Amor Proibido
29 Just like animals...
Notas iniciais
Boa leitura, não tenho muitos agradecimentos porque se eu for citar novamente será muito repetitivo, mas sinta-se agradecido e beijado por mim♥
– Você o que? — pergunto confusa
— Eu estou grávida! — ela responde e eu fico boquiaberta. — Co-co-como assim? — eu sou MUITO LERDA! — Me explica tudo agora! — Preciso voltar nas aulas de anatomia? — Não, fala logo! — Falar o que? — Ah, esqueça. Você vai contar quando? — Eu não sei... estou pensando em uma forma de contar. Sem sapatinhos! — Você pode falar agora? — A-G-O-R-A? — ela falo meio que confusa — Quando então? — Tenho pensado em formas de falar. Você vai se surpreender. — Mas me conte o que aconteceu ontem? — Ah, muitas coisas. — digo com um sorriso estampado no rosto. — Tipo? — Uma noite bem... você sabe. No carro. — ela fica boquiaberta. — Vocês transaram no carro? — ela responde e eu assinto. — Caraca! Vocês não iam jantar? — Desviamos a rota, simplesmente desviamos. — Vocês são assanhados demais! — Falou a virgem. Você também fez isso com Nicolas, mas em um lugar diferente. Até está grávida. — eu disse revirando os olhos. — Tanto faz, esse papo está me deixando enjoada. ... Em casa, após sair do banho, encontro uma cena muito fofa. Lucas brincando com Luísa e Eric no sofá. Nunca tinha o visto brincando com os gêmeos, achei tão fofo que nem entrei na sala para não atrapalhá-los. Peguei meus livros e fui estudar mais um pouco, mas parece que Luísa percebe a minha presença assim que ela chora, então eu corro até eles e pego-a, ela se acalma. — Ela prefere você. — Lucas diz com Eric nos braços. — Ela só se parece comigo, mas te ama, assim como eu. — Se é assim, a mesma coisa acontece com ele. — as crianças nos olham com um sorriso e eu o olho com outro sorriso estampado, então o beijo. Senti falta desse amor inocente que temos, esse amor que nos livra de algumas culpas. O amor que eu preciso profundamente. Sempre precisarei. As crianças dormem e colocamos-as no berço. Voltamos para a sala e ficamos assistindo a um filme qualquer, então tiro meus óculos e deito no peito de Lucas. — A gente poderia levar eles para a Disney. — ele diz agarrado a mim. — Eles são muito novos, não daria para se divertirem. — Tem razão. — beija a minha cabeça. — Por que não vamos pro shopping comprar algumas coisas para a minha viagem? — Não me lembre que você tem que viajar na semana do nosso aniversário de casamento. — digo pegando uma almofada e abraçando-a para consolo, Lucas ri e me puxa novamente para ele. — Você está toda dengosa hoje, meu amor. O que foi? — Eu quero ir junto com você, estou muito influenciável. — Isso não é motivo. Fala a real, Sabrina. — Estou com medo. Jéssica pode, a qualquer momento, acabar com o nosso casamento como ela disse. — É tudo balela. Fique tranquila, eu sempre vou amar você. Acreditei em suas palavras mais uma vez. Me sinto segura em seus braços fortes e aconchegantes. Realmente, eu entreguei meu coração a ele. Pode parecer aquela coisa clichê, mas quando encontramos o nosso amor verdadeiro, não há nada nesse mundo que possa reverter esse sentimento. Simplesmente acontece. Como diz uma das minhas escritoras favoritas, 'O amor acontece quando menos esperamos, quando, geralmente, não queremos, simplesmente acontece.' Isso aconteceu aos meus 17 anos, e vocês já sabem muito bem. Nunca me apaixonei por alguém como me apaixonei por Lucas, desejava tê-lo para mim em todo o tempo, de fato eu o tinha, mas era tão distante, tão impossível. Mas não importei-me com as impossibilidades e nem com fantasias e coisas pervertidas da minha cabeça. Nada importou desde o primeiro beijo que ele me deu, pensava 24 horas por dia nele, e ainda era pouco. A nossa história foi muito complicada, mas demos uma volta por cima e somos perfeitos. Simplesmente aconteceu. ... — Lucas, essas blusinhas para os gêmeos! — eu digo no shopping com Lucas, Luísa e Eric. Acontece que eu estou em uma loja de crianças e achei casacos para