Amor X Preconceito

34 Capítulo trinta e dois.


Notas iniciais
Gente, me desculpem pela demora, mas AINDA estou sem computador. -.-
Está um caso sério, minha prima pediu há mais de um mês na internet e nada dele chegar. Estou usando o da minha mãe, mas ela meio que está regulando o meu tempo, ou seja, quase nunca posso entrar. Fiz esse capítulo bem rápido, não acredito que esteja muito bom, mas espero que gostem. A fanfic está na reta final.

– Acho que não encaro isso como acorrentá-lo, acho que está mais para re-educação, estou ensinando-o a viver novamente. — ela olhou para mim e eu entendi aquilo como um SIM. Tenho que me lembrar de agradecê-la mais tarde.

– Obrigado Matt. — puxei Isabella para mim. — Mas temos que ir, teremos um dia longo.

– Teremos? — Bella olhou para mim em dúvida.

– Com certeza teremos. — apenas sorri a levando dali.

Idependentemente de qualquer coisa, hoje, Isabella seria feliz.

Amor, esperança, medo, fé. – Isso faz a humanidade

Esses são seu sinal, registro e caráter.

- Robert Brouning, “Paracelsus”

Mônaco – Dias Atuais.

Era um dos dias mais quentes de Mônaco, o sol brilhava em seu pico com toda a sua exuberância, toda luz que emanava do mesmo refletia no rapaz que estava em frente a uma piscina de uma casa grande e luxuosa. Seus óculos escuros escondiam seus olhos, mas o seu ar arrogante e suas características físicas não podiam negar quem ele era. James. Em suas mãos havia um jornal do dia atual cujas notícias pareciam saltar para fora do pedaço de papel.

- Morre filho de empresário bem-sucedido. – sussurrou encarando a manchete enquanto continuava a ler. – Jacob Black (22 anos), foi a única vítima da queda de um avião particular que ia em direção a Mônaco nesse final de semana. – James respirou fundo e continuou a ler calmamente. – Jacob iria passar as férias em uma casa da família logo após de ser acusado com mais quatro amigos, também filhos da elite americana, pelo assassinato de Charlie e Renée Swan em sua cidade natal. O enterro de seus restos mortais acontecerá também em Forks, cidade onde cresceu e foi criado na próxima segunda-feira. Perícia afirma que o acidente ocorreu por falha técnica, mas Billy Black, pai do rapaz, exigiu que continuasse com mais perícias.

Os punhos de James se fecharam e o jornal caiu por seus dedos. Jacob estava vindo vê-lo. Aquilo era a única coisa em que conseguia pensar. Jacob morreu por sua causa.

- Hora de voltar para casa. – murmurou com um pequeno sorriso nos lábios, levantou-se da cadeira e andou em direção a grande casa que um dia seria de Jacob.

Seattle

A paisagem além das janelas do carro aos poucos ia se modificando. O sol que antes brilhava com vigor agora dava espaço para a escuridão que se aproximava, as únicas coisas que em breve iluminariam as ruas eram as lâmpadas dos postes da cidade.

Edward não conseguiu pregar os olhos desde a hora que saíram de Berlim, ele sentia que deveria estar acordado e pronto para qualquer tipo de imprevisto. Seu rosto virou inconscientemente na direção de Bella que dormia tranquilamente com a cabeça apoiada no ombro dele. Aquele era o motivo maior de sua insônia. Dormindo ela parecia tão frágil e indefesa que ele sentia a necessidade de protegê-la, na altura do campeonato, ele tinha a certeza que daria sua vida por ela, se assim fosse preciso. Ao lado daquela garota sentia-se humano, não o monstro que um dia foi.

O rapaz respirou fundo e beijou-lhe os cabelos, com um pequeno sorriso nos lábios ela despertou de sua fortaleza.

- Estamos chegando. – A voz de Edward saiu mais rouca do normal condenando o sono que sentia no momento.

Isabella abriu os olhos rapidamente e evitou a vontade de arfar ao deparar-se com os olhos verdes de Edward fitando-a. Ao redor de seus olhos profundas olheiras haviam se formado, mas mesmo assim Isabella não conseguia deixar de pensar em como ele era bonito.

