Amor Proibido

14 Declaração em família


Notas iniciais
O capítulo mais longo até agora! o/ Espero que gostem Nicole Mendes :) PS: Leiam as notas finais, please!

...

Acordo com o sol batendo em meu rosto, as cortinas estão abertas. Levanto-me da cama: O futuro já começou. Coloco um vestido solto e vou ao banheiro para escovar meus dentes e pentear meus cabelos. Me olho no espelho enquanto penteio os meus cabelos e vejo uma marca no meu ombro. Vou ter que mudar minha trança de lado. Não dormi com Lucas! Apenas fomos para o lado de fora da casa e... só beijos!

Desci para a cozinha, precisava tomar café. Encontrei meus pais e meu irmão, porém nada de Lucas.

– Bom dia, família! Gente, vocês viram o Lucas? – perguntei preocupada

– Olha, mana, só avistei ele levando um violão lá pra fora. – disse meu irmão mais velho, Felipe. Ele tem 22 anos e namora Ana, uma garota que ele conheceu em São Paulo, na época que ele estudou lá. Ana passou a morar em Curitiba junto com a irmã dela, minha ex- melhor amiga, Natália. – Acho melhor você ir lá pra ver o que aconteceu.

– Tudo bem, Fe. Vou lá. – eu disse e ele se levantou da cadeira e me abraçou, dei um beijo em sua bochecha. – Bom dia, seu avatar.

– Bom dia, smurf! – ele disse rindo, pois só usávamos esses apelidos quando éramos adolescentes. Ele me puxou pra mais perto dele e sussurrou no meu ouvido – Passa uma base nesse ombro, tá? Dá pra ver a marca que o Lucas deixou aí.

– Sério? Ai meu Deus, vou lá pra cima agora! – Eu disse já pronta para ir para o meu quarto.

– Não vai tomar café, smurf?

– Não vou não, avatar.

Subo as escadas correndo, mas, como eu sou a pessoa mais desastrada do mundo, eu tropecei e caí nos últimos degraus da escada, batendo o queixo no chão. Ouvi gemidos de dor, meus gemidos.

– Coisinha vá devagar! – Felipe gritou de lá de baixo. Ele estava rindo. Rindo! Eu vou matá-lo! Foi culpa dele que eu subi pra passar a merda da base. Mas, foi culpa minha eu ter caído... É melhor eu deixar isso quieto.

– Seu ridículo!

Fui para o meu quarto e, ao invés de passar a base, coloquei um short preto e uma blusinha branca que, obviamente, cobria o ombro.

Desci para a cozinha e passei voando pela comida. Abri a porta dos fundos, que dava acesso ao quintal da casa. Lucas estava lá com seu violão observando a paisagem.

– Lucas? O que você está fazendo com um violão aqui fora?

– Ah! A paisagem me dá inspiração, sabe, pra refletir um pouco sobre tudo o que eu estou vivendo.

– Você estava tocando ‘Céu Azul’ do Charlie Brown Jr. ?

– Sim. Eu estava.

– Por favor, toca de novo.

– Ah não, Sá.

– Por favor! Lucas...

– Tá bom, tá bom!

Ele afasta a capa do violão e pede para e me sentar de frente para ele. O estranho é que ele sabe que ‘Céu Azul’ é a minha música favorita, penso que pode ser uma declaração, mas sei lá... Ele limpa a garganta e começa a tocar as primeiras notas da música no violão olhando para os meus olhos.

Tão natural quanto a luz do dia Mas que preguiça boa Me deixa aqui à toa Hoje ninguém vai estragar meu dia Só vou gastar energia pra beijar sua boca

Fica comigo então Não me abandona, não Alguém te perguntou como é que foi seu dia? Uma palavra amiga, uma notícia boa Isso faz falta no dia a dia A gente nunca sabe quem são essas pessoas

Eu só queria te lembrar Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós Eu estava errado e você não tem que me perdoar

Mas também quero te mostrar Que existe um lado bom nessa história Tudo que ainda temos a compartilhar

E viver E cantar Não importa qual seja o dia Vamos viver Vadiar O que importa é nossa alegria

Tão natural quanto a luz do dia...

Quando ele termina de tocar eu me aproximo dele, encostando a cabeça em seu ombro.

– Isso foi uma declaração?

– Se você considerar que é? – Ele sorriu para mim. – Mas esse foi o intuito.

– Eu adorei! – Eu beijei sua bochecha. – Sério mesmo que você escolheu a minha música favorita para se declarar?

– Essa música resume a nossa história. Ela é especial pra mim.

