Amor Submerso

17 Capítulo 17: Tempo Livre


Notas iniciais
Gente, minha net simplesmente entrou em coma nesses dias e só acordou agora! Desculpa, não teve mesmo como eu postar ><' esse é apenas um capítulo intermediário, espero que gostem =3

A boa notícia é que eu fiquei assistindo Lost Girl, recomendo pra quem gosta desse lance de sobrenatural, Bo é uma succubus super quente e bissexual que enfrenta um monte de caso que talvez até me inspire em algumas coisas aqui.

No dia seguinte acordei só na rede e de mau jeito. Sentei e lutei para levantar, me espreguiçando logo depois. Olhei ao redor e não encontrei Dianna no quarto. Não iria admitir que em meu peito criava um medo de que ela tivesse ido embora, que algo tivesse acontecido. Então do mesmo jeito que eu estava, com a roupa toda amarrotada e cabelo bagunçado e embaraçado, sai do quarto descendo as escadas rapidamente... Apenas para encontrar minha morena sentada à mesa com Luana tomando café. O alívio que eu senti quase me fez quase suspirar. Ela estava mais que linda usando um vestido verde tomara-que-caia e não muito curto, mas que definia bem sua cintura e valorizava os seus seios.


–Bom dia Bela Adormecida! – Luana brincou quando me viu – Ou não tão bela assim, você parece o Frankenstein quando acorda.


–Acho que ela combinaria mais com a Pequena Sereia – Dianna provocou abrindo um belo sorriso para mim – Bom dia Nanda.


–Sim, só se for com aquela bruxa polvo né? – Luana riu e eu lhe mostrei o dedo do meio – Vai logo se arrumar loira, a Dianna não fugiu não.


–E-eu só estava com sede! – menti para que meu desespero de que Dianna tivesse ido não ficasse tão óbvio – Alias cadê a Júlia e o Thiago?


–Foram para casa, vamos nos encontrar no shopping.


Não seria tão ruim assim ir passear e comprar algumas coisas no shopping já que eu e Dianna tínhamos trazido apenas uma mochila com o necessário. Fui para cozinha beber quase cinco copos de água e corri para o quarto, escolhi uma calça jeans e uma blusa regata branca, além de meus allstar. Assim que eu desci novamente descobri que conversavam animadas sobre algum assunto e pelo jeito divertido que Dianna me olhou e a forma sapeca que Luana sorriu o assunto era eu.


–Eu não acredito que você ainda usa esses allstars. Saiu de moda a mais de dois anos Nanda! – Luana falou em um leve tom de desprezo.


–Eu sou uma pessoa clássica, ok? – me defendi e joguei-me no mesmo sofá que Dianna, mas não perto dela – Deveria ter me acordado Dih.


–Você estava fofa dormindo, e também muito cansada por tudo o que aconteceu – ela explicou e teve de inclinar-se em minha direção para sussurrar em meu ouvido – Você está completamente bem da batalha não é?


O tom preocupado apenas fez meu coração bobo derreter. Sorri para ela e fiz que sim com a cabeça não resistindo a dar um selinho nela antes que se afastasse.


–Opa, todas cheias de segredinhos já! – Luana reclamou – Houve uma época em que eu sabia tudo da Nanda, mas agora ela nem mesmo me liga!


–Sempre dramática – ri e fui jogar-me ao lado de minha amiga para abraça-la – Senti sua falta, pequena coelhinha!


–De repente toda a minha saudade já foi embora, pode ir para casa já – Luana fez bico emburrado.


Comecei a lhe fazer cosquinhas para desfazer aquela cara zangada e consegui em menos de um minuto. Depois disso seguimos direto para o shopping onde iriamos nos encontrar com Thiago e Júlia. Dessa vez eu segui a frente, ao lado de Luana conversando sobre algo trivial quando em uma das sinaleiras digitais ela respirou fundo e olhou de mim para Dianna.


