Amor Submerso
18 Capítulo 18: Angra dos Reis
Notas iniciais
Quando retornei ao quarto depois de ir trocar de roupa estava tudo limpo. Dianna esperava-me sentada na cama e assim que eu entrei ela levantou lentamente. Por um momento parei na porta observando como a alcinha da camisola pequena que ela usava estava caída. Aquela garota um dia me mataria só com sua simples existência. Engoli em seco e desviei o olhar, ficando levemente vermelha com os pensamentos pervertidos que cruzaram minha mente naquele momento.
-Quando vamos para Angra? – Dianna perguntou.
-Dih – chamei falando com cuidado – Eu vou para Angra dos Reis. Você tem de ficar aqui com Luana e os outros.
Ela abriu bem aqueles olhos verdes e encarou-me entre surpresa e enraivecida. Aproximou-se a passos largos para mim obrigando-me a recuar para conseguir manter minha linha de raciocínio sem interferência dela.
-Não pense nisso! Eu vim aqui com você e vou ficar até o fim! – Dianna brigou apontando o dedo em minha direção – Não vai ir sozinha.
-Mas é perigoso Dih, eu não posso por você em risco! – exclamei ajeitando minha postura para me manter firme – Da última vez que eu tive sonhos assim eu acabei quase me afogando e descobrindo que era metade sereia. Não sei o que nos espera, os sonhos nunca são muito claros.
-Mais um motivo para ir com você, não deve enfrentar essas coisas sozinha, Nathan não está aqui para te dar suporte – Dianna continuou teimosa.
-Você pode se machucar! – retruquei falando alto – Eu não vou permitir isso!
-Eu sei me virar melhor do que você, isso pode ter certeza!
Meu olhar de dúvida parece tê-la enfurecido mais ainda. Então, para minha grande surpresa Dianna avançou, segurou meus braços e em um golpe derrubou-me no chão. Tudo foi muito rápido, de repente estava em pé, no outro estava caída no chão e com a morena subindo encima de mim, sentando em meu quadril e me imobilizando segurando meus pulsos sobre minha cabeça. Minha respiração ficou rápida, não muito pelo susto, mas sim por ter a visão divina de Afrodite. Dianna estava com raiva, seus olhos ficavam mais claros e ferozes, a forma como estava sobre mim, me segurando e imobilizando excitava-me de um jeito que eu não poderia admitir no momento.
-Minha mãe trabalhava em um departamento policial, meu pai é um aposentado do exército. Se há algo que eles me ensinaram foi autodefesa – Dianna cuspia as palavras, apertando ainda mais meus pulsos – Então não me diga que eu sou a donzela indefesa, eu não vou ficar esperando em um lugar seguro morrendo de medo que você se machuque seriamente.
Foi então que eu lembrei que a mãe dela tinha morrido. Havia descoberto isso na noite no mirante com apenas o olhar dela ao falar sobre a mãe. Respirei fundo e percebi que ali, naquele momento, ela era mesmo mais forte do que eu.
-Tudo bem, você venceu – aceitei por fim, ela me soltou e eu sorri de lado – Você deveria fazer isso mais vezes, eu não iria me importar, a minha visão daqui está ótima.
Os olhos dela se estreitaram, as mãos seguraram as laterais de minha blusa e me puxaram de uma vez para deixar-me próxima o suficiente para que nossos seios se roçassem. Em um modo totalmente dominador, Dianna tomou minha boca para si em um beijo forte e puramente comandado por ela. Naquele momento descobri que ela podia fazer mágica com a boca. O jeito que a língua movia ao redor da minha em uma dança quente e guiada por ela, os lábios que roçavam os meus, as mordidas e sugadas seja no lábio ou na língua. Dianna era mais experiente e estava com raiva. Quando dei por mim estava sentada com ela em meu colo, o dorso inclinado para trás e o corpo dela totalmente colado ao meu. Meu fluxo de energia disparou em uma corrida alucinada por seu combustível ser o prazer que Dianna estava me dando com um único beijo.