– Vamos sair com a Ana e o Felipe? Eu iria ir de vela com os dois, mas eu pensei em levar você. Vamos, vai!

– Tá. Peça pro Felipe deixar você dirigir.

– Por quê você quer tanto me ver dirigindo?

– Porquê eu quero oxe!

Estávamos observando a paisagem e, de repente ele se vira para mim e me beija. Quando percebo que ele quer descer para o meu pescoço, eu me distancio um pouco e digo:

– Ultrapassar os limites é até bom, mas, você deixou uma marca no meu ombro, e estamos na casa dos meus pais. Fica só em minha boca, okay?

– Tudo bem. – ele fala e inicia outro beijo colocando sua mão em meu rosto, fazendo minha cabeça se inclinar um pouco e então eu coloco meus dedos em cima de sua mão.

– Ainda dizem que não são um casal. – me viro bruscamente, mordendo o lábio inferior de Lucas que gemeu de dor em seguida. Felipe estava lá com Ana ao seu lado.

– Felipe, seu idiota! – eu viro para Lucas, colocando uma mão em suas costas. – Desculpa... você está bem?

– Tirando o fato de estar sem a ponta da minha boca, tudo bem sim.

– Ai meu Deus, me desculpe, Lucas. Quer ajuda para levantar? – eu disse já em pé

– Não precisa. Eu consigo, — eu olho com uma cara tipo “Humm, sei...” – É sério, Sabrina.

Felipe está rindo do meu desespero com Ana. Eu tenho um breve desejo de acertar a cara dele com o violão de Lucas, porém, acerto o meu chinelo na cara dele. Certinho.

– Tá com TPM, é, filhote? – ele me pergunta irritado, o que faz eu e Ana rirmos.

– Não liga, Felipe. Sabrina está agredindo todo mundo aqui. – Ana diz rindo por eu ter acertado Lucas e Felipe. Então eu volto para dentro de casa. E vou para o meu quarto, sonhando com o pedido oficial de Lucas. Ah! Que maravilha!

...

– Vamos logo, Felipe. Você tá pior que eu pra comprar as coisas! Tá é louco! – eu estava revoltada, estávamos no shopping perto de minha casa. Pra mim, eles iriam em um parque, alguma coisa do tipo, mas poxa, comprar roupas pro Felipe? Fala sério. – Felipe, eu vou ir comer alguma coisa com Lucas, — Lucas me olha com uma cara tipo “ Masoq?” . – sim, você vai comigo. Depois a gente se encontra, okay?

– Okay! Lucas, eu estou de olho em você, se você deixar uma segunda marca na minha irmã você está morto em minhas mãos. – Felipe disse ameaçando de verdade! Lucas levanta suas mãos em falso rendimento e assim fomos.

O shopping estava cheio, fim de ano. Fomos ao MC Donald’s e pedimos os nossos lanches e nos sentamos perto dali.

– Ainda bem que você me tirou de lá. – Lucas disse olhando para o seu lanche. – Seu irmão é legal mas é um narciso total! Quando eu digo total, é total mesmo.

– Se existe uma pessoa que não suporta ficar dentro de lojas por muito tempo, essa pessoa sou eu. – eu digo comendo minhas batatas. – Eu acho melhor continuar comendo não?

– Também acho. – ele diz rindo, destacando suas covinhas, inveja. (AUTORA: Há, eu amo exibir minhas covinhas para minhas colegas! Sou tão má! Hahaha)

...

31 de dezembro de 2014, 23h30m.

Minha família está reunida na casa de meus pais, meus primos mais velhos ficavam me secando com o olhar. Me senti desconfortável, porém não desgrudei de Lucas durante 1 minuto naquela festa. Mas uma hora, foi necessário nos separarmos. Fui até a cozinha ajudar minhas tias, quando sinto braços me envolverem por trás.

– Lucas, agora não! – eu digo me virando e vendo que não era Lucas, era meu primo, Rafael. – Rafael. Que bom te ver aqui.

– Sabrina, o tempo lhe fez bem. Você ficou tão bonita nesse vestido... – ele disse passando a mão pela minha cintura, porém, eu a tirei de lá. – O que acha de nós dois nos envolvermos?

– Cara, se toca, você é meu primo. – eu disse o empurrando para longe. Olho para Lucas e pisco discretamente para ele e ele para mim.

– Sabrina, você vai voltar para São Paulo? Se for eu quero me despedir de você de um jeito mais íntimo...

