Amor Submerso

37 Capítulo 37: Pandemonium


Notas iniciais
Desculpem a demora, vim postar o mais rápido possível. O estágio ta me enforcando demais! t.t

Gente vocês acreditam que Simplesmente ainda recebe reviews e recomendações? Eu fico realmente maravilhada com isso! é tão... tão... emocionante ><'

Mais uma vez usamos a van preta alugada por Scalert para chegarmos até o ponto onde Dante foi visto pela última vez. Ali dentro estavam apenas alguns membros da Fênix, Alexia e o Felipe. A garota tinha feito questão de ir conosco, levando consigo o nerd da computação para hackear os arquivos do lugar. Ainda processava todas as informações trazidas por ele assim que eu tinha chegado alvoraçada na sala de “comando”.

-Eles estão no Pandemonium – Zack comentou com um jeito mais sério – O que não é nada bom.

-Pandemonium? – Lynn perguntou cruzando os braços.

-É uma espécie de local para entretenimento neutro, pode entrar qualquer que seja a raça ou povo, contanto que respeite a regra de neutralidade. É proibido mortes e essas coisas, para os povos mais inferiorizados e do submundo é um ótimo lugar para se encontrar – Alexia explicou enquanto analisava alguns dados pelo iPad.

-Também é um ótimo lugar para se esconder, afinal nada impede a corrupção – Sr. Anderson acrescentou e fez um olhar pensativo – Se formos hoje à noite, chegaremos bem a tempo do inicio do campeonato. Antes que perguntem irei explicar. É um grande evento que atrai seres de todo o lugar e tipo, uma oportunidade de brigar uns com os outros em um ringue, sem usar os poderes, mas de forma a ganhar prestígio e poder social. Além de ter muita violência.

-Um momento ideal para querer se misturar a multidão, o lugar costuma ficar superlotado no período das temporadas do campeonato – Felipe comentou e digitou algo na tela plasmática, fazendo aparecer no telão principal à imagem de um enorme estabelecimento que lembrava um cassino de Las Vegas – E aqui está o Pandemonium. Vou conseguir a planta do lugar e verificar o sistema de segurança.

Então foi decido que iriamos assistir à primeira luta do campeonato como qualquer outro ser sobrenatural presente no Brasil. Tivemos de esperar até a noite e nesse intervalo de tempo eu pensei que fosse surtar de tanta ansiedade. Em minha mente era impossível não cogitar as possibilidade do que poderia acontecer quando finalmente encontrasse com Dante. Ele havia sequestrado a minha mulher e teria de pagar muito caro por isso. Aquele sentimento parecia me consumir cada vez mais, deixando-me mais rancorosa a cada minuto. Meus pensamentos ainda continuavam assim enquanto o silencio reinava na van. Porém quando o veículo parou foi quando meu coração finalmente disparou. Suspirei e não pude evitar o pensamento “Falta pouco meu amor, eu vou te encontrar”.

Descemos e eu me deparei com carros esportivos de ultima geração, todos muito bem equipados e belos, denunciando o alto nível do lugar. O que também justificava os nossos trajes. Apesar de ser uma luta, era algo levado realmente a sério pela elite dos monstros. Eu usava um vestido preto que chegava ao meio de minhas coxas de alças finas, as costas eram nuas, o que me obrigava a usar um casaco felpudo e vermelho, bastante chamativo e elegante. Minha mãe também trajava um elegante vestido, mas azul e com a saia levemente esvoaçante, o seu decote da frente era bastante generoso, o que explicava os olhares distraídos de Scarlet para aquela área. Porém a pirata não estava para trás, ela usava uma calça elegante e preta, com uma blusa branca com detalhes dourados folgada e caída completamente de um lado, revelando o seu top preto com pedrinhas brilhantes. De todos a que estava mais diferente era Alexia, havia aprendido que ela era a mestre do disfarce quando a vi entrando na van no inicio daquela noite. A Fênix usava uma peruca loira perfeita, ninguém diria que não era natural, seus olhos estavam azuis escuros e sua roupa era um vestido vermelho escuro, não muito curto ou chamativo. Só saberia que era ela por ficar olhando por muito tempo os detalhes que ainda se mantinham.

-A Fênix não pode ter sua identidade descoberta – Alexia explicou na van com um sorriso divertido – Por isso sou especialista em me disfarçar.

-O grupo deveria ser chamado de camaleão – comentei séria o suficiente para fazer Alexia rir.

Voltando ao presente, Felipe foi o próximo a sair da van, usando um terno não muito caro, mas que era bastante parecido com qualquer outro masculino por ali. Ele não podia chamar a atenção então se vestiu de um jeito “normal” para a ocasião. O que era diferente de Nathan. O tritão usava uma calça social e uma blusa preta de mangas compridas de tecido um pouco fino, que colava em seu peitoral mostrando aquele tórax definido. Não era por nada não, mas meu irmão sabia ser um dos homens mais bonitos que eu já havia encontrado.

-Aqui as pulseiras de entrada – Felipe entregou uma espécie de pulseira com um brilho fluorescente em seu interior – Comprei pela internet, custou uma verdadeira fortuna. Alexia, hoje a noite você vai se chamar Elizabeth Corbain ok?

