Amor X Preconceito

42 Capítulo trinta e nove.


Notas iniciais
Esse capítulo não ficou muito bom apesar de tê-lo reescrito uma, duas, três, quatro, cinco vezes... Como não consegui deixar algo legal, resolvi postar esse. Bom gente, minhas aulas voltaram e eu não estou tendo muito tempo para escrever, então não poderei prometer que postarei em breve. Enfim, boa leitura e leiam as notas finais...

- Tem certeza? – Bella se aproximou de Emmett, seus rostos estavam quase colados. – Por que ele era o chefe e você só obedecia suas ordens? – ela deu um meio sorriso. – Por que você sempre foi o segundo nas escolhas de seu pai? E Alice, por que acha que ela sempre está com Edward e lhe deixa de lado? Ele é o favorito Emmett, você é apenas mais um filho no meio dos dois.


Emmett piscou rapidamente, não entendia nada, aquele era o efeito da bebida.

- Mas comigo, aqui onde estou, você não será mais um, você fará a diferença Emm. – Bella sorriu e pegou em sua mão. – Venha, venha comigo. – ela o puxou com força e o levou em direção à cozinha, pegou em uma das gavetas uma faca, a luz reluzia na mesma. – Você sabe o que fazer Emmett. – ela colocou a faca na mão de Emmett.

- Sim, eu sei.

E de repente você se olha no espelho e percebe que não é mais o reflexo que um dia esteve ali, você olha para os lados e percebe que sua vida está se diluindo aos poucos, você vê que está quase sozinho, contudo, agora não tem mais saída, não há mais alternativas para mudar de vida... Então, tudo desmorona, tudo acaba.

01 de janeiro de 2013 – Um pouco depois da meia noite.

Há coisas na vida cujo entendimento se vem com o tempo.

Rosalie aprendeu isso da pior forma, a crença de que as pessoas se importam de verdade com você se dissolveu justamente quando a realidade apareceu. As pessoas não querem saber o que você realmente sente ou ouvir você desabafar, seja da maneira que for, querem ver você sorriso, mesmo que o sorriso seja falso. Esse era o motivo para ela se afastar dos outros, se isolar em seu mundo onde apenas uma pessoa tinha passe livre para entrar, mas essa pessoa fazia questão de ficar longe.

O que ela menos queria ouvir naquele momento era mentir ou ouvir a frase hipócrita: “Sinto muito”, seguido, é claro, pelo desejo de felicidade trazido pela data.

- Não deveria ficar aqui sozinha. – A voz de Alice chamou sua atenção. Alice sentia-se da mesma forma que Rosalie, elas pensavam da mesma forma e talvez por isso elas estavam se dando tão bem.

- Eu sei... – Rosalie a olhou. – Mas é complicado ficar com eles. – ela inclinou a cabeça em direção aos pais. – Parecem que se esqueceram completamente de Jasper.

- Não posso dizer que te compreendo, mas posso imaginar como você está se sentindo. – Alice respirou fundo. – Mas lembra de quando éramos pequenas e fugíamos para comer escondidas na cozinha e ficávamos lá por horas até que alguém nos encontrasse?

- Lembro...

- Então... O que acha de fazermos isso de novo? Sermos crianças novamente, esquecermos dos nossos problemas, pelo menos por hoje.

- Não sei não... – Rosalie forçou um sorriso para a amiga, sorriso o mesmo que logo se dissolveu quando seu olhar se cruzou com o sorriso no rosto de seus pais. Aquilo fez com que a raiva fervesse em seu peito. Ela soltou um grunhindo baixo, respirou fundo logo em seguida. – Ok, podemos ir, mas antes disso... – sussurrou pensativa pegando um drink da bandeja do garçom.

- O que vai fazer Rosalie? – Alice a chamou, contudo foi tarde demais. Rosalie marchava em direção aos pais.

Ela levou o copo com o líquido até a sua boca e tomou todo com um só gole. Rezava para que aquilo fosse o suficiente para lhe dar coragem.

- Rosalie, — A voz de sua mãe soou materna. Materna até demais. – minha filha.

- Filha? – Rosalie sorriu ironicamente. – Agora você se lembra de que tem uma filha? Muito lindo isso.