– Talvez, Rafa. Em uma outra oportunidade, ou melhor, em uma outra vida. – nesse exato momento Lucas vem ao meu encontro, como ele entendeu da minha piscada. Quando ele se aproxima, eu afasto a mão de Rafael e vou até Lucas. O beijo e dou uma de sínica. – Amor, que bom que você chegou! – Rafael me olhava com uma cara confusa, o plano estava funcionando. – Lucas, esse é o meu primo, Rafael, Rafa esse é o meu NAMORADO, Lucas. – Dei uma certa ênfase na palavra NAMORADO.

– Muito prazer. – Lucas disse apertando a mão de Rafael, com o braço livre em minha cintura. – Você tem sorte de ter uma mulher tão bela como essa como sua prima.

– Eu que digo isso, você tem toda a sorte do mundo em ter minha prima como sua namorada. Bom, eu já vou. – Rafael disse saindo.

Lucas me olha confuso, mas eu sorrio de volta e dou-lhe um selinho. Hoje tem que acabar essa palhaçada. Ou assumimos um compromisso, ou já era.

...

***NARRATIVA- LUCAS***

Estão todos da família de Sabrina reunidos fazendo a ceia de ano novo. Todos estão perguntando uns aos outros o que farão nesse próximo ano, que não conseguiram fazer nesse. Quando me perguntam, eu fico chocado. Eu não sou da família. Mas mesmo assim eu respondo.

– Bom, eu assumiria meus sentimentos à uma pessoa, mesmo que ela saiba. Na boa, não vou falar como se ela não estivesse aqui. – afastei minha cadeira e fui em direção à Sabrina, que ficou de pé. Todos naquela mesa estavam olhando para nós. Seus olhos estavam marejados e ela cobria a boca com sua mão. Me ajoelhei e limpei minha garganta, tirando uma caixinha do meu bolso. – Sabrina, nesses últimos meses que temos passado juntos, eu tenho tido certeza de meus sentimentos. Mesmo que seus sentimentos não possam ser os mesmos que os meus, não vou sair com a sensação de que eu não tentei em nenhum minuto. Três palavras: Eu te amo. Sabrina, você não tem noção do quanto que eu te amo. ‘Aquele tempo eu não podia fazer mais por nós, eu estava errado, e você não tem que me perdoar’, como diz a música que nós dois definimos como nossa, mesmo não estando juntos. – eu suspiro pesadamente. Há um silêncio extremamente constrangedor na sala, porém eu não ligo. – Enfim, Sabrina, volta comigo?

– Lucas... – ela está secando as lágrimas de seus olhos, assim como suas tias e primas. Ela olha para todos na sala, estão todos esperando a resposta, principalmente o pai dela. – Eu estaria mentindo para mim mesma se eu dissesse que não! É claro que eu aceito! – Ela sorri e me abraça, então eu me levanto, segurando-a, e giro, beijando-a. Todos estão aplaudindo. Coloco-a de volta no chão e coloco o anel no dedo dela. Ela ainda secando as lágrimas me pergunta – Como você conseguiu comprar as alianças se você não saiu um instante daqui sem mim?

– Como você acha? Eu comprei quando estávamos em São Paulo.

– Eu te amo. – ela diz. – Principalmente depois de uma declaração dessas.

...

***NARRATIVA- SABRINA***

1º de janeiro de 2015, 14h15m.

Estamos, novamente, no Aeroporto de Curitiba com destino à São Paulo. Mais 40 minutos dentro de um avião. Não sei por que eu não gosto, é uma coisa boa. Quando embarcamos no avião, eu me sento ao lado de Lucas, pego o meu notebook, coloco-o no modo avião e vou até a minha pasta de imagens, todas as fotos e vídeos das nossas viagens estão salvas lá. Além de eu ter baixado um filme para assistirmos.

– Você não vai dormir, vai? – eu pergunto para Lucas que deitou sua cabeça em meu ombro.

– Não sei. Você vai?

– Tô sem sono.

– Okay. Já que você não vai dormir, eu fico acordado.

Durante esses 40 minutos, fizemos várias coisas. Tiramos algumas selfies, tanto no celular de Lucas quanto no meu. Conversamos coisas ridículas, vimos os nossos vídeos das viagens, principalmente meus tombos nos nossos passeios. Eu me sinto tão criança perto dele...

...

Estava dormindo quando meu celular começa a piscar, me limito nos movimentos para não acordar Lucas, que está abraçado à mim.

Eu já sei de tudo, fica esperta Sabrina, pois a sua vida vai se tornar um caos.

Ass: Jéssica e Martín

Como assim? A Jéssica e o Martín estavam juntos? Será que ele contou a ela sobre a minha gravidez? Será que eles têm algum envolvimento no fim da minha amizade com Natália? De repente tudo ficou tão escuro, mesmo estando claro. Vou dormir novamente, estou tão segura aqui nos braços de Lucas. Não tenho coragem de preocupá-lo com meus problemas. Não preciso. Talvez ele me ajude, melhor não.

