Amor Submerso

11 Capítulo 11: Álibi


Notas iniciais
Voltei bem mais cedo do que pensei e vim logo postar capítulo novo *-* eu acho que viajei um pouco na parte da Nina, mas enfim, um dos meus filmes prediletos quando criança era Free Willy, então... kkkkkk

-Você tem ideia do que fez, Fernanda Oliveira Fontaine?! – tio Saulo gritou, seu rosto estava vermelho com a raiva evidente.

Encolhi na cadeira odiando ser tratada daquele jeito, mas com a culpa sendo mais forte. No meio do meu caminho para o hotel havia achado uma carona facilitando muito a minha chegada. Assim que entrei no Hotel os funcionários avisaram meus tios não me deixando tempo para fugir para meu quarto. Tia Rita me abraçou apertado, mas Saulo estava realmente puto da vida, como costumávamos dizer. Eu havia desaparecido mais uma vez no mar, deixado todos preocupados. Tio Saulo mandou que eu tomasse um banho e fosse para seu escritório o mais rápido possível, o seu tom não era nada gentil, pelo contrário, ele estava sério e magoado.

-Mas eu disse que ia voltar antes do anoitecer e eu voltei! – tentei argumentar apesar de saber que não iria adiantar.

-Então porque não nos diz onde esteve?! – tio Saulo exigiu apontando um dedo para mim – Porque você não tem ideia de como ficamos quando Tony ligou para nós dizendo que encontrou o seu jet-ski abandonado!

Sim, foi tudo culpa do pernambucano. Todos os jet-ski tinham um sistema que apontava sua localização no GPS da barraca do Tony. Quando ele viu que o meu estava parado por muito tempo foi ver o que estava acontecendo e ao encontrar o veículo sem ninguém tratou de mandar mergulhadores em minha busca... Mas eu estava bem longe.

-Eu estava passeando, como disse que ia fazer – falei com calma – Os lugares são os mesmo tios, não tem um ponto dessa ilha que você não conheça.

O que poderia ser mentira, depois de tudo o que estava acontecendo eu já começava a acreditar que tudo era possível. Mas ele não precisava saber disso não é?

-Você está sendo irresponsável, inconsequente! – ele acusou gritando impaciente – Você está nos deixando com medo de te perder, Fernanda, acha que estou mesmo pronto para sequer pensar em perder a única coisa que restou de meu irmão?!

Aquilo me abalou completamente. Mas o que eu poderia fazer? Não tinha mesmo como eu contar que era uma meio-sereia, que minha mãe era uma princesa e que meu pai tinha sido levado pelo Povo das Sombras. Ainda mais que havia muita coisa que eu não sabia o que tinha acontecido realmente. Suspirei e encolhi novamente no lugar, ficando quieta e não reagindo, mas evidentemente triste pela menção de meu pai. Tio Saulo percebeu e respirou fundo, mas não demorou a voltar a brigar comigo, passando mais quinze minutos do mais puro sermão. Quando estava para finalmente sair ele disse uma última coisa:

-Está proibida de ir à praia por um tempo.

-O que?! Tio, isso é exagero! – voltei para ele surpresa e com certo desespero pela possibilidade de não voltar a ver Lynn – Eu não sou mais criança para ficar de castigo!

-Então pare de agir como uma e não será necessário que seja posta de castigo! Mas até lá, por sua tia que está a ponto de ter um ataque por sua culpa – o tom de tio Saulo deixava claro que ele estava sendo definitivo em sua ordem.

Resmunguei alto e sai pisando forte de forma infantil. Eu podia ser do tipo impulsiva, teimosa... Mas quando se tratava de uma ordem do tio Saulo eu sempre obedecia. O problema era que eu estava me sentido em um misto de desespero pelo simples pensamento de não poder ver minha mãe e pela culpa que sentia por preocupar a todos. Eu tinha de arranjar um jeito de agradar a todos os lados. Por isso quando cheguei ao meu quarto me recusei a ir jantar com a família para poder ficar deitada em minha rede, olhando as estrelas e pensando em alguma forma de poder driblar a situação.