- Rosalie... – A voz de seu pai soou autoritária nos seus ouvidos.

- O que papai? – disse ironicamente se virando para o pai. – O que vai fazer comigo? – ergueu a sobrancelha loira. – Cortar minha mesada? Bloquear meus cartões de crédito? Isso não vai fazer de vocês pais melhores...

- Rosalie, chega. – Nesse momento todos da festa encaravam-nos.

- Chega mãe? – Rosalie riu. – Chega. – sussurrou para si mesma. – Foi isso que aconteceu quando Jasper foi atrás de vocês para pedir ajuda?

- O que você quer dizer com isso?

- Quando Jasper estava naquela delegacia precisando de vocês, vocês fizeram o que? Nada. Mandou Carlisle ajudá-lo, mas Jasper era seu filho. – ela encarou o pai. – E seu também. – voltou a olhar para mãe. – Se ele morreu foi por culpa de vocês. – Ela sorriu de lado e em seguida tudo ocorreu muito rápido. A mão de sua mãe estava de encontro com o rosto de Rosalie. Em um movimento automático sua mãe também foi de encontro com o lugar do tapa. – Dói ouvir a verdade, não dói?

Alice andou rapidamente e segurou a mão de Rosalie que olhou para Alice e sentiu uma onda de calmaria.

- Vem. – Alice sussurrou.

Rosalie respirou fundo e olhou nos olhos da mãe.

- Se algo acontecer comigo, pode ter certeza, é culpa sua também.

Ela se voltou para Alice, deu um sorriso largo e segurou a mão da Alice.

- Acho que vou precisar achar outra casa para morar. – riu nervosa.

- Algo me diz que Emmett vai adorar saber disso. – Alice sorriu de lado e apertou um pouco a mão de Rosalie.

Rosalie ficou alguns segundos calada, estendeu a mão e abriu a porta.

- Você acha isso?

- Eu tenho certeza Rose. – Alice sorriu. – Ele gosta muito de você.

- E eu o amo. – Rosalie sussurrou.

- Acho que ele quer ficar com você. – Ela mordeu o lábio. – Tenho certeza disso.

- Eu espero que isso aconteça, de verdade. – Rose riu. – Quero envelhecer ao lado do Emm, sei que sou nova para querer isso, mas o amo.

- O Emm também te ama, só precisa e um tempo para encontrar uma maneira de dizer isso para você. – Ela sorriu. – Agora, vamos comer que eu acho que pulamos a infância para a adolescência problemática.

- Adolescência problemática não. – Choramingou entrando na cozinha.

- O que é isso? – murmurou Alice encarando o liquido vermelho no chão.

- Emmett. — A voz de Rosalie não passou de um sussurro abafado carregado de medo. Seus joelhos tremeram e ela caiu no chão ao lado do amado.

- Uma ambulância para casa dos Hale, por favor, o mais rápido possível. – Ela ouviu a voz de Alice soar distante.

Uma Semana Depois

Os bips do quarto do hospital era insuportavelmente ensurdecedores para Rosalie, mas ao mesmo tempo a animava porque com aquele barulho tinha certeza de que Emmett ficaria bem. Rosalie olhou para Emmett, se levantou da cama e se aproximou dele. Ela inclinou a cabeça em direção dele e beijou-lhe a bochecha.

- Fica bom logo. – sussurrou. – Por mim. – Ela sorriu de lado passando a ponta dos dedos na bochecha dele.

- Como ele está? – A voz de Edward fez com que ela desse um pequeno pulo. – Me desculpe. – ele deu um sorriso envergonhado. – Não queria assustá-la.

Rosalie apenas sorriu se afastando da cama.

- Descobriu algo sobre o que aconteceu com ele? –Rosalie sussurrou olhando para Emmett.

- Se preocupa mesmo com o Emmett, não é?

Rosalie assentiu.

- Os médicos dos primeiros socorros disseram que ele afirmou que Isabella fez aquilo com ele. – a voz de Edward ficou mais baixa. – Como eu disse que ela estava morta falaram que aquilo foi um efeito causado por conta do álcool.

- Você não acha que outra pessoa pode ter... Feito isso com ele?

- Acho. Comentei sobre isso com Carlisle. – Havia desprezo em sua voz ao pronunciar o nome do seu pai. – A perícia esteva na casa dos seus pais e eles falaram que Emmett estava com a faca na mão e tropeçou-nos próprios pés.