-Tudo bem – disse ofegante quando os lábios dela abandonaram minha boca – Você pode ter tudo o que quiser, mas não para de me beijar.
Dianna sorriu, mas não me beijou. Mordeu meu queixo e seus lábios tentadores desceram acariciando minha pele, passeando pela extensão de meu pescoço lentamente como em uma verdadeira tortura. Meu corpo arrepiou por completo, assim como estremeceu quando os dentes dela morderam a curva de meu pescoço. Eu estava totalmente entregue, todos esses anos de ativa em nada me permitia reagir, apenas sentir. As mãos delicadas dela foram para dentro da minha blusa de dormir e passearam por minhas costas, o peso dela ficou sobre meu corpo obrigando-me a apoiar ambas as mãos no chão para aguentar aquela deliciosa pressão. Os lábios dela traçaram o caminho de volta para minha boca aplicando beijos molhados por todo o trajeto. Mas dessa vez quando ela me beijou eu deixei de me controlar. Eu a beijei com fome, urgência de ter aquele sabor cravado e gravado em minha boca. Suguei-lhe a língua e o lábio inferior, provoquei e duelei para manter o controle. Dessa vez não consegui segurar o meu fluxo de energia, nem mesmo queria. Assim enquanto a devorava naquele beijo o fluxo se mesclou ao movimento do beijo. Como resposta Dianna arranhou minhas costas com força, esfregou o corpo no meu e gemeu contra meus lábios. Ela buscou minha boca com vigor, eu já podia sentir a falta de ar e os lábios começarem a doer levemente.
-Isso é jogo baixo – murmurou Dianna quase sem fôlego quando nossas bocas se desprenderam.
Ela deitou a cabeça em meu ombro e respirou fundo várias vezes. Fechei meus olhos com força e deixei-me curtir apenas o calor que provinha dela, inspirar ainda mais o cheiro inebriante. Tive de controlar-me ao máximo, era cedo ainda para que algo mais sério acontecesse entre nós duas, mas minha mente teimava em mostrar-me cenas que poderiam acontecer caso eu a jogasse no chão, subisse em seu corpo e rasgasse aquela camisola tão provocadora. Não contive um gemido baixo de puro sofrimento por não realizar tudo o que eu queria.
-Hoje eu vou dormir na rede – declarei sentando melhor, ainda com ela em meu colo.
Dianna suspirou e demorou mais alguns minutos antes de finalmente levantar e me ajudar a ficar em pé. Fiquei cambaleante e Dianna segurou-me para não cair.
-Deus do céu, se estou assim com alguns beijos acho que não andarei quando formos dormir juntas – pensei alto.
-Melhor ainda que não sairá de minha cama tão cedo – Dianna sussurrou provocativa em meu ouvido.
A olhei surpresa e ri de seu sorriso malicioso, e de pensar que Dianna às vezes era tímida e escondia aquele lado. Ela ainda levou-me até a rede e despediu-se com um longo beijo de boa noite.
{...}
-Como assim estamos indo para Angra?! – Luana olhava-nos de um jeito desconfiado, seus braços cruzados sobre os seios.
-É um lugar bonito, cheio de praias – inventei e dei de ombros – Dianna nunca veio ao Rio e do jeito que é escrava do Santuário irá demorar a voltar. Porque não poderíamos ir? Você tem uma casa de verão lá não tem?
-Isso é suspeito, bastante suspeito – Luana continuou com seu jeito desconfiado.
-Queremos um lugar para ficar a sós – Dianna me ajudou e deu um de seus sorrisos mais lindos – Fugimos, mas ainda assim não temos muito como ficarmos sozinha para descobrir se valeu mesmo a pena. Em Angra podem ir todos ao mesmo tempo em que sequestro um pouco a Nanda.
-Ah, você é do tipo sequestradora – Luana finalmente descruzou os braços.
