Amor X Preconceito
32 Capítulo trinta.
Notas iniciais
Belatrix Cullen, Lly Tankian, Lyne Masen, -keeiko
Que me desejaram parabéns. Eu li todos os comentários, acho que até o final da fanfic consigo responder todos g.g
Bom, nesse capítulo vocês vão ou odiar o Edward ainda mais ou sentir pena dele, espero do fundo do meu coração que sintam pena. Infelizmente ainda estou sem computador, então vou continuar demorando para postar, mas por favor, não abandonem a fic. bubu'
– Não fiz isso por você. — Doce mentira. — Fiz isso por meu filho.
– Fez isso para se aproveitar do momento e não para ajudar seus filhos.
– Me poupe Isabella. Quando digo que fiz algo por meu filho é porque fiz por ele, mas como você é mal agradecida posso levá-la de volta para a água.
– Não. Obrigada. — sussurrou enrubecendo. — Acho que sou paranóica em relação a você, quer dizer, é meio impossível você fazer algo bom sem interesses.
– Posso ter sido um covarde com você, mas isso não significa que serei para sempre... Pelo menos hoje, você tem o direito de ter a verdade.
– Toda a verdade? — ela o encarou.
– Você pode tentar. — ele forçou um sorriso, não sabia onde estava se metendo.
– Não fiz isso por você. — Doce mentira. — Fiz isso por meu filho.
– Fez isso para se aproveitar do momento e não para ajudar seus filhos.
– Me poupe Isabella. Quando digo que fiz algo por meu filho é porque fiz por ele, mas como você é mal agradecida posso levá-la de volta para a água.
– Não. Obrigada. — sussurrou enrubecendo. — Acho que sou paranóica em relação a você, quer dizer, é meio impossível você fazer algo bom sem interesses.
– Posso ter sido um covarde com você, mas isso não significa que serei para sempre... Pelo menos hoje, você tem o direito de ter a verdade.
– Toda a verdade? — ela o encarou.
– Você pode tentar. — ele forçou um sorriso, não sabia onde estava se metendo.
Bella se encolheu na cama e deu um meio sorriso esperançoso. Suas costas estavam encostadas na cabeceira da cama, seu coração batia em ritmo compassado. Ela mordeu o lábio demonstrando um pouco de nervosismo, as possibilidades de descobrir um pouco sobre a personalidade fria do rapaz a sua frente a animavam. Aquilo poderia ser usado contra ele... Não poderia? Levantando seu olhar até o rosto dele, ela encarou quase timidamente os olhos verdes e apreensivos de Edward. Aquilo era certo?
– Qual é o dia do seu aniversário? — Ergueu a cabeça em dúvida. O que tinha dado nela? Ela tinha uma chance para aprofundar-se na vida do garoto que acabou com a sua e começa com uma pergunta tão insignificante.
Seus pensamentos foram atraídos para outro lugar quando uma gargalhada ecoou pelo quarto.
– Fala sério Isabella. Estou te dando uma chance de descobrir um pouco mais sobre mim e você me pergunta quando faço aniversário? — ergueu a sobrancelha. — Sinto te desapontar, mas acho que você poderia ter perguntado sobre isso a Alice.
– Quando estou com Alice falo sobre coisas úteis e com certeza você não está nessa lista. — sussurrou logo se arrependendo ao ver o sorriso que até então estava nos lábios de Edward se absorver. — Se estou descobrindo sobre sua vida, acho que tenho que começar pelos pequenos detalhes. — Isabella deu de ombros.
– 20 de junho. — resmungou sem questionar novamente. — Isso me dá direito a uma pergunta sobre você.
Um pequeno sorriso brotou nos lábios da garota. Tudo indicava que ele gostaria de saber algo mais sobre ela. Aquilo era estranho, mas ela gostava.
– O que quiser. — respondeu incerta.
– Qual é a data do seu aniversário?
– Está repetindo minhas perguntas? — Ele apenas negou com a cabeça. — 13 de setembro.
– Semana passada. — sussurrou. — Por que não nos contou?
– Isso já são duas perguntas. — Bella balançou a cabeça. — Agora é minha vez. — Edward apenas bufou, contudo não contestou. — O que te levou a tratar Carlisle da maneira que trata hoje? — sussurrou mais uma vez duvidosa. — Acho que você não era assim desde de criança, quer dizer... Prefiro acreditar que não.
– Achei que ainda estávamos no nível básico. — murmurou Edward olhando para suas mãos. Era difícil conversar com alguém sobre o pai. Ele não sabia ao certo quando todo aquele ódio surgiu, não tinha certeza se ele esteve sempre ali ou era apenas algo momentâneo. — Eu não sei Isabella. Antes de Alice nascer erámos uma família completa, quer dizer... Eu, Emmett, Carlisle e minha mãe, quando ela descobriu que estava grávida novamente o comportamento do meu pai mudou. Ele não era mais o Carlisle de quem eu me lembrava. Sempre tinha um plantão para ficar, evitava ficar em casa, sabe, não consigo me lembrar de um momento em que minha mãe ficasse com ele na gravidez, a não ser nas ultrassons. Ele fazia questão de deixar bem claro para ela que ele cuidaria de sua gravidez até o final.. — Ele levantou seu olhar e encarou Isabella. — Minha mãe foi a melhor pessoa que participou de minha vida Isabella. Eu a venerava e um dia, bom, um dia ela entrou no trabalho de parto. Me lembro de vê-la desesperada, meu pai não estava em casa,tinha levado Emmett para a escola e eu havia ficado sozinho com ela. Eu me recusava sair do seu lado. Quando papai chegou novamente, ela já estava mais controlada, pelo menos aos meus olhos. Ele não fez questão de levá-la para o hospital, fez o parto de Alice em casa e simplesmente minha mãe morreu. Acho que o culpo por isso.