No dia seguinte ainda estava presa no meu quarto, andando de um lado para o outro quando a porta abriu e Eric apareceu. Ele estava com a barba por fazer e com olheiras nos olhos. Seria que também causei essa preocupação toda para ele?

-Não deveria estar trabalhando? – estranhei.

-Bom dia para você também – ele ironizou e se aproximou – Parece que você tem uma nova babá.

-Está de brincadeira! Isso já está indo longe demais! – eu disse quase surtando.

-Não é brincadeira o medo que estamos de que você morra – Eric foi sério e duro, mas quando se aproximou o suficiente para tocar meus ombros ele foi completamente carinhoso – Nanda, o que está acontecendo? Eu conheço você desde sempre, então sei que tem algo que está te deixando agitada.

Eric sempre foi meu parceiro. Sempre. Era ele quem me encobria quando estava fugindo de casa para ir brincar ou aprontar, assim como eu que dava auxilio para ficar até mesmo com duas garotas ao mesmo tempo. Não fomos crianças fáceis. Mas ainda assim, ele era o namorado da garota que eu estava apaixonada e isso me magoava inconscientemente. Afastei-me dando as costas para ele para não ter de fitar aqueles olhos e me sentir mais culpada ainda por ter ficado com Dianna.

-Eu estou bem, só estou em um momento que preciso fazer algumas coisas – tentei explicar sem mentir, mas era realmente complicado – É coisa minha, Eric, eu preciso desse tempo só meu.

-Você nunca teve segredos para mim, está me deixando magoado desse jeito – Eric reclamou chateado.

-Quanto mais velhos ficamos mais segredos guardamos – falei com certo pesar, tornei a virar para ele com um pequeno sorriso – Bom, estou proibida de ir para a praia, mas ninguém disse de passear em terra. Vamos sair? Não vou ficar presa nesse hotel.

Ele pareceu analisar a minha mudança de humor. Porém não demorou a dar de ombros e forçar um sorriso. Eu precisava mostrar para eles que eu estava bem, então nada melhor do que usar Eric para isso. Era por volta das 10h da manhã quando saímos em um jeep do hotel. Porém só percebi tarde demais que ele dirigia em direção ao Santuário do Mar, exatamente onde Dianna estaria naquele momento.

-Ah primo, fala sério, eu não vou ficar de vela! – exclamei escondendo a minha angústia.

-Eu só tenho de falar com Dih um pouco, ela está tendo problemas com a baleia Nina e quero avisar que o especialista vai chegar nessa manhã – Eric explicou sem tirar a atenção da estrada.

-O que tem a Nina? – indaguei um pouco preocupada, querendo ou não eu estava mais sensível aos seres do mar.

-Está agitada, se recusando a obedecer. Tenho até medo quando Dih entra no tanque com esse bicho – Eric contou e respirou fundo – Mas bem, vocês se afastaram? Ela não fala mais de você.

-Ela falava de mim? – ignorei a pergunta dele ficando com o coração disparado com a possibilidade.

-Sim, por isso sabia que vocês estavam ficando amigas. Mas com tudo o que você vem causando e a preocupação dela com o Santuário talvez sejam apenas impressão minha. Dih ficava todo o tempo livre praticamente ao seu lado lá no hospital, então... É, talvez seja só impressão mesmo.

Desviei o olhar do dele. Boba, idiota, pare de ficar feliz com isso! Recriminei a mim mesmo, mas foi inútil. Meu coração se apertava só de imaginá-la lá velando o meu sono em angústia sem saber quando eu iria despertar. Então também lembrava como eu a tratei quando finalmente nos encontramos, em como estraguei as esperanças dela para protegê-la de tudo o que estava acontecendo comigo e para não magoar meu primo. Quando chegamos ao parque aquático ele já estava aberto, mas com a área da baleia isolada. Eric seguiu para o lado mais movimentado e eu me afastei o deixando confuso.

-Eu vou ver a Nina – expliquei – Vá ver sua garota, me encontre lá.