os gêmeos, já que está muito frio em São Paulo. Essas viradas de tempo estão acabando com eles. — São tão fofas! E essas botinhas pra Luísa! Meu Deus, vou pirar! — Calma, os bebês estão assustados no carrinho. — olho para Lucas e nós rimos da cara dos bebês, que também começam a rir com uma risada gostosa. Eric demora para entender, então percebo que ele me puxou mesmo. Somos todos lerdões! Saindo do shopping, algumas horas depois, vamos para casa com Sugar ecoando pelos auto-falantes do carro então Lucas e eu começamos a cantar. Amo esses momentos infantis. As vezes acho que não passamos de adultos com mentes de crianças, e acho que acertei nas opiniões. Então vejo as ruas iluminadas da cidade de São Paulo, brilhinhos reluzentes em uma cidade. Me deixa tão confusa. Já dizia Renato Russo: 'Não falo como você fala, mas vejo bem o que você me diz.'. São simples mistérios da juventude. 'Mas como chegar às nuvens com os pés no chão?'. Ah, eu era um lobisomem juvenil. No mesmo instante me lembro que meu pai cantava essa música para mim quando eu era pequena. Peraí, eu sou pequena. Quando eu tinha 11 anos. 'Se você quiser alguém pra ser só seu, é só não se esquecer, estarei aqui.' Pode parecer mais um daqueles romances clichês em que a garota se apaixona por um rapaz proibido, ou a nerd se apaixona pelo bad boy, porém é só o drama da vida real. As vezes comédia, as vezes romance, as vezes drama, as vezes uma ficção. A vida como é.
Quando tinha 12 anos, eu acabei caindo em uma paixão não correspondida por um garoto que nasceu no Rio, mas cresceu em São Paulo, até que um dia se mudou para o Paraná. O garoto era muito parecido com Lucas, tanto no jeito quanto no físico, semelhanças refletem até no nome. Caramba, Sabrina, que memória! Pois é, querido leitor. Bem, eu levei vários foras desse garoto. Ele namorou uma das minhas piores inimigas, na época, lembro o nome da pirigótica: Marianne Hollis... meu Deus! A Marianne! Ela andava colada com a Carolina Garcia. Peraí, se a irmã de Lucas estudou na mesma escola que eu, o tal Lucas é o meu Lucas. Sou casada com uma paixão da adolescência. — Lucas, tu se lembra de algumas coisas de quando você tinha 12 anos? — pergunto espantada com meus pensamentos. — Lembro sim. Na escola eu namorava a Marianne e era o bad boy, digamos, e tinha uma loirinha dos olhos tão azuis e lindos, ela era uma nerd, mas era gata. Eu me sentia o máximo por dar foras e mais foras nela. De vez em quando via ela com alguns cortes no braço, ela era quieta mas chamava a minha atenção por causa daqueles peitos e daquela bunda, era o motivo da punheta de muitos moleques que ela recusava esperando sempre o melhor. Uma vez, eu fui pegar uma caneta dela, que era a preferida, — ah cachorro, foi você quem pegou a minha caneta de pelinhos. — para trollar ela, mas vi aquelas lâminas e papéis espalhados e ensanguentados pela mesa dela. Abri um dos papéis e vi escrito 'Ninguém é de ferro, somos programados pra cair.' Outro dizia 'Espero o vendaval passar.'; 'Lucas Garcia Figueiredo e Sabrina Taques Drummond'... — ele para percebendo algo de estranho. Pigarreia e continua. — Alguns meses se passaram e voltei para São Paulo, e namorava Jéssica. Então foi quando nós começamos a ficar. Mas eu posso te perguntar algo absurdo? — Pode. — Você é aquela garota? — Tu conhece alguma outra Sabrina Taques Drummond além da nerd que você se casou? — Nossa! Que louco. Parece história de livro. — Você acha que os livros não foram inspirados em histórias reais? — Acho que foram, mas esse não é o caso. Vamos pedir yakisoba quando chegarmos? — Seria ótimo. ... * Uns dias depois...