Amor X Preconceito

30 Capítulo vinte e oito.


Notas iniciais
Acho que o Nyah me odeia, não sei se perceberam, mas eles comeram vários comentários da fanfic g.g
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Me desculpem pela demora para postar, ainda estou sem computador, acho que esse capítulo vai estar CHEIO de erro de ortografia, to sem word e tendo que digitar pelo DOCS do google.

“Dois garotinhos loiros de pele clara corriam pelos jardins de uma grande propriedade. Não se importavam com a hora muito mnenos com o clima que era frio e nada receptível. Dentro da casa murmúrios furiosos eram ouvidos. Uma senhora de poucos cabelos grisalhos encarava o marido incrédula e agora, todos os dois garotinhos espiavam pela frecha da porta.

Os murmúrios foram ficando mais baixos e rapidamente foram sendo substituídos por um baixo choro compassado.”

– Meus netos! — A senhora se aproximou dos rapazes puxando-os para um abraço apertado. Julgava ali um lugar seguro para aqueles dois. A senhora odiava reconhecer que seus dois netos eram rapazes feitos.

Alice estava encolhida ao lado de Bella. Apesar de estar ali, não queria estar e sentia de alguma forma que ali não era seu lugar. Passou vários anos sem ver os avós e estava feliz daquela forma. Odiava o fato de sua avó culpá-la pela morte de sua mãe, afinal, ela não sabia o que estava acontecendo no momento do maldito parto.

– Você está bem? — O cara alto, Cristian, sussurrou. De uma forma estranha, ele sentia que devia proteger Alice daquelas pessoas e estava naquela enrascada para isso.

– Estou. — sussurrou aproximando-se do trio. — Oi. — tentou se encolher o máximo que conseguia ao lado dos dois irmãos.

– Alice. — A senhora deu um sorriso amarelo voltando a atenção para os dois irmãos novamente. — Quer dizer que o meu pequeno irá se casar?

Edward se afastou novamente e respirou fundo.

– Essa é Isabella, minha noiva.

Elisabeth “torceu” o nariz ao olhar para Isabella.

– Sua ex-madrasta. — sussurrou. — Ex-mulher de seu pai.

– Mãe de meus sobrinhos. — Alice se intrometeu logo se arrependendo e voltando a se encolher após o olhar de repreensão da avó.

– Prefiro deixar esses detalhes de lado... — Edward deu de ombros. — Gosto de Bella. — Aquilo soou como uma declaração, não parecia falso aos ouvidos de Bella.

– Deveria demonstrar. — resmungou Cristian pondo-se atrás de Bella e Alice. Queria protegê-las da bruxa grisalha que estava a sua frente.

– Quem é esse? — Elisabeth cruzou os braços encarando-o.

– Vó... — Alice falou em dúvida e logo parou concertando-se. — Elisabeth, esse é Cristian, amigo do meu pai e hm... Meu também.

– Imaginei. Emmett, onde estão meus queridos? James, Jacob, Jasper e Thomas.

Isabella engoliu em seco com aqueles nomes.

– Não amole nossos netos e seus amigos com essas coisas. — O senhor com cara mais simpática se aproximou. — Oi garotos. — ele sorriu largamente e abraçou Alice. — Pequena. Pensei que não voltaria nunca mais aqui.

– Sabe que Berlim é minha segunda casa. — sorriu encolhendo-se ainda mais nos braços do avô.

Mesmo sem ter conhecido sua mãe, ali, ao lado daquele homem, sentia como se a realidade se dissolvesse. Sua mãe estava ali ao seu lado de alguma forma. Tinha que estar.

O senhor se afastou da garota e olhou para Bella com um pequeno sorriso nos lábios. Parece que os genes ruim dessa família havia vindo de Elisabeth.

Bella mordeu o lábio e olhou para o chão cruzando os braços na tentativa de “proteger” os bebês.

– Então essa é a famosa Isabella de quem Alice fala tanto.

– Isabella Swan. — sussurrou ainda olhando para o chão.

Edward observava disfarçadamente cada movimento dela.

– Minha noiva. — Edward sorriu puxando Bella pela cintura e depositando um beijo em seus lábios, mas não era um beijo qualquer, ela o queria e gostou daquele beijo.

Ele a desejava, de uma forma obscura, mas a desejava. Edward olhou nos olhos da garota e respirou fundo se afastando um pouco.

