Amor Submerso

19 Capítulo 19: A caverna


Notas iniciais
Surpresas nesse capítulo, gostei bastante dele *o*

A entrada era mais estreita do que aparentava. O chão era úmido e escorregadio, o teto possuía uma altura baixa o que nos obrigava a andar com o corpo inclinado. A única certeza era que teríamos uma bela dor nas costas depois. Eu tinha entrado na frente, carregando uma lanterna para iluminar o caminho obscurecido pela falta de iluminação interna.

-Estou me sentindo invadindo a batcaverna – brinquei tentando fingir que não estava ansiosa a cada passo que eu dava.

-Errou de herói, você está mais para o Aquaman. Ou melhor, Aquagirl – Dianna comentou logo atrás de mim.

-Verdade, mas eu me acho mais gostosa, ok?

-Hum... Não sei não, agora fiquei em dúvida.

Lancei a luz para trás e olhei por sobre o ombro para encontrar uma Dianna sorrindo divertida com minha reação irritada. Revirei os olhos e tornei a prestar atenção no caminho. Já estávamos andando por uns dez minutos e aquele corredor rochoso mantinha-se o mesmo, levemente inclinado para baixo o que indicava que estávamos descendo para algum lugar. Minha coluna já começava a reclamar quando Dianna soltou um grito desesperado e avançou tão abruptamente que me derrubou e a ela própria. Escorregamos no piso úmido e como em um tobogã nosso corpo deslizou pelas pedras ganhando cada vez mais velocidade. Gritei em pura reação enquanto caiamos até despencarmos em um lugar mais amplo e levemente iluminado.

-O que diabos foi isso? – perguntei levantando-me rapidamente – Viu algo perigoso?

-Sim! – Dianna quase gritou – Uma aranha gigante! Era tão horripilante!

A fitei sem acreditar no que estava escutando. Mas o jeito em que a morena estava trêmula e com os olhos bem abertos denunciava uma fobia da qual eu não sabia. Respirei fundo mordendo a língua para não brigar com ela, afinal poderíamos ter caído em um lugar perigoso, como um buraco cheio de estacas que nem as cavernas da antiguidade. Peguei a lanterna e iluminei ao redor. O lugar era muito maior, fechado e com rochas mais avermelhadas no teto. Porém não foi isso o que mais me interessou, mas sim o som de água corrente que vinha mais ao norte.

-Vamos? – indaguei olhando para Dianna – Tudo bem em continuar ou vai pedir para sair?

Sorri em desafio, ela fechou a cara para mim e tomou à dianteira. Segurei o riso tentando me lembrar de que aquela era uma aventura séria. Tentei me imaginar ali sozinha, sem a presença de minha morena... Seria terrivelmente mais assustador do que realmente era. Dessa vez segui mais ao lado dela, guiada pelo som contínuo da água que escorria cada vez mais perto de nós.

-Estou escutando o som de água! – Dianna exclamou como se finalmente entendesse para onde estávamos indo.

-Estava escutando desde que caímos aqui – expliquei tomando o cuidado por onde estávamos pisando.

-Ah... Seus sentidos estão mais apurados mesmo sem o fluxo estar agitado? – Dianna perguntou curiosa.

-Eles melhoraram bastante, mas ficam mais latentes quando estou em batalha ou muito perto de você – contei de forma distraída, quase congelando no lugar quando perceber – É que... Você... Bem... Eu...

Ótimo momento para ficar atrapalhada nas palavras! Dianna riu baixo e continuou andando, mas estava tão distraída que já não mais prestava atenção por onde estava andando. Um passo dela, apenas isso, um passo naquele território desconhecido e seu pé afundou um pouco como se tivesse acionado um botão. Meu coração disparou alarmado, meus instintos eclodiram em um sinal gritante de perigo. Rapidamente e quase sem saber exatamente o que fazia, peguei a garrafa e em um segundo estava conectado a ela fazendo a água ali dentro explodir o plástico enquanto eu quase gritava “Élenchos”. Minhas mãos já estavam com as tatuagens azul-esverdeadas cobrindo boa parte de minha palma e seguindo para meu braço quando controlei a água no ar criando uma barreira. Eu não saberia explicar como a água cresceu em quantidade, mas ela estava cobrindo quase totalmente o meu corpo quando flechas começaram a vir em nossa direção. Uma delas atingiu o meu ombro, fincando a sua seta fina e de metal sem afundar-se muito em minha carne. Porém a dor foi quase forte o suficiente para fazer minha barreira se desfazer.