Ele deu de ombros sem desconfiar que eu na verdade estava evitando a morena. Por mais que meu impulso mais sincero mandasse que eu fosse vê-la, ao menos olhar naqueles olhos verdes tão lindos ou escutar a sua risada... Eu não podia fraquejar. Era muito impulsiva e sabia que faria uma besteira a qualquer momento se eu mantivesse todo aquele contato que tivemos antes. Então segui a passos largos pelo Santuário passando fácil pelos guardas que me conheciam. Fui até o tanque onde estava a baleia, o local completamente vazio. Nina estava nadando de um lado para o outro, subindo apenas para assoprar aquela água de um jeito evidentemente zangado. Aproximei-me da margem da piscina do tanque e agachei, estiquei minha mão para dentro da água e a sacudi lá dentro sabendo que esse era um sinal que os treinadores usavam para chamar a atenção das baleias. Como esperei Nina notou o movimento e movimentou aquele corpo grande em minha direção, pondo a cabeça para fora e produzindo aquele som de sua espécie.

-Hey grande menina – era o jeito que eu chamava ela – O que você tem?

Não hesitei em ficar bem próximo do limite do tanque e levar minha mão até o nariz dela, a sensação era de que estava tocando algo um tanto emborrachado. Mas foi nesse toque eu soube exatamente o que estava acontecendo ali. Por ela ser uma baleia era mantida mais afastada dos outros seres aquáticos e estava cansada das mesmas distrações. Ou seja, Nina estava apenas entediada e solitária, uma combinação que em humanos poderia gerar até mesmo uma depressão.

-Eu acho que minha mãe entenderia o que você está passando – sussurrei para a baleia pensando em Lynn presa naquela caverna. Nina produziu de novo um som mais curto, então sorri ao saber que ela estava me entendendo – Vou te contar um segredo está bem? Minha mãe é uma sereia e eu posso te compreender muito bem.

O jeito que aqueles olhos negros me encararam era como se dissesse: eu já sabia. Ri baixo e a observei abaixar o corpo para depois subir com a boca aberta. As baleias adoravam um carinho em sua língua. Eu levei minha mão e fiquei esfregando a língua dela e acariciando, rindo com as sensações que isso causava nela, ela realmente gostava! Mas então Nina se afastou e jogou um pouco de água em mim, produzindo sons curtos e altos. Estava pedindo para brincar comigo. Olhei para os lados, ainda não havia ninguém ali. Corri para a sala dos treinadores que ficava perto, procurei pelo respirador modelo XR. Era um aparelho inventado ano passado, metálico e que bastava por na boca para ele permitir respirar por 10 minutos embaixo da água. Era pequeno e se encaixava com facilidade, além de ser bonitinho. Quando achei um verifiquei que estava em sua capacidade máxima e voltei para o tanque. O porquê disso? Se alguém me encontrasse não iria estranhar eu estar tanto tempo embaixo da água.

Assim quando cheguei tirei minha roupa ficando apenas com um sutiã e calcinha preta. Saltei para dentro da água e coloquei o respirador em minha boca sem realmente liga-lo. O melhor? Era sempre poder enxergar nitidamente debaixo da água. Olhei para minha cintura e não vi nenhuma tatuagem mágica. Ótimo, assim era menos uma coisa esquisita para explicar. Deduzi que elas só iriam aparecer quando estivesse usando minha energia mágica, como Lynn havia dito. Assim que mergulhei Nina veio para meu lado, primeiro lhe fiz carinho e descobri que ela gostava de ser tocada embaixo das nadadeiras e que isso lhe fazia uma espécie de cócegas. Depois disso começamos a nadar lado a lado, às vezes eu girava meu corpo ao redor dela, minha mobilidade debaixo da água ficando cada vez melhor, como se estivesse voando no ar e bastando um pensamento meu para que um movimento ficasse perfeito sem precisar de muito impulso. Em um momento nadei até a barbatana traseira de Nina e ela ficou próxima da superfície, fiquei com os pés sobre as barbatanas dela e com nossa empatia ela soube exatamente o que fazer. A baleia impulsionou a cauda para baixo e levantou a barbatana com tudo, arremessando-me para o alto. Meu corpo praticamente voou para cima e a adrenalina me fez rir alto mesmo com o aparelho em minha boca. Cai na água e ao ver que eu gostei disso Nina quis repetir umas três vezes. Talvez fosse isso o que ela precisava, saber que alguém estava se divertindo tanto quanto ela. Entretanto foi quando eu estava brincando de surfar em seu dorso quando Eric, Dianna e Gustavo, que era outro treinador, apareceram surpresos.

