Amor X Preconceito

20 Capítulo dezenove.


Notas iniciais
Hey pessoas.
Demorei, mas cheguei de novo hehe'
Prontas para o Edward mais humano? Pois bem, boa sorte. kkk

- Pecador maior é o que tem a coragem de desejar matar todas as pessoas que não são iguais a ele. – Seu olhar foi desviado para o outro lado. – Agora com sua licença, tenho que terminar de me arrumar.

Com facilidade ela se afastou de Edward e caminhou em direção a casa.

Um sorriso quase que confiante surgiu em seus lábios, ela estava feliz por ter conseguido mostrar pelo menos um pouco de força para o “opressor”. Ver a expressão de raiva nos olhos do rapaz lhe deu um animo a mais para continuar com tudo...

Naquele momento o nervosismo já dominava cada célula do corpo de Isabella. Aos poucos seus batimentos cardíacos voltavam ao normal, ela sentia como se um peso que tomava conta de seu peito fosse se dissolvendo.

A garota se aproximou da janela e afastou as cortinas com cuidado. Ao deparar-se com um céu coberto por estrelas e uma lua cheia de beleza estonteante suspirou pesadamente. Parecia que alguém muito mais poderoso que ela queria que esse casamento acontecesse. As nuvens de chuva que antes ameaçavam cair agora haviam desaparecido quase que completamente.
Conforme a cortina se abria ela observava com clareza a figura de Carlisle de terno que olhava de forma nervosa para dentro da casa. Mais especificamente para a janela de seu quarto. Quando o olhar de ambos se cruzou um sorriso largo surgiu nos lábios dele e um suspiro alto escapou pelos lábios de Bella que lentamente se afastou da janela voltando para a escuridão de seu quarto.

Isabella afastou os fios de cabelo de seu rosto, respirou fundo e aproximou-se da penteadeira. Nela havia um largo espelho e fitando-o percebeu de longe a foto de seus pais. E uma lágrima caiu por suas bochechas.

Nos últimos dias uma estranha vontade de manter aquela foto longe de si tomou conta de seu corpo e de seus pensamentos, lentamente, caminhou em direção à foto e com as mãos trêmulas ela pegou e a analisou de cima abaixo.

Em questões de segundos um rio de lágrimas caiam pelas suas bochechas e todas eram direcionadas ao rosto de seu pai, rapidamente ela passou o braço sobre o rosto limpando qualquer resíduo de tristeza que restara ali. Com cuidado ela colocou a foto novamente na estante e se virou um pouco deixando a mostra seu vestido razoavelmente curto e coberto de detalhes. Seus longos cabelos negros estavam presos em um elegante coque.

Bella não se sentia nada bem com aquilo, não queria abrir mão de um vestido simples e talvez até um tênis confortável por aquilo. Mas aquela disputa com Alice fora em vão.

Se aproximando da porta principal da casa com um suspiro pesado suas mãos fecharam-se em torno da fechadura e um meio sorriso surgiu em seus lábios.
Com passos largos ela se aproximou do tapete vermelho e com mais outro suspiro ela sentiu suas pernas tremerem e usou como apoio o braço nada confortável de Edward.

Seu olhar interrogativo foi direcionado ao rosto dele que deu apenas de ombros e balançou a cabeça.

- Meu pai me obrigou.

Aos poucos o som da marcha nupcial foi ouvido e aquela foi à deixa de Edward para andar cada vez mais rápido na direção do altar.

A sensação de sentir as mãos de Edward sobre sua pele sem ser machucando-a era reconfortante. Seus lábios estavam franzidos e sua testa vincada. Não conseguia entender aquele sentimento que a atingiu com força.

Sem ao menos ter tempo de pensar com clareza já estava na frente de Carlisle, os braços do homem estavam ao redor de seu corpo e os lábios do mesmo se aproximaram de seu ouvido.

- É a noiva mais linda que já vi. – sussurrou descendo suas mãos pelo corpo da garota e a aproximando-a de seu ventre acariciando-o com cuidado. – Obrigado por está comigo.

Isabella não sabia o que responder, estava completamente sem ação. Aquele homem a abrigara com tanto carinho e agora estava ali, declarando-se para ela naquele casamento que não deveria existir. Aquilo era um erro agora ela tinha consciência, mas não podia simplesmente sair correndo dali, seria pior, para onde iria? Carlisle com certeza não a deixaria na mão, porém ela não era tão fria para chegar naquele ponto.

- Estamos aqui reunidos para realizar uma cerimônia sagrada. Juntar dois seres puros... Carlisle Cullen e Isabella Marie Swan, filha de Charlie Swan e Renné Swan, já falecidos.

Cada palavra pronunciada pelo padre a consumia.

