Amor X Preconceito
33 Capítulo trinta e um.
Notas iniciais
Tentei fazer com que o clima entre os dois ficasse divertido, mas acho que não me sai muito bem. Espero que gostem do capítulo, quem sabe eu mereça até uma recomendação? (A) Brincadeira gente... Bom, acho que nem preciso dizer que a Fic está na reta final.
– Você matou meus pais.
– Se eu pudesse os traria de volta.
– Mas não pode. — sussurrou.
– Não, não posso e me condeno por isso, mas permita-me tentar trazer um pouco de luz a sua vida. Traga alguém por eu lutar. Permita-me lutar por você.
– Você é louco. — murmurou Isabella escondendo seu rosto em suas mãos.
– Sou louco, mas você é a cura de toda a minha loucura.
POV BELLA
Sempre ouvi falar sobre conflitos internos entre a razão e o coração, certo ou errado, mas como todas as outras pessoas nunca pensei que estaria no meio deles. Olhando-o daquela maneira tão vulnerável e ao mesmo tempo tentando mostrar uma autoconfiança que não existia, aquilo me fez esquecer por alguns instantes o monstro que eu sabia que ele era. Eu não podia negar nem para mim nem para ninguém ao meu redor que ele conseguia mexer comigo,na verdade, ele conseguiu me deixar mais abalada do que eu já estava, psicologicamente falando, eu estava emocionalmente um lixo.
– Você matou meus pais. — falei aquilo tentando me lembrar de que aquilo havia acontecido, simplesmente eu não conseguia conciliar aquele Edward que estava a minha frente com o Edward que fez da minha vida o inferno. O Edward que estava na minha frente parecia um anjo enquanto o que eu me lembrava a personificação do mal.
– Se eu pudesse os traria de volta. — aquilo pareceu tão sincero saindo de seus lábios. Mais uma vez senti vontade de abraçá-lo e dizer que eu não me importava mais com o que havia acontecido. Seria mentira, talvez a maior que eu contaria na minha vida, mas se fosse para lhe proporcionar um sorriso verdadeiro, eu faria.
– Mas não pode. — simplesmente sussurrei rezando para que ele desistisse daquela conversa e voltasse a ser o Edward que eu conseguia odiar.
– Não, não posso e me condeno por isso, mas permita-me tentar trazer um pouco de luz a sua vida. Traga alguém por eu lutar. Permita-me lutar por você.
– Você é louco. — E eu estava perdida. Escondi o rosto em minhas mãos. Não queria encará-lo.
– Sou louco, mas você é a cura de toda a minha loucura. — Se meu objetivo fosse mesmo acabar com ele, eu poderia me levantar dali e deixá-lo sozinho, ele acabaria com si mesmo aos poucos, pelo menos se ele estivesse sendo sincero. Há duas semanas eu faria isso e com todo prazer.
– Não sei o que fazer. — confessei levantando o olhar para o seu rosto.
Tive que segurar o soluço que tentou escapar por meus lábios. Os olhos verdes de Edward estavam quase inundados por lágrimas isso me levou a chegar a conclusão de que eu era a primeira pessoa para quem ele havia falado a verdade. Por um breve momento pensei em abraçá-lo, mas eu simplesmente não conseguia. Era muito mais complicado para mim. Acho que se eu simplesmente o abraçasse estaria traindo meus pais, a mim mesma. Mas se eu não fizesse isso poderia estar comprometendo meu futuro. Sinto algo por ele que vai muito além do ódio e talvez também da razão. Não consigo me imaginar longe dessa família, e hoje, isso também inclui ele.
Fiz menção de me aproximar dele, Edward apenas observava cada movimento que eu fazia e com cuidado também se aproximava. Sorri para ele sem mesmo entender o motivo do sorriso. Quando nossos corpos finalmente se tocaram, não consegui evitar a sensação da corrente elétrica que pecorreu meu corpo. Eu ansiava por aquele toque há muito tempo, só agora consegui perceber isso.
– Me perdoe. — sussurrou próximo ao meu ouvido e meus olhos se fecharam. Eu não podia dizer que sim. Não sabia se havia o perdoado, só sabia que naquele momento eu o queria ao meu lado. Queria Edward ao meu lado mais que tudo.
