Amor Submerso

31 Capítulo 31: Segundo dia (Parte 2)


Notas iniciais
Gente, perdão a demora, mas é que eu estou um pouco travada então eu prefiro esperar ter inspiração do que fazer qualquer coisa só pra postar.

Espero que não tenha ficado nada exagerado e que vocês gostem. Ah, está pouco revisado porque eu to morrendo de sono t.t

Pov Fernanda

Cheguei à casa aos tropeços e gargalhando feito uma boba. O caminho inteiro de volta eu vim soltando cantadas bregas e engraçadas para Dianna apenas para vê-la me olhar engraçado como se não acreditasse que eu estivesse fazendo aquilo.

-Acho que seria melhor colocar você debaixo do chuveiro e te fazer beber bastante café – Dianna ponderou alto enquanto fechava a porta.

Fiz que não com a cabeça e fui direto para cozinha, ao chegar lá bebi quase um litro de água direto da jarra. Mate-me por ser algo errado, mas naquele momento estava pouco ligando para isso. Tinha uma morena linda e maravilhosa que eu podia chamar de minha namorada esperando na sala. Peguei um pote de mel no armário e fui para a sala com um sorriso travesso no rosto, encontrando Dianna sentada no sofá com aquelas belas pernas cruzadas. Não hesitei em sentar em seu colo, com as pernas para o lado. A morena abraçou-me apertado, levando uma das mãos para o meu cabelo enquanto meus olhos caiam na perdição dos olhos verdes dela.

-Acho que me apaixonei por você de novo – murmurei sem conseguir quebrar aquela conexão de olhares.

Dianna sorriu e inclinou o rosto para capturar meu lábio inferior e o sugar suavemente. Dei inicio a um beijo longo e íntimo, sem pressa e cheio de carinho. Mas não era suficiente para aplacar toda a energia que acumulamos na festa, era necessário muito mais que isso. Então assim que o beijo teve seu fim, levantei e fui seguida por Dianna sem dizer uma palavra, ela sabia que o ápice de nossa noite não seria ali. A morena envolveu os braços em minha cintura caminhando bem pertinho de mim enquanto íamos para o quarto como duas eternas amantes que sabia que iriam concretizar o seu amor.

-Estou pensando coisas pervertidas e românticas ao mesmo tempo – admiti para ela e escutei o seu riso baixo perto de meu ouvido.

-Mas eu tenho uma ideia melhor – Dianna disse assim que eu abri a porta do quarto e entramos – Deita na cama e deixe o mel ali no criado mudo, vamos usar depois.

Afastei o suficiente para que pudesse vê-la, ela estava com um sorriso perverso no rosto enquanto tirava os seus braços do meu redor e ia em direção a um aparelho de som digital. Não restando escolhas para mim, aproximei da cama e a obedeci colocando o pote de mel em um lugar seguro e me jogando na cama. Logo uma música agitada estava tocando, porém em um ritmo que lembrava o estilo latino. Vi Dianna começar a remexer suavemente e meu coração falhou uma batida com o simples pensamento de que ela estaria dançando para mim. A morena virou o corpo em um passo de dança e veio aproximando-se lentamente, com um olhar felino e devorador para meu corpo. Ao se aproximar da cama, Dianna veio engatinhando até mim, subindo por meu corpo ficando em uma posição de quatro que me fez engolir em seco. Estava me sentindo como um feliz animal acuado por seu predador.

Ela aproximou o suficiente para que nossas respirações pesadas se mesclassem em uma só. O clima estava começando a ficar sobrecarregado com nossa tensão sexual, criando um ambiente mais quente que o normal, ao menos para meu sensível corpo. Dianna ameaçou beijar-me, mas quando fui de encontro a seus lábios ela os afastou em brincadeira, sorrindo sapeca. Buscou a boca da morena e mais uma vez ela se afastou, rindo quando eu resmunguei frustrada. Senti as mãos dela passeando por meu corpo, retirando lentamente minha roupa ao mesmo tempo em que roçava a palma das mãos em minha pele. A lentidão era apenas uma tortura que me deixava impaciente, querendo mais, precisando de mais. Por impulso, meus braços ergueram-se para agarrar a minha namorada, porém ela foi ainda mais rápida. Suas mãos seguraram meus pulsos e prenderam contra a cama com certa força, deixando-me mais uma vez com a sensação de que estava deliciosamente acuada.