-Nanda! – Dianna gritou ao me ver ferida.

E foi o grito dela que fez minha barreira finalmente se firmar cobrindo a minha altura e a dela. Mais flechas vieram, porém todas elas bateram contra a água e caiam no chão produzindo um som baixo e agudo. Foi quase um minuto segurando a barreira, concentrada em sua forma e consistência para que nenhuma daquelas flechas a transpassasse. Quando nenhum som mais foi feito que denunciasse um ataque, finalmente abaixei minhas mãos e caí sobre um joelho me permitindo soltar um gemido baixo de dor. Dianna ficou bem próxima segurando o meu corpo e obrigando-me a sentar no chão enquanto agachava a minha frente para olhar a flecha encravada em meu ombro.

-Está ardendo? Sente alguma fraqueza? – Ela perguntou tentando ficar séria para não assustar-me, mas seus olhos denunciavam toda a preocupação escondida no tom de sua voz – Preciso saber disso para ter certeza de que a seta não estava envenenada.

-Não, só dói miseravelmente no lugar – expliquei arfante – tire isso de mim. Precisamos continuar.

Dianna fitou-me surpresa pela minha determinação. Mas meus olhos âmbar sustentaram o olhar esverdeado dela, dando toda a confiança que eu não tinha no momento. Em verdade queria apenas sair dali para ficar longe do perigo. A morena respirou fundo e tirou a mochila das costas pegando de dentro dela o kit de primeiros socorros.

-Isso não é tão diferente de meu trabalho costumeiro – Dianna comentou me fazendo prestar atenção nela – Afinal de contas minha vida é cuidar dos seres marinhos.

Se não estivesse com meu ombro perfurado e ardendo a cada momento que eu pensava em me mover teria rido. Mas foi nessa minha distração que ela puxou de uma vez só a flecha, tirando o objeto intruso de minha carne. Meu grito foi alto e vergonhoso, choramingava feito uma criancinha. Dianna ficou murmurando palavras de conforto enquanto fazia o curativo e sempre perto de mim. Tentei me distrair concentrando em seu cheiro, tão delicado e delicioso, não naquela dor que dilacerava os músculos cortados de meu ombro. Quando o curativo estava pronto eu já respirava mais calmamente.

-Você é foi mais forte do que eu esperava – Dianna elogiou me ajudando a levantar.

-Seu cheiro me distrai, concentrei nisso – admiti novamente sem querer e quando percebi fiquei realmente irritada – Mas que merda! Será que não consigo manter essas coisas só para mim?!

-Ainda não decidi se você é boba ou se é fofa – Dianna ria enquanto colocava a mochila nas costas – Mas definitivamente é corajosa. Vamos ou vai pedir pra sair?

Ela lançou-me o mesmo olhar desafiador que eu tinha feito a ela. Tê-la ao meu lado era sem dúvidas a minha salvação. Sorri de lado e comecei a andar, ficando mais animada a cada vez que me aproximava ainda mais da água corrente. Seguimos novamente por um corredor mais estreito e abafado que nos levou até... A um pedaço do paraíso. Ali era maior ainda que o hall de entrada o hotel de tio Saulo, porém inteiramente magnifico. Das paredes rochosas caiam cascatas de água cristalinas em direção a um rio profundo. A porção de terra onde estávamos tinha um diâmetro a mais de uns dois metros, era pequena a superfície de chão para dar espaço a um rio das águas mais límpidas e cristalinas que eu já vi. Mas esse não era o seu maior encanto, o seu interior brilhava como se mil luzes de neon estivessem no seu leito.

