Amor X Preconceito

41 Capítulo Bônus - Feliz ano novo.


Notas iniciais
Última segunda-feira de 2012 e o último dia também, gostaria de desejar a todos vocês um ótimo 2013 com tudo de bom. Saúde, paz e felicidade... Com muito amor e que todos nós deixemos o preconceito de lado.
Gostaria também de agradecer a todos que acompanharam a fanfic ao longo desses nove meses, que para mim parece um ano completo... E enfim, espero que não achem esse capítulo tão "LOL" como eu achei. rs
Tentei fazer algo especial para o ano novo, mas não sei se deu muito certo, enfim, espero que gostem.

– Acho bom que goste de sushi. – ela colocou sem nenhum pudor os “pedaços” em todo o rosto de Jasper, em seguida os espalhou especialmente em seus olhos. – Boa sorte. – sorriu de lado de afastando.

Ao se virar e dar os primeiros longos passos viu de relance os pássaros começarem a atacar. Levando em conta os gritos de Jasper chegou à conclusão que não demoraria muito para encontrar o corpo. Ela olhou para o céu nublado e chegou à conclusão que estava fazendo o certo. Sentia-se aliviada, seus pais estavam, pela primeira vez de muitas, sendo vingados. Ela agarrou a pequena corrente que mantinha em seu pescoço em forma de crucifixo e suspirou.

- Perdoe-me, eu pequei.

31 de dezembro de 2012, 22h43min

Casa da família Hale – Forks.

- Não me sinto bem em estar aqui. – O sussurro fez com que Edward se virasse com um pequeno sorriso nos lábios. Alice surgiu perante o jardim, seu vestido era branco, um pouco acima do joelho. – Essa casa parece ainda mais vazia sem Jasper. – respirou fundo encarando as cadeiras espalhadas em uma ordem exata.

- Também não me sinto bem aqui. – Edward respondeu tão baixo quanto a irmã, encarava, sem se importar com os olhares externos, seu pai que ria para todos como se Jasper não houvesse morrido há algumas semanas. Ele lembrava-se exatamente de como tudo aconteceu, no enterro, o corpo não estava presente. Os policiais não encontraram nada a não ser um coração... O coração dele. As investigações não sessavam. Em todos os lugares, as investigações procuravam por um assassino. – Esses eventos, essa casa, não me trazem boas recordações. – deu de ombros imaginando qual seria a pergunta da irmã.

- Por isso não trouxe Tanya nem Nathaniel?

- Não quero nenhum dos dois no mesmo lugar que Carlisle e essa cidade... – ele balançou a cabeça, evitou continuar na linha de raciocínio que lhe levava à Bella e continuou a falar. – Depois de tudo o que aconteceu com Jasper, sinto como se fosse acontecer comigo também e sei que não é seguro tê-los ao meu lado.

- Mesmo assim se recusa a ficar longe deles. – concluiu Alice.

- Nunca queremos ficar longe de quem amamos.

- Você não ama Tanya. – afirmou quase que convicta.

- Não, não a amo.

- Mas quer que ela fique ao seu lado. – resmungou.

- Quero que cuide de Nathaniel junto comigo... Ela é importante para mim, você deveria saber disso.

- Por quê?

- Tanya faz com que me lembre da mamãe. – Era uma das poucas vezes que ele se permitia falar daquela forma com Alice. Ele não gostava de dizer o quanto se importava com Esme porque temia que Alice se sentisse culpada. E ela sempre se sentia.

Alguns anos antes. – Primeiro ano novo de Alice

- Carlisle! — Um homem alto de aproximadamente vinte e oito anos se aproximou de Carlisle. Ele estava anos mais novo. – Fico feliz que tenha vindo meu amigo. – o homem tocou-lhe em seu ombro. – E trouxe Edward, Emmett e a pequena Alice. – ele inclinou seu corpo para frente e tocou nos pequenos dedos da neném que dormia tranquilamente em um carrinho de bebê cor de rosa, em seus plenos oito meses de nascida.

- Garrett. – Carlisle forçou um sorriso ao cumprimentar o homem. – Edward e Emmett precisavam se distrair um pouco, primeiro fim de ano sem Esme, tudo tem sido um pouco complicado... Se é que me entende.

- Mas é claro que entendo meu amigo. – sorriu. — Vamos, — ele o puxou pelo braço. – vamos tomar uma taça de champanhe, deixe com que Mary Margaret cuide de Alice, e os meninos podem ir brincar com Jasper.