-Você está má – reclamei apesar de não esconder a minha excitação.

-Mas ainda nem comecei a brincadeira – Dianna revelou em um tom rouco e sensual.

Eu estava estremecendo e com um calor quase insuportável... E Dianna não havia nem mesmo me beijado ainda. Sem contar que eu estava nua e ela completamente vestida e isso de alguma forma me deixava ainda mais molhada! Suspirei baixo e senti o dedo indicador de Dianna sobre meus lábios traçando o seu desenho.

-Terá de se comportar e fazer o que eu mandar – ela ordenou.

-Não posso prometer isso, você fica muito gostosa mandona desse jeito – respondi sincera, conseguindo morder o lábio inferior dela e o puxar até que aquela frágil carne se soltasse de meus dentes.

-Então eu não tenho escolha.

Não pude pensar nessa frase, Dianna arrebatou minha boca em um beijo imperativo e completamente comandado por ela. Sua língua invadiu meus lábios e impôs uma dança rápida e intensa, roubando toda a minha capacidade de pensar. Minha mente começou a dar voltas e a se distanciar deixando apenas aquelas sensações que explodiam em meu corpo em um tesão que nunca poderia ser descrito. Porém aquela deliciosa mulher separou nossas bocas bruscamente, com um sorriso perverso desenhado em seus belos lábios úmidos.

-O que...? – reclamei com certa zanga, movimentei para agarrá-la e por fim ao seu domínio... Quando senti que minhas mãos estavam presas! – Que diabos?!

De alguma forma, enquanto me entorpecia com seu beijo, Dianna havia prendido minhas mãos na cabeceira da cama com um tecido. A olhei incrédula e novamente tentei me soltar, mas foi em vão.

-Você só pode estar brincando! – resmunguei olhando para os nós bem feitos no tecido, como eu não a senti fazendo isso?

-Sim, estou – Dianna riu perversa e começou a afastar-se dando beijos em meu busto e barriga antes de levantar – Brincando de torturar a minha namorada, não está gostando?

-Mas eu quero tocar você! – puxei novamente meus braços e soltei um suspiro frustrado – Me deixa vai, quero deslizar minhas mãos por cada curva de seu corpo, arranhar as partes certas, apertar esses seios divinos e agarrar você até te fazer minha incansáveis vezes.

Dianna sorriu de lado parecendo gostar da ideia, ela estava em pé na cama, afastada de meu corpo me dando uma visão privilegiada de sua bela silhueta. Deus e todos os seres divinos, aquela mulher me excitava por simplesmente existir e ser perfeita!

-Poderá fazer isso – Dianna falava de um jeito baixo que ficava extremamente sensual – Mas só depois, meu amor, quero te deixar insana.

E como que para provar o seu real propósito, Dianna começou a dançar novamente. Meus olhos não conseguiam desviar dos movimentos dela, cada gesto, cada mordida no lábio, cada rebolado era para mim. Engoli em seco e pensei que morreria só por tê-la ali tão gostosa e sem poder tocá-la, sem poder explorar aquele corpo que agora me pertencia e me fazia escrava dessa vontade. O pior? Foi quando a música chegou ao refrão e ela começou a levantar a blusa até o sutiã. Abri meus olhos e inclinei o corpo observando o movimento fascinada, apenas para acabar resmungando alto quando Dianna deixou a blusa cair novamente e rir da minha reação.

-Tire logo! – ordenei frustrada com a situação.

-Implore.

-Tire sua roupa – falei novamente e a vi abrindo os botões do short revelando que sua calcinha era branca, mas parando para fazer um passo de dança – Por favor, tire!