-Meu Deus – Dianna murmurou dando os primeiros passos para a margem – Nanda! Venha ver!

Fui para o seu lado e ao lançar o meu olhar para baixo descobri o que a estava tão encantada. As águas eram tão cristalinas que pareciam ser transparentes, assim percebia nas paredes rochosas desenhos e imagens confusas. Havia peixes e algas, porém não uns quaisquer, eles brilhavam! Os peixes eram pequenos ou médios, não apresentando nenhum perigo como seria se fossem piranhas, eles possuíam formatos estranhos, alguns engraçados, outros listrados e com bolinhas. Mas todos eles tinham um ponto dentro do corpo que brilhava. Eram deles que vinham a iluminação no fundo daquele rio, que por ventura aparentava ser bastante profundo.

-Vamos mergulhar – avisei sem conter um sorriso – Não tem perigo nenhum.

Tiramos apenas nossos tênis e calças, ficando apenas com nossas blusas. Demos nossas mãos e eu contei até três antes de pular para dentro da água. Os peixes se assustaram e começaram a nadar mais rápido, o que fez com que as luzes causassem um efeito mais mágico ainda. Em baixo da água puxei Dianna pela mão, colando minha testa a dela para fazer o mesmo processo de deixa-la respirando na água por algum tempo já que nela não era duradouro quanto comigo. Porém aquilo me fez percebê-la mais linda do que normalmente era, mesmo que segundos atrás pensasse que era impossível. As luzes refletiam em sua pele morena clara, os olhos verdes estavam bastante claros e seu sorriso era o mais belo. O cabelo encaracolado estava flutuando na água, a cor de chocolate mais escuro que o normal. Minha mente processava que aquela mulher era minha e ao mesmo tempo dona de mim, eu não estava simplesmente apaixonada, mas sim amando de uma forma que nunca havia acontecido comigo antes. Naquele momento eu não tive medo ou culpa, em verdade meu corpo e mente pareciam em júbilo por finalmente entender o que acontecia comigo.

Porém afastei-me dela apenas por lembrar que tínhamos uma busca a fazer, ou eu a teria beijado ali mesmo. Ia tirar minha mão da dela, mas Dianna a segurou mais firme deixando claro que queria nadar junto comigo. Tentei não sorri, mas foi em vão. Então dei os primeiros movimentos em direção à parede, agora tudo o que eu precisava era buscar por algo que nem fazia ideia do que fosse.

“Parecem contar uma história” – Dianna pensou com o intuito de fala, havia descoberto que Nathan havia protegido os seus pensamentos livres assim como minha mãe tinha feito comigo durante a viagem de avião enquanto ela me contava melhor o que tinha acontecido – “Veja, seguem uma ordem de cima para baixo e não da direita para esquerda como costumamos escrever”.

Dianna nadou mais para o alto quase atingindo a superfície. Ela estava certa, parecia ser mesmo uma história contada por meio de desenhos antigos e que foram feitos a tinta azul clara. O primeiro desenho era de dois deuses sobre uma cidade em um morro, parecia estar no fundo do mar.

“Deve ser a cidade do Povo Submerso” – ponderei e desci para a próxima imagem, elas não eram pequenas e com muitos detalhes – “Aqui, surgiu outra cidade do lado e um deus diferente”.

Ao lado da cidade protegida pelos dois deuses, outra menor e mais obscura havia surgido e com um deus sem uma face certa. Armas estavam sendo apontadas pelos deuses denunciando hostilidade. Descemos mais um pouco e vimos à imagem da cidade Submersa sendo atacada e destruída. Era evidente a força maior da cidade inimiga, assim como dava a sensação de que era uma força maligna. Eu estava encantada, curiosa, surpresa e completamente envolvida por cada traço daqueles desenhos. Era como se de alguma forma estivesse conectada, como se pudesse escutar os barulhos de batalha que tinha acontecido naquelas imagens. Assim como quando saltamos para a imagem abaixo eu finalmente vi o símbolo de meus sonhos. O círculo com o tridente e as duas espadas estavam sobre a cabeça de um tritão que foi desenhado entre as duas cidades, mas com uma aura tão poderosa que afastou os inimigos da cidade do Povo Submerso. Na última imagem ele estava sozinho, com o símbolo em sua cabeça e sobre ele a deusa que eu julguei ser Anfitrite. Ela tinha suas mãos apontadas para o símbolo como se o abençoasse e por um puro impulso toquei o símbolo.