Atrapalhada, cai de Nina de barriga na água, sentindo o impacto doer cada pedacinho meu. Estava encrencada novamente? Comecei a nadar em direção a eles, Nina, porém, veio por trás e me impulsionou com seu nariz tocando em meus pés sem que eu precisasse dar um comando propriamente dito. Rapidamente eu estava na margem e subindo sem jeito. Tirei o aparelho da boca e olhei para eles com um jeito de quem havia aprontado sem querer.

-Como fez isso? Ela estava mesmo te obedecendo! – Gustavo foi o primeiro a se manifestar.

-Sei lá, só pareceu que ela estava deprimida, fiquei na beirada, ela jogou água em mim, escorreguei dentro da piscina e começamos a brincar – inventei de ultima hora, estava me descobrindo uma ótima inventora de histórias – Fiz mal?

-Não, claro que não! – Eric exclamou rindo – Você fez coisas incríveis, não foi Dih?

Estava tão ocupada inventando uma história que não tinha reparado em um pequeno detalhe. Estava usando apenas roupas íntimas e estava completamente molhada. Dianna olhava para mim com os olhos verdes em um tom escuro, olhando cada parte de meu corpo de uma forma nada discreta. Eric teve de cutucar o seu ombro para que despertasse, ela corou um pouco e desviou rapidamente o olhar. Deus do céu! Ela estava me vendo naquele estado! Tudo bem, eu não era feia, mas... Ainda assim era o olhar daquela morena sobre mim! Eu fiquei realmente envergonhada e travada por não poder reagir como eu queria: fugir dali imediatamente.

-Claro que sim, parecia até mesmo uma profissional – Dianna comentou olhando apenas para Eric.

-Seria bom deixar que Nina se envolvesse com outros seres. Deve ser muito sem graça viver em um tanque sem nada do mar e ainda sozinha – argumentei em defesa da baleia.

Em resposta Nina no tanque produziu um som alto e feliz. Olhei para ela sorrindo como se dissesse: deixa comigo. Gustavo coçava o queixo pensativo e olhou para Dianna que deu de ombros.

-Temos de falar com os outros, é uma possibilidade válida e até plausível – Gustavo comentou, depois sorrindo malicioso – Não é que eu não goste, mas seria melhor você ir por uma roupa Nanda, qualquer homem esqueceria que você é sapatona e tentaria algo.

Revirei os olhos e ri tentando disfarçar o nervosismo. Mas o grande trunfo foi o olhar zangado que Dianna lançou para ele. Claro que ninguém perceberia já que não entenderiam a situação toda, mas eu sabia que o jeito sério que ela o encarou significava mais do que parecia. O problema de tudo? Eu não poderia ficar feliz, ter esperanças... Mas era mais forte do que eu. Como eu tinha dito, tudo poderia ir por água abaixo se eu a encontrasse novamente. O que queria dizer que eu teria de sair dali o mais rápido possível.

-Bom, se não se importam, vou me trocar e ir almoçar na Alameda do Paraíso. Provável que a Amandinha vai estar lá então prometo que ela vai cuidar de mim primo, pode ficar por aqui – falei e quase sorri ao ver Dianna ficar mais séria do que antes quando escutou o nome de Amanda.

-Certeza? Promessa de peixinho? – Eric questionou sério, desde pequenos a gente falava promessa de peixinho quando não era para quebrar de jeito nenhum o prometido.

-Sim, promessa de peixinho. Se ela não estiver lá volto para o hotel – prometi ficando séria também – Ainda sou a mesma Eric, não faria nada para ferrar você.