* — Aaaaaah! Lucas, socorro! — ele chega correndo e eu vou logo dizendo. — Eu engordei 2 quilos! Socorro! — Que? Você me chama pra isso? Já sei que você vai falar que eu não vou mais te amar e tals, e eu como bom marido que sou, direi que você é o amor da minha vida sendo gorda ou magra. Para de neura! — Tá. Se você perdesse essa barriga trincada que eu amo deitar nela, e ganhasse mais barriga, como você se sentiria? — Normal. — diz dando de ombros. — Bem, comigo é diferente. Eu não posso ganhar peso! Tenho que estar perfeita. — Mas você é perfeita. — diz acariciando meu rosto. — Vamos fazer as malas, antecipei a viagem e o vôo é daqui a algumas horas, e eu te garanto surpresas. — Quais? — Não vou conseguir aguentar! — diz se esforçando para não contar, mas logo solta. — Comprei um jatinho particular para nós. — O que? Você ficou louco? — Não, só quero mais conforto para nossas viagens. Até porque, vou iniciar as aulas de teatro lá na nossa antiga escola. — Quando? — Quando os gêmeos tiverem seis meses. Tem tempo. ... *De novo no Rio de Janeiro* — Marcela! — eu digo quando em Copacabana, com o carrinho dos gêmeos. Saio correndo para abraçá-la. Ela será a babá dos gêmeos quando eu for para a cerimônia do Oscar daqui a alguns meses, e vai me ajudar com o cabelo! Que maravilha. — Sabrina! — me abraça e passa a mão em meus cabelos. — Nossa, eu te conheci quando sua barriga estava do tamanho de uma jaca e agora essas coisas lindas já estão no mundo! — Marcela é mais velha do que eu, tem 26 anos. — Pois é, mas me conte as novidades. — Eu terminei o noivado com o Rafael. — Nossa, que triste. Por que? — Não estava dando mais, é estranho. — Meus sentimentos... Enfim, vou passar alguns meses aqui, depois tenho que encarar outra filmagem de Lucas e depois a cerimônia do Oscar. Tanta coisa para uma mulher só. — Pois é. Bem, se você quiser, eu te ajudo a cuidar dos gêmeos lá. — Não vai te atrapalhar? — Claro que não. ... Seu corpo subia e descia juntamente com o meu em um mesmo ritmo. Minha coxa esquerda estava em volta da sua cintura, enquanto Lucas apertava a mesma. Entrava e saía de mim de forma calma e ao mesmo tempo prazerosa. Ofegante, sentei em seu colo, ficando por cima, então o beijei ferozmente, enquanto ele tapava meus olhos com uma venda, então o senti com muita força. — Quer que eu vá mais devagar? — ele pergunta com suas mãos segurando minha cintura. — Faça o que você quiser. Meu corpo é seu. — Certeza? — ele diz e eu assinto. Então sinto meus seios e minha barriga ficarem molhados, ele começa a distribuir chupões pelo meu pescoço. Nisso ele introduz seu 'mini-Lucas'(que por sinal não é nada mini) dentro de meu corpo. O prazer é inegável, já estava quase alcançando meu orgasmo junto com ele. Parecíamos famintos por aquilo. Dois animais. De fato, estávamos famintos por mais daquilo. Cada vez mais. A cama batia na parede e rangia, o que dava ideia do que fazíamos naquele quarto, naquela tarde de segunda-feira. Gemi em seu ouvido e ele sorriu. — Gosto quando você geme o meu nome. — então ele introduz seu órgão novamente e eu gemo. — Lucas... — ele acelera os movimentos fazendo com que eu me excite. Então faço algo inesperado, coloco o seu órgão em minha boca, e ele incentivava empurrando minha cabeça. Me comportava como se fosse uma vadia, isso é errado, mas ainda é certo. Ele é meu marido e nada vai poder mudar isso. Então voltamos a nossa antiga posição, ele por cima. Até que chegamos ao nosso orgasmo juntos. — Eu te amo. — Também te amo. — diz ofegante. ... As filmagens da série foram interrompidas por conta de um acidente que aconteceu com uma atriz. Então ele terminará de fazer um filme que teria de ser concluído no mês passado. Só algumas cenas para ser editado e lançado antes da cerimônia do Oscar, que vai ser adiada para Maio por conta de alguns problemas que houveram. Pego o controle da TV e seleciono uma música para passar o tempo. Radioactive é a primeira. Começo a dançar no tapete mesmo enquanto Lucas sai do banho. — Não sabia que você dançava tão bem. — ele diz — E eu não sabia que você cantava tão bem as músicas da minha banda favorita. — Mas agora sabe, princesa rebelde. — Sabe que eu odeio esse apelido, não sabe? — Sei, por isso gosto de te chamar assim. — então ele me abraçou inocentemente e disse no meu ouvido. — Eu te amo. — Também te amo.
Fale com o autor