Tudo aconteceu de repente. Os traços dos desenhos começaram a brilhar cada vez mais fortes. Afastei-me assustada, trazendo Dianna comigo que também estava apreensiva. Mas antes mesmo que eu pudesse fazer algo, filetes de luz roxa saíram do desenho e vieram em minha direção. Eram como fitas que atravessaram e circularam todo o meu corpo sem causar dor ou agonia.

“Estou bem! Não dói e...” – tentei falar na mente de Dianna.

Mas tudo se transformou, senti meu corpo se modificando aos poucos e minha mente girar de uma forma confusa. As luzes penetravam em minhas tatuagens fazendo com que elas crescessem e ficassem de cor roxa ou lilás, era como um dégradé que se tornava mais claro quando se aproximava de meu quadril. Em minha mente veio uma infantil comparação do que estava acontecendo quando a Fera se transformou em um humano no desenho da Disney. Eu não poderia imaginar que isso seria o mais próximo que eu teria chegado, porém de um modo inverso. Quando as luzes se acalmaram em meu corpo respirei aliviada. Porém Dianna encarava-me de uma forma tão estranha e para minhas pernas que meu olhar seguiu para baixo... Foi como se meu mundo tivesse acabado.

Gritei em um enorme choque ao ver que minhas pernas haviam sumido. Em seu lugar estava uma linda cauda de peixe, em tom que variavam de azul escuro, roxo e se suavizava no lilás. A barbatana era como um véu idêntica a de minha mãe, porém em cores de roxo e lilás apenas. Em desespero ergui minha blusa a tirando. Meu corpo estava completamente tatuado pelas laterais em curvas parecidas com as de minha mãe, meus seios estavam cobertos da mesma forma! Deus, Poseidon, Anfitrite, eu havia me tornado uma sereia!

“Ai não, não, não, não!” – gritei em puro horror – “Eu sou metade peixe, eu sou peixe! UM PEIXE!”

Sim, estava surtando. Apesar de ter visto Nathan e Lynn em suas formas de Povo Submerso, eu ainda tinha grandes esperanças que minha aparência humana continuasse! E ali estava eu, com uma cauda de peixe. DE PEIXE! Tentei por um impulso inconsciente esfregar as tatuagens como se assim pudesse apaga-las de mim e voltar ao normal. Porém minhas mãos foram paradas quando Dianna as segurou firmemente.

“Calma, meu amor!” – ela falou soltando uma mão para segurar meu rosto e me fazer fita-la – “Calma, você está bem!”.

“Como vou ter calma?! Eu sou metade peixe!” – exclamei ainda em meio a um surto.

“Você é metade sereia” – concertou Dianna.

“Uma aberração, Deus, eu sou um monstro?!”

“Nunca mais diga isso!” – Dianna olhou-me mais séria, passando a segurar meus ombros com força – “Um monstro seria aquele ser que nos atacou no mirante. Você é uma sereia, e ainda é minha Fernanda.”

“Ainda assim eu estou...”

“Está linda”

A encarei um pouco desconfiada e surpresa, mas totalmente desconcertada pelo que ela disse. Dianna sorriu ao ver o efeito que suas palavras tiveram em mim e afastou-se um pouco, olhando-me da cabeça aos pés, ou melhor, à barbatana. Enquanto seus olhos retornaram demoraram-se um pouco mais nos meus seios, só então lembrei que estavam descobertos e por impulso os cobri com um braço.

“Vamos para a superfície” – Dianna propôs – “Em terra você deve voltar ao normal que nem o Nathan, não é?”