Comecei a rir, afinal tinha lembrado a conversa que tive com Dianna no mirante em que me declarava assaltante. Luana não insistiu mais, apenas ligou para os outros e tudo foi resolvido para que a viagem fosse ao período da tarde. Nesse meio tempo Luana nos obrigou a contar toda nossa história até agora. Foi assim que eu percebi que em um curto período de tempo minha vida e a de Dianna tinham mudado completamente, virado do avesso literalmente. Mas mesmo assim eu já não surtava mais, aceitava-me do jeito que era apesar de ter um medo do que poderia acontecer comigo. Thiago foi o primeiro a chegar, trazendo apenas uma pequena mochila e o seu antigo violão, o mesmo que levava para a nossa antiga escola. Júlia quase chegou atrasada, reclamando do transito.
Iriamos passar apenas alguns dias, mas apenas um seria o suficiente para ir até onde os meus instintos mandavam. Depois daquele sonho havia me lembrado onde tinha visto aquele símbolo, em uma das ilhas perto da baía de Angra dos Reis. A viagem foi longa, porém passei a maior parte dormindo aconchegada ao corpo de Dianna que para piorar minha situação ficava acariciando meu cabelo a maior parte do tempo. Porém em um momento em que estava apenas de olhos fechados curtindo o carinho que recebia escutei Júlia perguntar para Dianna, provavelmente pensando que eu estava dormindo.
-Então Dianna, acho que é uma pergunta que todos querem saber. Porque escolheu Fernanda e não o Eric? Entenda, somos amigos dela e temos o dever de protege-la até de morenas lindas como você.
Meu coração disparou, mas mantive-me a todo o custo fingindo que ainda estava dormindo. O carinho em meu cabelo cessou, porém Dianna pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos mesmo que eu estivesse aparentemente dormindo. E ao que parecia, todos estavam sabendo da verdade, o que não me surpreendia, éramos leais e sem muito segredos desde os tempos antigos.
-Eu nunca saberia explicar – ela disse sincera, sem hesitar ou mostrar incômodo por explicar – Eu gostava mesmo do Eric, e ainda gosto. Mas não sou apaixonada por ele. Estava em um lugar novo para superar e recomeçar minha vida e Eric tem uma energia boa, apesar de ser muito diferente de mim.
-Você parece ser mais quieta, apesar de ser muito divertida – Thiago comentou e eu podia imaginá-lo sorrindo galanteador enquanto a elogiava, apesar de concordar inteiramente com ele.
-Brigávamos com certa frequência, mas ele sempre se redimia – Dianna suspirou e recostou melhor no banco, finalmente voltando a fazer o cafuné – Mas então Fernanda apareceu, toda sem jeito e atrapalhada, sem esconder o seu olhar em direção a mim, surpresa por me ver e me achando linda de uma forma tão sincera que tinha me abalado.
-Aposto que ela quase caiu para trás quando te viu, Nanda não é nada discreta – ria Júlia enquanto comentava.
-Sim, ela tentava disfarçar, fugir, mas sempre acabávamos em uma situação juntas. De inicio eu a tinha achado divertida, espontânea. Fiquei tão curiosa por essa loira que acabei me aproximando sem perceber, apenas para descobrir que tínhamos muita coisa em comum ao mesmo tempo em que nossos gostos se diferenciavam. No nosso primeiro beijo eu pensei que teria um ataque cardíaco, me sentia uma menininha de treze anos dando o seu primeiro beijo. Eram tão novas as sensações que me deixaram ainda mais confusa. Tão confusa a ponto de cometer alguns erros, de magoar Fernanda por não querer trair Eric, por saber que é errado.
-E o que te fez mudar de ideia? – Luana perguntou no banco da frente, ela estava dirigindo, mas prestava atenção à conversa.
-Em uma briga com o Eric ele me revelou que a nossa melhor noite tinha sido tudo culpa dela. O jantar beira-mar à luz de velas, o jeito que ele me escutava e sempre me olhava nos olhos. Como me deixava aproximar por vontade própria ao invés de ficar me circulando como um pai super protetor cercando um filho... Tudo havia sido culpa dela. Eu fiquei enraivecida, furiosa, a ponto de ir até o hotel acusa-la, minha vontade de brigar era insana, mas porque eu tinha descoberto que tinha me apaixonado de verdade e não era a pessoa que eu estava namorando.
