Amor X Preconceito
22 Capítulo vinte e um.
Notas iniciais
Bom, esse capítulo ta meio fraquinho, mas espero que vocês gostem. Antes que perguntem, não pensei em quantos meses Isabella estaria, mas vamos colocar 4 meses, ok?
Acho que posto o próximo próxima semana. Qualquer coisa já sabem onde ir né? (blog ou ask, rs)
POV ESPECIAL (BELLA)
Há dois dias eu estava aqui em Port Angeles com a Alice, de longe eu conseguia sentir o calor que se alastrava por meu corpo e a luz do sol que queimava meu rosto sem dó nem pena. Apesar de estar em um quarto de hotel, aquela cidade simplesmente era mais parecida com um lar para mim. Foi ali que dormi pela primeira vez em uma cama de verdade, mesmo que tenha sido em uma de hospital, fora a primeira vez que me senti segura embaixo de um teto verdadeiramente aconchegante.
Era simplesmente impossível tentar esconder a alegria que transbordava por meu corpo naqueles dias. Quase que impossível de se dissolver era o sorriso largo que estava fixo em meu rosto.
Além de estar na cidade que eu considero um lar estou a poucas horas de ver meus dois pequenos... Meus dois bebês.
Até nesses momentos Alice fazia questão de me deixar feito uma “boneca”. Ela praticamente me obrigara a vestir um vestido longo, muito alegre para meu gosto, diga-se de passagem, inclusive, nesse mesmo instante eu conseguia sentir o seu olhar penetrante de curiosidade sobre meu corpo.
- Não aguento esse silêncio. – sussurrou irritada o que atraiu minha atenção. – Acredita que eu vou poder ouvir o barulhinho do coração dos meus irmãozinhos? – Um sorriso que parecia ainda maior que o meu surgiu em seus lábios.
Por incrível que pareça nesse momento eu queria que aquilo fosse verdade, que esses dois bebês que eu carrego fossem fruto do amor de Carlisle por mim.
Talvez fosse muito mais fácil se eu contasse para todos que o filho era do Edward. Assim, o máximo que ele e seus amigos fariam era um serviço comunitário qualquer, afinal, até hoje não conheço nenhum rico que seja punido de forma drástica e justa. Com certeza serviços comunitários não são o suficiente. Eu teria que fazer algo muito maior para puni-los pelas mortes dos meus pais.
- Bella? – Era engraçado como a voz de Alice soava engraçada quando estava preocupada.
- Não acha que está animada demais não? – sussurrei me condenando por estar acabando com sua felicidade.
- São meus irmãos. Eu tenho todo o direito de estar preocupada, no meu lugar, você também estaria.
O jeito infantil e ao mesmo tempo amável da Alice fazia com que eu me sentisse culpada na maioria das vezes. Mesmo achando que meus filhos não tinha nenhum parentesco consigo ela sentia-se tão... Tão apaixonada, é, apaixonada talvez seja a palavra certa, por essas duas pessoinhas.
Ela parecia nos considerar mais do que da família e de forma assustadora isso me amedrontava.
- Eles só são seus irmãos porque seu pai é um homem carinhoso. – E seu irmão um covarde.
- Às vezes você consegue ser tão idiota e absurda. – Ela rosnou e eu sorri.
- Sou apenas realista. – dei de ombros ao ouvir o barulho de alguém batendo na porta meu coração acelerou. – Deve ser o Carlisle para nos buscar. – Mas minha alegria durou pouco tempo.
Alice esticou a mão em direção à porta e quando a abriu bufou cruzando quase que imediatamente os braços.
Um meio sorriso surgiu nos lábios de Edward quando ele analisou meu corpo de cima a baixo.
- É você. – murmurou Alice finalmente fazendo com que nós dois acordássemos do transe. Afastando-se devagar da porta ela deu espaço para ele entrar e assim ele fez.
- Vamos logo. – sussurrou ao perceber que eu ainda o encarava sem reação. – Jasper e Jacob estão no carro nos esperando.
Ótimo, como se já não bastasse dois agora terei que conviver com os quatro já que desde o incidente do casamento James sumiu, nem sua própria mãe tem notícias sobre o paradeiro do filho.
