Notas iniciais
Desculpem pela demora, estava sem tempo para postar.

Chegando em casa, Ágatha foi direto para seu quarto, nem mesmo falou com sua mãe. Deitou em sua cama de bruços e começou a chorar.

Estava com raiva de Henrico, mas ao mesmo tempo, estava com raiva de si mesma. Ágatha se culpava pelo que havia acontecido.

_ Eu não devia tê-lo beijado. _ dizia Ágatha incessantemente, enquanto ainda chorava.

_ Mas por que será que ele disse que a culpa de eu ter ido para o hospital era dele?

Ágatha tinha muitas perguntas na cabeça, e estava com muita raiva, e não parava de chorar. Ela chorou muito, até adormecer em sua cama. Ainda estava de uniforme, e não havia almoçado.

Ágatha dormiu até o anoitecer, quando acordou, levantou-se e foi tomar um banho frio.

Pensou muito no que havia acontecido durante o dia, e achou melhor fazer o que Henrico disse, se afastar. Ágatha estava triste, mas era melhor.

Já era tarde, então Ágatha foi deitar-se, mesmo sem comer, não estava com fome, estava triste. Demorou um pouco a adormecer, mas acabou caindo no sono.

O dia seguinte, amanheceu chuvoso, uma chuvinha miúda, triste, assim como Ágatha. Ela foi para a escola, desanimada como estava.

Assim que chegou na escola, viu Henrico de cabeça baixa, no mesmo banco em que haviam se conhecido. A chuva molhava seus negros cabelos. Ágatha ficou parada olhando para ele, na esperança de ele lhe devolver o olhar. Ele ficava tão lindo com aquelas gotas de chuva no cabelo! Mas nada aconteceu, ele continuou de cabeça baixa, sabia que ela estava ali, e por isso não quis olhar.

Então Ágatha continuou andando, foi para sua sala, não conseguiu prstar atenção a nenhuma aula. Todos os dias foram assim, até a semana seguinte.

Ágatha se afastou de Henrico, ou pelo menos tentou se afastar, mas não conseguiu. Queria respostas, precisava de explicações. E foi atrás.

Naquela terça-feira, ela esperou a aula terminar e Henrico ir embora, então foi até a sala da diretora.

_ Licença?! _ pediu Ágatha meio sem jeito entrando na sala da diretora.

_ Entre, querida.

A diretora, lá com seus sessenta e poucos anos, cabelos grisalhos, e uma simpatia sem igual, estava sentada em sua cadeira, mexendo em alguns papéis quando Ágatha entrou.

_ Dona Lúcia, será que eu poderia ver a ficha de um aluno da escola?

_ Querida, _ começou ela, gesticulando para que Ágatha se sentasse _ se me permite perguntar, para que quer isso?

_ Para uma consulta. Será que posso ver? _ respondeu Ágatha já ficando impaciente.

_ Flor, queria te ajudar, mas de acordo com as normas da escola, nós não podemos disponibilizar informações pessoais de alunos para outras pessoas, a não ser que sejam funcionários da escola, ou a polícia.

_ Tudo bem, dona Lúcia, obrigada mesmo assim _ disse Ágatha e então saiu.

Ágatha foi para casa decepcionada, continuava sem respostas, e sem Henrico.

Mas ela decidiu que teria essas respostas de qualquer jeito. E ela veria essas fichas, nem que tivesse que entrar na escola escondida.

E foi isso que ela planejou...

Durante o resto da semana, ela foi amadurecendo a ideia, e analisando a escola. Vendo todas as alternativas de entrada e saída.

Na quinta-feira da semana seguinte, quando estava tudo decidido, ela resolveu agir. Entraria na escola e pegaria a ficha de Henrico, e então descobriria quem ele é, e o que escondia.

Notas finais
Obrigada por lerem, espero que estejam gostando da historia.