- Emmett não é do tipo que faria isso. – Rose argumentou.

- Mas parece que os bêbados sim...

Rosalie respirou fundo enquanto encarava o chão. Ela sentiu lágrimas no canto de seus olhos, rapidamente ela os limpou.

- Você deveria ir para casa. – Edward murmurou em um tom paternal. Um tom que aprendeu com seu filho na primeira vez que ele caiu ao dar os primeiros passos. – Comer uma comida que não venha em caixa de... Quentinha. – Forçou um riso.

A garota respirou fundo e olhou para Emmett.

- Quero estar aqui quando Emmett acordar.

- Rosalie, Emmett não acordará hoje, será sedado daqui a pouco.

- Tudo bem. – fez careta. – Preciso mesmo de um banho. – ela fez menção de se virar, mas Edward a impediu.

- Eu não deveria lhe falar, mas Emmett estava planejando pedir você em namoro semana que vem. No dia do seu aniversário.

- Ah... – Tentou fingir não estar empolgada demais, puxou sua bolsa colocando-a em seu ombro e suspirou. – Nos vemos amanhã. – Pressionou seus lábios nos de Emmett. – Prometo. – sorriu se virando e aproximando-se do futuro cunhado. Rose poderia rir com seu pensamento. “Futuro cunhado”. Nunca pensou em nada sobre isso.

Rosalie deu as costas para o quarto de Emmett sem saber que aquela poderia ser, possivelmente, a última vez que o veria.

[...]

- Olá. – A voz de Isabella ecoou pela recepção do hospital.

A recepcionista a olhou por cima do ombro completamente distraída com a revista que estava em suas mãos.

- Gostaria de falar com a enfermeira Vanessa. – continuou a falar.

- Vanessa? – A expressão da recepcionista mudou instantaneamente. Ela se levantou da cadeira e encarou Isabella. – Sou eu.

- Meu amigo ligou para você mais cedo. – Ela retirou de sua bolsa alguns dólares.

- Srta. Swan. Venha comigo. – falou metodicamente.

Vanessa andou por um pequeno corredor enquanto Isabella o seguia.

- O que vai fazer com o crachá falso?

— Nada demais. – Bella deu de ombros pegando o crachá estendido por Vanessa. – Georgina? – fez careta.

- O único nome que tinha. – ela abriu a gaveta e retirou dali o uniforme. – Use isto.

- Tudo bem... Só mais uma coisa. Onde está internado Emmett Cullen?

- Não posso dar esse tipo de informação.

- Presumo que também não possa fornecer crachás falsos.

Vanessa respirou fundo e fez sinal para que Isabella a seguisse, ambas caminharam em direção a recepção.

- Troque de roupa no banheiro. – ela inclinou a cabeça em direção a um pequeno corredor. – E depois lhe darei as informações.

[...]

Edward encarou o visor do celular e respirou fundo levantando-se um pouco da cadeira. Enquanto discava os números de Tânia ele pensava no que ia falar. Os toques das chamadas se sessaram e ela não atendeu, mesmo assim, Edward sentiu a necessidade de deixar uma mensagem para ela.

- Oi Tânia. – Edward sussurrou. – Estou no hospital. A única coisa que queria saber é se vocês estão bem. – Uma leva batida na porta chamou sua atenção. – Amo vocês. – murmurou mesmo sabendo que grande parte daquilo era mentira. – E por favor, ligue para mim.

- Preciso que o senhor saia para que eu possa aplicar... – Isabella entrou pela porta do quarto, ao ver Edward ali parado seu coração acelerou. Ela perdeu as palavras, literalmente.

- Tudo bem, estou saindo. – Edward caminhou até a porta e Isabella não pode deixar de sorrir.

Vê-lo tão perto depois de tanto tempo lhe fez muito bem, fez com que ela quase pensasse em desistir. Depois de alguns segundos parada, ela recuperou a “consciência” e fez o que deveria. Aproximou-se de Emmett e buscou um vidro em seu bolso.

“Soda Cáustica”. – Dizia o rótulo com letras grandes e vermelhas.

Isabella sorriu largamente e encarou Emmett.