- Vou com Alice. – Edward sussurrou de cabeça baixa, porém decidido. Não poderia deixar a irmã sozinha, nunca deixaria.

- Não, você não vai. – Garrett tentou insistir.

- Não adianta falar, ele não consegue deixar Alice sozinha, deixe que ele vá. – Carlisle murmurou, não queria se irritar, naquela noite ele afogaria os problemas, literalmente, com algumas garrafas de champanhe.

31 de dezembro de 2012 – Casa da família Hale

- Me desculpe. – Alice sussurrou.

- Não há porque lhe desculpar, você não fez nada. – ele sorriu puxando a irmã para um abraço. – Prometa que sempre vai cuidar do meu filho, mesmo que um dia eu não esteja aqui.

- Do que está falando? Não vai acontecer nada com você Edward. – ela respirou fundo e vasculhou em sua mente algo que fosse o suficiente forte para enterrar esse assunto. – O que acha de ligarmos para Tanya? Quero ouvir meu sobrinho... Ele já falou as primeiras palavras?

- A primeira coisa que ele disse foi: “Bella”. – Edward riu baixo, mas sua risada saiu carregada de amargura. – Tanya ficou um pouco abalada.

- Deve ter ficado mesmo. – Alice sorriu. – Isso prova que meu sobrinho terá bom gosto.

- Sua primeira palavra foi o meu nome, na verdade, foi Eddie. – sussurrou sem pensar duas vezes. – Isso prova que você também tinha bom gosto.

- Eddie? — O sorriso de Alice aumentou.

Alguns anos antes. – Primeiro ano novo de Alice

O quarto com um pequeno berço e uma cama infantil estava como apenas um abajur o iluminando-o. Em todo o quarto, o pequeno corpo de um garotinho conseguia se sobressair à escuridão. Os olhos dele estavam fixos no berço, na pequena menina, em sua irmã.

- Não vai ver os folgos Eddie? – Emmett se aproximou do irmão olhando-o curioso.

- Não Emm. – Edward sussurrou encarando a irmã no berço. Seus braços estavam esticados, apoiados juntamente com seu queiro na grade do berço. Ele estava na ponta dos pés, parecia pensativo.

Alice olhava para ele com os olhos arregalados, os folgos haviam começado a estourar do lado de fora da casa, Alice acordara novamente e chorara como sempre fazia no meio da noite, nesses momentos Edward gostaria que sua mãe estivesse consigo, sonhava que um dia ela voltaria e laçaria com seus braços ele e seus irmãos.

- Papai disse que você não deveria ficar ai. – sussurrou se aproximando e olhando também para Alice. Emmett encaixou-se ao lado de Edward e pegou a mão de Alice brincando com a mesma.

- Eu sei, mas mamãe disse que tenho que cuidar de Alice.

- Mamãe está morta. Não pode nos ver Ed. – Emmett olhou para o irmão. – Não pode nos bater, mas papai pode.

- Não tenho medo dele. – Edward resmungou.

Alice chorou mais alto. Edward tentou pegá-la, mas acabou caindo no chão e o choro de Alice foi misturado com o do pequeno garotinho.

Em um momento, Alice parou de chorar, os olhos dela se fixaram nos de Emmett, mas ela queria olhar além disso, queria olhar para Edward.

- Eddie? – chamou com sua voz sendo atropelada pelas palavras. O bebê olhou frustrada para o teto, respirou fundo e tentou novamente. – Eddie. – ela sorriu com o sucesso de suas primeiras palavras.

7º ano novo de Isabella.

Os costumes da sociedade capitalista fazem com que os últimos meses do ano sejam os mais difíceis para Isabella e sua família.

Renée nunca foi uma mulher fácil e nesses dias seu gênio piorava. Ela gostaria de dar tudo para a filha, mas a única coisa que podia dar era alguns pães que conseguia com muita dificuldade a partir das “doações”, mesmo assim, Charlie nunca deixou de mimar o máximo que podia a filha ou até mesmo a esposa. Nesse momento, todos os três estavam na Times Square, na espera pelo ano novo. No dia seguinte, eles começariam a “se mudar” para uma nova cidade, Virginia. Sempre acontecia assim, em cada ano iam para uma nova cidade, Charlie pretendia conhecer todo o país até o final de sua vida. Todos os percursos eram feitos a pé ou de carona. Suas viagens já estavam traçadas. Nova Iorque, Virginia, Washington, Nashville, Dallas, Phoenix, San Diego, Los Angeles, São Francisco, Portland, Seattle, Triton até chegar em Forks.