– Edward, eu... — Ela não sabia o que falar. Estava vendo-o pela primeira vez de em um ângulo vulnerável.
– Sinto falta de me importar com meu pai, mas simplesmente não consigo. Sei que a maioria das pessoas culpariam Alice pela morte da minha mãe só que ela só era um bebê. Não tem como um bebê ser causador de uma tragédia daquela. Meu pai é médico, ele estava fazendo o parto, tinha o controle da situação e falhou. Não posso simplesmente perdoá-lo por isso.
– Acha mesmo que sua mãe iria querer isso de você?
– Minha mãe queria que eu cuidasse de Alice. Nada mais. — murmurou levantando-se da cama e sentando novamente ao lado de Bella, ele a olhou nos olhos e deu um meio sorriso. — Minha vez de perguntar. — sussurrou. — Por que não nos disse que dia 13 era seu aniversário?
– Porque conheço Alice muito bem, sei que se eu tivesse falado algo sobre isso ela faria algo para mim e eu... — respirou fundo. — Eu não quero isso. Todos esses anos comemorei esse dia com meus pais e esse foi o meu primeiro ano sozinha. Não queria algo especial.
– Eu imaginei que fosse por algo do tipo. — Edward olhou para o chão. — Me desculpe por isso.
– Por que fez isso comigo? — Bella o encarou. Gostaria de saber o porque de tanto ódio.
Edward balançou a cabeça e respirou fundo.
– Acho que nem eu mesmo sei o por que de tudo isso Isabella. — ele a encarou também. — Comecei a fazer esse tipo de coisa quando me mudei para Forks. Quando eu estava na Alemanha era tudo mais fácil para mim, eu vivia na casa dos meus avós, digamos que não me sentia sozinho. Então meu pai resolveu se afastar dos dois, vinhemos para esse maldito lugar. Alice sempre se habitua fácil com tudo, mas eu e Emmett não. Ficamos um bom tempo sozinhos, até que Jasper, Jacob e James se aproximaram de nós dois. Eu e Emmett só ouviamos o que eles falavam, depois Thomas e mais dois garotos se juntaram ao nosso grupo e então, numa viajem a Washington matamos nossa primeira pessoa. Você não tem noção do quanto me senti bem Isabella. A adrenalia corria minhas veias. Foi aí que começamos tudo. Nós nos programávamos. Uma vez por mês viajávamos para algum lugar, não importava se era longe ou perto, dentro ou fora dos Estados Unidos, nós íamos. Andávamos pelas ruas como pessoas normais e a noite nós apenas acabávamos com famílias inteiras de moradores de rua, ou qualquer pessoa que nós considerássemos impura, que a gente achasse que não deveria viver. Nos achavámos deuses. Então passamos a matar uma vez por semana, até o dia que vimos você e sua família em Forks. Era a primeira vez que alguém como vocês tinham entrado em nosso território. Ficamos irritados de vê-los circulando por todos os lados, não espero que você entenda nossa psicologia. — respirou fundo. — Esperamos algumas semanas para ver se vocês iam embora, isso já foi demais para nossos superiores, acredito que não saiba disso, mas nós nos comunicamos com várias pessoas como nós, ficaria surpresa com isso, então um dia aconteceu o estupor. Nos programamos nos mínimos detalhes Isabella, mas você sobreviveu, está grávida de mim. Sabe o que isso me causou? — Bella negou com a cabeça. Não tinha forças para falar, estava de frente com um monstro. — Fiquei com ódio de você e ainda mais de mim. Não consegui fazer nada com você sabendo que parte de mim estava dentro de você.
– Então é por isso que ainda não me matou? Por que estou grávida de você?
– Acho que no início sim. Cheguei a pensar na possibilidade de acabar com você e com os bebês, mas parecia demais para mim. Consegui me agarrar a você como um alicerce. Achei que com você eu poderia me redimir, entende? Eu salvaria sua vida, as dos meus filhos em troca da minha própria salvação. Agora me ouvindo falar isso percebo o quanto fui absurdo Isabella. A única coisa que posso lhe pedir é perdão. — Ele segurou as duas mãos da garota que teve que conter a repulsão e a vontade de se afastar dele. — Me permita fazer parte da sua vida, da vida dos nossos filhos.
– Está tentando ser uma pessoa melhor para não ir para o inferno? — sussurrou Isabella tentando ordenar a si própria a se afastar, mas parecia que ele tinha controle sobre suas ações, que ele a atraia como imã. Ao invés de se afastar ela se aproximava. Sentia vontade de abraçá-lo e confortá-lo e não se afastar e gritar-lhe o quanto aquilo era absurdo, o quanto ele era louco.
– Estou tentando me tornar uma pessoa melhor porque sei que isso fará bem para mim. Sou um monstro, quanto a isso não posso fazer nada, mas até os piores monstros podem se tornar pessoas boas. Quero cuidar de nossos filhos ao seu lado Isabella. Você não entende? Você é um anjo com a missão de me salvar.
– Você matou meus pais.
– Se eu pudesse traria os de volta.
– Mas não pode. — sussurrou.
– Não, não posso e me condeno por isso, mas permita-me tentar trazer um pouco de luz a sua vida. Traga alguém por eu lutar. Permita-me lutar por você.
– Você é louco. — murmurou Isabella escondendo seu rosto em suas mãos.
– Sou louco, mas você é a cura de toda a minha loucura.
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