Amor Proibido

28 Como nos velhos tempos...


Notas iniciais
Me perdoem pela demora, eu não estava conseguindo terminar o capítulo. Bem, eu quero agradecer a quatro pessoas que me ajudaram muito a conseguir terminar e a escrever, Jonathan (Joont, a tabuada humana), Ana Lídia (estamos mais próximas durante essas últimas semanas e eu estou amando), Dani (minha Natália e potatomente fashion) e Thaina (Mônica♥)! Adoro vocês! Espero que vocês, leitores, gostem desse capítulo e... É isso♥

POV Sabrina

A babá eletrônica soa novamente, Eric sujou a fralda. Que beleza (ironia modo on)!

— Ei, amiguinho, tu precisa ser menos porquinho. — ele dá uma risada como se entendesse o que eu disse. — Meu fedorzinho! — eu digo fazendo cócegas na sua barriga e Luísa continua imóvel. Termino de trocar Eric e o coloco para dormir, logo vou checar a temperatura de Luísa, que está ardendo em febre.

— Lucas! Corre aqui! — eu grito e Lucas corre para o quarto das crianças. — Checa a temperatura da Luísa. — ele checa e se vira para mim.

— É, ela está ardendo em febre.

— Arrume-a para mim, que eu vou pegar a cadeirinha dos dois. — e saio correndo atrás da cadeirinha, porém me esqueço do corte em minha barriga e sinto aquela pontada no pé da barriga. — Ah, merda, merda, merda. Não é nada além do corte! — e continuo atrás da cadeirinha, logo Lucas vem com Luísa nos braços então ele coloca a pequena na cadeirinha como se fosse de porcelana. Ela está mais pálida do que o normal, seus olhos permanecem fechados e milhões de coisas passam na minha cabeça. Vou pegar Eric e coloco-o na cadeirinha dele, então descemos de elevador até a garagem.

Chegando ao hospital, vou levando Luísa para o pronto-atendimento, então o pediatra a atende, logo me mandam esperar. Sento ao lado de Lucas, que tem um embrulho azul nos braços, mais conhecido como Eric Taques Garcia, deito a cabeça em seu ombro e algumas lágrimas escorrem de meus olhos. Eric me olha como que dizendo 'O que está acontecendo, mamãe? A senhora está bem?', então dou um sorriso. Lucas segura minha mão, entrelaçando nossos dedos e diz:

— Vai ficar tudo bem com ela, não vai acontecer nada. É só uma febrinha boba.

— Mas se não ficar tudo bem? Estou com medo de que tenha acontecido algo grave. — eu digo olhando em seus olhos cinzas como uma tempestade, logo depois olho para os olhinhos azuis de Eric, iguais aos meus, porém mais inocentes, sem saber de quantas coisas sofreu quando ainda não existia. Exatos 4 anos de convivência com Lucas e nove meses de casamento, inúmeros pecados e discussões, inúmeros erros e acertos, resultado de tudo: as crianças mais lindas do mundo. A menina com olhos tempestuosos e o menino com olhos das profundezas de todos os oceanos. Meus pensamentos são interrompidos com uma gargalhada gostosa de Eric e Lucas. Pego meu celular naquela madrugada chuvosa e tiro uma foto dos dois. Já tenho uma foto com Luísa, então será um passatempo. Mando uma mensagem para Natália, que está algum lugar do mundo com Pedro, dizendo que estou no hospital com Luísa e que ela está muito mal. O médico chega trazendo algumas notícias, uma delas é que ela está bem, mas terá que ficar em observação durante mais algumas horas. Tem que passar rápido. Preciso.

...

ALGUNS DIAS DEPOIS...

Estava usando o computador, um tempo livre que os bebês deixaram. Lucas está na casa de Nicolas, ajudando com algumas coisas. De repente, vendo algumas coisas normais, me aparece a seguinte notícia.