–Quando iam me contar que ela é a namorada do Eric? – Luana perguntou suavemente.


Meu coração disparou e eu vi Dianna empalidecer. O sinal abriu e Luana voltou a dirigir tranquilamente. Respirei fundo e tomei a iniciativa de tentar reparar a situação.


–Como eu disse é complicado. Em resumo eu tinha deixado Dianna para ficar com o Eric e ia fugir para cá, literalmente – expliquei e escutei um resmungo algo da Dianna, a olhei pelo canto dos braços e a vi cruzar os braços ainda zangada com a história de apagar a memória – Mas ela foi atrás de mim no avião e nos acertamos ontem mesmo.


–Não deu tempo de resolver as coisas com o Eric – Dianna continuou – Ou era ir atrás dela e não deixa-la fugir, ou ir até o Eric.


–Entendo – Luana se manifestou e franziu o cenho – Eu nunca a vi desistir de ninguém Nanda, quando você colocava algo na cabeça ia atrás até se machucar demais ou ter a pessoa para si. Só descobri porque fui mexer nas redes sociais e encontrei uma marcação do Eric com a Dih.


–É o meu primo, Lu – falei e respirei fundo – E não disse que não me magoei, quase enlouqueci.


–Desculpe – Dianna inclinou-se para o banco da frente – Ainda não me perdoo pelo que aconteceu em seu aniversário.


–Foi necessário. Sem aquilo não estaríamos aqui não é?


Dei-lhe um sorriso tranquilizador e apliquei um beijo rápido na ponta do nariz dela. Dianna franziu o nariz e respirou mais aliviada, voltando a sentar direito no banco. Liguei o som e felizmente estava tocando uma música pop que Luana adorava, ela logo começou a cantar e a se distrair. O momento tenso havia passado e uma sensação de alívio me tomava, mas pelo semblante sério de Dianna algo acontecia em seus pensamentos. Quando chegamos ao shopping e Luana estacionou, pedi para ela ir à frente e segurei o braço de Dianna a fazendo encostar-se ao sedan.


–O que está pensando? – indaguei segurando em suas mãos.


–Eu... Eu nunca fiz isso antes. Trair e fugir dessa forma. No momento parece certo, mas... Vai totalmente contra meus valores, no que eu costumava acreditar – Dianna disse sem olhar-me por um tempo – Eu sou mais velha, deveria ser mais responsável e...


–E eu sou meia sereia que tem um cavalo meio peixe – a cortei e ela finalmente me fitou, respirei fundo e fiquei mais perto naturalmente, como se um imã me puxasse a ela – E ainda assim todo o meu ser entra em conflito quando penso em te deixar. Morro mil vezes com esse pensamento só para reviver mil vezes quando olho para você e te vejo sorrir só para mim. Eu não consigo mais lutar contra, não quero mais perder você de forma alguma. Além de achar super sexy namorar uma tiazona mais velha.


–Hey! – Dianna bateu de leve em meu braço e respirou fundo — Eu não estaria aqui se não tivesse essa necessidade incontrolável de ficar com você. Eu não entendo, eu já fui curiosa quando estava na faculdade e...


–Então já ficou com outras garotas? – a interrompi ficando curiosa.


–Já... Já fiquei com uma por um mês e outras duas em festa. Mas sempre prevaleceu esse meu gosto por homens – ela explicou ficando sem jeito, arqueei uma sobrancelha e Dianna sorriu – Você é mais que uma exceção, é algo que não sei mais explicar e sim apenas sentir.


Não resisti ao impulso de beijá-la assim como ela não hesitou em segurar minha cintura e puxar para perto de seu corpo. Eram simplesmente assim, sensações que sobrepunha qualquer razão. Uma necessidade uma da outra que só fazia crescer a cada momento. Não foi um beijo gentil, pelo contrário, estávamos buscando uma à outra com intensidade. O ritmo era só nosso às vezes lento e íntimo, outras vezes rápido e urgente. Meu corpo pressionava o dela contra o automóvel buscando mais contato, mais calor. Porém, de repente, o carro disparou o alarme nos assustando e afastando automaticamente. Perto do elevador Luana ria divertida com o nosso susto.


