Amor Proibido
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Chegando em casa, Ágatha foi direto para seu quarto, nem mesmo falou com sua mãe. Deitou em sua cama de bruços e começou a chorar.
Estava com raiva de Henrico, mas ao mesmo tempo, estava com raiva de si mesma. Ágatha se culpava pelo que havia acontecido.
_ Eu não devia tê-lo beijado. _ dizia Ágatha incessantemente, enquanto ainda chorava.
_ Mas por que será que ele disse que a culpa de eu ter ido para o hospital era dele?
Ágatha tinha muitas perguntas na cabeça, e estava com muita raiva, e não parava de chorar. Ela chorou muito, até adormecer em sua cama. Ainda estava de uniforme, e não havia almoçado.
Ágatha dormiu até o anoitecer, quando acordou, levantou-se e foi tomar um banho frio.
Pensou muito no que havia acontecido durante o dia, e achou melhor fazer o que Henrico disse, se afastar. Ágatha estava triste, mas era melhor.
Já era tarde, então Ágatha foi deitar-se, mesmo sem comer, não estava com fome, estava triste. Demorou um pouco a adormecer, mas acabou caindo no sono.
O dia seguinte, amanheceu chuvoso, uma chuvinha miúda, triste, assim como Ágatha. Ela foi para a escola, desanimada como estava.
Assim que chegou na escola, viu Henrico de cabeça baixa, no mesmo banco em que haviam se conhecido. A chuva molhava seus negros cabelos. Ágatha ficou parada olhando para ele, na esperança de ele lhe devolver o olhar. Ele ficava tão lindo com aquelas gotas de chuva no cabelo! Mas nada aconteceu, ele continuou de cabeça baixa, sabia que ela estava ali, e por isso não quis olhar.
Então Ágatha continuou andando, foi para sua sala, não conseguiu prstar atenção a nenhuma aula. Todos os dias foram assim, até a semana seguinte.
Ágatha se afastou de Henrico, ou pelo menos tentou se afastar, mas não conseguiu. Queria respostas, precisava de explicações. E foi atrás.
Naquela terça-feira, ela esperou a aula terminar e Henrico ir embora, então foi até a sala da diretora.
_ Licença?! _ pediu Ágatha meio sem jeito entrando na sala da diretora.
_ Entre, querida.
A diretora, lá com seus sessenta e poucos anos, cabelos grisalhos, e uma simpatia sem igual, estava sentada em sua cadeira, mexendo em alguns papéis quando Ágatha entrou.
_ Dona Lúcia, será que eu poderia ver a ficha de um aluno da escola?
_ Querida, _ começou ela, gesticulando para que Ágatha se sentasse _ se me permite perguntar, para que quer isso?
_ Para uma consulta. Será que posso ver? _ respondeu Ágatha já ficando impaciente.
_ Flor, queria te ajudar, mas de acordo com as normas da escola, nós não podemos disponibilizar informações pessoais de alunos para outras pessoas, a não ser que sejam funcionários da escola, ou a polícia.
_ Tudo bem, dona Lúcia, obrigada mesmo assim _ disse Ágatha e então saiu.
Ágatha foi para casa decepcionada, continuava sem respostas, e sem Henrico.
Mas ela decidiu que teria essas respostas de qualquer jeito. E ela veria essas fichas, nem que tivesse que entrar na escola escondida.
E foi isso que ela planejou...
Durante o resto da semana, ela foi amadurecendo a ideia, e analisando a escola. Vendo todas as alternativas de entrada e saída.
Na quinta-feira da semana seguinte, quando estava tudo decidido, ela resolveu agir. Entraria na escola e pegaria a ficha de Henrico, e então descobriria quem ele é, e o que escondia.
Fale com o autor