Fiz que sim com a cabeça deixando que ela me guiasse já que quando tentei movimentar as minhas pernas nada aconteceu além de um fraco bater da barbatana na água. Era tão estranho e esquisito! Meu psicológico ainda processava dois membros inferiores humanos, mas meu biológico havia mudado e entrava em contradição as minhas ordens naturais. Assim que chegamos à terra, saltei e sentei com meu rabo de peixe ainda ali.

-Pernas, voltem para mim! Não me deixem agora – implorei com sincero desespero – Não quero mais brincar de Pequena Sereia!

Não sabia se fiz da maneira certa, mas logo as escamas começaram a desaparecer se fragmentando em pequenas luzes que adentravam a minha pele branca. Minhas pernas iam surgindo enquanto eu observava a minha cauda de sereia desaparecer. Quando ela finalmente se foi, balancei minhas pernas para ter certeza de que estava tudo bem e suspirei aliviada... Até lembrar de que estava completamente nua. Completamente, totalmente, terrivelmente vermelha lancei um olhar rápido para Dianna que sorria com malícia enquanto me encarava de um jeito predador intimidante.

-VIRE-SE! – ordenei quase em um grito – Porque essas coisas só acontecem comigo?!

Dianna gargalhou e virou o corpo. Corri para pegar minha calça e Dianna avisou que trouxe roupa extra em sua mochila, peguei a sua blusa vermelha de mangas curtas e finalmente respirei direito. Tudo bem, não era nada agradável estar usando roupas com o corpo molhado e sem roupa íntima, era tremendamente esquisito, mas ainda assim melhor do que ficar nua!

-Vamos voltar – decidi ainda constrangida.

Não iria olhá-la, não tinha coragem. Ainda estava vermelha e sem jeito, mas Dianna abraçou-me por trás de surpresa, deu um beijo rápido em meu pescoço que me deixou mais vermelha ainda e murmurou:

-Você é realmente linda.

E então seguiu em frente. Dessa vez tomamos todo o cuidado do mundo, fazendo o mesmo trajeto de volta para não acionar nenhuma armadilha ou encontrar com alguma aranha e cairmos novamente para o interior da caverna. Ficamos em silêncio a maior parte do tempo, cansadas e concentradas em não provocar o fim do mundo ali mesmo. Ao sairmos definitivamente daquele lugar pequeno e abafado eu me estiquei toda, respirando fundo e espreguiçando.

-Vamos voltar, finalmente – Dianna parecia cansada, mas com um sorriso satisfeito – Vou tomar um banho de anos e...

Sua fala foi interrompida. O dia ainda não havia acabado apesar de parecer que o fim da tarde se aproximava. Da floresta ao nosso redor romperam homens grandes e brutos, armados com espadas, adagas e revolveres antigos do tipo séculos passados. Prontamente fiquei perto de Dianna, os lábios comprimidos enquanto olhava ameaçadoramente de volta para aqueles homens mal vestidos, fedendo a bebida e sorrisos presunçosos.

-O que vocês querem?! – perguntei sem vacilar em meu tom.

-Tão agitada.

Para minha surpresa, mais ainda na verdade, uma mulher saiu de detrás de um enorme homem negro. Ela era alta e parecia fantasiada de pirata, usando uma calça justa, botas, espartilho com uma blusa de mangas caídas nos braços. Seu cabelo muito vermelho estava coberto por um lenço negro e seu sorriso era o de mais puro escárnio, seus olhos eram castanho-esverdeados com uma expressividade estonteante. A ruiva retirou de sua cintura algo similar a uma arma de fogo e apontou em minha direção.

-Queremos o tesouro de Anfitrite que estava dentro dessa caverna. Ou você irá nos dar por bem ou irá fazer meu dia mais feliz e tornar isso ainda mais divertido. O que escolhe?

Notas finais
Espero que tenha ficado compreensível para todo mundo a parte que a Nanda finalmente se transforma em sereia, em minha mente ficou tão munitinho *o*