– Precisamos conversar. — sussurrou e Isabella apenas assentiu. — Quer comer algo? — estavam presos em uma bolha própria.

Bella negou, mas continuou enlaçada pelos braços dele e não se sentia estranha de modo algum com aquilo.

– Desculpe-me por afastar os pombinhos. — murmurou Elisabeth em um tom enojado. — Mas logo irá chover e acho que Carlisle não irá querer que seus dois filhos mais novos peguem chuva.

– Vovó, foi justamente por isso que nós dois vinhemos.

– O que quer dizer com isso Edward Masen?

– A senhora vai ser bisa avó. — Edward sussurrou. — O filho de Isabella é meu.

– Não basta que Carlisle queira que você se case com essazinha ainda quer que você assuma dois filhos de uma qualquer? Isso eu não aceito.

– Meu pai não está me obrigando a nada.

– Você não irá assumir um bastardo. — vociferou Elisabeth.

– Eles são meus filhos biológicos. — fez questão de soletrar. — E mesmo que não fossem, assumir ou não é uma questão que EU devo decidir.

– Isso significa que...

– Que sou um criminoso. Sim, fui eu que acabei com a vida dessa garota. — ele olhou para Isabella. — E sabe de uma coisa? Me arrependo disso.

– Deveria ter sido criado comigo. Preconceituoso você não seria.

– Me desculpe senhora Elisabeth. — Bella falou com firmeza se afastando aos poucos de Edward. — Mas acho que a senhora já me mostrou ser uma das piores pessoas que já conheci, falar daquela forma de meus filhos, dois bebês que ainda nem nasceram foi a coisa mais hipócrita do mundo e lhe garanto uma coisa: A educação que Carlisle deu para esses meninos foi muito melhor do que a que a senhora daria. — respirou fundo. — Veja Alice, viveu todos esses anos longe de você e é uma bela pessoa.

– Como ousa?

– Edward — ela se virou para o rapaz. — Não quero ficar aqui mais um minuto sequer.

– E para onde vai? Para debaixo da ponte? — Ironizou Elisabeth.

– Melhor debaixo de uma ponte do que dentro de um ninho de cobra.

Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Bella. Fora primeira vez que Edward vira alguém confrontar Elisabeth daquela forma.

– Você vai com ela? — Sussurrou apoiando-se no batente da porta.

– Não vó. — mordeu o lábio. — Vou com os meus filhos e a mãe deles. — Edward se virou para onde estava o carro que havia locado, pegou as malas sem dificuldade e as levou para o carro. Ao voltar respirou fundo e abraçou a avó.

– Estou devendo isso a ela. — sussurrou no ouvido da senhora. — Espero que entenda. E por favor, não maltrate a minha irmã. Pense um pouco vovó, ela não merece.

– Vai vir me visitar antes de voltar para o seu pai?

– O que você acha senhora Elisabeth?

A senhora deu um sorriso largo e depositou um beijo na bochecha do neto. Era inegável o favoritismo por ele.

– Se cuida meu amor. — sorriu a avó.

Isabella andou em direção ao carro revirando os olhos. A garota entrou no mesmo e bateu a porta em seguida. Edward também entrou assim que guardou as coisas na mala.

– Você não tem mesmo a noção do perigo não é Swan? Você foi a primeira pessoa que a enfrentou e nem mesmo deu a chance de a conhecer. — murmurou admitindo para si mesmo que ela era forte.

– Não me interessei por ela. — deu de ombros. — Não viu como ela tratou Alice? — Bella olhou para ele. — Também não gostei da forma como ela falou do seu pai. — suspirou. — Quando ela falou dos nossos filhos foi a gota d’água.

– Nossos filhos. — Edward sussurrou aquelas palavras para si mesmo. — Gostei de ver a enfrentando... Não parecia tão frágil.

– Sabe que não me importo com isso, mas obrigada.

– Obrigada por...?

– Por ter ficado ao meu lado. — suspirou.

– Antes de tudo acontecer prometi para você que te daria um dia feliz, acho que chegou a hora de cumprir a minha promessa.

– Duvido muito que consiga. — Deu de ombros.

– Amanhã te levarei para uma ultra-som e depois iremos sair e antes que diga não. Você não tem escolha.

Notas finais
Parece que a Elisabeth é uma nova Tereza Cristina da vida, mas digo uma coisa, as aparências enganam. Gostaram do casalzinho feliz balançado? Eu curti, até achei ele meio fofo. -q
Espero que tenham gostado.