Amor Por Nocaute

1 O começo.


Notas iniciais
Oi! Tive a idéia e resolvi postar, espero que gostem! é comentem.

Os Duartes são uma família grande e bastante calorosa, Karina a filha mais nova de Gael, é uma garota dedicada a seus estudos, e ama treinar Muay Thai na academia de seu pai, ele é considerado um grande mestre em sua região, mais conhecida como bairro do Catete, bem ali no Rio de Janeiro. Bianca, sua irmã mais velha estuda teatro na Ribalta e ajuda na administração nos negócios de seu pai. As duas garotas tem uma boa relação, e apenas em alguns momentos brigam. A caçula e desapegada na questão de manter uma boa aparência, sempre anda com roupas simples, blusas largas, e é muito tachada de bruta pelas pessoas que a conhece. O dia em questão estava sendo normal, com uma grande diferença, Karina se recusava a por as roupas que sua irmã forçava-a vestir, a atriz reclamava do desmazelo da mais nova, queria ver sua mana arrasar quarterões, Ka por sua vez negava e negava. Para ela se vestir como uma Barbie está fora de questão, e sua vontade de socar a cara da irmã dominava uma boa parte de seu interior.

– Bia, que insistência chata, odeio roupas encorpadas e maquiagem. — A loira reclamava tacando todos os objetos da penteadeira de Bianca, ao chão.

– Desse jeito vai continuar encalhada minha irmãzinha. — A irmã chata cruzou os braços acima de seu peito e pestanejou insistindo ainda mais. — só hoje, usa minha roupa pra ir a escola Ka. Te imploro.

Ajoulhe-se como se estivesse prestes a fazer uma promessa aos santos, seu papel foi tão ridículo diante da irmã, que a fez revirar os olhos entediada.

–Me da essa porcaria aqui. — Ka usurpou o tecido e se trancou no banheiro.

Mesmo não gostando de estar como uma princesinha toda engomada, as vezes sentia-se bem parecendo uma garota normal. Já vestida, Bianca dava pulinhos de alegria e apertava as bochechas da menor.

–Sinceramente, só podemos ser adotadas, não somos irmãs de sangue. — Vociferou Karina super irritada. O vestido de malha de algodão lhe dava coceiras e vontade de arrasgar. — se zombarem da minha cara de novo, você me paga.

A morena riu divertida do ódio da lutadora e também nerd.

–Karina! filha, está na hora da escola. — a voz rouca era de seu Pai Gael. Quando viu a filha tão bem vestida, perdeu sua fala e pois a mão na boca. — minha lutadora raivosa está parecendo um anjinho.

– Argh! para com esse grude, vai me decepcionar se acabar pegando as frescurinhas da preferidinha. -falava desta forma, pelo fato de achar seu pai mente a aberta nas coisas que Bianca faz. E limitar tudo oque ela faz. Podia ser uma perseguição a menina, mas no fundo isso e apenas um extinto de um pai super protetor a sua cria.

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No carro, Karina retraia seu corpo preocupada com o primeiro dia de aula, e ansiosa esperando pelo pior, é que em sua escola existe um garoto a perseguindo desde o jardim de infância, e nunca soube o motivo desta atitude. Seu nome é Ricardo Cobreloa, e todos os chamam de Cobra. Considerado o terror por onde passa, o garoto atormenta a menina e nunca a dá paz. Todos os dias ele joga seu material contra o chão e a chama de nerd, desengonçada, e maria-sapatão. Isso a machucava bem lá no fundo, pois nunca entendeu essas ações sem pé e nem cabeça da parte dele.

P.O.V Karina Duarte.

Meu pai parou seu fox em frente a minha escola, e rápidamente desembarquei do carro. Minha respiração pesava bastante, é estava extremamente nervosa em entrar na escola. O visual do lado de fora, mostra um prédio rustico e antigo, as paredes são cinzas com um enorme sino no teto. Antes o local foi uma instituição do governo, a transformando em seguida numa escola de tempo integral.

Subi os degraus o mais depressa possível e andei a minha sala. Faz dois anos mais o menos que não dividia o mesmo ambiente com Cobra, ele repetiu várias vezes, mas mesmo assim se mantinha pronto a todo momento em me fazer se sentir inferior. Já no corredor passei meus olhos curiosos numa lista em uma folha de sulfite, era o nome dos alunos deste ano. Encontrei o meu segundos depois e aproveitei para espiar mais alguns nomes. Achei o de minha colega Fabi e o Cobra. Cobra!

Engasguei com minha própria saliva, o maldito apelido veio a minha cabeça quando olhei seu nome no papel, devia ser muito azar ou castigo de coisas erradas feitas em outra encarnação. Entrei para sala e retirei todas as minhas coisas, caderno, estojo e alguns livros com matérias do bimestre inicial. O sinal tocou avisando a todos os alunos a adentrar suas salas, uma lástima para mim. Na entrada da sala reapareceu o pesadelo do passado, e este sonho ruim contém dois pares de olhos negros.

Notas finais
Não vou postar todo dia ;) sou meio ocupada, mas garanto não passar de um mês, se estiver ruim pode xingar e dizer oque precisa ser melhorado! Beijos e até mais.