A garota olhou para o lado fitando Alice que tinha um meio sorriso nos lábios.

- Carlisle Cullen, aceita Isabella Swan como sua legitima esposa para amá-la e respeitá-la , na saúde e na doença até que a morte os separe?

Carlisle sorriu largamente e a voz do mesmo foi forte e decidida.

- Sim.

- Isabella Marie Swan, aceita Carlisle Cullen como seu legítimo esposo para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença até que a morte os separe?

Isabella olhou inevitavelmente em direção ao grupo de rapazes que estavam na terceira cadeira. Edward apenas a encarava, mas algo diferente estava nos olhos de James. O seu olhar era de ódio e sua expressão raivosa. Encolhendo-se, Bella voltou a encarar o padre, sorriu de forma tímida e sussurrou: “Sim”.

- Se há alguém contra esse casamento que fale agora ou cale-se para sempre.

Todos os convidados permaneceram calados o que aumentou o sorriso de Carlisle. As mãos do homem seguraram as da garota.

- Então eu vos declaro marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva.

A tomando pela cintura os lábios de Carlisle e Isabella se colaram movimentando-se lentamente.

O beijo era sem vida. Sem emoção alguma, pelo menos da parte de Bella.

Como tradição os noivos saíram na frente, os mais íntimos entraram na casa e os outros apenas iam embora lentamente.

Alice veio quase que saltitante em direção da Bella e abraçou apertado.

- Bem vinda mame. – sussurrou arrancando risos tanto da noiva quanto do noivo.

- Não fala assim Alice. – Carlisle a reprendeu.

[...]

Aos poucos cada um dos convidados se retirava, não houve uma “festa” de verdade, uma desculpa para isso foi à gravidez de “risco” de Isabella. Para todos os efeitos, o filho era de Carlisle. Todos sabiam da realidade, mas depois de todos os acontecimentos foi aquela conclusão que chegaram.

Os bebês de Isabella teriam como sobrenome Cullen e com certeza teria sangue daquela família correndo nas veias.

Os pés de Isabella estavam descalços e quando quase todos se foram ela se jogou em uma das poltronas existentes na sala e fechou os olhos. Um suspiro escapou por seus lábios e quando abriu os olhos novamente olhou para Carlisle que possuía um semblante feliz no rosto e aquilo provocou uma alegria sem tamanho sobre si.

Um pouco distante dela estavam Edward e Tania, Emmett e uma loira, irmã mais nova de Jasper. Ao lado dos casais estavam Jacob e James que pareciam aborrecidos com algo, o que não era novidade já que todas as vezes que ela chegava perto de algum dos rapazes eles logo mudavam de comportamento.

Em um canto isolado estavam Alice e Jasper, eles estavam... Abraçados. Era visível até mesmo de longe a química que existia entre os dois. E para Isabella ele era o mais “humano” de todos os rapazes, pois Jasper foi o único que teve a coragem de se aproximar dela e parabeniza-la. Dias depois da volta dela para casa ele foi o único que a perguntou se estava melhor.
Ele tinha uma coragem de confrontar os outros, mesmo que de forma tímida. De alguma forma, ele parecia ser sincero todas as vezes que falava com ela, o que chegava a ser estranho, parecia que ele estava se arrependendo de tudo o que fez e não tinha medo de demonstrar aquilo, ou pelo menos, tentava não ter.

O olhar de Isabella percorreu novamente pela sala e parou em Edward e Tânia.

A garota estava com a cabeça no colo do rapaz e sem saber o motivo aquilo provocou raiva em Isabella que gemeu baixinho de frustação.

Levantando-se da cadeira com um ruído alto, ela não pronunciou nenhuma palavra, apenas subiu para seu quarto. Trancando-se novamente em seu mundo.

Enterrando sua cabeça em um travesseiro ela adormeceu por algumas horas e só acordou novamente quando sentiu uma mão percorrendo por seu corpo.

- Edward... – balbuciou meia grogue.

- Edward? – Uma voz fria fez com que ela despertasse automaticamente levantando-se e sentando na cama.

- O que faz aqui?!? – perguntou fitando o homem a sua frente com raiva.

- Sabe... Me perdi indo em direção ao banheiro. – Levantou-se da cama. – Não foi minha intenção.- Seu olhar percorreu o corpo de Isabella de cima abaixo. – Ou quem sabe foi? – Um sorriso malicioso brotou por seus lábios.

De forma lenta ele se aproximou de Isabella que ameaçava gritar, mas assim que ele levantou um pouco a camisa deixou a mostra uma faca afiada. No mesmo instante a garota se encolheu e seus olhos se arregalaram.