- Papai... – A voz de Isabella lhe tirou dos devaneios. Charlie inclinou sua cabeça para baixo e se abaixou para pegar a filha em seu colo. – Por que todas essas pessoas estão de branco? Por que não estamos de branco? – a sobrancelha da menina se ergueu e o coração do homem foi parar em suas mãos. Ele não sabia o que responder.

- Porque essas pessoas são diferentes de nós Isabella. – Renée deu um meio sorriso, beijou o rosto da filha e colou os lábios nos do marido. – Olhe para cima querida. – sussurrou.

E em exatos segundos os folgos lembraram para Renée que ela não tinha nada a não ser a sua menina e seu marido e aquilo bastava, pelo menos naquele momento.

- É lindo mamãe. – Bella sussurrou encantada com um largo sorriso nos lábios.

31 de dezembro de 2012, 00:00

Casa dos Hale.

Uma das desvantagens de ter uma propriedade grande é não conseguir vigiar todos os locais em todos os momentos. Os folgos chamavam a atenção de todos no céu. Aquilo era algo exclusivo naquela cidade para aquela família e os conhecidos mais próximos. Isabella não parava de se perguntar como eles conseguiam fazer aquelas festividades mesmo após a morte do filho, se perguntava se eles não o amavam e em alguns segundos ela sentiu pena de Jasper.

Bella olhou para cima, deu um meio sorriso contente e pegou a bandeja com champanhe nas mãos. Ela deu um jeito de servir naquele dia, gostaria de ver Edward, vê-lo sofrer pelo menos um pouco e ao mesmo tempo, ela queria sofrer por ele. Odiava-se pelo misto de emoções, pelo amor e pelo ódio que sentia por ele. Sabia que não poderia matá-lo, não iria conseguir, mas isso não significava que não iria tentar.

De seu casaco ela tirou duas caixas, uma em tamanho médio e outra pequena. Colocou a de tamanho médio na bandeja de outro garçom e mandou que entregasse a mesma para Edward e a caixinha pequena, fez questão de entregar para Emmett que nesse momento havia saído para ir até o banheiro. Ele estava bêbado o suficiente para fazer com que as outras pessoas acreditassem em um delírio ao contar que vira Isabella. Com cuidado para não ser vista, ela entrou na casa e trancou a porta que dava acesso a todos os cômodos. Ela caminhou até o banheiro, fazendo os mesmos passos de Emmett e respirou fundo.

Numa pequena estante ela colocou a caixinha, perto dela fez questão de fazer um bilhete com uma caligrafia exemplar. Emmett, você será o próximo. Ela chegou a rir daquele bilhete, não era uma forma de assustar com êxito, mas o que havia dentro da caixinha assustaria até o mais corajoso dos homens. Ela continuou a andar em direção ao banheiro e sorriu largamente ao parar na porta. Depois de dois minutos Emmett abriu a porta e seu rosto perdeu a cor ao encarar Isabella.

- Bella. – gaguejou dando dois passos para trás.

- Olá Emmett.

- Mas você está morta... – falou as palavras aos tropeços. – O que está fazendo aqui?

Bella riu baixo.

- E quem disse que só porque estou morta você estaria em paz? – Ela balançou a cabeça. — Não se preocupe, só vim te encaminhar para seu novo lar. Não está cansado daqui Emmett? Não está cansado em viver nas sombras do seu irmão?

- Novo lar? Nas sombras do meu irmão? Não quero um novo lar e eu não vivo nas sombras do meu irmão.

- Tem certeza? – Bella se aproximou de Emmett, seus rostos estavam quase colados. – Por que ele era o chefe e você só obedecia suas ordens? – ela deu um meio sorriso. – Por que você sempre foi o segundo nas escolhas de seu pai? E Alice, por que acha que ela sempre está com Edward e lhe deixa de lado? Ele é o favorito Emmett, você é apenas mais um filho no meio dos dois.


Emmett piscou rapidamente, não entendia nada, aquele era o efeito da bebida.

- Mas comigo, aqui onde estou, você não será mais um, você fará a diferença Emm. – Bella sorriu e pegou em sua mão. – Venha, venha comigo. – ela o puxou com força e o levou em direção à cozinha, pegou em uma das gavetas uma faca, a luz reluzia na mesma. – Você sabe o que fazer Emmett. – ela colocou a faca na mão de Emmett.

- Sim, eu sei.

Notas finais
Feliz 2013. rs