Amor X Preconceito

40 Capítulo trinta e oito.


Notas iniciais
*Obs.: Não recomendo esse capítulo para quem tem estômago fraco e nem curte tortura. *
Tenho que admitir que foi uma boa escolha - na minha opinião - ter esperado tanto para a vingança da Bella. Quem assistiu aquele filme: Doce Vingança. Vai ver algumas coincidências nesse capítulo. Me inspirei naquele filme para fazê-lo. Assisti o filme Doce Vingança bem no inicio da fic e pensei: Caramba, Bella tem que se vingar assim... Então, espero que goste e quem não gostar, não fiquem receosos de dizer. rs

- Fico feliz que tenha esquecido-se de mim filho. – Carlisle entrou no quarto e respirei fundo controlando a vontade de socá-lo. – Como vai meu neto? – ele se aproximou de Tânia e segurou uma das mãos da Nathaniel. – Cada dia mais parecido com Isabella.

Rosnei puxando Nathaniel para meu colo.

- Longe do meu filho. – dei um sorriso nem um tanto educado. Me aproximei de Alice e a beijei na testa. – Tenha cuidado. – sussurrei em seu ouvido. – As aparências enganam.

Ela fez menção se me perguntar o que eu queria dizer com isso, mas apenas fiz sinal de silêncio. Me despedi de Emmett e levei Tânia dali.

Nunca me esqueceria de Isabella, talvez nunca conseguisse ser feliz ou apagar as lembranças amargas do meu passado, mas tentaria ressarcir o máximo dos danos que causei em todo mundo. Nathaniel era minha salvação, minha válvula de escape, a chance de provar para mim mesmo que eu posso ser algo melhor do que sou hoje. Que posso ser algo bom.

*Obs.: Não recomendo esse capítulo para quem tem estômago fraco e nem curte tortura. *

Um ano depois

Primeiro aniversário de Nathaniel

Primeiro aniversário de “morte” de Isabella

POV Edward

Desde o nascimento de Nathaniel prometi para eu mesmo odiá-lo com o máximo de força que conseguisse, toda negação, todas as promessas, foram todas esquecidas, dribladas por mim. Aqui estava eu, ao lado de Tânia, com meu filho em seu colo e um grande bolo confeitado na nossa frente, nesse dia, a aliança em meu dedo parecia queimar mais do que nos outros dias. Hoje, a presença de Bella podia ser sentida.

- Onde o papai deve estar com a cabeça? – vi a mulher sussurrar para meu filho com adoração. Ela o amava e eu não podia culpá-la.

- Deveria ter me feito essa pergunta há duas semanas quando me convenceu a fazer essa festa. – sussurrei inclinando meu corpo para tocar as mãos de Nathaniel que sorria animado sem saber o que acontecia ao nosso redor. – Como conseguiu convencer Alice e Emmett a virem?

- Bolo, refrigerantes, salgados, sabe, comida de graça... Emmett adora isso e Alice, bom, ela ama Nathaniel e estava se sentindo culpada por não vê-lo há seis meses.

- Acho que ela está procurando uma forma para eu me sentir culpado. – sorri de lado. – Gostaria de estar em Forks apenas para levar flores para Isabella. – falei sem pensar e o semblante de Tânia mudou para um olhar triste carregado de amargura.

Era inevitável. O fantasma de Isabella sempre voltava para nos atormentar.

- Tenho certeza que sua irmã já cuidou disso. – resmungou colocando Nathaniel em meu colo. – Emmett chegará um pouco mais tarde. – me informou. – Parece que irá fazer uma “parada” para buscar Rosalie e Christian, Jasper virá com Alice, devem estar chegando antes do almoço.

- Não gosto da ideia de ter Christian aqui.

- Eu sei e ele sabe disso, mas Alice o chamou. – ela se virou para mim. – Acho que alguém tem uma fralda para trocar.

- Droga Nath! – exclamei e ele riu. Era uma risada gostosa de ouvir.

Por mais que eu tentasse negar a maternidade havia feito algo bom pra mim. Levantei-me da cadeira e caminhei até a entrada da cozinha.

- Dá próxima vez será você. – sorri para ela e encarei Nathaniel, estava a cada dia que passava mais parecido com Isabella.

Subi rapidamente as escadas, respirei fundo e “tampei” minha respiração enquanto retirava a fralda dele. Ouvi de longe o telefone tocar, mas o ignorei.

- A situação está bem ruim ein?- ri baixo jogando a fralda no lixo e o limpando com cuidado, troquei sua fralda e ouvi algo pesado caindo na sala. – Tânia? – falei alto o suficiente para que ela ouvisse.

Retirei Nathaniel do banheiro e o levei até seu quarto deitando-o em seu berço, desci as escadas correndo.

- Tânia, o que houve?

- Jasper.– sussurrou.

- O que tem Jasper?

- Está morto.

Fim de POV Edward

As ruas de Los Angeles nunca pareceram tão movimenta, contudo, Isabella se afastava da movimentação e rumava para as remediações mais remotas da cidade. Ela estava sozinha e dirigia uma minivan não exatamente muito nova. Seu coração estava acelerada, ela estava nervosa, mas não significava que estava pronta para andar para trás.