Aquelas palavras tinham um duplo sentido que só Dianna entenderia. Ela desviou o olhar para o tanque e eu contive um suspiro. Eric fez que sim com a cabeça e eu fui pegar as minhas roupas para só então ir até o banheiro dos treinadores tentar me secar para poder me vestir. Sai e peguei um táxi para poder ir até um dos restaurantes da ilha. O pai de Amanda era o dono da Alameda do Paraíso, por isso geralmente no horário de meio-dia ela estava por lá para ajudar quando não estava em serviço. Pela benção dos deuses dos mares Amanda estava almoçando com uns amigos. Assim que me viu veio me abraçar e dar um pequeno sermão pelo meu sumiço no dia anterior. Sorri culpada e pedi para almoçar com eles e logo fui bem aceita. Ao menos assim eu poderia distrair minha mente e conversar com outras pessoas, que por acaso eram todos homens que trabalhavam ou para o IBAMA ou como guia autorizado. Conversamos sobre várias coisas, rimos de besteiras, mas eles logo tiveram de ir por causa da horário de trabalho, Amanda estava de folga o que me deu uma brilhante ideia.

-Amanda – chamei um pouco hesitante – Eu preciso de um favor seu.

-Sabia que tinha algo com você – ela respondeu e inclinou sobre a mesa – Desembucha logo o que está acontecendo. É com a Dianna? Sei que algo está acontecendo entre vocês duas.

-Não! Já resolvi isso – exclamei ligeiro, mas ela ergueu uma sobrancelha como se dissesse que não acreditava em mim, respirei fundo e ergui as mãos em rendição por alguns segundos — Eu não posso contar tudo, mas também não posso continuar deixando meus tios e Eric preocupados – falei em um tom baixo como se estivesse contando um segredo, peguei na mão dela e apertei um pouco – São umas coisas que eu preciso fazer. Eu juro que não é nada perigoso, eu só não posso falar porque faz parte de mim e eu não estou preparada para que todos saibam.

-O que seria tão sério assim? Você não é uma pessoa de segredos – Amanda olhou-me desconfiada e preocupada.

-Você me conhece melhor que ninguém, conhece todos os meus olhares, inclusive quando estou tentando mentir ou prestes a aprontar algo. Eu nunca estive tão séria em minha vida – enrolei para não responder a pergunta dela – Até que eu possa manejar o que vem acontecendo direitinho, eu preciso de ajuda.

-O que pretende?

-Eu quero que seja meu álibi. Eu preciso sair para fazer umas coisas, mas eles estão no meu pé. Então pensei em dizer que iria dormir na sua casa hoje, posso até passar um tempo com você antes de sair.

-O que faria a noite? É algo perigoso? Fernanda...

-Eu juro que não. É que preciso também passar um tempo com meus tios para tranquilizá-los, poderia ser a tarde como fiz ontem, mas é só por necessidade. Por favor Amanda, por tudo o que a gente já passou. Eu preciso de verdade que me encoberte.

-Se você fizer algo sério e perigoso eu juro que te mato.

Eu respirei aliviada e dei um selinho rápido nela. Amanda sorriu convencida e continuamos a conversar. Ela exigiu que assistíssemos pelo menos um filme, como nos velhos tempos. Finalmente eu havia encontrado um meio temporário para resolver as coisas, sabia que não iria servir para sempre e não queria obrigar a Amanda a mentir tanto, porém por enquanto iria ter de funcionar.

Notas finais
Só eu amo a Amanda tbm? Ça linda *-*

Ah, queria esclarecer um pouco uma coisa. Eu coloquei na história o ponto de referência além da ilha a cidade de Natal, que fica no RN por ser mais perto. Mas Fernando de Noronha faz parte de Pernambuco, quando falo em nativos da ilha é mais para diferenciar quem nasceu lá na ilha e quem nasceu nas cidades de PE, mas no fim são todos pernambucanos ^^ (Obrigada Isa pela dica de informação que eu esqueci de passar *-*)