Amor X Preconceito
38 Capítulo trinta e seis.
Notas iniciais
Polliana Barros e Condessa Snape que recomendaram a história e também as pessoas que estão comentando todos os capítulos, é tão legal ver as mesmas carinhas em todos os capítulos acho que quando Amor X Preconceito acabar vou sentir falta disso... Não me odeiem por esse capítulo. Beijokas. -q
– Você não pode fazer isso com seu filho! – disse desesperada. – É só um bebê!
– E por ser só um bebê que merece uma família.
– Uma família? Edward, Nath tem você, Carlisle, seus irmãos e até eu. – suspirou. – Você não vai estar sozinho.
– Ele é uma lembrança da Bella, da Marie, não quero conviver com isso. Com ele. – Edward encarou o bebê.
– Tudo bem. – disse Cassie. – Tem certeza que quer colocá-lo na adoção? Será uma decisão sem voltas.
– Absoluta. – sussurrou dando uma última olhada no bebê e se levantando. – Vai ficar aí Tânia? – olhou para a mulher que continuava imóvel com o pequeno bebê nos braços.
– Vou sozinha depois. – resmungou ao ver Edward sair.
Tânia olhou desesperada para Cassie assim que viu Edward sair e suspirou.
– E se eu quiser adotá-lo... Vou poder?
– É claro que sim.
– Ótimo... Como faço isso?
Há muitas ações que podem mascarar a dor, decisões também servem como uma tentativa frustrada disso, é seu modo de dizer ao mundo que não está de mãos atadas, que pode agir quando quiser, na hora que quiser.
Edward ria e dançava compulsivamente ao som da música alta. Seu quarto estava cheirando a bebida. Em suas mãos ele carregava uma garrafa de uísque, parecia louco, estava louco. Sua visão estava nublada. Ele se jogou na cama e encarou o teto ainda com a garrafa nos braços.
- Maldita! – murmuro fechando os olhos com força. Ele girou o corpo e encarou o porta retrato com a foto dos dois em Berlim. Os dois sorriam, aquilo era raro. – Sinto sua falta. – puxou a foto para si. – Não espero que entenda minhas decisões.
- Ela não entenderia. – afirmou a voz vinda da porta com um sorriso nos lábios. – Mas eu entendo. – Edward olhou em sua direção e seu olhar cruzou com o do seu pai. Carlisle parecia bem. – Precisamos conversar.
- Se eu quisesse falar com alguma pessoa... Essa pessoa não seria você. – falou com convicção.
Carlisle se aproximou da cama e sentou-se ao lado de Edward. Ele pegou a garrafa dos braços do filho e balançou a cabeça.
- É melhor você saber da verdade longe disso. – ele se levantou e caminhou até a porta. – Não queremos que aconteça uma tragédia, não é verdade? – Edward permaneceu calado. – Você tem quinze minutos para tomar um banho, trocar de roupa e ir ao escritório, caso, é claro, queira saber a verdade.
- Verdade sobre? – ergueu a sobrancelha fingindo não estar interessado.
- A morte de sua mãe e de Isabella. – deu de ombros. – Não se esqueça da morte de sua filha também.
Aquilo despertou Edward da sensação de vazio. As lembranças de Isabella se colidiam com as de sua mãe. Elas se pareciam. Cabelos negros, pele clara, olhos escuros. Corações valentes, amavam incondicionalmente. Dar-se-iam bem. Muito bem.
Carlisle deu as costas e saiu do quarto fechando a porta. Edward grunhiu alto esse levantou marchando em direção ao banheiro. Lavou o seu rosto várias vezes até ter a consciência de que não estava tão mal quanto aparentava. Ao sair do banheiro encontrou Alice sentada em sua cama. Os braços dela estavam cruzados e seu rosto sério.
- Onde está Nathaniel? – murmurou encarando-o.
- Espero que no abrigo. – Edward deu de ombros retribuindo o olhar.
- Você não podia ter feito isso.
- Acho que podia sim, ele é meu filho, não é?
- Mas é meu sobrinho também! Deveria ter falado comigo antes de ter tomado essa decisão.
- Para que Alice? Você iria bater a perna, fazer birra, falar com Carlisle. – Ele se aproximou da porta. – Deixe que das consequências da minha decisão eu mesmo cuido.
- Eu não faria isso. – sussurrou. – Eu ajudaria você, cuidaria dele.
- Não. Você não ajudaria.