-Ai já imagino como a Nanda deve ter gritado, ela com raiva da até medo – Júlia tentou deduzir.
-Ela me beijou – Dianna contou rindo – E se eu tinha alguma dúvida, aquele beijo tirou todas elas.
Lutei contra um enorme sorriso ao lembrar o beijo. Definitivamente havia sido um dos melhores que tinha experimentado ou desejado ter. Eles mudaram de assunto e eu finalmente adormeci, acordando apenas quando chegamos finalmente na casa de praia de Luana a beira-mar. Era noite e como estávamos cansados para sair, acabamos por fazer uma fogueira. Thiago cantava com seu violão músicas bem antigas. Quando fomos dormir era madrugada e dessa vez eu fiquei acordada enquanto Dianna dormia pesadamente sobre a cama no quarto de visitas que tínhamos ficado. Eu estava preocupada o suficiente para ficar revisando algumas magias com o livro de minha mãe, tinha medo do que poderia acontecer. Sabia que era loucura, mas meu instinto de proteção era mais intenso ainda quando se tratava de Dianna, ele havia provado que seria capaz de me fazer jogar-me na frente dela para receber todo o dano.
Dormi pouco, mas assim que o dia amanheceu tratei de acordar minha morena com um selinho nos lábios. Ela foi arrumar-se enquanto eu preparava uma mochila para cada uma com itens que provavelmente seriam necessários, todos eles dentro de um saco já que provavelmente iriamos cair na água. Em cada mochila havia água, lanternas, barras de cereais, uma faca de caça e um kit de primeiros socorros. Estava preparando um café da manhã quando Dianna apareceu na cozinha e abraçou-me por trás.
-Bom dia – ela sussurrou em meu ouvido – Pronta para brincar de Indiana Jones?
-Uhum – pronunciei ficando um pouco tensa, ainda apreensiva.
-Hey – Dianna virou-me com facilidade, fitava-me com aqueles olhos verdes incríveis, descobri que seu cabelo encaracolado ainda estava molhado e que seu hálito cheirava a pasta de menta – Não fique tão preocupada, o que tiver de acontecer vamos estar juntas. Eu não vou deixar você se machucar, mesmo que você que fique pensando que vai me proteger. Não está sozinha nessa, estou aqui meu amor.
Foi impossível conter um sorriso, toda a minha preocupação pareceu esvair de meu corpo com apenas aquilo que ela falava. Mas principalmente porque essa era a primeira vez que ela chamava-me de “meu amor”. Sinceramente? Saber que não estava sozinha havia me relaxado, apesar de ainda com aquele medo natural de que algo fosse acontecer com ela, o temor do que poderia acontecer e do que eu iria descobrir sumia apenas com o pensamento de que Dianna estaria lá do meu lado, vivendo cada momento louco comigo. Era algo que eu realmente queria compartilhar com ela.
-Vamos comer antes que esfrie – falei mais calma e tranquila – Vou deixar um bilhete avisando que vamos passar o dia fora em alguma praia deserta. Que você me sequestrou e tudo o mais.
-Porque sou a vilã? – Dianna perguntou, mas seu tom era divertido.
-Porque você é tipo sequestrador, eu sou do tipo assaltante, esqueceu?
Ela riu e meu corpo reagiu com um arrepio. Nunca me cansaria daquele som, era uma das coisas que eu mais amava nela. Comemos em um silêncio gracioso, preparando-nos psicologicamente para qualquer surpresa. No fim, pegamos um táxi em direção à marina para podermos alugar uma pequena lancha usando o meu cartão de crédito. Só estava imaginando o quanto seria o prejuízo no fim daquele mês! Dianna ficou ao meu lado, observando os meus movimentos enquanto pilotava a lancha em direção a Ilha Grande.
