Amor X Preconceito
31 Capítulo vinte e nove.
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e que deixem seus comentários, quem quiser deixar parabéns para mim no dia 09 de OUTUBRO - terça-feira da semana que vem #niveldedesesperomode1000 - pode deixar, ficarei muito feliz e responderei todo mundo ^^. kk
O próximo capítulo postarei assim que eu ganhar meu novo bebê. Segundo minha prima, ela já comprou pela internet, então é só esperar ele chegar....
Desculpem qualquer erro no capítulo, o google docs não ajuda muito. Boa leitura.
– Bom dia. — A voz ríspida de Edward fez com que Isabella despertasse, automaticamente no modo de defesa.
– Bom dia. — Isabella murmurou respondendo contra gosto ao rapaz. Sem fazer muito esforço ela se sentou na cama mantendo-se coberta pelo grosso lençol que estava ao redor de seu corpo. Sem sua permissão, seu olhar “caminhou” em direção ao rapaz, descendo e subindo até finalmente fixar o olhar na bandeja de café-da-manhã que trazia em mãos. — O que é isso? — perguntou incrédula. Era claro que ela perguntaria. As chances dele fazer algo bom por sua própria conta eram nulas... Ou quase isso. Enfim, Edward não fazia o tipo de cara que levava bandeja de café-da-manhã para as garotas na cama. Aquele sem sombra de dúvidas não era ele.
O rapaz balançou a cabeça, já esperava essa reação dela, mas não pode evitar o pequeno riso irônico que escapou por seus lábios. Ele se aproximou dela e colocou a bandeja com um cuidado excessivo em seu colo.
– Me desculpe, mas acredito que isso ainda seja comida. — Bella revirou os olhos com a resposta dele e fez questão de afastar a bandeja de si própria. Ao perceber as ações dela ele deu um meio sorriso, mas insistiu colocando novamente a bandeja em seu colo. — Eu lhe prometi um dia feliz não foi? Tudo bem, agora deixe-me cumprir a minha promeça.
– Devo te decepcionar, mas não acredito em promeças que pessoas como você fazem. Aliás, o que me garante que você não envenenou essa comida ou colocou alguma substância que faça com que eu perca meus bebês? — Bella balançou a cabeça. — Sinto muito, mas não é uma bandeja com café-da-manhã na cama que me fará esquecer dos meus problemas ou apagar tudo que você fez para mim.
– Sou um homem e cumpro minhas promeças Isabella. Você querendo ou não. E acho que depois de ontem, quando lhe defendi perante minha avó, a pessoa mais importante no mundo para mim, deixei claro que não faria nada contra o bebê... Nem contra você. — Ele olhou para o chão. Temia olhá-la, na verdade, não sabia o que havia acontecido consigo para falar daquela forma. Ele não sentia aquilo, não podia sentir.
– OS filhos. — Bella fez questão de frizar o plural corrigindo-o. — E são os meus filhos. Não preciso de sua ajuda nem de sua compaixão.
Edward respirou fundo e balançou a cabeça, sentou-se ao lado de Bella e pegou a colher, que até então estava na mão da garota, e a enfiou juntamente com uma generosa porção de iogurte na boca da mesma.
– Coma. Você terá um dia longo e se não se alimentar direito prejudicará o bebê. — Edward parecia continuar fazendo questão de tratar os bebês no singular, acreditava que assim Isabella se acostumaria com a ideia de só haver um bebê para cuidar. — Aliás, te levarei em um médico de minha confiança. — Levantou-se da cama e se aproximou da porta. — Quero saber o sexo do bebê. — sussurrou. — Irei tomar meu café-da-manhã na mesa do hotel, quando voltar já te quero pronta para sairmos. — E assim Edward passou pela porta e deixou Isabella sozinha apenas digerindo as últimas informações.
Por mais que Edward quisesse, parecia que tratar Isabella como gente era mais difícil do que parecia. A garota conseguia tirá-lo do sério com facilidade e fazer com que sua verdadeira essência transparecesse. A verdade é que enquanto ele vivesse continuaria sendo um monstro preconceituoso e egoísta.
Bella deixou o orgulho de lado e observou a bandeja nas suas mãos. Tudo parecia muito apetitoso, vasto e colorido, ao lado da comida havia uma pequena rosa. Bella sorriu de lado e segurou o riso. Definitivamente aquela foi a primeira tentativa de Edward em tentar fazer algo legal, pelo menos com ela.
Bella pegou uma pequena faca e com cuidado passou a geleia em uma torrada mordiscando em seguida.
– Muito bom. — sussurrou para si mesma pegando um copo com um líquido que parecia ser suco de laranja.
Em poucos minutos Isabella já havia devorado toda a comida, em seguida levantado deixando a bandeja vazia em cima de um criado mudo e caminhando em direção ao banheiro. Bella se encarou no espelho, daqui a poucas semanas poderia pegar os seus dois filhos em seu colo, após o parto casaria com Edward e poderia começar sua vingança. Com cuidado ela retirou seu vestido, acariciando seu ventre a todo momento no processo. Depois disso ela entrou na banheira e apenas fechou os olhos. Aos poucos ela foi dando espaço para o cansaço e quando percebeu já era tarde demais, não tinha mais forças nem para se levantar da banheira, por isso, adormeceu ali mesmo.
[...]
Malditos minutos que pareciam se arrastar enquanto Edward queria que eles passassem rápido.