Não consegui evitar. Lágrimas caíram por meus olhos, seus braços ainda estavam ao redor de meu corpo. Eu conseguia sentir a sua respiração constante e quente em meu pescoço. Minhas lágrimas caiam em sua camisa deixando marcas. Eu não sabia o que falar e acredito que ele também não. Perdi a noção do tempo, não sabia há quanto tempo eu estava nos braços dele. Pela primeira vez na vida me sentia verdadeiramente segura e aquilo era irônico, eu me sentia segura nos braços de meu inimigo.
Só nos separamos de verdade quando o seu celular tocou, mesmo assim não foi instantâneo, ele me observou até o terceiro toque do celular, é, estranhamente eu contei os segundos, só então ele se levantou lentamente da cama, e eu acompanhei cada passo seu.
– Espero que tenha um motivo importante para me ligar Alice. — sussurrou aborrecido. Será que ele estava se sentindo igual a mim? — Não Alice, eu ainda vou com Isabella até ele. — olhou para mim. Para onde ele iria me levar? — Eu sei Alice. — respirou fundo. — Cuidarei dela e ligarei para Carlisle. Acho que voltaremos amanhã... Depende do que der nos exames. — que exames? Era para eu me desesperar? Algo no meu subconsciente me dizia que sim. — Já informou a vovó sobre isso? Não sei por que, mas acho que ela não vai gostar nada disso. — a verdade é que eu queria tomar o celular dele e colocar no viva voz, odiava estar por fora de tudo. — Sei que não se importa sobre o que ela pensa Alice, mas de qualquer jeito ela é a única coisa que temos da nossa mãe. Não esqueci do vovô. — resmungou por fim. — Agora tenho que ir, Bella está me olhando com um ar impaciente e acho que sei que grávidas ficam irritadas facilmente.
– Ainda bem que sabe. — sussurrei ao vê-lo desligar o telefone. — Para onde irá me levar?
– Lembra que eu disse que tenho um amigo de minha confiança aqui? — assenti. — Irei te levar até ele para ver se está tudo bem com os bebês. Acho que o parto deve ocorrer logo, pelo menos pelos meus cálculos.
– Por isso voltaremos amanhã para casa?
– É... Quer dizer, só se você quiser. Também tenho que voltar para a faculdade, vou ter que pedir licença logo para cuidar de você e dos bebês, e hm... — ele pareceu meio temeroso para terminar a frase. — E para a nossa lua de mel.
– Acho que seria uma boa ideia. — Sorri um pouco me levantando. Me aproximei dele e ele também sorriu.
Talvez eu estivesse errada, mas nesse momento a única coisa em que conseguia pensar era nele e em nossa “família”. Como as coisas mudam rápido.
POV EDWARD
Pela primeira vez depois de muitos anos eu me sentia completo e aquela era uma sensação um pouco estranha. Bella estava ao meu lado, não correu de mim pela primeira vez na vida, também não se esquivou. Agora nós estávamos um ao lado do outro, minha mão segurava a dela. Eu estava feliz. Me sentia bem por isso.
– Você pensou nos nomes que vai dar aos bebês? — a olhei enquanto nos aproximavámos do consultório de Matt.
– Sim... Quer dizer. — ela corou. — Sei que eu deveria ter consultado você, na verdade, não sabia, mas acho que agora devo. Pensei para a menina Renesmee... Sei que você adora a sua mãe e eu, eu sinto falta da minha, acho que poderíamos trazê-las mais para perto assim.
Era impossível negar que a cada ato daquela mulher eu ficava mais acorrentado ao seu lado. Como um dia eu pude maltratá-la de tal forma? As vezes eu me pegava pensando, e se todas as pessoas que um dia maltratei fossem assim? Eu era um lixo. Um puta de um desgraçado.
– Obrigada Isabella. — sussurrei.
– Pelo o que... Exatamente? — riu baixo.
– Acho que por tudo. — sorri de lado. — E o nome do menino?
– Charlie Carlisle. Podemos chamá-lo de CC.
Mordi o lábio tentando evitar o riso.
– Charlie Carlisle? Acho que vou ter pena do nosso filho. O que acha de Stephan Charlie? Acho que fica melhor que CC. — ri a puxando para o elevador.
– Se eu fosse o Carlisle te deserdava. — Bella cruzou os braços e fez um pequeno bico.
– Ainda bem que você não é. — dei de ombros entrando no consultório. Eu deveria ter aprendido que Isabella tinha uma adoração insana por meu pai.
