Amor X Preconceito
37 Capítulo trinta e cinco.
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo.
Não sei porque, mas achei legal o nome Nathaniel Joseph. rs
Mais uma coisa. -q
Alguém aí já ouviu falar na série de livros Instrumentos Mortais? Se sim, alguma de vocês já leram? Eu li e achei muito perfeita *o*
– Não preciso rezar por nada. – cuspiu aquelas palavras. – Você que precisa, sua mulher morreu por sua causa e sua filha também.
– Bella talvez, mas minha filha não. – pressionei a faca que estava em minhas mãos contra sua barriga descendo e subindo em zingue zangue pelo seu corpo.
– Acha mesmo que sua filha estava doente? – James riu, parecia tentar esconder a dor. – Foi tudo um plano. Sua filha era perfeita. Pergunte a seu pai. Carlisle sabe de tudo.
Carlisle?
–Você está blefando! Está tentando me distrair. – Puxei a faca com tudo de seu corpo e a segurei contra sua garganta.
– Pergunte ao seu pai. – murmurou cuspindo o sangue que estava saindo por sua boca. Ele perdeu a consciência e se foi.
Cai mais uma vez no chão, mas agora estava sozinho. Me rastejei até o corpo de Bella, mas então o choque tomou conta de mim. Seu corpo não estava mais ali.
A dor da perda é uma dor que te leva a irracionalidade.
Contudo, é uma das poucas que conseguem te manter sã ao mesmo tempo.
July Carter – Amor x Preconceito
Uma semana depois.
Os olhos de Edward encaravam o espero a sua frente. Seu coração estava em sua mão e ele parecia que o apertava cada vez mais evitando que a dor lhe deixasse, aquela era a prova que um dia Isabella existiu, ele se recusava a deixar as lembranças de lado.
Um pequeno caixão cruzava o cemitério nas mãos pálidas de Edward, ao seu lado estava Alice, sua irmã tentava parecer forte para ele, mas era impossível. Atrás do pequeno caixão estava ela, Isabella Swan. Seu corpo não estava no caixão, na verdade, eles nem conseguiam imaginar onde estavam, contudo, ninguém conseguia afirmar se aquilo transformava a cerimonia em algo mais doloroso ou menos.
A vermelhidão de seus olhos aos poucos ia desaparecendo, mas ele queria socar-se novamente, queria deixar a lembrança presente.
- Meus pêsames. – Aquelas palavras seriam repetidas ao longo dos dias. Será que não percebiam que aquilo não ajudava? A primeira vez que tocara em sua menininha havia sido aquela, ela estava dentro de um caixão e ele não podia fazer nada, queria enterrar-se junto com sua filha e Isabella, mas o chamariam de louco, não que se importasse. Era para sua menininha estar viva, sem nenhuma sequela.
- Ela não estava doente. – sussurrou saindo de seu estado de choque.
Sua barba parecia estar crescendo de maneira sobrenatural. Seu objetivo era parecer o monstro que era, gostaria de dizer que não se importava, porém os olhos verdes o condenava.
Alice sumiu. Ele não tinha mais apoio, necessitava de um. Não podia usar Alice para isso, ela mal suportava o peso de seu próprio corpo. A cerimonia começou, tão logo acabou. Edward fechou os olhos e se permitiu chorar. Não se importava com o que pensassem.
- Edward. – uma voz baixa atrás de si fez com que ele se virasse.
- Tânia. – choramingou abraçando-a. – Você sabia que isso iria acontecer, não sabia?
Tânia não falou nada, apenas o puxou para um abraço, queria demonstrar que ele era amado. Ela o amava e também sabia que ele era um bom homem apesar de tudo, a prova disso é que ele estava chorando no velório de um filho que mesmo sem tendo oportunidade de amar já amava e no da noiva, cuja nunca teve a chance de se casar.
- A culpa não foi minha. – Ele a encarou. – Diga que a culpa não foi minha. – Implorou.
- A culpa não foi sua, Edward. – ela afagou os cabelos do rapaz.
A camisa preta passou rapidamente por seu corpo. Ele cruzou os seus braços tentando manter uma sensação de paz que não existia.
Um baixo choro de bebê ecoou pela casa. Edward se irritou, abriu a porta de seu quarto e gritou:
- Calem essa porra!
Tudo permaneceu calmo, o choro se intensificou e ele rosnou. Bateu a porta do quarto com força e marchou em direção ao quarto.
- EU. ANDEI. CARLAR. A. PORRA. DA. BOCA! – ele abriu a porta do quarto, mas o neném não estava sozinho. -–Bella. – murmurou fechando os olhos, mas se arrependeu. Era Tânia. – Me desculpe. – Olhou para o chão e suspirou.
- Eu que tenho que me desculpar. – Forçou um sorriso compreensivo. – Alice me pediu para cuidar dele enquanto estava na escola.