O rapaz estava na mesa do café-da-manhã do hotel, comia o mais rápido que conseguia. Seus lábios curvados em um meio sorriso e seus olhos cravados na paisagem que poderia ser vista por trás das janelas de vidro. Sem sombra de dúvidas gostava daquela cidade e admirava mais ainda aquele país. Se Bella quisesse ele com certeza se mudaria para ali. Não se preocuparia com o resto de sua faculdade, se fosse preciso a cursaria novamente em Berlim, mas espere aí, desde quando Edward baseia seus planos na mente da Swan? Ah sim, desde que resolveu ser pai.
Edward odiava admitir, mas a melhor escolha da vida dele foi ter tomado Isabella para si. Amava admitir o fato que roubou a mulher que seu pai amava, mas no fundo sentia-se um lixo. É claro que ele era, descumprira desde o primeiro momento de sua vida a promeça que havia feito para sua mãe de cuidar de Alice e acima de tudo, respeitar seu pai. Desde pequeno, o garoto foi um poço de problemas. Ele se lembrava exatamente de quando saía e adentrava no vestígio de mata que havia perto de sua casa. Tanto da de Berlim quanto a da maldita Forks. Na época ele estava longe de ser esse cara odioso, mesmo assim apresentava vestígios de personalidade forte e letal quando simplesmente matava os pobres e indefesos passarinhos. Mas isso não passava de uma brincadeira de moleque não é? Edward bebericou o resto de seu café e se levantou andando em passos largos na direção de seu quarto. Contava nas pontas dos dedos a possibilidade de Isabella ter desobedecido-o, ao girar a maçaneta a porta do quarto se abriu. Ele observou cada pequeno detalhe, desde os lençóis que estavam na cama agora no chão até a bandeja de café da manhã no criado mudo. Desde quando havia ficado tão detalhista?
– Isabella. — Chamou-a em um tom alto o suficiente para se propagar no quarto. Mas Isabella não o respondeu. — Isabella. — Tornou a perguntar.
“Deve estar no banheiro”. — pensou, mas é claro que ela estaria. Quais eram as opições em um hotel? Ou ela estava no banheiro ou havia fugido. Ele deveria confessar que a segunda opição seria a mais aceitável, mas nas condições dela ele a descartou imediatamente.
Edward sentou na cama e encarou suas mãos, ficou assim por tanto tempo na esperança que Isabella acabasse seu banho e saísse do banheiro, mas ela não saiu.
– Isabella. — Rosnou. Havia se irritado.
O rapaz entrou no banheiro e alarmou-se ao ver Isabella deitada de qualquer forma na banheira caída em sono profundo. Ele sabia que o sono de grávidas no fim da gravidez duplicava devido ao cansaço de carregar um feto tão pesado, mas como uma pessoa conseguiria dormir na banheira? Edward riu baixo de seus pensamentos e caminhou até a banheira, só então percebeu que Isabella estava nua, mas era claro que já era de se esperar.
Seu olhar involuntariamente desceu por todo o corpo da morena. Seus seios estavam rígidos e aquilo fez com que ele sentisse a necessidade de pegar em cada um deles e tomá-la para si, pela segunda vez. As bochechas de Isabella estavam rosadas e ele teve a leve impressão que ela sorria. Com certeza estava tendo um sonho bom, com certeza não era contigo. Mais uma vez não conseguia entender o por que daquilo o surpreendê-lo e deixá-lo daquela maneira.
– Bella. — sussurrou em baixo tom com medo de assustá-la. — Bella, acorde, você está dormindo em uma banheira ficará resfriada e isso prejudicará o bebê.
Nem mesmo assim Bella se mexeu.
Edward respirou fundo, se levantou e andou até a cama, pegou algumas toalhas que haviam sido depositadas em um guarda-roupa e as forrou na cama, voltou até o banheiro e respirou fundo mais uma vez.
– Você irá me matar quando souber que eu fiz isso. — balançou a cabeça pegando-a no colo.
Pela primeira vez ele prestou atenção na reação que o toque da pele dela na sua provocava. Ele a colocou na cama com cuidado e a enrolou nas toalhas, deu um jeito de secá-la e a vestiu com o primeiro vestido que viu ali. Sentou ao seu lado e passou a observá-la. Parece que aquele seria o dia das primeiras vezes.
[...]
Passava do meio dia quando Isabella deu sinal de vida e abriu os seus olhos. Seu olhar foi desviado até Edward que apenas a observava calado.
– Como vim parar aqui? — perguntou atordoada sentindo as toalhas ainda úmidas e baixo de si.
– Eu a trouxe. Quando cheguei do café-da-manhã vi você deitada na banheira... Você literalmente desabou.
– Você não tinha o direito de me trazer para cá. — ela olhou para seu corpo vestido com um de seus vestidos favoritos. — E muito menos de me vestir!
– Não fiz isso por você. — Doce mentira. — Fiz isso por meu filho.
– Fez isso para se aproveitar do momento e não para ajudar seus filhos.
– Me poupe Isabella. Quando digo que fiz algo por meu filho é porque fiz por ele, mas como você é mal agradecida posso levá-la de volta para a água.
– Não. Obrigada. — sussurrou enrubecendo. — Acho que sou paranóica em relação a você, quer dizer, é meio impossível você fazer algo bom sem interesses.
– Posso ter sido um covarde com você, mas isso não significa que serei para sempre... Pelo menos hoje, você tem o direito de ter a verdade.
– Toda a verdade? — ela o encarou.
– Você pode tentar. — ele forçou um sorriso, não sabia onde estava se metendo.
Notas finais
Bom gente, para quem lê busca implacável tentarei postar o capítulo até amanhã. Se o lata velha - Dino super querido - deixar eu digitar o capítulo. E as minhas duas novas fics, a que postei hoje com o Thomas - meu gatinha ♥ - e a outra lá postarei assim que meu bebê estiver comigo.
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