-Estávamos no segundo ano, todo verão passávamos uma semana ou duas aqui. Em uma dessas brincamos de esconde-pega. Quem encontrasse o outro teria direito a fazer o que quiser – contei durante a viagem pelo mar – Tinha um rapaz que estava disposto a mostrar que os homens também prestam, então eu mais fugi do que fiquei com outras garotas. Foi assim que eu acabei descobrindo a entrada de uma pequena caverna na floresta. A imagem do meu sonho está gravada nesse lugar, que é por onde vamos começar.
-Às vezes fico com medo de perguntar com quantas pessoas você já ficou – foi a única coisa que ela comentou.
-Eu não conto – respondi sorrindo de lado, na verdade não contava porque eu me perdi na soma de pessoas, porém ela não precisava saber disso – Mas o importante agora é que eu sou apenas de uma mulher.
-Acho bom, srta. Fontaine, ou faço de você um peixe frito.
Eu não aguentei a gargalhada. Puxei Dianna e a ensinei um pouco como pilotar a lancha a deixando seguir sozinha por um tempo. Mas a ilha não era tão distante, o que fez daquele trajeto mais rápido do que eu queria. Quando descemos na ilha já havia turistas andando por ai, afinal de contas a Ilha Grande era um dos pontos mais visitados por pessoas, além de ser alta estação. A cada ano que se passava os paraísos tão preservados começavam a ser cada vez mais valorizados, afinal antes do grande surto em defesa ao meio ambiente muito já havia se perdido em todo o mundo graças ao Povo da Terra e sua mania de poluição.
-O grande problema agora é lembrar-me onde fica a caverna – murmurei quase em derrota.
-Talvez não seja tão ruim se pensar que podemos aproveitar um pouco – Dianna disse ao meu lado, abrindo uma garrafa de água, dando um gole e oferecendo-me a garrafa – A ilha parece ser muito linda, estou morrendo de vontade de descobri-la.
Sorri grande, a minha morena era realmente uma aventureira que adorava praias tanto quanto eu. O que a tornava perfeita para mim. Então fiz o que ela pediu, seguimos por trilhas que eu conhecia, caminhando perto ou uma a frente da outra quando o lugar era estreito demais. Sempre conversamos sobre algumas coisas, ou quando parávamos em um lugar lindo ficávamos em silêncio deixando que a natureza falasse por nós duas.
Era perto do meio dia, eu estava cansada e começando a me frustrar. Apesar de estar amando o passeio com Dianna o meu propósito ainda era desvendar aquele meu sonho. Estávamos no meio da floresta e eu passava as costas de minha mão para enxugar a testa que começava a ficar coberta de suor. Resmunguei alto e olhei para o céu em busca do sol, porque eu simplesmente não tinha um surto de recordações e não me lembrava prontamente onde estava a entrada daquela maldita caverna? Porém, distraída do jeito que estava, não prestei atenção ao chão e tropecei feio em uma raiz alta de uma das árvores. O problema foi que havia uma inclinação e assim que eu caí comecei a rolar arranhando o meu ombro, braços e pernas enquanto gritava pelo susto e pela situação.
-Nanda! – Dianna gritou enquanto descia com cuidado para não cair também.
Parei apenas quando o chão planou novamente. Resmunguei alto sentindo dores musculares em toda a parte. Mas quando levantei e tirei o cabelo de meus olhos paralisei no lugar com um sorriso.
-Você está bem? – Dianna perguntou quando finalmente ficou ao meu lado.
-Achamos! – exclamei como resposta.
A minha frente havia uma entrada de um metro e meio, um tanto estreita e com trepadeiras cobrindo o buraco. Mas ainda assim tinha certeza de que tinha encontrado a minha caverna. Finalmente a tinha encontrado.
Notas finais
A Nanda tem o cabelo loiro escuro, não chegando a ser considerado castanho. As pontas são pintadas de azul e seus olhos são da cor âmbar um tipo de castanho. Sua pele é branca, mas não do tipo transparente que nem a Júlia, se ela ficar tempo no sol capaz de se bronzear ao invés de ficar toda vermelha. Ela tem por volta do 1.70m, Dianna é mais baixo que ela apenas para deixar um tom mais divertido da garota mais velha ser menor em tamanho do que a mais nova.
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