-Ganhei o sobrenome do Kurt do Nirvana, gostei – Alexia sorria enquanto colocava a pulseira.

-Só revisando um pouco o plano, entramos, nos misturamos, eu vou ir direto procurar uma forma de entrar na rede e assim hackear as câmeras e informações – Felipe comentou um pouco agitado.

-Está tudo tranquilo – Alexia o tranquilizou com um sorriso até mesmo desleixado e virou para Scalert – Porém temos um método mais direto. Suzanah é uma das donas e estará ai essa noite, se alguém sabe onde está aquele garoto é ela.

Scarlet bufou com raiva e recuou um passo como se estivesse inconscientemente a frente de um bicho que ela tinha medo.

-Não poderia ser outro tipo de demônio? – a pirata reclamou.

-O que é Suzannah? – exigi saber.

-Você vai descobrir – Scarlet falou com aquele seu jeito “delicado” de ser.

-Não gosto disso – Lynn murmurou ao meu lado, como se tivesse apenas pensando alto.

Se eu não estivesse tão ansiosa ou nervosa, teria rido do jeito teimoso daquelas duas de não admitirem que algo entre elas estava acontecendo. Por fim, seguimos para a entrada passando por dois homens gigantes, beirando os três metros de altura. Se aquela era a segurança externa, não poderia imaginar como seriam os que estavam lá dentro. Mas assim que eu entrei não notei muito mais do que a coisa mais chamativa no centro de todo o cassino. Um ringue do estilo de boxe encontrava-se alguns degraus abaixo para que todos pudessem enxergar a batalha. Ao seu redor havia uma arquibancada luxuosa de poltronas flutuantes vermelhas. Acima várias telas flutuantes que mostrava uma batalha que acontecia naquele momento, dois homens de peles escuras se enfrentando brutalmente, soltando sons que não eram nada humanos. Estava lotado e barulhento, à esquerda parecia haver realmente um cassino enquanto à direita dava para se ver uma sala com mesas e um bar.

-Nos separamos aqui – Felipe murmurou seguindo a frente.

Esperava que ele realmente tivesse sorte. Era a vida de Dianna em jogo e ela longe de mim eu realmente me sentia debilitada. Alexia e Scarlet passaram a seguir a frente, indo em direção ao que parecia a área de socialização do Pandemonium. Eu não podia deixar de notar como a decoração mudava ali, elegante e com cristais nas luzes, com direito a um elegante, antigo e gigantesco ilustre. Scarlet parou um pouco encarando a alguém a sua frente, automaticamente olhamos na mesma direção encontrando o que era uma bela mulher diabólica. A pele era bastante morena, o cabelo castanho escuro era ondulado e seus traços lembravam as mulheres espanholas. A sua boca era bem carnuda, o que me fazia lembrar um pouco a Angelina Jolie, uma eterna atriz que década passada fazia um verdadeiro sucesso. Ela usava um vestido vermelho bastante chamativo, com um corte enorme na coxa que mostrava uma bela perna coberta por uma meia-calça provocativa. O porquê do termo diabólica? Ela tinha um rabo. Exatamente isso, um rabo típico dos desenhos que fazemos do capeta, liso e com uma seta na ponta. Scarlet suspirou e começou a aproximar-se enquanto Alexia afastava-se para não chamar atenção ao mesmo tempo em que ficaria por perto para cobrir a nossa retaguarda. Assim que ficamos pertos o suficiente os olhos negros daquela mulher encontraram Scarlet e o seu sorriso altamente malicioso pareceu deixar Lynn tensa.

-Scarlet, a que devo a honra de uma bela pirata em minha casa? – a mulher falou com uma voz de efeito proposital, aos meus ouvidos soava enjoada pela artificialidade.

-Suzannah – Scarlet cumprimentou um pouco tensa – Posso ter uma palavrinha com você?

-Infelizmente não, corazón – a tal mulher fez um beicinho triste – Estou ocupada hoje, é um dia de campeonato sabe bem disso. Mas também sabe que... – a morena aproximou e tocou a unha pintada de vermelho na bochecha da pirata, descendo pelo seu pescoço e acariciando por fim o ombro exposto – Que depois poderia me visitar em meu hotel, ainda continua sendo o mesmo. Sabe que eu sempre quis experimentar o seu sabor.

-É urgente, Suzannah – Scarlet segurou a mão dela e afastou um pouco rude.

-Ora essa, estou lhe dando alguns minutos de atenção e é assim que me trata? – a mulher dramatizava a tudo, desde os seus gestos ao seu tom – Pois bem, agora irei falar com você com apenas uma condição. Terá de vencer o meu campeão, o Fireheart.

-Você só pode estar louca, ele é do Povo Vulcânico! – a ruiva exclamou impaciente.

-Você também é louca por me negar, então estamos kits – Suzannah riu de sua brincadeira.

-Então eu participo – Nathan se manifestou sério chamando a atenção de todos – Você está escolhendo um campeão, Scarlet também poderia escolher um, nada mais justo.