- Em casa? – murmurou Bella demonstrando a animação por trás da sonolência. Ela estava ansiosa, queria ver Carlisle e dizer o quanto havia se encantado por Berlim, dizer que o Edward provou que havia mudado, estava decidida, contaria que o rapaz enfrentou a avó por ela e depois providenciou tudo para que ela ficasse confortável, cuidou de si e de seus filhos como um verdadeiro pai.

- Não. – Edward sorriu como se estivesse pedindo desculpas. – Estamos em Seattle, está escurecendo, dormiremos em um hotel hoje e amanhã de manhã iremos para a casa.

- Ah. – foi a única coisa que Isabella se atreveu a pronunciar. Lentamente ela se afastou dele.

- Você está bem? – ele a observou, pelo pouco que a conhecia, sabia identificar que ela estava aflita.

- Estou Edward. – sorriu um pouco tentando parecer verdadeira. – Apenas pensei que dormiria em minha cama.

“- Longe da tentação.” – acrescentou mentalmente.

- Me desculpe por isso. – ele pareceu sincero.

- Tudo bem. – sussurrou ao ver que o carro estava parando. – Só mais uma noite. – Sussurrou para si mesma.

Edward deu um meio sorriso enquanto abria a porta do carro, ajudou Bella a sair do mesmo e a puxou pela cintura a segurando com força suficiente para dar-lhe suporte e ao mesmo tempo um cuidado excessivo temendo machucá-la. Ambos andaram lado a lado como um verdadeiro casal enquanto entraram pela porta do luxuoso hotel, ao lado de Edward, Bella se sentia incrivelmente simples e desengonçada, mas estranhamente feliz. Todos, sem exceções, os encaravam. Ao se aproximar da recepção, Edward só precisou de poucas palavras para ter as chaves de uma cobertura em suas mãos. Era incrível o poder que ele e sua família exerciam em cima de todos.

As mãos de Edward desciam e subiam pelas costas de Bella enquanto eles subiam para o quarto. Os lábios dele ansiavam pelo toque do corpo dela, contudo ele fazia o possível e o impossível para manter qualquer tipo de pensamento impuro longe de si. Ele só a teria quando ela o quisesse.

- Está muito cansada? – perguntou em um tom baixo que a fez pular. – Me desculpe. – sussurrou ao perceber que ela havia se assustado.

- Um pouco. – Bella deu de ombros e olhou para os próprios pés.

- Bom, — ele abriu a porta do quarto, não era muito diferente do quarto que ficaram em Berlim. – acho que você pode tomar um banho e dormir, amanhã teremos mais um dia longo de viagem.

Bella não pode evitar a curiosidade e se permitiu observá-lo de cima abaixo. Edward parecia muito mais cansado do que ela mesma e aquilo era algo raro de se ver.

- Acho que vou ficar um pouco assistindo televisão, quem sabe ligo para Carlisle, por que não toma banho primeiro?

- Tem certeza? – perguntou erguendo uma das sobrancelhas. Bella assentiu. – Tudo bem, não irei demorar.

Edward entrou no banheiro e assim que ela ouviu o barulho da água do chuveiro caindo ela buscou o telefone e discou números rápidos. Depois de dois toques Carlisle atendeu, ela não conseguiu evitar a sensação de felicidade que sentiu.

- Alô?

O coração de Bella acelerou e um sorriso brotou em seus lábios.

- Carlisle! – A animação em sua voz era difícil de ser contida. – Ah Carlisle, como senti sua falta.

- Bella? – A voz do outro lado da linha soou como aliviada. – Bella, você está bem?

Isabella se perguntou por que Carlisle achava que ela não estaria, mas apenas sorriu sentando-se na cama novamente e se encolhendo com um pequeno sorriso nos lábios.

- Sinto tanto a sua falta Carlisle. – deu um meio sorriso. – E sim, estou ótima. – mordeu o lábio. – Você nem vai acreditar.

- O que aconteceu? Edward está cuidando de você?