Edward encarou o bebê, mesmo assim não conseguiu se aproximar.
- Claro, porque eu não posso cuidar do meu filho. – deu de ombros.
Tânia colocou o bebê no berço e suspirou.
- Você pode cuidar dele. – Tânia o assegurou. – Só tem que se cuidar antes. – ela avaliou o estado do rapaz, de longe parecia o cara que conheceu há anos atrás.
- Eu estou bem. – resmungou.
- Fisicamente sim, mas psicologicamente...
- Estou melhor ainda, só não consigo acreditar que consegui me livrar da imunda e daquele... – ele pareceu se arrepender. – E do meu filho de uma vez só.
- Sei que não acredita nisso de verdade. – Tânia se aproximou e lhe tocou no rosto. – Você está com fome? – ela o analisou, estava mais magro, quantos quilos deve ter perdido na última semana? – Posso fazer omelete, o que acha?
- Não tenho tempo. – ele se aproximou do berço e pegou o filho nos braços pela terceira vez desde o nascimento. – Onde vai?
Edward respirou fundo e pensou em lhe dizer palavras ofensivas, mas engoliu a vontade. Tânia só estava preocupada com ele, Edward conseguia compreender aquilo.
- Ver a assistente social.
- Assistente social? – ela parecia surpresa. – Você não vai levá-lo para a adoção... Vai?
- Não vou conseguir ser um bom pai, quero que Nath tenha um pai e uma mãe de verdade. Sabe, uma família. – ele forçou um sorriso. – Se ficar comigo, apenas terá fantasmas de tudo isso, não quero isso para o meu filho.
- Edward, você será um ótimo pai para ele. – olhou para o bebê. – Não digo que ele não precise de uma mãe, mas você vai amá-lo, ele irá compreender Edward. Você só tem que se permitir fazer isso e tenho certeza que consegue fazer isso.
- Acabou Tânia? Tenho realmente que ir. – disse impaciente.
- Carlisle sabe disso?
- Não se importa. – deu de ombros.
Tânia respirou fundo balançando a cabeça e sorriu ao ver os olhos achocolatados do bebê.
- Acho que vai se arrepender disso... Vou com você.
- Obrigado. – Edward sussurrou sem perceber.
[...]
O restaurante era um dos mais caros de Seattle. O bebê se remexia desconfortável nos braços de Tânia, parecia que previa o que iria acontecer.
Edward mordeu o lábio enquanto se aproximava da mesa onde a assistente social bebericava uma taça de vinho. Ao avistar Edward, ela acenou. Eles eram velhos “amigos”.
- Cullen! – ela riu abraçando-o. – Pensei que nem lembrava-se mais de mim.
Edward sorriu de lado e se afastou desconfortável, parou atrás de Tânia e forçou um sorriso para a mulher.
- Cassie, essa é Tânia e hm... – respirou fundo. – Esse é meu filho, Nathaniel Joseph.
Os olhos de Cassie se arregalaram, mas ela logo se recompôs.
- Minha nossa! Um filho? – gaguejou. – Parabéns Edward.
- Não me dê parabéns por isso. – sentou-se na cadeira seguido por Tânia. – Não te chamei aqui para um encontro Cassie.
- Eu deveria ter imaginado. – sussurrou para sim mesma. Edward se recompôs e suspirou. – Então, para que me chamou?
- Minha noiva morreu semana passada. – respirou fundo. – No parto e eu... Não quero conviver com o bebê.
- Com seu filho. – Cassie o interrompeu.
- Tanto faz. – deu de ombros. – A questão é que quero colocá-lo na adoção.
- Adoção? – a sobrancelha de Cassie se ergueu. – Você sabe que ele irá parar em várias famílias provisórias até conseguir um lar... Não sabe?
- Famílias provisórias? – Tânia se pronunciou.
- Eu sei. – Edward a cortou.
- Você não pode fazer isso com seu filho! – disse desesperada. – É só um bebê!
- E por ser só um bebê que merece uma família.
- Uma família? Edward, Nath tem você, Carlisle, seus irmãos e até eu. – suspirou. – Você não vai estar sozinho.
- Ele é uma lembrança da Bella, da Marie, não quero conviver com isso. Com ele. – Edward encarou o bebê.
- Tudo bem. – disse Cassie. – Tem certeza que quer colocá-lo na adoção? Será uma decisão sem voltas.
- Absoluta. – sussurrou dando uma última olhada no bebê e se levantando. – Vai ficar aí Tânia? – olhou para a mulher que continuava imóvel com o pequeno bebê nos braços.
- Vou sozinha depois. – resmungou ao ver Edward sair.
Tânia olhou desesperada para Cassie assim que viu Edward sair e suspirou.
- E se eu quiser adotá-lo... Vou poder?
- É claro que sim.
- Ótimo... Como faço isso?
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