Matt já estava na porta, ele estava com os mesmos braços cruzados de sempre e um meio sorriso nos lábios. Ele era um dos únicos amigos que tive que realmente valeu a pena.
– Matt. — estendi a minha mão e ele a apertou. Bella estava retraídas atrás de mim. — Essa é Isabella Swan, minha noiva.
Ele gargalhou e me encarou.
– Fala sério, Edward Cullen, noivo? Essas palavras não parecem combinar. Mesmo assim, prazer Isabella. — Matt a puxou para um abraço e eu, pela primeira vez na vida, senti ciúmes. — Fico feliz que alguém tenha conseguido amarrar esse cara, a última que esteve aqui foi aquela tal de Tânia, ele achava que seria pai. — Matt fez careta e eu praticamente o ataquei. Bella ficou visivelmente desconfortável. — Acho que com você esse sonho dele se realizou.
– Você achou que Tânia estava grávida de você? — Isabella me encarou e eu me encolhi. Desde quando eu aprendi a ter medo de uma garota?
– Antes de te conhecer. — dei de ombros. — Acho que ela era minha namorada, tipo assim, só acho.
– Fico feliz em saber disso. — disse ironicamente.
– Sei que em briga de marido e mulher ninguém se mete, mas acho que estamos aqui por um motivo mais importante. — Matt sussurrou se sentando em sua cadeira. — Bom Isabella, vá colocar a bata que está no banheiro, enquanto isso acho que posso ter uma conversa com esse inútil ai. — ele apontou para mim e eu revirei os olhos. Bella apenas assentiu e entrou no banheiro. — Então está noivo de verdade, o que você fez Edward Cullen?
– Muita coisa, acho que não dá para te contar tudo apenas hoje, talvez você possa voltar com a gente. — dei de ombros. — Queria que acompanhasse o parto dela.
– Seu pai não vai fazer isso? — ergueu a sobrancelha.
– Sabe que não confio no Carlisle.
– Ninguém confia. — Matt deu de ombros. Ele era a única pessoa que concordava comigo, em quase tudo. Talvez fosse por isso que a gente se dava tão bem.
Bella entrou novamente no consultório e eu me levantei me aproximando dela. Matt também se levantou.
– Deite-se ai na maca e começaremos a consulta.
[...]
– Então Matt, está tudo bem com O bebê? — sussurrei rezando para que ele entendesse o que eu queria dizer.
– Sim, tudo indica que irá nascer um garotão forte e saudável. — ele sorriu e eu suspirei aliviado.
– E a garotinha? — Bella se pronunciou olhando para o visor encantada. Eu tinha medo do que aconteceria quando ela descobrisse que não haveria uma garotinha. Seria apenas eu, ela e nosso filho.
– Ela está bem também. — Matt tentou parecer sincero, mas não foi muito convicente. Pelo menos Bella acreditou. — Pode ir se trocar Isabella.
Bella se levantou e caminhou novamente para o banheiro. Eu encarei Matt e ele suspirou.
– Quando vai contar para ela?
– Quando nosso filho estiver em nossos braços. — suspirei. — Não sei como falar.
– Um conselho de amigo e acho que de médico também, quanto mais rápido você contar a verdade mais fácil será para você e para ela.
– Contarei para ela. Assim que chegarmos em casa. — Olhei para Isabella entrando novamente no consultório e meu coração se apertou. Por que é tão difícil se importar com alguém? — Matt, te vejo amanhã, quatro da tarde, no aeroporto.
– Não ache que largarei tudo por você. Nosso caso acabou há anos. — disse em um tom brincalhão que conseguiu incluir Isabella que riu baixo da piada sem graça. — Farei isso por essa belezura aí. — Ele ergueu a sobrancelha e se aproximou de Bella. — Fico feliz que tenha conseguido conquistar Edward, já estava na hora de alguém acorrentá-lo.
– Acho que não encaro isso como acorrentá-lo, acho que está mais para re-educação, estou ensinando-o a viver novamente. — ela olhou para mim e eu entendi aquilo como um SIM. Tenho que me lembrar de agradecê-la mais tarde.
– Obrigado Matt. — puxei Isabella para mim. — Mas temos que ir, teremos um dia longo.
– Teremos? — Bella olhou para mim em dúvida.
– Com certeza teremos. — apenas sorri a levando dali.
Idependentemente de qualquer coisa, hoje, Isabella seria feliz.
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