Ela piscou um olho para mim de forma sensual e virou o corpo de costas para mim. Ela dançava perfeitamente sensual, se o propósito dela era me deixar extremamente molhada só em observá-la, estava conseguindo perfeitamente! Tudo parecia perfeito para mim, o ritmo escolhido, o modo como o cabelo cacheado balançava de um lado para o outro ou então apenas para dar um belo efeito em um passo de dança. Dianna pós as mãos na barra da blusa e começou a subir enquanto dançava lentamente, tornando o processo torturante enquanto eu observava aquelas costas morena serem reveladas aos poucos. Minha sorte foi que ela não hesitou em retirar o sutiã em seguida. Quando ela virou o corpo para mim eu a devorei com os olhos, estava mais faminta do que jamais estive em minha vida, sedenta e completamente dominada. E ainda assim Dianna continuava a dançar mexendo com todos os meus sentidos mesmos em estar perto de mim! Ainda com a blusa em mãos ela a esticou e colocou o tecido tensionado sobre os ombros e de um jeito extremamente sedutor e sexy começou a rebolar para baixo para subir lentamente.

-Dianna! – choraminguei sentindo meu corpo estremecer todo.

E o que aquela garota fez? Sorriu perversa e caiu de joelhos sobre mim, cada perna dobrada ao redor de meu corpo, bem sobre o meu sexo molhado. Ela dançou ali, abaixando o corpo e subindo, tocando a cintura, barriga e seios enquanto me olhava com aqueles olhos verdes intensos e obscuros. Gemi e por instinto puxei minhas mãos, apesar de ser inútil eu precisava realmente tocá-la! Mas então o olhar dela abaixou fazendo-me acompanhar. Suas mãos foram para o short e começou a abaixá-los. Eu acompanhei cada centímetro que era revelado, surtando por ela estar descendo ao mesmo tempo a calcinha. Naquele momento eu tinha esquecido até mesmo como respirar. Dianna levantou novamente e terminou de tirar o short e jogá-lo longe.

-Solta minhas mãos – pedi em um sussurro e ela me ignorou – DIANNA!

-Não ainda – Dianna sorriu e pegou o pote de mel, sentando ao meu lado na cama – Você sempre terá uma vantagem sobre mim, fazendo-me enlouquecer lançando um prazer surreal em meu corpo com um simples toque.

-Você está me enlouquecendo sem nem me tocar! – exclamei e arfei ao vê-la abrir o pote de mel.

-Considere isso minha vingança por ter me dominado e jogado em um abismo de prazer. Estou tentando pagar na mesma moeda.

Não houve tempo para que eu retrucasse. Dianna melou os dedos no mel e começou a passar por meu corpo com um sorriso quase diabólico, mas extremamente sexy naquele momento. Seus dedos deslizaram por meu pescoço, o vale entre meus seios e contornaram os meus mamilos. Mordi o lábio com força tentando evitar qualquer som que denunciasse o prazer que estava sentindo, não seria tão fácil na queda apesar de já estar mergulhando em um precipício. Ela deslizou ainda mais, melando minha barriga e ventre, só então ela pós o pote de lado e ficou um pouco sobre mim para poder começar a me devorar. Dianna lambia e mordia meu pescoço, chupava fazendo questão de deixar uma marca. Eu não conseguia mais me controlar, gemidos escapavam abafados e meus olhos estavam fortemente fechados. Foi impossível conter pequenas ondas de energia de escaparem, mas sempre que isso acontecia Dianna afastava-se e esperava alguns segundos até voltar a por sua boca em minha pele melada. Era quase como um ritual, lamber, morder e sugar, depois escapar da minha energia que fluía cada vez mais rápido e sem controle.

-Seu coração está tão acelerado – murmurou Dianna com a boca roçando a pele de meu seio esquerdo – Posso senti-lo contra meus lábios – ela depositou um beijo cheio de carinho ali, apesar de todo aquele clima e tensão do mais absurdo prazer, podia sentir todo o amor que aquela garota tinha por mim – Meu coração.

Abri a boca para falar algo, mas um gemido alto acabou escapando. Dianna havia capturado meu seio e começou a suga-lo sem piedade alguma. Meu dorso ergueu-se alguns centímetros da cama esparramando de prazer que aquela boca estava me dando ao dedicar-se a um ponto tão frágil de meu corpo. O mesmo aconteceu em minha barriga, que foi completamente mordida e chupada, minha pele levemente bronzeada estava cheia de marcas das quais eu estava adorando a forma que se formavam. Porém a loucura verdadeira começou quando ela terminou o trabalho em meu ventre.

