Amor X Preconceito
21 Capítulo vinte.
Notas iniciais
Coloquei uma Bella meiga e ao mesmo tempo mais ou menos fria em relação ao Edward, mas espero que gostem.
- Onde está Carlisle?
- Teve que atender a uma emergência no hospital... Por isso não veio ainda te ver. – Edward olhou para o lado. – Tenho que ir antes que venham me procurar.
Timidamente, Isabella pôs-se na ponta do pé e tocou seus lábios nos de Edward.
- Considere isso como um agradecimento.
Finalmente Isabella estava colocando os seus planos em prática.
Aos poucos a movimentação da casa ia se dissolvendo e sem olhar para os lados o rapaz alto e magricelo se afastava da casa com largos passos, estava visivelmente transtornado, seu coração parecia estar em suas mãos e conforme seus batimentos aceleravam seus passos também seguiam-nos no mesmo ritmo.
As nuvens de chuva voltaram a pairar sobre a cidade e agora, as grossas gotas caíam por seus cabelos que automaticamente o segava. Naquele instante a ficha finalmente havia caído, sem olhar para os lados ele atravessou a rua e a única coisa que fez com que ele despertasse para a realidade foi o som das buzinas.
Balançando a cabeça conseguiu sair do seu transe percebendo o quanto havia andado.
- Tenho que sair daqui. – sussurrou olhando para os lados e correndo em direção a um ponto de táxi que agora estava tão perto...
Em poucos minutos a visão da grande casa luxuosa já tomava conta de seus pensamentos, ao pagar o motorista saiu correndo já abrindo a porta de sua casa. Passou a mão por seus cabelos secando-os com dificuldade, olhou para o lado e viu sua mãe, da mesma forma a ignorou. Sem dar-lhe a mínima explicação andou o mais rápido que conseguiu para seu quarto, entrou no mesmo, fechou os olhos e ao abri-los deparou-se com o símbolo nazista que parecia brilhar em sua parede.
A sua mãe sempre se perguntou o que aquilo significava sobre seu filho, mas ele sempre afirmava que era algo sobre uma de suas bandas favoritas a mesma que vivia em seu MP4.
Às vezes ele sentia pena de sua mãe, o que era algo que assustava até a se mesmo. Ele não deveria sentir pena de ninguém, mas ele sentia compaixão por sua mãe assim como Edward sentia por Bella. Mas Isabella era algo que o enojava ao extremo. Não se comparava com sua mãe. Aquela que o colocou no mundo e tentou ser uma das melhores do mundo apenas para protegê-lo de tudo, infelizmente, seus esforços de nada valeram.
James era filho único de um grande milionário dono de uma das mais lucrativas ações da bolsa de valores. Seu pai sempre foi ausente e James sempre procurou uma forma de chamar sua atenção, pelo menos até três anos quando morrera em acidente de avião. Seu voo caiu em meio ao oceano enquanto sobrevoava do Rio de Janeiro para Paris. Mesmo morando nos Estados Unidos seu pai se recusava a ficar lá por mais de uma semana.
No seu momento mais frágil, as ideias persuasivas de Hitler seduziram James de tal forma que dai foi um passo para ele se transformar no que ele era hoje.
Há três anos.
Dias e dias se passavam e Jasper continuava isolado do mundo. Sua mãe pensava seriamente em levá-lo ao psicólogo, mas sempre que tocava no assunto ele se recusava terminantemente.
O rapaz estava encolhido em uma das últimas cadeiras da sala de aula que não tinha mais de vinte alunos, mesmo assim sentia-se sozinho e inconsolável. Ele estava vazio tanto por dentro como por fora se sentia um caco.
Era seu primeiro dia no tão sonhado ensino médio, aquela era uma transição difícil para qualquer um, principalmente depois de sua perda. Ele tinha acabado de mudar de escola e agora via todos que diziam serem seus amigos se afastarem de forma alarmante.
Na cadeira encostada na parede oposta da sua sentavam-se dois garotos altos vestidos de preto com uma postura impecável. Ambos eram sérios e ninguém conseguia, ou melhor, nem ao menos tentavam se aproximar deles. Eram dois típicos monossílabos, quase não falavam com ninguém, apenas ouviam.