'ATOR LUCAS GARCIA É VISTO COM A ATRIZ MARIANNE HOLLISTER NO RIO DE JANEIRO, ENQUANTO SABRINA TAQUES ESTÁ EM COMA.' Desço um pouco mais a notícia e vejo uma imagem minha com Lucas, ao lado tem uma foto dele e Marianne em Copacabana. Mas se a notícia é tão antiga, por que me enviaram só agora? Essa noticia tem cinco meses, mas Lucas nem mencionou esse fato. Talvez fosse o medo de me perder, mas eu conheço Lucas e sei que ele nunca faria isso comigo, e que Marianne é uma megera. Enfim, passei a notícia correndo e terminei de ver as minhas coisas da faculdade, estou voltando a ativa. Ou seja, vamos voltar a fazer Direito. Vai complicar um pouco por causa dos gêmeos, mas deixo tudo com Lucas enquanto estudo. Ele entra pela porta e eu desligo o computador, pegando minha bolsa e as chaves do meu carro, abraçando Lucas e saindo, até que ele segura meu braço.

— Aonde você vai? — ele pergunta e eu sorrio.

— Vou assinar alguns papéis da faculdade, vou voltar a ativa.

— Está falando sério?

— Sim, eu vou voltar. Se acontecer alguma coisa, eu ainda vou poder nos sustentar. Ainda mais, eu tenho que tirar os pontos, e aí, eu volto. As mamadeiras estão abastecidas. Te amo muito, muito. — eu dou-lhe um selinho rápido e saio.

...

No carro, fico presa em um congestionamento, típico de São Paulo. Agora com a redução da velocidade nas Marginais, piorou. Mau de metrópole, quase um país de tão movimentado e diversificado, com tantos sotaques, tantos bordões, tantos rostos, tantas personalidades, tantos contrastes, tantas diversidades sociais, tantas ilusões, tantos erros a serem corrigidos. É uma metrópole. Meu celular começa a vibrar.

*Hey gata, você já está aonde?*

*Estou presa em um trânsito da #@#&% na Marginal. Que saco. Nem vou ir no Câmpus, pelo jeito.*

* Que horror. Eu queria te perguntar se você deixaria as crianças com uma babá para nós sairmos hoje à noite? * eu sorrio e respondo

* Tudo bem, deixamos as crianças com a Moni e o Nicolas. O trânsito andou, vou lá. Te amo♡*

...

Saindo do consultório, já sem os pontos, esbarro com alguém familiar, até que digo.

— Fernando! — abraço-o com força.

— Blue Eyes! Como você e Lucas estão?

— Bem.

— E as crianças?

— Estão bem, são lindos!

— Tudo bem, então. Tenho que ir, a gente se fala mais tarde.

E ele sai pelos corredores e eu vou para a porta do hospital. Saio andando por três quarteirões do hospital atrás do carro, mas sinto um mal pressentimento em relação ao momento, então ouço um disparo e Fernando corre, assumindo os disparos que eram para me acertar, então desvio de outro, três disparos, olhando para o atirador, acima de um prédio avisto cabelos loiros como o de Jéssica. Fernando agoniza em meus braços.

— Calma, Fernando. — ele geme ainda mais com a dor da bala. — Vou ligar para a polícia. — pego o meu celular e disco o número. — Vai ficar tudo bem, eu prometo.

— Ah, Sabrina, eu não sei se consigo viver. — ele diz ofegante, e seu sangue encharca minha mão. — Atingiu minha coluna e meu tórax, estou com medo.

— Tu não pode morrer, muito menos fechar os olhos. Por favor! — eu seguro sua mão. — Por favor, promete para mim que vai ficar vivo por mim!

— Não dá para fazer esse tipo de promessa. Ah, Sabrina, se você soubesse o que é não ter legado. A minha vida inteira eu só fiquei com mulheres sendo que uma ainda me esperava, era a Dani, sabia. Quando a coisa começou a fluir, isso acontece. A Dani é tão linda, sabe, eu realmente não dava a mínima para ela, foi quando você saiu por causa do filme e da gravidez. Nós começamos a conversar e eu comecei a gostar dela e... — parou para tossir. — Tenho medo de que, por mais que eu não venha a morrer, venha ficar paraplégico e ela não goste mais de mim.