-E quem é você? – o olhar diabólico dela estava quase comendo o meu irmão por inteiro, automaticamente eu me aproximei dele.

-Nathan – ele respondeu simplesmente – Sou um tritão, nada mais chamativo do que seres tão oposto duelando. Se eu ganhar, dará a nossa chance de conversar sem interrupções.

-E se você perder? – ela pareceu realmente interessada.

-Poderá escolher essa parte, salvo a parte de escravidão ou algo que envolva mortes – Nathan estava falando realmente sério!

-Feito! É um acordo, aperte minha mão e estaremos combinados.

-Nathan...

Mas antes que minha mãe terminasse o aviso, Nathan apertou a mão daquela mulher. As palmas dos dois pareceram ser cobertas por uma luz avermelhada e carregada de uma energia negra que me arrepiava e fazia ter vontade de fugir por puro instinto.

-Você acabou de fazer um contrato com um demônio – Scarlet falava entre surpresa e enraivada – Tem ideia do que fez?

-Sim, conseguindo uma chance – o tritão foi decisivo.

-A luta de vocês será a próxima. Caius os acompanhe para que possam se preparar para o próximo combate.

Um homem também gigante apareceu com uma cara quadrada e pele extremamente pálida. Fomos guiados até uma sala, ninguém ousava falar nada mesmo que minha mãe estivesse evidentemente furiosa, seus punhos fechados e seus passos pesados a denunciava. Assim que entramos o homem mostrou as roupas que Nathan teria de usar para a batalha e cinco minutos que ele saiu Alexia entrou.

-Então o que aconteceu? – ela perguntou excitada pela expectativa – Conseguiu uma hora com a Suzannah?

-Parece que temos um típico herói – ironizou Scarlet apontando para a porta onde Nathan ainda estava se trocando – A próxima batalha vai ser do Nathan com Fireheart. Se ele ganhar temos a atenção daquela mulher.

-Isso foi imprudente! – Lynn finalmente explodiu – O que pensa que está fazendo filho?! É o povo vulcânico e estamos em terra firme!

Nesse momento Nathan saiu do vestuário, ele usava apenas um short vermelho folgado que facilitaria seus movimentos. Em suas mãos luvas finas, mas com traços modernos que denunciava fazer o mesmo efeito que as luvas antigas de luta. O peitoral nu exibia músculos firmes e bem trabalhados, algo que Alexia admirou distraidamente.

-Mãe – Nathan segurou os ombros de Lynn e a olhava complacente – Temos de encontrar o Dante assim como a Dianna, não posso ficar parado quando posso fazer algo.

-Mas...

-Não foi você mesma que me ensinou a lutar? – ele a cortou.

-Não com pernas!

-Mas a estratégia e a inteligência ainda foram herdadas de você. Confia em mim.

-Eu confio – interrompi pela primeira vez naquela noite, os dois me olharam e eu suspirei – O Nathan nunca faria algo se não tivesse certeza que fosse poder ganhar. Não sabemos o resultado disso, mas no basta acreditar não é? Às vezes tudo é questão de fé.

-Falou bonito, espero que esteja pronto – Alexia comentou parecendo finalmente acorda – A luta vai logo começar, venham, vamos arranjar locais vips para nós.

Seguimos em direção as cadeiras flutuantes, Alexia falando com um rapaz que não deu para ouvir ou entender, mas que nos permitiu entrar nas primeiras fileiras. Lynn estava evidentemente nervosa ao sentar, balançava o pé rapidamente e mexia nas mãos sem parar. Já estava indo acalmá-la quando vi Scarlet dar a mão para ela que foi prontamente quase esmagada. Mas a pirata não expressou nenhuma careta de dor ou algo parecido, na verdade mantinha os olhos no ringue como se não tivesse feito nada demais. Alexia que havia sentado ao meu lado cutucou meu braço e sussurrou no meu ouvido:

-Elas estão juntas?

-Só não admitiram ainda – revelei dando um pequeno e rápido sorriso.

Mas Alexia riu, apesar das brigas e dos pormenores irritantes, Scarlet e Lynn eram mesmo um casal inusitado e diferente. O inicio de meus devaneios foram cortados quando um homem de pele esverdeada e com escamas nas mãos entrou no lugar vestindo um terno. Sim, isso parecia um show extremamente bizarro! Ele ergueu as mãos e todos começaram a assoviar e a sentar em seus devidos lugares.

-Senhoras e senhores, monstros e monstras, iremos começar a nossa segunda partida da noite! Se preparem e façam as suas apostas, pois essa noite dois seres inimigos por natureza irão se enfrentar! Trago para vocês... Um tritão e um Vulcano!

As pessoas pareciam estar em um estádio esportivo, agitaram-se e assoviaram, bateram palmas e falavam animadas. Engoli em seco e juntei minhas mãos. Sim, iria começar a orar, pois naquele momento não me restava nada mais do que ter fé em meu irmão.

Notas finais
Uma dica importante, próximo capítulo vai ser um dos mais tensos e interessantes sz

ps: assim que eu escrevi postei, ou seja, não revisei t.t