.

- Eles não sabiam que eu ainda estava viva. – sussurrei. – Se soubessem, acabariam comigo ainda mesmo no hospital.

Busca Implacável

Sinopse: Nascida em uma das melhores coberturas do Upper East Side ela deveria ter sido criada em um dos melhores berços de Manhattan. Presenciou aos sete anos a morte dos pais, desde então, sua nova residência passou a ser um orfanato. Cresceu com um sonho, ou melhor, um pesadelo. Diariamente atormentada com o rosto de uma pessoa. O assassino. Essa era Isabella Swan, garota portadora de um dos maiores desafios existente. Controlar o desejo insano pela vingança.
Edward Cullen era um procurado. Não pela justiça, mas por milhares de pessoas a procura de uma cura. Famoso cirurgião era atormentado também por seus pensamentos. Que semelhanças tinha com Isabella? Bom, ele era somente, seu alvo.
A perda para algumas pessoas é apenas algo passageiro, mas para outras, pode ser apenas um motivo para matar.

Notas finais
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