...

– Alô – eu atendi meu telefone ao volante, colocando-o no viva-voz.

– Sabrina?

– Quem tá falando?

– Sabrina, sou eu a Ana. – ela estava soluçando

– O que houve, por quê você está chorando?

– O Felipe, ele foi viajar para os Estados Unidos, e à alguns dias atrás, você sabe, nós ficamos noivos e...

– Fala logo, Ana.

– Eu estou grávida do Felipe. – minha vontade naquela hora era de gritar bem alto. Mas eu tinha de me controlar, mas ela estava com alguém que amava.

– Mas você está chorando de tristeza ou de alegria?

– Claro que é de alegria! Mas, tem como você me buscar aí no Aeroporto? Comprei minhas passagens para aí, para resolvermos algumas coisas.

– Posso sim. Você vem quando?

– Olha, agora são 10h00. Eu saio daqui às 14h00, então, praticamente umas 14h40.

– Okay, eu te busco tá?

– Tá bom, obrigada. Beijos

– Beijos. – e desligo o telefone. Ainda não caiu a ficha! Eu vou ser tia! Peraí! MÃE, MEU FORNINHO CAIU! Só não saio pulando por que estou dirigindo.

Fui prestar o vestibular para a faculdade de direito, sempre sonhei em ser advogada. Até porque sempre diziam que eu tinha cara de advogada, aí me interessei por direito. São 5 anos em média.

...

– Amor, advinha quem passou no vestibular para direito? – eu estava falando com Lucas ao telefone, algumas horas antes de ir ao aeroporto.

– Você passou? Parabéns! Você merece!

– Conseguiu o contrato para aquele filme?

– Consegui, mas eu vou ter que ir para os Estados Unidos. Vai comigo? – Lucas sempre sonhava em ser ator, ele tinha menos vergonha que eu para tudo. Ele havia feito testes para um papel principal de filme que é basicamente a nossa história, em inglês, o nome do filme é The Forbidden Love, traduzindo: O Amor Proibido. O personagem dele se chama Harry, e a atriz que ele vai contracenar, o que ainda não foi divulgado, interpretará Susan.

– Se não tivesse essa coisa toda da faculdade eu iria com você.

– Você ainda não começou, pode fazer sua faculdade lá.

– Melhor não. Aqui eu entendo melhor o que dizem. – ele ri do outro lado da linha. – Promete que vai vir para o Brasil quando te liberarem?

– Prometo. Mas você que tem que vir. Amanhã eu vou aí, okay?

– Okay.

...

– Ana, você se importa de dormirmos hoje aqui na sala?

– Não tem problema. Fica tranquila. E o Lucas? Ele conseguiu o papel do Harry?

– Conseguiu, mas ele vai ter que ficar nos Estados Unidos durante um tempo. Ele vai semana que vem.

– Você deve estar arrasada, né?

– Nem tanto, serão só cinco meses de gravação.

– Ou talvez até mais né?

– Pode ser, mas eu vou visitar ele nas férias a faculdade.

– Espero que dê tudo certo. Que tal assistirmos à esse filme?

– Ótimo. Coloca aí que eu vou fazer a pipoca.

E assim ficamos assistindo ao filme e conversando sobre a vida, a gravidez dela, o casamento, a minha faculdade e ouras coisas.

...

– Vou sentir saudades, amor. – eu disse soluçando e ele secou as lágrimas dos meus olhos. Ele me beijou e me abraçou bem forte. Nunca mais iria querer sair daquele abraço, abraço que me deixava segura do mundo, abraço que apagava as minhas falhas e meus problemas, abraço de amor. O voo dele é chamado e eu não consigo conter as lágrimas. Ele me beija carinhosamente e me diz:

– Também sentirei saudades. Eu te amo.

– Eu te amo mais.

– Eu que amo. Nos vemos nas suas férias. Eu ainda vou te levar para a Disney.

– Tá bom. Vai lá. Te amo. – vejo ele atravessar o portão de embarque e então viro as costas e vou para o carro, secando as lágrimas. Sei que nos veremos em breve, mas eu o amo. E o suficiente para saber que não consigo ficar longe dele.

Notas finais
Gente, por favor, desta vez eu estou suplicando: Comentem, Recomendem, Favoritem, Tenham alguma ação porque, né, é chato você demora dias para fazer um capítulo bom, e quando vê tem somente acessos. Por favor, apareçam. Nicole Mendes :)