-Di-dianna – eu gaguejei e engoli em seco – Solte-me, já chega, eu já estou quase...

-Você está muito excitada, eu bem sei disso – ela me fitou e sorriu de lado – Mas eu vou te fazer minha, Fernanda, vou provar você de todos os jeitos. Eu vou te comer, minha menininha.

Meu rosto esquentou assim que escutei o que ela disse. Não era dada a falar e escutar sacanagem na cama, mas o jeito que ela falou apenas me fez estremecer de prazer pela milésima vez naquela noite. Queria ter forças para dizer a ela que não era acostumada a isso, que sempre fui à ativa nas relações a ponto de ter tido apenas uma garota naquela posição, na minha primeira vez, ou em pequenas aventuras a três o que era completamente diferente. Fechei os olhos com forças sem ter uma saída ou mesmo vontade de impedi-la. Estava tão entregue que já não me importava apesar de estar tímida como nunca estive antes. Senti Dianna abrir minhas pernas e segundos depois beijos no interior de minha coxa se dirigindo até o meu sexo...

-DIANNA! – exclamei alto até demais assim que meu corpo se contorceu um pouco.

Ah, que Deus abençoasse aquela língua! Dianna começou a lamber-me lentamente, como se explorasse com aquele toque cada parte minha ali. Meu corpo suava e tremia a cada vez que a língua se movia, passeando, brincando, massageando meu clitóris. Ela ainda continuava a se afastar sempre que a energia ameaçava passar demais para ela, mas mesmo assim Dianna me fazia cruzar a linha da sanidade e loucura várias e várias vezes. Quando percebeu que eu estava próxima de um verdadeiro e intenso orgasmo, ela não hesitou em penetrar-me com dois dedos de uma vez. Não houve resistência ou dor, apenas uma explosão de prazer que me fez gemer alto e longamente. Estava extremamente excitada, ficando mais ainda quando ela capturou meu clitóris para suga-lo ao mesmo tempo em que movimentava seus dedos dentro de mim.

Meu quadril movia-se como se tivesse vida própria, meu corpo abandonado em uma tempestade de prazer e sensações que eu não poderia nominar buscava avidamente por mais. Mais contato. Mais prazer. Mais de Dianna. E então aconteceu. Não era a nossa primeira vez, mas foi naquele momento em que meu ser abandonou-se completamente no orgasmo mais poderoso e longo de minha vida. Minha voz não saiu, mas todo o meu corpo reagiu, estremecendo, erguendo-se da cama, pressionando-se ainda mais contra aquela mulher. Minhas mãos soltaram-se das amarras finalmente e pude ver meu corpo ficando cheio de tatuagens mesmo sem estar em contato com a água. Naquele momento eu sentia que poderia lutar contra os deuses e que venceria, que poderia conquistar o mundo. Mas ao mesmo tempo me sentia vulnerável, total e cegamente entregue a Dianna. Minha vida era ela, cada pulsar de meu corpo e alma agora pertencia a ela. Seria isso que eu a fazia sentir quando liberava meu fluxo nela?

-Fernanda – Dianna foi subindo lentamente, até alcançar meus lábios e depositar um gentil beijo – Eu te...

Eu a beijei. Estava ainda com meu corpo entorpecido por aquele prazer absurdo e insano, mas ainda havia um propósito a ser seguido. Com facilidade sentei na cama e deixei Dianna em meu colo, de frente para mim com suas pernas ao redor de meu corpo.

-Eu nunca irei perdoar você – murmurei contra os lábios dela – Por ter me roubado não só meu coração, mas minha alma e todo o meu ser. Por causa disso está condenada a viver ao meu lado pelo resto de seus dias.

-Sou apenas uma humana – Dianna também murmurou, levando uma mão ao meu cabelo e o puxando de leve – Uma alma mortal que se apaixonou perdidamente por uma meio-humana, meio-sereia.

Não esperei por mais uma declaração, a beijei como se assim dependesse minha vida e a segurei forte em meus braços para que não escapasse, pois deixei que meu fluxo escapasse livremente. Naquele momento, o mundo era apenas eu e Dianna.