O tempo foi passando e conforme James os observavam ele foi absorvendo o seu estilo de se vestir e em questão de dias estava vestindo, agindo e compartilhando das mesmas ideias que eles.
Aos poucos o grupo foi se multiplicando e os “ensinamentos” se espalhando.
Eles eram temidos na escola e até mesmo na cidade eram olhados de forma diferente e por incrível que pareça gostavam daquilo. Gostavam de exalar imponência e de causar temor em quem estava ao seu redor.
Em seu guarda-roupa pegou uma mala grande, jogou-a em cima da cama abrindo-a em seguida observou o guarda-roupa coberto de roupas negras. Ele pegou a maioria delas e jogou dentro da mala, vestiu sua jaqueta de coro, escondeu seu celular em um dos bolsos juntamente com um talão de chegues.
A que ponto havia chegado? Estava fugindo de sua casa para não acabar tão rápido como o Tom.
James pegou sua mala e ao passar pela sala viu o olhar angustiado de sua mãe lhe fitar. Sem deixar se abalar segurou a maçaneta e suspirou pesadamente.
- Não vá. – sussurrou sua mãe tentando lhe puxar mais para perto, mas o rapaz nem sequer se mexeu.
- Tenho que ir. – olhou para o lado mantendo a postura séria e inabalável.
- Por favor, meu filho, eu... Eu sinto que algo muito ruim vai acontecer se você for.
- Algo ruim? – Deu um sorriso frio. – Não irá acontecer nada... – Ele beijou a testa de sua mãe pela última vez abrindo a porta e sem olhar para trás entrou no carro ligando-o e pisando fundo no acelerador.
À medida que o carro se afastava das redondezas de Forks seu coração voltava a bater de forma calma e compassada, num ritmo mais normal. Seu celular que estava no bolso de seu casaco não parava de tocar, aborrecido, ele rapidamente abriu a janela do carro e jogou o celular para mais longe que pode.
Os pneus cantavam pela estrada e de longe ele já conseguia ver o aeroporto.
Um meio sorriso surgiu em seus lábios.
- Adeus fim de mundo. – sussurrou.
Definitivamente ele estava ficando louco.
[...]
Os olhos de Isabella estavam fechados e seu corpo escondido embaixo de um grosso lençol, seu rosto coberto por lágrimas, seu coração apertado. Sua mão estava em seu ventre, há mais ou menos cinco minutos ela havia sentindo a primeira movimentação em seu ventre. Poderia ser impressão, mas mesmo que fosse aquilo foi o motivo de uma grande felicidade para ela que não cansava de imaginar os possíveis rostos de seus bebês.
Um breve barulho na porta fez com que ela “despertasse”.
- Te acordei? – a voz rouca de Edward não passou de um sussurro. – Me desculpe, vim apenas ver se está tudo bem com vocês.
- Com os bebês. – Isabella o concertou rapidamente sentando-se na cama. – Sim, está tudo bem com eles.
- Meu pai ainda não chegou. – sorriu de lado. – Acho que irá dormir no hospital, é bom ir se acostumando com isso, quase nunca verá seu marido.
- Prefiro pensar que ele estará salvando vidas.
Edward olhou para o chão e balançou a cabeça.
- Não sei como alguém consegue ser tão compreensiva em todos os aspectos.
- Não posso simplesmente impedi-lo de fazer o que ele gosta por um simples capricho.
- Um simples capricho? Quando começar a se sentir sozinha não vai pensar assim. Não sabe como é ser criada por babás.
- Claro que não, mas sei muito bem como é a dor de perder os pais de verdade.
Edward se levantou da cama.
- Durma Isabella. – ele abriu a porta do quarto. – Amanhã será um grande dia.
Isabella respirou fundo e deitou-se novamente na cama esperando que o sono a levasse para o desconhecido.
Notas finais
Gente, vocês viram que o visual do meu blog mudou? -q
http://julycarter-fanfics.blogspot.com.br/
Estou pensando em divulgar algumas fanfics de vocês (leitores) lá.
Na parte: Recomendo.
Em breve falarei sobre isso lá.
Qualquer dúvida já sabem o esqueminha né? http://ask.fm/JulyCarter
Podem perguntar a vontade, adoro responder *ooo*
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