— Ela vai te amar. Tenho certeza. Mas por que você fez isso por mim? — a ambulância chega e seus olhos ficam cada vez mais enegrecidos, suas pupilas estão se dilatando, até que ele diz.

— Porque eu ainda te amo. — e os médicos vêm correndo para o reanimar e lágrimas caem do meu rosto.

Ouço os médicos gritarem uns para os outros que o coração de Fernando parou, então vou para o carro, que foi atingido na lataria por uma das balas. Entro no carro aos prantos e ligo para Lucas, avisando que eu chegarei mais tarde. Vou para a campina, aonde meus maiores segredos estão guardados. Segredos da temporada que meu pai passou em São Paulo comigo e com Felipe.

Vou para uma das árvores e pego um arco e algumas flechas, desenho meu alvo e atiro o primeiro fora do centro. Tento de novo, no centro. Deito na grama fria e vejo o pôr do sol cheio de prédios. No momento, tento esquecer de tudo o que me cerca. Os bebês, Lucas, faculdade, Curitiba, São Paulo, Fernando e o acidente. Só quero que os ataques de memórias não venham.

...

— Por que você demorou? — Lucas perguntou com Luísa nos braços, ela batendo sua mãozinha na mão de Lucas.

— Encontrei Fernando no hospital, conversamos, e, quando saí, três quarteirões do hospital, aonde meu carro estava, era para eu ter levado o tiro, mas ele levou por mim, ele tem o risco de ficar paraplégico ou morrer. Ele entrou na frente da bala por mim. Lucas, se ele morrer eu vou me sentir a pior pessoa do mundo.

— Calma, ele vai ficar bem. — ele diz colocando Luísa no sofá, e me abraça, então eu começo a chorar em seu ombro. — Pode chorar, eu deixo.

— Lucas, não é justo que ele morra. Por mais que tenha feito tudo o que fez, ele é meu amigo. Ele é especial para mim.

— Vai ficar tudo bem. — ele afaga meus cabelos. — Descansa um pouco, eu cuido das crianças. Você precisa dormir. — ele me pega no colo como se eu fosse um dos gêmeos e me leva para o quarto. Ele me respeita, essa tarde foi muito pesada para mim. — Te acordo antes de sairmos, tudo bem?

— Tudo. — deposita um beijo em minha testa e eu adormeço.

'Estou em um campo de guerra, corpos estão espalhados por todas as partes. Ando mais um pouco e vejo os corpos de todos os meus amigos, Natália, Pedro, Nicolas, Mônica, Fernando e Daniela, os corpos de Felipe e Ana, seguido do corpo pequeno de Elizabeth. Logo depois o corpo estirado de Lucas, as lágrimas que já escorriam no meu rosto ficaram incessantes quando vejo os corpos de Luísa e Eric ao lado do corpo de Steven e meu diário.

Então uma mão com unhas vermelhas bem escuras pousa sobre meu ombro, eu me viro e vejo Jéssica, que tem uma arma na mão.

— Boa noite, doce coração. — e atira em meu peito, me matando.'

— Aaaaaaah! Ah, ah! -eu acordo e Lucas vem correndo, colocando sua mão em meu ombro.

— O que foi? — ele pergunta com uma mão em meu rosto secando minhas lágrimas.

— Sonhei que todos os que eu amava e conhecia tinham morrido, inclusive você e os gêmeos. — soluçava em seu ombro novamente e ele afagava meus cabelos.

— Calma, isso não vai acontecer tá? Fica tranquila. — eu soluço ainda mais e ele me aquietava. — Calma.

Já disse que ele é o meu conselheiro mais confidente? Só tive uma pessoa assim uma vez na vida, no qual eu a considero muito especial até hoje. Foi um professor que eu tive com 12 anos, ele tem o mesmo nome de meu tio, por isso o chamo de Tio Mário até hoje. Mário é meu maior confidente, depois de Lucas, até hoje.

— Promete que nunca vai me trocar pela Marianne? — pergunto me despertando dos pensamentos.