Pov Dianna

Já havia escutado que as sereias poderiam causar um orgasmo apenas com um beijo. Naquele momento eu tinha certeza disso! Eu já estava entrando em delírio por ter causado tanto prazer em Fernanda, mas a entrega quase instantânea de meu corpo ao beijo dela denunciava o quanto eu precisava ser satisfeita. Beijávamo-nos com urgência, arrebatadas em um tempestuoso mar de sensações e prazer. Fernanda parecia não ter mais controle sobre seu fluxo, havia visto quando as tatuagens apareceram sobre a pele marcada e macia. Saber que a culpa era minha me deixava em um jubilo orgulhoso e excitante. Mas o resultado disso era que eu estava ali, em seu colo, arranhando suas costas, sugando sua língua avidamente enquanto sentia meu corpo ser inundado por aquele prazer mágico.

Afastei minha boca para gemer e cravar as unhas nas costas dela ao mesmo tempo em que arqueava as costas para trás. O orgasmo veio rápido, avassalador e poderoso. Minhas pernas ficaram bambas e meu corpo um pouco mole. Meu instinto foi de deixar-me cair para o lado para desabar na cama. Porém não foi isso o que aconteceu. O braço de Fernanda envolveu minha cintura e me prendeu contra si ao mesmo tempo em que o levantava um pouco me forçando a ficar ajoelhada. Antes mesmo que meus olhos intrigados encontrassem os dela senti seus dedos tocando meu sexo livremente. Como um raio atingindo meu corpo o prazer retornou ao seu ponto extremo, fazendo cada partícula de meu ser reavivar aquelas sensações. Logo dois dedos dela me penetravam rápido e o que parecia ser o mais fundo possível.

-Fernanda! – gritei sem conseguir me conter.

Ela continuou me segurando pela cintura ou eu teria desabado para algum lado, não tinha mais controle sobre mim. Ofegando, encostei minha testa a dela, fitando aqueles olhos bem de perto. Os olhos âmbar dela estavam quase negros, fitavam-me espelhando o mais puro desejo, a luxúria e o amor acompanhado da necessidade. Quando dei por mim, estava rebolando no ritmo que Fernanda impôs ao colocar um terceiro dedo e gemendo sem conseguir desviar o olhar do dela. Era intenso, era louco, era algo tão profundo quanto estar mergulhado uma na outra. Porém ela não tardou a piorar ainda mais a minha situação, aumentando o ritmo e intensidade das investidas ao mesmo tempo em que a cada estocada lançava aquele fluxo abençoado com um insano prazer. Minhas costas se curvaram para trás, cada pedaço meu explodindo em um novo orgasmo que derramou meu gozo nos dedos dela.

Mas Fernanda não parou. Aproveitou minha posição para capturar um seio meu e começar a chupar ao mesmo tempo em que seus dedos continuavam em uma frenesi investida. Meu corpo não respondia a nenhum comando meu, apenas movimentava-se de acordo com aquela loucura, meu quadril subia e descia, rebolava clamando por mais. Eu fui levada ao ápice mais duas vezes com aquela tortura! E nesse meio tempo havia arranhado, mordido, apertado Fernanda e marcado de todas as formas possíveis que aquela posição poderia permitir. No meu último gozo finalmente Fernanda retirou lentamente os dedos de dentro de mim provocando um gemido involuntário. Ainda me segurando ela delicadamente me deitou na cama e ficou por cima.

Tinha fechado meus olhos, minha respiração mais irregular do que nunca, meu coração prestes a conseguir sair de meu peito. No entanto, foi impossível não sentir Fernanda ajeitando-se sobre mim com o corpo colado no meu. Não tardou em nossos sexos estivessem juntos, úmidos e provocando uma sensação deliciosa de prazer.

-Você quer me matar? – perguntei com a voz rouca, mas considerando a hipótese seriamente. Abri os olhos e encontrei Fernanda sorrindo bobamente para mim.

-Eu preciso – Fernanda explicou tão sincera que arrancou um suspiro meu – Preciso fazer amor com minha mulher, preciso extravasar isso de dentro de mim ou morrerei.