- Queria vê-lo sofrer tanto quanto eu sofri. – Ela cravou as suas unhas no braço dele. – Mas como não posso, me contentarei em queimá-lo por dentro.

Bella aproximou a seringa do vidro e sugou o máximo que conseguiu.

- Boa sorte. – Ela sorriu de lado ao cravar a ponta da seringa em uma das veias do braço do rapaz. – Você vai precisar.

Notas finais
Gostaria de agradecer a todos que comentaram o último capítulo (Comentários positivos e também os negativos)... Eu iria responder os comentários que mais me chamaram atenção, mas tipo, tinha uns parecidos então responderei por aqui mesmo. KKKKK
Então, tipo, quem me conhece sabe que leio TODOS os comentários e saio respondendo alguns, mas dessa vez eu não quis fazer isso justamente por ter uns parecidos, resolvi responder aqui para facilitar minha vida e para quem pensa igual saber o que eu penso.... Bom, algumas leitoras tem reclamado da vingança da Bella, dos personagens que estão morrendo. Gente, desde o início da Fanfic essa foi a minha linha de pensamento, desde o primeiro capítulo eu sabia como iria terminar, como seria a vingança. Eles poderiam aprontar com ela, ela iria sofrer e muito, mas no final eles iriam pagar. Nunca escondi isso, não é verdade?
Bom... Muitas pessoas amam o Jasper e principalmente o Emmett, mas acredito que vocês amam o Jasper calmo, apaixonado pela Alice e o Emmett brincalhão, os personagens da saga, mas aqui, eles são diferentes, eles fazem outras pessoas sofrerem, são maus. As personalidades são diferentes, não são a mesma pessoa. Sou fã do Emmett, ele é meu personagem favorito da saga, mas aqui... Eu não consigo gostar dele ou do Jasper, nem mesmo o Edward eu suporto, por isso ele sofre tanto(-q), acho que o que eles fizeram com a Bella no início da fanfic foi covardia e não vai ser apagado por arrependimento, ações ou palavras bonitas. Eles tiraram duas vidas, eles mudaram a vida dela.
Isabella pode amar o Edward, ela pensou em deixar isso tudo pra lá como muitas vezes constei isso em alguns capítulos, mas ela viu a filha dela morrer por culpa dele, indiretamente, se ponham no lugar dela, isso fez com que ela se modificasse de verdade. Da mesma forma que a Tanya ficou cuidando do filho da Bella com o Edward. Ok, coloquem-se no lugar do Edward, ele se sente culpado, acha que Isabella morreu. Perdeu a mulher e uma filha, está com o bebê para cuidar mesmo sem fazer a mínima ideia de como fazer isso, Tanya estava ali, podia ajudá-lo, ele aceitou a ajuda porque ela o apoiou no início, ela esteve lá praticamente o tempo todo. Por que ele recusaria a ajuda?
Na primeira vingança, a do Jasper, eu realmente me inspirei no filme Doce Vingança, também concordo que esse tipo de tortura não combina com a Saga, mas combina com a fanfic e nesse momento é isso que está me interessando, mas mesmo assim eu deixei essa ideia de vingança pesada para lá e coloquei uma mais leve, tanto que o Emmett não vai sofrer muito nem o Edward irá morrer porque quero ele e Isabella JUNTOS.
Infelizmente, a vingança dela não está agradando alguns leitores, mas está me agradando e poxa, não posso mudar algo em que pensei desde o início para agradar alguns leitores, não posso mudar algo que me agrade para escrever algo alternativo porque vou perder o gosto para escrever e não quero que isso aconteça com ESSA fanfic em particular porque tenho um carinho especial por ela, quem escreve sabe o que é isso, escrevi cada capítulo pensando nas consequências e como iria continuar no próximo. Estou mal por não está agradando alguns leitores? Estou... Mas fico contente ao mesmo tempo pelas pessoas que estão comentando que gostaram e me dando incentivos para continuar e bem, não vou mudar o que planejei, quem não estiver com interesse para continuar lendo, tudo bem, vou entender...
Mais uma vez, obrigada as pessoas que comentaram e principalmente as pessoas que expressaram sua opinião, eu adorei, de verdade, espero que entendam a minha opinião e os meus pensamentos em relação à isso.