Há um ano sua vida foi tirada de si, há um ano aconteceu a primeira e última vez que vira seu filho, desde então perseguia Edward para todos os cantos que ele ia, analisava cada passo dele, observava de longe seu pequeno filho, seu bebê. Ela o viu chamar outra mulher de mãe, aquelas foram suas primeiras palavras, odiou-se por não terem sido destinadas a ela. Mais combustível para sua sede de vingança. Todos os dias ela ia até seu “investigador”, Matt o pagava para manter silêncio, um dos melhores homens de Los Angeles trabalhava para si. Graças a J. Jenks, Isabella sabia o paradeiro de cada um dos Cullen, cada um dos Hale, cada um dos malditos que acabaram com sua vida.

De longe Isabella avistou um carro preto, com muito esforço ela leu a placa e viu de relance os cabelos negros de Alice. Sua minivan avançou do lado contrário, Jasper tentou desviar, mas Isabella foi mais rápida, atingiu com tudo o carro, o lado do motorista ficou totalmente amassado, mas onde Alice estava nada acontecera. A pancada foi o suficiente para a garota ficar desacordada.

Isabella saiu da minivan e abriu a porta de Jasper, tirou seu cinto e o puxou com força, mesmo uma de suas pernas estando presa nas ferragens. Ele urrou de dor e aquilo foi um incentivo para ela sorrir. Ela o puxou mais uma vez e continuou puxando até adentrar em uma parte deserta da estrada, em seu acostamento havia uma floresta.

Os gritos de Jasper eram ensurdecedores.

- Guarde os gritos para mais tarde Jasper, acredite, você não vai se arrepender. – sussurrou. – Lembra-se disso? Batida de carro, hm... Foi o que seu amiguinho Thomas fez para mim, só me sinto mal por ter tido que atingir Alice também, mas não se preocupe, lhe farei pagar por ela.

- O que? – tentou falar, mas a dor era mais forte que ele.

- Irá se arrepender de ter nascido, Jasper Hale.

Bella largou Jasper próximo a um tronco e apoiou em sua perna uma mochila de onde retirou uma pequena câmera.

- Espero que nosso filme fique bom. – ela deu um meio sorriso e ligou a câmera. – Para não ter certeza que não falará besteiras. – se aproximou dele e segurando sua cabeça com força ela abriu sua boca. – Sabe... Dizem que com língua vamos a Roma, acredito que sem ela podemos descer ao inferno. – ela enroscou seu dedo na língua dela. – Dê um olá para o que quer que exista lá. – E então, com uma tesoura em sua outra mão ela cortou a língua de Jasper.

O sangue jorrou contra seu rosto, ela deu um meio sorriso animado.

- Agora sim podemos começar a filmar sua morte.

Isabella ligou a pequena câmera e a apoiou em um ângulo que pudesse filmar apenas o Jasper. Bella acertou com força a cabeça de Jasper e sem muita demora ele ficou desacordado.

[...]

A dor que consumia cada músculo de Jasper era avassaladora. Seu subconsciente lhe dizia para abrir os olhos e lutar, mas ele só queria se entregar. Suas mãos estavam presas em algo, ele tentou puxar e a única coisa que conseguiu em troca foi mais dor. Um rugido escapou por seus lábios quando Isabella apareceu.

- Achei que nunca mais acordaria. – ela deu um meio sorriso. – Espero que tenha gostado da surpresa. – Suas mãos estavam presas em uma espece de bracelete com dentes, seus braços sangravam, sua cabeça latejava. Ele desceu o olhar até suas pernas, mas onde estavam suas pernas? – Ah, sinto muito por isso, tive que arrancá-las, sabe, na floresta há lobos, tenho que mantê-los entretidos. – deu de ombros se aproximando. – Sabe o que também há por aqui? Aves. Aves que adoram sua espécie.

Jasper se debateu aumentando ainda mais sua dor.

- Não quero parecer injusta. Irei soltá-lo, te darei dois minutos para fugir. Acho que não conseguirá ir muito longe. – ela esticou a mão e destrancou os braceletes, deu dois passos para trás e o viu tentando se mover. – Um... – ele não conseguiu nem se mover o suficiente para ficar três passos longe dela. – Acho que terei que mudar de ideia, você não irá conseguir. – Bella segurou o cabelo de Jasper e o puxou erguendo-o um pouco, com duas presilhas ela grudou as pálpebras dele na sobrancelha e o encostou na árvore prendendo-o de novo. Puxou um balde que só então Jasper havia conseguido ver e de lá tirou algo parecido com tripas de peixe. – Acho bom que goste de sushi. – ela colocou sem nenhum pudor os “pedaços” em todo o rosto de Jasper, em seguida os espalhou especialmente em seus olhos. – Boa sorte. – sorriu de lado de afastando.

Ao se virar e dar os primeiros longos passos viu de relance os pássaros começarem a atacar. Levando em conta os gritos de Jasper chegou à conclusão que não demoraria muito para encontrar o corpo. Ela olhou para o céu nublado e chegou à conclusão que estava fazendo o certo. Sentia-se aliviada, seus pais estavam, pela primeira vez de muitas, sendo vingados. Ela agarrou a pequena corrente que mantinha em seu pescoço em forma de crucifixo e suspirou.

- Perdoe-me, eu pequei.