Revirei os olhos e comecei a andar quando Dianna enlaçou o braço no meu mantendo-se perto de mim. Lembrei-me do conselho que eu dei ao Eric, ela não era do tipo que gostava de ser cercada, iria se aproximar quando quisesse. E naquele momento ela me queria. Eu sorri de orelha a orelha a tal ponto de ser perturbada por Luana e ainda assim não conseguir parar de sorrir. Encontramos Thiago e Júlia na praça de alimentação, comemos um pouco antes de seguir quase sem rumo pelos andares do shopping. Passamos a tarde inteira ali, visitando lojas, brincando e até fomos ao cinema ver um filme em 4D. Toda vez que tentava beijar Dianna aproveitando o escurinho do cinema, pipocas voavam em nossa direção ou um deles chutava a minha poltrona. Depois fomos para o Game Center e ai nós nos separamos um pouco. Dianna pareceu um pouco surpresa quando eu a mandei fazer o que quisesse que eu iria brincar nos meus brinquedos favoritos. Mas isso resultou que quando estava jogando as bolas de basquete no aro eu vi ali ao canto Dianna e Júlia enfrentando dois caras que estavam próximos demais de minha morena.


Não pensei duas vezes, aproximei um pouco levando a bola emborrachada e laranja. Quando perto o suficiente, mirei rapidamente e arremessei a bola de basquete bem na cabeça do rapaz que estava quase se inclinando em direção a Dianna. Eles se assustaram e o homem virou para mim enfurecido. Armei minha melhor face de inocente e me aproximei correndo fingindo preocupação.


–Desculpe! Foi sem querer! Eu sou tão desastrada! – menti descaradamente e fiquei bem pertinho da Dianna – Amor, atingiu você?


Ela me olhou completamente desconfiada e eu lutei contra um sorriso travesso. Os rapazes pareceram entender o recado e se afastaram depois de uma conversa furada sobre eu ter mais cuidado na próxima vez. Só então Júlia começou a gargalhar sem conseguir se controlar. Dei de ombros e dessa vez eu não sai de perto de Dianna que ficava me perturbando chamando de “A Maníaca do Basquete”. Quando voltamos ainda continuamos em um ritmo agitado, brincando e jogando até chegar perto da meia-noite. Dessa vez ela deixou-me dormir na cama depois de jurar me comportar.


Naquela noite tive o sonho da sereia morena novamente, acordando em um sobressalto quando o sonho havia acabado e consequentemente caindo da cama. Dianna levantou rápida da cama correndo para acender a luz. Sentei no chão agitada com a minha recém-descoberta, finalmente uma pista!


–Fernanda! – Dianna exclamou olhando para um ponto alto sobre mim.


Olhei para cima e meu sangue gelou um pouco, um amontoado de água estava flutuando sobre mim e assim que o vi despencou de vez sobre meu corpo molhando-me por completo. Olhei para os lados e vi que toda a água que eu tinha separado em garrafas foi movida em meio ao meu sonho. Dianna correu para mim e ficou ao meu lado com um olhar preocupado.


–Tudo bem? O que aconteceu? – ela perguntou agitada.


–Foi um sonho – tentei explicar olhando para minha blusa molhada, respirei fundo e a encarei um pouco enigmática – Tenho de ir até Angra dos Reis.

Notas finais
Eu acho que to gostando demais desse lance de aventura, eu estou tentando me equilibrar nessas coisas e vou confessar, não é fácil t.t

Pergunta: eu to lembrando aqui de um dos reviews e me veio uma questão importante, como eu só narro pela Fernanda, pouco falo da aparência dela. Vocês querem que eu faça um resumo nas próximas notas finais da aparência dela e dos outros personagens?