Amor Por Nocaute

2 Convivendo com o inimigo.


Notas iniciais
Não sei se produzi um bom capitulo! me digam oque acham, eu acho que sou muito regular, mas deixem suas dicas de escrita. e me desculpem se não sei usar palavras tão complexas.

Os olhos azuis como um imenso mar se arregalaram, não podia ser, o que menos esperava se tornava uma realidade, Ricardo Cobreloa ia dividir a mesma sala. Sem conseguir conter sua tremedeira, Karina sentou na cadeira de assento fofo, e tentou se esconder tapando o rosto com as palmas de suas mãos. A sua vontade, anseava em querer fugir, e não lidar com o velho perseguidor de seu passado assombroso.

“Dois anos, dois prolongados anos. E agora tudo estaria prestes a voltar a o inferno novamente ” Refletiu.

Cobra se desvencilhou de sua mochila rudemente, e sentou-se na cadeira, apoiando as costas de sua mão no queixo. Se preparava em escolher seus alvos do ano. Os preferidos são sempre os nerds, e os mais comportados. Não havia justificativa clara em tamanha crueldade para seus atos, só amava ver seu semelhante por baixo de seus pés.

Em outra carteira na sala, Karina fazia figa com seus dedos indicadores para não ser percebida, o que foi vão. Assim que o professor entrou na sala, o jovem levantou-se da cadeira se dirigindo a lixeira, mascava um chiclete. A menina o observou por um tempo, apesar da personalidade podre, algo nele a chamava atenção, podia ser seu olhar negro, ou o rosto marcante, a cor de sua pele, e até mesmo o cabelo de fios negros, levemente arrepiados. A aspirante a lutar Muay Thai, incomodou-se com seus pensamentos e balançou a cabeça, na tentativa de afastar as alucinações. E piorando ainda mais a situação, a visão penetrante do rapaz se cruzou com o da loira, seu corpo entrou e um estado de paralisia, a garota desengonçada e nerd se encontrava diferente, as vestes que sua irmã a impôs colocar, fizeram-a chamar a atenção de Cobra.

Ao invés de rir e ir pertuba-la, o moreno a secou durante um bom tempo e depois voltou a seu lugar, sem menção nenhuma. Ka ficou surpresa e sentiu seu rosto queimar, com certeza brasas deviam ter sido acesas, após o olhar surpreso por parte dele.

Esquecendo um do outro por um tempo...um velho rabugento começava a chamar a atenção dos alunos, passando a detalhar as regras do ano letivo.

– Meu nome é Rogério, e serei o professor de Biologia esse ano. – o veterano pigarreou com o livro em mãos e voltou sua atenção aos alunos. – bom a proposta desse ano e focarmos muito na questão ecológica, afinal vivemos em época de crise as quais vem... – o silêncio de sua voz apareceu ao ver o bolo de papel que se direcionava bem na sua cara. Alguns alunos riram e Cobra se inclua ao bando.

— Quem foi o palhaço? –sem exitar o professor jogou de volta os papeis enroscados, que acidentalmente atingiram Karina Duarte.

P.O.V Cobra.

Caralho! como odeio estudar, não existe coisa mais chata, por isso prefiro atormentar, ao menos acho alguma diversão rindo dos outros. Taquei a bola envolvida em vários pedaços de folha de caderno, no otário do professor, consigo ser discreto e ninguém iria ver. O vi jogar novamente a bola de papel, ela correu sem rumo, acertando a testa da loira CDF. Conhecia-a muito bem, era Karina, a minha isquinha predileta. Já não parecia mais a mesma, é sim uma boneca toda montada, em modestia a parte, melhorou muito. Antes suas roupas sempre esfoladas e desajeitadas, viravam motivo de piada por onde passava. Isso incluia a mim, sim, a perseguia em busca de prazer e diversão, e a vendo desse jeito me fez querer outro tipo de prazer.

•••

Sabe aquelas malditas redações de começo de bimestre que pedem para escrever sobre suas ferias?

Era o que me quebrava a cabeça, tentava achar palavras não tão agressivas, as quais descrevessem exatamente o fiasco que foi. Mas para isso eu não dava a minima, queria ver o sinal do intervalo soar logo de uma vez e me livrar desse estardalhaço de aula chata. Escolas públicas são tão comuns e sempre as mesmices diárias, e o motivo para me fazer repetir todos os anos. Jamais consegui fazer uma amizade com alguém, também, não sou de dar espaço a essas coisas.

Aproveitei a distração do professor e peguei rumo ao corredor, sem o som ser tocado. O pátio ficava perto, então não foi preciso andar tanto. Alguns colegeais sentavam nas mesas e riam de algum burburinho, ocorrendo no instante da fila de pegar comida.

Karina.

A estranha estava coberta de comida, senti pena, a merenda parecia mais papa para ogro. Estranhamente, me contive em rir de sua cara de derrotada, apenas a observei deixar o patio correndo. Ok, me contive o bastante, agora vou entrar em ação.

— Está bom o rango novinha? – a apelidei carinhosamente. Não dava mais para chama-la de antigos apelidos, estando no vestido de malha que marcava as curvas do seu corpo.

— Não me dirija a palavra mencionando suas insolências. – limpou os braços e o rosto num papel e voltou a me encarar. – um brutamontes como você, devia ir a escola militar mais longe deste país. – comecei a rir sem entender.

– Quantos anos levou para comer as letras do dicionário?

Roupas lançaram-se pros lados, e a garota e maluca de verdade, teve a capacidade de se despir na minha frente. Minha visão aguçou, e minhas pupilas dilataram-se, sem vestias e ainda melhor do que vestida.

– Ao menos ficou gostosa. – espero ter soado a ela como elogio.

– Pro inferno! porco nojento. – sua raiva foi tanta que deixou os materiais decaírem no piso antes de retornar para fora.

É! acho que essa puxou a mim quando se trata de marra.