- Nunca fui tão bem cuidada. – sussurrou. – Edward está me tratando muito bem, na verdade, parece outra pessoa.

- Fico aliviado em saber disso. – pareceu sincero. – Obrigado Isabella Swan, está transformando meu filho em um novo homem.

Bella riu baixo e olhou involuntariamente para a porta do banheiro onde Edward estava.

- Estou feliz em saber disso. – admitiu. – Ele enfrentou a avó por mim Carlisle, tem noção do que é isso?

- Verdade? – ele parecia surpreso. – Bom, é a primeira vez que ele a enfrenta.

A fechadura da porta rodou e Bella suspirou.

- Eu tenho que ir, só queria avisá-lo que amanhã nós chegamos.

- Vou te esperar ansioso. – Ela podia ver os lábios de Carlisle se formando em um sorriso. – Bella. – sussurrou depois de alguns segundos. – Eu te amo.

- Eu também te amo. – Era claro que ela o amava, mas como pai. Rezava todos os dias para que ele conseguisse identificar a diferença.

Edward saiu do banheiro com a toalha enrolada na cintura, Bella não conseguiu se conter e o observou por demorados minutos. Ao perceber as ações da garota os lábios de Edward se curvaram em um tímido sorriso. Bella desligou o telefone e se levantou.

- Tem algumas toalhas limpas no armário. – foi à única coisa que ele disse.

- Tudo bem. – sussurrou abrindo o armário e pegando uma toalha branquíssima. – Era Carlisle. – ela sentiu que precisava contar para ele.

- Ele falou algo? – Edward mordeu o lábio e olhou para o chão.

- Nada demais. – Bella deu de ombros e entrou no banheiro fechando a porta.

Edward encarou a porta do banheiro, suspirou pesadamente e deitou-se na cama fechando os olhos com força. Seu coração palpitava e o ódio alastrou-se por seu coração. Ele estava com ciúmes? Seus olhos se fecharam e logo o sono o tomou.

[...]

Os cabelos negros da garota estavam enrolados em uma toalha e seu corpo coberto por uma fina camisola. Seu olhar percorreu pelo quarto até chegar à cama onde Edward dormia profundamente. Seu corpo estava completamente espalhado por ela o que fez Bella sorrir. Enquanto secava seus cabelos um longo bocejo escapou por seus lábios, ao se aproximar da cama sentiu a necessidade de percorrer seus dedos pelas costas dele, e assim fez. Rapidamente seu coração acelerou, ela mordeu seu lábio inferior e se sentou na cama.

- Edward. – sussurrou tentando ajeitá-lo de qualquer forma na cama. – Edward, por favor, acorde.

Edward resmungou baixo, respirou fundo e abriu os olhos, só então percebeu que estava ocupando a maior parte da cama e não havia deixado nenhum misero espaço para Isabella.

- Me desculpe. – tentou falar, mas Bella o interrompeu levando seu dedo indicador aos lábios dele.

O rapaz a encarou e levou sua mão direita até onde estava o dedo dela. Com cuidado ele se levantou na cama.

- Por favor, pare de se desculpar por tudo. – resmungou Isabella.

Edward aproximou seu rosto do dela.

- Acho que vou precisar me desculpar por isso.

Os lábios do rapaz colaram-se nos da garota. De início não passou de um beijo calmo, mas sem pedir permissão o ritmo do beijo foi se aumentando. As mãos de Bella circulavam apressadamente pelas costas dele. Edward a deitou com cuidado na cama e ficou por cima dela. Os lábios continuavam colados. Nenhum dos dois queria se separar, contudo foram interrompidos pelo barulho do celular dele tocando.

- Droga. – Bella protestou e Edward olhou para ela assustado. Ela o queria.

Edward esticou a mão e pegou seu celular.

- Espero que tenha um bom motivo para me interromper Alice.

- Sou eu, Cristian.

- O que está fazendo com o celular da minha irmã?

- Alice disse que tinha que falar com você, mas não conseguia parar de chorar.

- O que aconteceu? – suspirou.

- Jacob está morto.

- O que?!?