- Ajudaria sim! – revoltou-se. – Sou sua irmã, te ajudaria com tudo.
Edward balançou a cabeça.
- Alice, você não sabe o que é cuidar de uma criança.
- Eu sei!
- Não. Você não sabe. – gritou Edward irritado. – Não sabe o que é acordar às duas da manhã para trocar as fraldas fedidas de um bebê como eu e Emmett fazíamos quando você matou nossa mãe.
- Edward. – Alice sussurrou, mas Edward ignorou. Saiu do quarto batendo a porta com força, não se importou por ter magoado a irmã.
Marchou em direção ao escritório do Carlisle e o invadiu sem cordialidade alguma.
Carlisle estava sentado atrás da mesa em uma cadeira de couro. De longe parecia a figura do médico gentil que fazia questão de usar. Estava exatamente como há anos atrás quando contou para ele e seu irmão que sua mãe havia falecido. Edward fechou os olhos e conseguiu ver claramente a própria figura anos mais novo. Ele era um menino assustado ao lado de Emmett, estava com os braços cruzados e esforçava-se para não chorar. Queria agradar o próprio pai. Missão impossível.
- Se arrumou em tempo recorde... Filho. – sorriu de modo irônico.
- Não precisa ser cordial. – deu de ombros fechando a porta atrás de si, ele se aproximou da cadeira se sentando. Não queria repetir a imagem de anos atrás.
- Não acho que eu esteja sendo cordial, apenas quero tratá-lo como um filho. Há algo errado nisso?
- Fora o fato de você nunca ter demonstrado algum amor paterno por mim? Ah, acho que só isso. – respondeu em um tom irônico carregado de amargura.
- Edward... Tão parecido com sua mãe, deve ser por isso que sempre tive dificuldade de lidar com você.
- Lidar comigo? – riu amargurado. – Sr. Cullen, não fale comigo como se eu fosse uma mercadoria indesejada.
- Claro que não. Não deixarei você tomar o lugar de Alice.
- O lugar de Alice?
- Nunca se perguntou o porquê de sua avó odiá-la?
- A culpa pela morte da mamãe. – respondeu com indiferença.
- Ela realmente é culpada pela morte de sua mãe. Fruto de uma traição... Creio que nunca soube.
- Do que está falando?
- Sua mãe, tão puritana, me largou depois que descobriu o que eu fazia quando tinha “plantões”. Ela se achava santa... – riu. – Me traiu com meu próprio irmão. – Carlisle sussurrou. – Não se lembra do seu tio Caius? Sim, o que morreu em um acidente de carro logo após sua mãe.
- Você o matou.
Carlisle assentiu.
- Caius era igual a mim, em todos os sentidos, mas algo que o grupo da minha época não perdoava era a traição. Éramos mais ligados do que vocês são hoje. Caius deu as costas para tudo que acreditávamos, fingiu-se de santo para Esme, a engravidou e fez com que ela voltasse novamente para minha casa com uma bagagem.
- Por isso as brigas. – Edward sussurrou. – Por isso sua ausência.
- O orgulho de um homem é algo que não pode ser ferido, por isso matei Esme... Depois fiz de tudo para juntar você e Emmett dos filhos de meus amigos, achei que seriam melhores que eu, mas quando tiveram a tentativa frustrada de matar Isabella parece que tudo desmoronou.
- Todos seus esforços foram inúteis.
- Nem todos. Tenho que admitir que foi um plano de mestre inventar a doença para um dos bebês, esperava que você mesmo enfiasse a faca na barriga dela, mas não, você se permitiu amá-los. Tive sorte por James ter voltado, ele me poupou muito trabalho e seu amigo... Você deveria escolher melhor suas amizades, não acredito que ele se deixou vender por tão fácil.
- Do que está falando?
- Edward, consegui matar sua amada Isabella graças ao seu querido amigo.
As mãos de Edward se fecharam em punho. Ele respirou fundo.
- Por que está me contando isso?
- Agora que você se livrou dos fardos vai ter que concluir seu trabalho, ou melhor, eu irei concluí-lo. Você ficará em meu lugar, comandará tudo daqui enquanto eu mato Nathaniel e aproveito e acabo com a senhorita Denali.
- Você é um assassino.
- Errado meu filho. Nós somos assassinos.
Notas finais
Quem quiser recomendar a história, também estou aceitando recomendações viu? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Parei. -q
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