Notas iniciais
Obrigada por estarem acompanhando, espero que gostem desse capítulo. Hoje tem revelações.

Parecia uma eternidade aquela aula, Ágatha estava ansiosa para se encontrar com Henrico na hora do intervalo. Mas, para a felicidade de Ágatha, o sinal finalmente tocou e os alunos saíram da sala.

Henrico estava na porta da sala de Ágatha, e ela logo o viu.

_ Oi, de novo _ disse ela.

_ Oi. Vamos para o refeitório?

_ Claro.

Eles foram andando para o refeitório e entraram na fila do "bandejão".

Ágatha pegou sua comida, Henrico não pegou nada.

_ Não vai comer? _ perguntou Ágatha intrigada.

_ Não, não.

_ Como consegue?

_ Não preciso disso.

Ágatha ficou mais intrigada do que já estava, e curiosa. Mas preferiu não perguntar mais nada. Então sentaram-se à uma mesa, sozinhos.

_ De onde você é, Henrico?

_ Talvez você saiba um dia, mas não hoje.

Ágatha estava cada dia mais cismada com aquele garoto misterioso, e cada dia mais encantada.

Quando a menina acabou de comer, ambos se levantaram e foram "passear" em torno do colégio.

_ O que está achando da escola, Henrico?

_ Até que estou gostando, os professores são muito bons.

_ Eu também acho, o professor de que mais gosto é o Júlio, de química, ele é super engraçado.

E assim o papo foi fluindo, estavam se dando bem juntos. Até que o sinal tocou. Eles voltaram juntos para suas salas.

_ Tchau _ disse Ágatha já na porta.

_ Tchau _ respondeu Henrico.

Antes de entrar em sua sala, ela se virou para Henrico e "roubou-lhe" um beijo. E ele retribuiu, e ficaram os dois ali como se não houvesse mais nada nem ninguém por perto. Mas foram interrompidos pela falta de ar. Assim que se afastaram, eles se entreolharam. Ágatha apenas podia prestar atenção àqueles olhos lilases, lindos, que agora fitavam seus olhos castanhos, apaixonados. Até que então, apagou, e não via mais nada, era tudo breu.

Foi uma correria para tirá-la do chão. Logo foi chamada uma ambulância, e Ágatha foi levada para o hospital mais próximo.

...

Depois de algum tempo, Ágatha acordou no hospital, sobre uma maca. Olhou para seus braços, e percebeu que havia um equipo em um deles, ficou por um tempo, olhando o líquido cair, enquanto se recuperava.

Uma enfermeira entrou no quarto.

_ Acordou, querida? _ disse, gentilmente, a enfermeira de lindos olhos esverdeados.

_ Por quanto tempo eu apaguei?

_ Está dormindo desde ontem.

_ Minha mãe está aí?

_ Vou chamá-la.

A enfermeira saiu do quarto, e a mãe de Ágatha entrou alguns segundos depois.

_ Como está se sentindo, filha?

_ Eu estou bem, mas o que aconteceu?!

_ Você desmaiou na escola, o médico disse que foi por desidratação.

_ Onde está Henrico?

_ Ah, aquele garoto de olhos lilases? Ele não saiu daqui um minuto, mas quando soube que você tinha acordado, e que estava consciente, ele foi embora. Pareceu bem preocupado com tudo, e ficou feliz com a notícia.

_ Tenho que vê-lo.

_ Ágatha, descanse, você precisa de repouso. Se der tudo certo, vamos embora ainda hoje.

A enfermeira voltou ao quarto e pediu que a mãe da menina se retirasse. A mãe deu um beijo na testa da menina e fez o que a enfermeira pediu.

_ Aquele era seu namorado? _ perguntou a enfermeira, fingindo interesse.

_ É só um colega. _ respondeu, decepcionada, a menina.

Uma lágrima escorreu de um de seus olhos.

_ O médico já vem vê-la.

Tendo dito isso, a enfermeira se retirou do quarto.

...

Assim que recebeu alta, Ágatha e sua mãe voltaram para casa. Ela estava cansada, e ainda se sentia um pouco fraca, então se deitou, e adormeceu, e só acordou no dia seguinte.

...

Na manhã seguinte...

_ O que está fazendo, Ágatha?

_ Estou me arrumando para ir para a escola.

_ Mas você precisa repousar.

_ Mas preciso vê-lo.

_ Só quer ir por causa desse garoto? _ disse Maria, já se irritando com a filha.

_ Preciso pelo menos agradecê-lo.

_ Tudo bem. Sendo assim, acho até bom que vá.

E Ágatha foi para a escola. E viu Henrico, mas não conseguiu falar com ele, pois já estava atrasada para sua aula.

Mesmo tendo acabado de conhecê-lo, sentia como se já o conhecesse há tempos. Ela não conseguia parar de pensar em Henrico, precisava falar com ele outra vez, e o mais rápido possível.

...

O sinal da saída tocou, e Ágatha levantou rapidamente, estava ansiosa para vê-lo.

Ele não a esperou na porta, dessa vez. Ágatha estranhou. Ela foi para o patio a fim de encontrá-lo.

Henrico saiu rápido, já estava bem longe no pátio quando a menina o avistou.

_ Henrico! _ gritou Ágatha o mais alto que pôde.

Henrico ja estava bem distante, e não ouviu (ou fingiu que não ouviu). Então Ágatha respirou fundo, e correu o mais rápido que conseguiu, até alcançá-lo.

_ Henrico, eu queria agradecer por ter ficado comigo lá.

_ Não foi nada.

_ Só queria saber o porquê de ter ido embora assim que acordei.

_ É complicado... _ disse o garoto, num tom de voz mais baixo que o normal _ Só peço que não confunda as coisas, posso ser seu amigo, mas não mais que isso.

_ Mas por quê? Eu sei que você gostou daquele beijo tanto quanto eu. Sinto que sente alguma coisa diferente por mim também.

Nesse momento, os olhos da menina ja se enchiam de lágrimas.

_ Isso eu não posso negar, mas não podemos ficar juntos.

_ É claro que podemos! Eu gosto de você, você gosta de mim, então por que não? _ Ágatha já havia aumentado o tom de voz sem perceber.

_ Ágatha, apenas se afaste de mim, é só o que te peço.

_ Mas eu não quero! Eu quero ficar com você!

_ Ágatha, você não entende? Nós não podemos ficar juntos.

Agora, os olhos dele também estavam cheios d'água.

_ Então apenas me diga o porquê.

_ Ágatha, eu poderia te matar! Eu quase te matei! Fui eu! Eu fiz você parar no hospital! _ Henrico perdeu a paciência e gritou com ela.

O céu escureceu, as nuvens se tornaram cinza, e começou a relampejar.

Henrico estava nervoso, e vermelho. Não queria ter dito aquilo daquela forma, mas era preciso.

Ágatha estava chocada, com os olhos arregalados. Cobriu o rosto e saiu correndo, não queria que Henrico a visse chorando.

Henrico continuou parado, vendo Ágatha ir embora. Após alguns segundos, andou até o banco em que haviam se conhecido, e se lembrou daquele dia. E chorou.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo. Eu sinceramente, estava bem inspirada para escrevê-lo. Comentem, e deem sugestões por favor. Obrigada por lerem. Amanhã tem mais.