- Boa garota, vejo que aprendeu bem o recado. – O olhar de James se tornou mais raivoso conforme se aproximava. – Sabe que eu poderia te matar aqui e agora e o máximo que fariam comigo era me prenderem... Mas não sei por que algo me diz que você tem mais valor viva. – fez uma careta. – Mas isso não quer dizer que eu tenha que deixar esses dois encostos vivos.

- Não... – sua voz não passou de uma súplica quase que silenciosa.

- Engraçado, sente medo de mim, porém parece sentir desejo pelo Edward. Por que todas as vadias são assim? Ainda me lembro das minhas noites de prazer com Tânia, mas ai aquele filhinho de papai tem que aparecer e acabar com tudo. – deu um meio sorriso. – E agora você. – James levantou o vestido de Isabella deixando a mostra sua fina lingerie e sua barriga roliça. – Grávida de dois bastardos.

Rapidamente ele pegou a faca e fez um fino corte no ventre de Isabella que não reprimiu o gemido alto de dor.

- Hey, vá com calma... Não quer que eu faça algo que acabe com a vida dos três de uma vez, não é verdade?

- Por que simplesmente não me deixa em paz? – Isabella implorou novamente. Lágrimas grossas rolavam por seus olhos.

- Porque você não nasceu para ser deixada em paz.

As mãos de Isabella serraram-se em punhos.

Quais seriam as probabilidades de todos os três saírem vivos? Ela tinha que confessar que não eram muitas, afinal, ela estava com a faca prestes a penetrar em sua barriga acabando com seus filhos de uma vez só. Aquilo era cruel, mas James não temia em fazer.

Sem pensar muito Isabella direcionou um soco em James e girou seu corpo praticamente se afastando da cama e correndo até a porta que parecia estar emperrada. James rugiu de dor e se aproximou.

- Acho que perdeu qualquer valor que poderia ter agora.

Os lábios se Isabella estremeceram e seu corpo empalideceu.

Ela não teve outra alternativa a não ser tentar gritar, mas logo foi silenciada por James que a socou sem pensar duas vezes. Seu corpo girou e ela caiu sobre a cama.

Um barulho vindo do corredor fez com que James voltasse a pensar com coerência. A porta do quarto de Isabella foi aberta e da porta deu para perceber a figura de ódio de Edward.

Seu olhar percorreu pelo corpo de Isabella até parar em sua barriga cortada.

Com um meio sorriso nos lábios ele jogou James contra a parede e o socou sem nenhum pudor, com facilidade retirou a faca de sua mão e jogou-o contra o chão.

- Se quer ter chance de viver acho melhor fugir agora.

James não foi tão burro ao ponto de esperar para ver.

Saiu correndo do quarto como o rato foge do gato.

Edward olhou para Isabella e suspirou se aproximando da mesma.
Por um momento ele pareceu estar preocupado com ela, mas depois de alguns segundos sua expressão ficou quase que indecifrável.

- Você está bem? – sussurrou aproximando as pontas de seus dedos da barriga da garota. – Não foi um corte profundo. – pareceu estar aliviado o que a fez sorrir.

- Por que me protegeu? – Isabella olhou em seus olhos pela primeira vez em muito tempo.

- Se sou mesmo o pai desses garotos devo pelo menos protegê-los, acho que é minha obrigação. Além do mais, James desobedeceu a uma de minhas ordens. Deveria ser severamente punido.

- E qual era exatamente sua ordem? – Perguntou tentando parecer indiferente, algo que não surtiu efeito.

- Isso não é da sua conta. – respondeu se levantando e trazendo novamente a fachada dura para seu rosto.

Isabella se levantou e abaixou rapidamente o vestido.

- Onde está Carlisle?

- Teve que atender a uma emergência no hospital... Por isso não veio ainda te ver. – Edward olhou para o lado. – Tenho que ir antes que venham me procurar.

Timidamente, Isabella pôs-se na ponta do pé e tocou seus lábios nos de Edward.

- Considere isso como um agradecimento.

Finalmente Isabella estava colocando os seus planos em prática.


*Leiam as notas finais (Novidade)

Notas finais
Quem gostou dá um up õ/
Eu achei esse final meio fail,mas o sono está me consumindo.
Bom, próximo capítulo é o vigésimo da fic e ACHO que a Bella vai começar a armar. Seria uma boa né? -q
Então, queria pedir um favor de vocês. Quem quiser e puder recomendar a fic eu ficaria muito feliz.
Se não puderem está tudo bem.
Só outro aviso: Dia 15 entro de férias.
Ai vocês se perguntam: Sim, idai?
Bom, com as férias vou ter mais tempo para escrever pra cá. Consequentemente, vocês terão mais capítulos.
Então, que venham os capítulos, as férias e o Edward bonzinho.
Lembrando mais uma vez: As aparências enganam.
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