Amor Por Nocaute

3 Inevitável Presença.


Notas iniciais
Oi, gente obrigado pelas reviwes, e deixar avisado que está fanfic está sendo escrita por duas pessoas, então as vezes vocês iram perceber diferenças na escrita KKK Não sei se ela dara certo, mas enquanto estiver pessoas lindas como vocês, lendo-a, vou continuar a postar.

Karina

Novamente passei vergonha mediante as pessoas, acho que contenho algum tipo de aura maligna me perseguindo á todos os cantos, não só isso enfatiza a situação, Cobra também estará lá para debochar do ridículo, o quão longe pode chegar o seus atos? nem mesma eu saberia classificar adequadamente. No momento eu acabara de usar o chuveiro do banheiro de funcionários, a comida cobrindo o meu corpo fazia exalar um cheiro de carniça ao banheiro todo. Me pergunto se preparam o almoço aos alunos com ratos mortos. Só de imaginar, meu rosto se contrai, fazendo enrugar minha tesa e a amolecer a boca, o semblante é de nojo mesmo. Quando percebi o sinal tocar, logo acelerei no box. Escorreguei de bunda no chão, isso féz-me urrar de desgosto, como posso agir tão desastrada o tempo todo? a faxineira começou a me apontar o cabo da vassoura como ameaça, estava a atrapalhar seu serviço, não contive o riso debochado de sua cara.

Calculando as direções e as pessoas saindo, algo aconteceu, não havia dado nem duas aulas, e todos deixavam o prédio. Corri em passos largos e ligeiros. Tinha de chegar a sala e pegar minha bolsa logo, poderiam trancar tudo com as minhas coisas lá.

— Oi, peguei sua mochila. – a voz masculina surgiu ao meus ouvidos na entrada da porta.

O olhei incrédula, é mesmo real estar agindo como um lorde, ou foi golpeado na cabeça?

— Não precisava e muito obrigado, e tchau. — dei de ombros, levantando o nariz ao alto.

— Espera novinha, aceita uma carona do seu velho amigo aqui? – não sei porque mas juro ter percebido um tom sedutor no desgraçado.

— Desde quando somos amigos meu caro? ao que me consta todos os anos estudados na sua horrível presença foi servido de esparro e diversão da sua parte. E então não me ofereça uma carona com essa cara desprezível e deslavada, não somos amigos e jamais seremos. — seus olhos correram pelo meu corpo. E sua boca remexeu-se inquieta, o vi morder a parte de baixo de seu lábio e vir se aproximando.

Antes de ser quase encurralada na parede, o empurrei contra o chão e sai disparada para saída. Céus, raios, trovões, o que foi isso? ele não ia encostar suas mãos imundas em mim não. Queria ter um poder de sumir parar sempre, sei lá, um lugar sem esse ser nojento. A pressa foi tanta, que as vezes meu corpo vacilava para os lados no meio fio da calçada. O jeito de seu olhar me deixou profundamente sem rumo, mesmo sem admitir, o rapaz de dois anos atrás tornou-se um belo idiota. Lembro como se fosse ontem, da sagrada vez que me defendeu.

“O pré-jardim de infancia e meu pior pesadelo. Crianças conseguem ser mais malignas dos que os próprios adultos. Em um dia quente, corria exasperada com meu pai segurando em minhas mãos, a forma super-protetora dele, fora importante desde a perca de minha mãe no meu parto. Seu nome é Ana, uma sonhadora em ser atriz, e viu-se gravida jovem de mais, dando a luz a minha irmã, e em seguida a mim. Mesmo criança, eu entendia a tamanha responsabilidade que acabara de acarretar Gael, meu herói.

Chegada na entrada, o reflexo de quem eu queria ser no futuro, beijou minha testa com carinho e se foi. Mantinha-me prontamente encolhida, e enrolava o andar, tentando evitar o pior. Dois garotos mais altos do que eu, já chegavam me empurrando ao chão. Engoli o choro o quanto pudi, até ver um

garoto de cabelos pretos, chutar o meio das pernas de cada um. Olhei hipnotizada, estava me defendendo, e porque?

— Isso serve para você não se meter com ela. — Disse gritando ao agressor.

Sai correndo e sem agradecer, minha mente se sentiu confusa, não decifrava o mistério de sua defesa desde então”

Após isso, ele que me passou a persegui durante todo esse tempo, só houve calma, depois da oitava serie. Oque agora é impossível, ele voltou.

Há alguns quarterões de casa, via meu prédio de longe. Agradeci varias vezes antes de chegar na porta.

— Ka! como foi o dia? – Bianca perguntou enquanto degustava seu almoço.

— Terrível. – Bufei jogando meu corpo exausto no sofá. — Se eu tivesse o poder de ficar invisível, ficaria bem feliz.

Os olhos dela oscilaram curiosos, trazendó-a um cenho formado na suas sobrancelhas.

— Pode ir dizendo o que aconteceu Karina.

Não queria falar se quer uma palavra, mas não teria escapatória de seus questionamentos.

— Como começar. Hoje derramei comida no seu vestido; como pode ver não estou mais com ele. Um garoto idiota me assediou duas vezes. Ficamos sem professor e saímos mais cedo. Tudo foi um desastre total. — Reclamei para ela. e a mesma ria de cada palavra.

— Assedio irmanzinha? Hm, vemos que o vestido deu certo. – Brincou se insinuando e movendo a testa pra cima e pra baixo.

Essa garota, devia fazer par com ele, cheia de piadas com duplo sentido.

— Ah! Bianca vê se me erra, não vou dar mole para um babaca.

— Tá bem, não tá mais aqui quem falou. — Ela levantou as mãos em sinal de rendição. — Mas não vou desistir de te convencer do contrario.

Oscilei a boca num riso sem graça, e entrei no quarto a cavaladas. Estava cansada de ouvir as bobagens da minha irmã, todos falam dessa coisa de se apaixonar. Eu não preciso disso, estou ótima sozinha, sem falar na paz interior que reina aqui dentro. Namorar só traz a insegurança, e sempre acaba em traição ou num casamento infeliz, cercado de filhos, aos quais a mãe cria sozinha, depois de se separar do canalha. Sim Karina, você sempre tem razão.

Amante de música como sou, ouvia o aleatório em volume máximo. Optei por passar o player em músicas quaisquer. As vezes acho um som interessante que não ouço muito, e gosto de prestar atenção no que a letra diz.

•••

Na badalada 18hrs30 da noite, fui treinar depois de horas bem dormidas de sono. Como isso me fez perder a tarde, desci para academia a noite. E sempre via Duca, e os outros lutadores. Faz um bom tempo que um aluno novo não entra, não que eu quera que um apareça, e sim penso na renda do meu pai, seria dinheiro a mais, horas. Passei alguns minutos aquecendo. Sou dedicada a estudar, porém meu sonho de verdade é lutar, só tenho um pai que me impede.

– Oi Ka, como foi o primeiro dia de aula? — Duca pareceu curioso, o que me fez estranhar sua atitude.

— Como qualquer outro, e nada produtivo por sinal.

Duca me lançou uma olhada sem graça e foi treinar. As vezes meu exagero no vocabulário, assusta as pessoas.

Ao abaixar o corpo para alcançar meu pé no alongamento, senti um cheiro de colonia barata, e um inebriante cheiro de espuma de barbear. Virei a cabeça curiosa, e logo me dei de conta de quem estava ali.

Cobra.