- Onde está Carlisle? – sussurrei me levantando da cama e caminhando em direção aos dois.
- Adivinha – Edward sorriu friamente.
De certa forma eu preferi ignorá-lo.
Eu odiava a maneira de como ele se referia ao Carlisle, mesmo que ele fosse um pai ausente, ele era seu pai, Edward deve-lhe respeito acima de tudo e de todos.
Caminhamos de forma rápida para fora do hotel.
- Pensei que não voltariam nunca. – Bufou Jacob encostado no carro.
Seus braços estavam cruzados e seu olhar ao ser direcionado por mim era raivoso, por mais que eu não quisesse fui obrigada a me encolher.
- As duas demoraram fazendo perguntas tolas sobre meu pai. – Edward deu de ombros e foi em direção ao banco do motorista, eu estava pronta para entrar no banco de trás juntamente com Alice, mas antes disso sua voz fez com que eu parasse. – Isabella irá na frente.
Dei a volta me aproximando do banco do passageiro, suspirei e adentrei no carro colando minha cabeça na janela.
De longe consegui ver um sorriso surgir nos lábios de Alice ao se aproximar de Jasper.
- Fico feliz que tenha vindo também. – sussurrou.
- Estava na faculdade quando Edward me ligou, não tive escolha. – disse com indiferença o que fez com que a raiva que sinto dele apenas aumentasse.
- Ah. – A decepção ficou clara em sua voz.
Jasper pareceu perceber o que tinha feito, sorriu de lado e olhou para Alice.
- De qualquer forma eu iria na sua casa a noite para lhe ver.
Os pequenos olhos de Alice brilharam e seu coração pareceu acelerar de forma alarmante.
POV NARRADOR
Deitada na pequena maca de exames Isabella possuía um largo sorriso nos lábios, ao seu lado estava Alice que segurava sua mão com força e um pouco mais distante, praticamente colado na porta estava Edward, que permanecia com os braços cruzados e tentava a todo custo parecer desconfortável com aquela situação, o que estava longe de ser a realidade.
- Ainda não entendo porque tenho que ficar aqui. – Resmungou.
- Como consegue ser sempre idiota? – sussurrou Alice revoltada. – Papai está mais que certo em te obrigar a ficar aqui porque tenho certeza que quando os dois nascerem você irá se encantar.
- Como consegue ser tão sonhadora? – Edward riu e Alice apenas revirou os olhos.
As mãos de Isabella apertaram-se ainda mais em torno das de Alice quando Carlisle adentrou no quarto.
- Me desculpem pela demora, eu estava em uma sala de cirurgia.
- Como sempre. – sussurrou Edward tão baixo que apenas Isabella conseguira ouvir porque estava prestando o máximo de atenção que conseguisse em suas expressões.
Carlisle passou um pouco de álcool em gel em sua mão, ligou o pequeno aparelho que estava próximo a máquina e lentamente passou o produto gélido no ventre de Isabella.
Em pouco tempo o barulho que dominou a sala foi o que o equipamento transmitia.
Os dois pequenos corações que batiam freneticamente atraiu a atenção de todos da sala, até mesmo de Edward que naquele momento não conseguia manter sua postura fria.
- Parabéns Isabella. É um casal. – Carlisle sorriu-lhe de lado, mas em seu olhar estava clara a preocupação.
Havia algo de errado com os bebês.
Notas finais
Sinopse: Uma nação em pleno vapor, uma verdadeira muralha econômica. Protegido de todos os lados os Estados Unidos da América após o final da Primeira Guerra Mundial era visto com uma nação indestrutível, uma economia inabalável. Enquanto a maioria dos outros países estava tentando se reerguer ele estava se transformando em uma verdadeira potência. Mas como todos os impérios, um dia, esse também desmoronou.
Isabella foi a garota que presenciou tudo isso de perto. Seu pai era um dos mais ricos e influentes banqueiros da época, mas com a desvalorização da bolsa de NY viu toda a sua fortuna praticamente derreter cometendo suicídio e deixando sua filha a mercê da própria sorte em meio a uma crise mundial.
Até mesmo os mais sólidos dos castelos podem vir à ruína.
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