— Que loucura é essa? -ele diz intrigado. — Eu nunca vou te trocar por ninguém. Por mais que esse ninguém seja a pessoa mais desejada do mundo e esteja afim de mim, eu sempre vou estar aqui do seu lado para o que der e vier, somos unidos por algo muito além de uma aliança de ouro, somos unidos pelos gêmeos. Por que você está perguntando isso?

— É que saiu uma notícia sua com a Marianne na época que eu estava no coma, lá no Rio. Estou com medo de nosso casamento acabar.

— Coisa do seu pensamento, princesa. Eu te amo.

Sim, ele me ama. E eu o amo.

...

— As coisas dos gêmeos estão na bolsa, junto com as mamadeiras e as fraldas. — eu digo entregando as bolsas para Mônica. — Acho que deve ser o suficiente para uma noite inteira.

— Não se preocupe, pode ficar tranquila. Os bebês vão ficar bem. Só uma coisa, se divirtam. — ela diz me abraçando e eu me despeço dos pequenos, saindo da casa de Mônica e Nicolas.

Entro no carro, Lucas já está lá dentro. Quando adentro, ele me olha, não não, ele olha meu decote que não é profundo. Ele tira sua mão do volante e vai passando-a pela minha perna, até que diz.

— Estou louco para rasgar esse seu vestido.

— Mas e o jantar? — pergunto provocadora, só no tom da voz mesmo.

— Podemos pular essa parte, e ir direto ao o que interessa.

— Não me produzi à toa. — eu digo sorrindo. — Mas seria um boa pular essa parte.

— No carro mesmo?

— Pode ser... — então ele me beija vorazmente e vai colocando sua mão por debaixo do meu vestido.

— Me sinto como se nós tivéssemos 17 outra vez... — ele diz ofegante e distribuindo chupões pelo meu pescoço. Então abro sua camisa. De repente o joelho dele cai sobre o freio de mão.

— Lucas, o freio! — digo afastando-o de mim.

— Não foi nada! — diz caçando o feixe do meu sutiã.

Então, confiando nele, deixo-o continuar o que ele pretendia fazer. Mas o carro deu uma leve andada e Lucas se desespera.

— Não te disse? — eu digo me segurando no banco e ele liga o carro, indo para um lugar deserto. Então desliga tudo. Percebo o volume a mais na sua calça, e eu me entrego cada vez mais. Então pulamos para o banco traseiro, ele joga meu vestido para o banco da frente, dando acesso ao meu corpo coberto apenas pelas minhas roupas íntimas.

— Vou rasgar esse seu sutiã. — ele diz tentando abrir o mesmo.

— Rasga. — eu digo me entregando ao prazer do momento. Nisso ele rasga meu sutiã, mandando-o para o banco da frente, e dá acesso aos meus seios, agora descobertos. Desço sua calça com meus pés e ele pergunta:

— Você vai tomar as pílulas?

— Não estou em meu período fértil. Agora, não enrola! — então vejo que ele já está se empolgando.

— Eu quero estar dentro de você agora.

— E eu quero você dentro de mim. — eu digo, e é agora que tudo começa.

...

Chegamos em casa, ofegantes, e eu vou colocar uma roupa mais confortável, uma calça jeans, e vou para o piano. Então começo a tocar Pompeii, Lucas se senta ao meu lado. Quando termino de tocar, ele beija minha bochecha, porém o telefone toca. É do hospital, notícias de Fernando. Infelizmente, a bala atingiu mesmo a coluna dele, ele ficou paraplégico. Lágrimas insistem em cair do meu rosto, mas consigo contê-las.

Tudo será questão de superação. Então me deito na cama e Lucas me abraça.

— Que noite... — ele diz passando a mão em meu rosto. E eu digo por fim.

— O Fernando ficou paraplégico. E a culpa é minha...

— Não é culpa sua. Fique tranquila, apenas durma. — e é isso o que faço.

...

Na casa de Mônica, Nicolas e Lucas estão jogando videogame e eu e Mônica estamos conversando sobre vários assuntos, quando ela senta no sofá.

— Sabrina, posso te contar algo? — ela diz pedindo para que eu sente e é isso o que faço.

— Diga.

— Eu estou grávida de Nicolas.