Amor Por Nocaute
4 Decisão
Notas iniciais
{ Narrador }
A curiosidade crescia incontrolavelmente, o que estaria Cobra fazendo ali? Foi nos devaneios de Karina que as dúvidas percorriam inquietas. E na mesma sintonia, a lutadora via-se completamente fixada nas vestimentas do belo moreno. Usava um óculos escuro bem moderno, e a blusa regata branca, tinha uma malha tão fina, sendo possível exibir o perfeito físico. Seu olhar correu ligeiramente para o outro lado da academia, na tentativa de tirar o foco do seu rival.
A vida parecia debochar da cara da menina, acabara de entrar na mesma sala de Ricardo, e agora em sua cabeça imgina-se na possibilidade do canalha treinar ao seu lado todos os santos dias. Quando deu-se conta da tremenda enrascada, se desvincilhou de suas luvas de box, as jogando grosseiramente contra o piso liso do chão. Estava irredutível em pensar em Cobreloa vir a ser um lutador como ela. Qual seria a do cara? a perseguir daqui em diante? ou isso é predestinado. Não se sabe ao certo, mas no momento seu desespero foi fugir dali, por mais valor e amor existentes no Muay Thai, ela não ficaria ali presenciando o inicio de seu inferno. Então, colocou seus chinelos de dedos e vagou em passos agressivos e rápidos, sua marra pareceu chamar a atenção de um certo rapaz.Logo Cobra distraiu-se ao vê-la passar. Não resistiu e deu uma bela olhada em sua bunda, fazendo-o o morder o lábio inferior de um modo grotesco. No momento ele estará lá, acertando sua matriculá com Gael, e sim ia treinar ao lado de Karina. Vendo a menina se distanciar tão depressa, ficou a apressar seu novo mestre com o recibo de inicio de entrada.
— Obrigado senhor Gael. — Os dois apertaram as mãos e sorriram simpaticamente um para o outro.
Depois de tudo ser acertado, o mesmo correu depressa a saída para alcançar seu foco. Que já chegava na metade do caminho entre sua casa e a academia. Sem resistir aos extintos de galanteador, correu ainda mais, conseguindo alcançar Ka já em frente a porta.
— Viu, vamos treinar juntos? — Provocou tirando os óculos eos colocando na cabeça.
— Não vi, e muito menos quero saber de sua vida mediócre. — O eco soou grave e ensurdecedor. Por estarem um lugar vazio do lado de dentro do local, podia fazer ecoar as suas vozes.
— Quanta marra gatinha. Convenhamos Karina, você melhorou tanto, comparado ao que foi antes. — Não resistiu em lança lhe uma cantada. — Desculpe dizer novamente, mas você esta gos —
— Algum problema aqui? — uma voz também masculina interrompeu a de Cobra.
Na hora em que virou para trás, pode ver um garoto de cabelos bagunçados, com uma estampa de alguma banda de Rock desconhecida por ele. Cobra poderia dar uns bons sopapos no intrometido, mas estava bem em frente ao lugar que logo ia treinar.
— Oi Pedro, nada aconteceu e só um aluno novo da academia. — Karina falou tentando parecer convincente, mas a cada pronuncia de letras, gaguejava.
Pedro intimidou Cobra com uma olhada mortal, e depois Karina o puxou para dentro do Prédio, deixando o novo lutador confuso. O arrastando as escadas, Ramos cantava alguma música animada tentando acalmar a garota estressada pelo ocorrer recente. Já dentro de casa os dois se jogaram no sofá, ambos esperando explicações.
— Karina, fala sério quem era aquele? — Pedro perguntou desconfiado jogando uma almofada na cara de Karina.
Os dois estavam bem juntos, mesmo após o termino do namoro. O guitarrista tem uma banda, a Galera da Ribalta. Depois de receberem uma proposta de um grande empresario em Lonsangeles, o músico teve de largar tudo e ir seguir seus sonhos, incluindo seu namoro com quem ama. Pedro sempre fora apaixonado por sua esquentadinha como mesmo chama ele, e nem sempre isso prevalece. A decepção de ter ouvido de seu namorado sobre uma viagem sem prazo de volta, deixou Karina magoada, fazendo tomar a atitude mais drástica de sua vida: ”acabar tudo”
No instante que os dois amigos brincavam jogando travesseiros um no outro, o guitarrista se enfeitiçou instantâneamente nos olhos azuis. Ka ficou vermelha como um pimentão, e isso fez com que o garoto a segurasse pelos ombros:
— Que isso Pê? — perguntou lhe envergonhada com tamanha proximidade.
— Ka, você sabe que sempre fui apaixonado por ti? — Ela assentiu engolindo a seco. — Porque não nos damos uma segunda chance?
A menina levantou-se, ansiosa e brincando com as pontas de seus dedos, encarando fixamente Pedro. A decisão parecia ser mais difícil do que pensava.
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