Fitamo-nos por poucos segundos e como se algo magnético nos puxasse, nos beijamos. Mas foi um beijo diferente até mesmo de todos os nossos outros. Era lento, mas tão cheio de sentimentos que derretia até mesmo minha alma. Apenas nossos lábios e línguas se moviam, o corpo dela ainda sobre o meu, sexo contra sexo, mas ainda assim parecia que estávamos mais conectados do que nunca. O beijo teve seu fim e nos encaramos mais uma vez, nunca tive tanta certeza de que a amava com todas as minhas forças, de que eu já não era mais dona de mim. Estava tão perdidamente entregue que sabia que não havia mais volta. Fernanda era o meu amor eterno, não seria capaz de amar alguém daquela forma ou se seria até humanamente possível aguentar tanto... Amor.

-Eu te amo – Fernanda murmurou tão emocionada que aquelas palavras repercutiram em meu corpo como uma profunda carícia.

Soltei um longo suspiro ao mesmo tempo em que Fernanda segurava uma de minhas mãos e entrelaçava nossos dedos em um bobo gesto romântico. Naquele momento um choque transpassou meu corpo como se surgisse dela e tomasse o meu ser. Só então percebi que as tatuagens dela haviam mudado de cor, estavam lilases como na caverna! Fernanda moveu-se um pouco ao acompanhar o meu olhar, mas isso fez com que nossos corpos roçassem por completo. Gememos ao mesmo tempo e nos fitamos surpresa, era como se o prazer tivesse sido o mesmo, tão profundo e intenso atingindo ambas da mesma forma.

-Acho... Acho que estamos conectadas – Fernanda murmurou maravilhada, não assustada – Como... Como...

-Fossemos uma só – completei por ela em um sussurro encantado.

Fernanda sorriu tão lindo que meu coração disparou forte novamente, ela riu como se soubesse disso e me beijou. E assim como o outro beijo, esse foi lento e tão carinhoso que quase se descartava a malicia. Quase, pois logo Fernanda começou a mover o quadril provocando o atrito em nossos sexos, provocando aquele prazer tão profundo e cheio de amor.

Foi diferente de qualquer coisa que eu já tinha lido, visto ou sentido. Nossos corpos separados, mas nossas mentes e ser unidos. O que havia começado como um sexo selvagem estava terminando em movimentos lentos, carinhosos e tão cheios de um sentimento forte que não havia explicações. Sentíamos a mesma coisa na mesma intensidade, como se nossas almas estivessem se abraçando carinhosamente enquanto nossos corpos sentiam prazer. Nossa mão continuava entrelaçada, Fernanda apoiava-se com o outro braço enquanto minha mão livre emaranhava-se nos cabelos loiros dela. Minhas pernas envolveram a cintura dela a prendendo mais contra mim, precisávamos de todo o contato, de todo roçar de nossos corpos. Nossas bocas se encontraram e não mais se separaram, dificultava a respiração, mas a necessidade de estarmos de todas as formas unidas rugia mais alto. Foi algo lento, demorado, alucinante e completamente cheio de carinho e amor. Sim amor, no mais intenso sentido dessa palavra! Quando o orgasmo veio, gememos juntas e nos abraçamos com força.

Não havia como descrever aquilo. Foi forte sem necessidade de ter toques fortes, intenso a tão ponto de eu ter a convicção de que havia sentido o amor dela me envolver como seus braços faziam. Mágico? Talvez, mas era apenas nosso. Naquele momento eu só tinha a certeza de que o mundo poderia acabar e virar de cabeça para baixo, porém o meu lugar era ali, nos braços de Fernanda.

Notas finais
Tomei a decisão de fazer uma segunda temporada. Mas é mais para eu dar um tempo em Amor Submerso e dar vasão as outras ideias que eu estou tendo. Até porque é bom dar um tempo para que eu pense novas coisas para a fic e não fique repetitivo nem nada parecido! Ah, essa segunda temporada vai destacar bastante Sky e Lynn xD. Porém essa primeira não ta no fim ainda! ahuahua não se assustem, tem coisas importantes pra acontecer antes de eu parar um pouco com A.S!