Amor Perdido
41 Sayori especial Parte XI
Os três dias passaram bem depressa. Logo de manhã, bem cedo, as servas estavam aterefadas com os preparativos da festa. Iria ser no Salão de baile. As mesas e anuliss, grandes e redondas, foram cobertas com toalhas de tecidos leves e de tons brancos, ligeiramente, mais para os tons de branco pérola e bordados a fio de ouro, pequenos motivos florais. Enfeitadas com arranjos florais, feitos de lírios brancos, rosas vermelhas e folhas verdes. Foram colocadas ao centro das mesas, taças de cristal baixas, onde boiavam pétalas das flores dos arranjos e velas brancas, vermelhas e douradas. O salão foi também decorado com véus das mesmas cores que as velas. Os pratos de louça dourada, com pequenas luas crescentes brancas pintadas, foram adornadas à volta com finas grinaldas de flores, as mesmas que os arranjos. As taças de bebidas eram feitas de cristal delicado, minuciosamentes trabalhadas e as talheres feitos de ouro de alta qualidade.
Na cozinha, as cozinheiras andavam aterefadas. Tinham que preparar os aperitivos e o jantar da festa. Ainda tinham que fazer o almoço do seu senhor e a da sua família. A "cerimónia" daria lugar na parte da tarde e se estendaria pela a noite dentro.
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No fim do almoço, cada membro da família Taisho, retirou-se para os seus aposentos, incluindo o Elian. Mas, Sesshoumaru passou primeiro no salão e na cozinha, verificando caa detalhe, tinha que estar tudo perfeito, cada permenor era importante, já que este dia era da sua menina. Elogiou as servas e o Jaken pelo o bom trabalho e retirou-se para o seu cómodo.
O grande momento por fim chegou. Aos poucos os convidados iam chegando, sendo escoltados por Jaken, até ao Salão. Sayori encontrava-se no seu quarto, juntamente com a sua avó, dando os últimos retoques na sua maquilhagem. Ela pôs um quimono, de estilo vestido, de tecido leve e quente, cizento claro prateado, com várias e discretas folhas bordadas a azul escuro. Satori entrançou os seus cabelos da zona das têmporas em duas tranças, uma de cada lado, que se juntavam na parte de trás da cabeça, enfeitada com uma fita azul escura prateada, que caía sobre os restos dos cabelos. Quando estavam prontas, ouviram alguém bater na porta.
- Entra — disse Satori
Sesshoumaru entrou, segurando uma pequena caixa nas suas mãos. Ele vestiu um traje masculino leve e preto brilhante, onde sobressaía um desenho de linhas altivas e prateadas.
- Vou deixá-los a sós — comentou Satori saindo do quarto
- Pareço uma hime? — perguntou Sayori brincando
- Sem dúvida. Mas ainad falta-te algo — comentou o seu pai, retirando o Colar da Lua e o Anel da Noite
Sesshoumaru colocou o colar no pescoço da sua filha e entregou-lhe o anel.
- Agora sim, estás completa — finalizou o lord com um belo sorriso nos lábios
- Oh! Chichiue estas jóias são lindas. Engrançado, mas tenho a impressão que já as vi em algum lugar?!
- São as jóias da família, com elas tornarás oficialmente a Hime do Reino do Oeste. A última femêa a usa-las foi atua mãe
- A mamã?
- Hai, ela tinha a tua idade quando lhes ofereci
Sayori levantou-se do banco do toucador e abraçou o seu pai
- Arigatou, chichiue
- Agora vamos. Todos já estam lá em baixo à nossa espera
- Hai vamos
Sayori soriu-lhe e os dois sairam do quarto. Os convidados eram todos youkais pederosos, mas nem tanto como o a Família Taisho. Eles conversavam entre si e alguns olhavam para o Inuyasha e a sua família. Os musicos, também youkais, tocavam musicas para entrete-los. As servas, humildemente, bem vestidas andavam pelo o Salão, com travessas cheios de aperitivos e taças com bebidas variadas. Kagome nunca viu tanto youkai pederosos juntos e, ficou receosa mas, ela sabia que não iam ataca-la. Apesar de ser humana e miko era, também a cunhada do lord daquele castelo e reino, por isso, não havia nada a recear. Satori fez sinal para o pequeno youkai sapo. Jaken subiu para o palco e bateu o seu cajado no chão, anunciando a presença do seu mestre e da hime. Todos pararam, automaticamente, o que estavam a fazer e miraram a entrada o grande Salão. Pai e filha, de braços dados, entraram pelo o Salão calmamente, com passos lentos e altivos. Sesshoumaru, parou no meio do Salão e ordenou que servissem o jantar "real".
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No intervalo, do prato principal a da sobremesa, Elian levantou-se da mesa e dirigiu-se para o palco, chamando a atenção e todos, pediugentilmente, para a Sayori vir ter com ele ali. Sayori pediu permissão e levantou-se. Caminhou na direção dele. Chegando lá, Elian carinhosamente agarra na mão esquerda dela e com belo sorriso no rosto, ajoelhou-se deixando a Sayori rubra.
- Sayori, estou aqui perante de todos, para pedir-te em casamento.... — Elian dá uma pausa para retirar uma pequena caixa de veludo vermelha do seu traje — ..... por isso, meu amor, aceitas ser rainha do meu coração e selarmos a nosso união eternamente
Sayori colocou a sua mão direita na boca, tentando tapar a sua reação. Todos estavam silenciosamente à espera.
- Hai eu aceito — disse por fim
Elian sorriu de felecidade e colocou o anel de brilhantes no dedo da sua futura companheira. Os convidados aplaudiram em pé. Elian e a Sayori olharam um para o outro, aproximando bem lentamente para selar o compromisso com um beijo. Mas, quando estavam quase, foram interrompios por alguém a limpar a sua garganta acabando fazer o casal se separarem. Sayori bufou de raiva pois sabia quem tinha sido. Elian olhou para o Lord. Este, encontrava-se ainda em pé e com os braços cruzdos. A sua feiçao facial era sério.
- Espero que respeites e trates bem a minha cria — disse Sesshoumau
- Cl-claro — elian começou a gaguejar e nervoso, não iria ser fáçil ter Sesshoumaru como sogro
- Pelo o teu bem — finalizou a lord
- Chichiue! — a Sayori repreendeu o seu pai e todos cairam na gargalhada
- Bem e que tal comemorar-mos esta maravilhosa noticía com uma tradicional valsa? — comentou a Satori
Elian e a Sayori andaram até ao espaço para a dança e os musicos começaram a tocar. Quando os noivos iam iniciar a valsa, Sesshoumaru, do nada, apareçe a pé deles.
- Gomenasai, mas a primeira dança será comigo e a minha cria. Faço questão disso
- Mas é claro meu lord
Os dois iniciaram a valsa.
- Chichiue tens que parar com esse perseguição ao pbre do Elian
Sesshoumaru revirou os olhos
- Estou a falar a sério
- Está bem, eu vou parar — deu uma pequena gargalhada — Mas é divertido ve-lo com meo de mim
Sayori não resistiu e soltou uma pequena risada. Aos poucos, outros casais iam juntando-se a eles e, Elian aproximou-se dos dois, pedindo a permissão para dançar com a sua noiva. Com contra gosto, o Lord aceitou e saiu dali, vendo-os a dançar com elegância. Satori chegou perto da sua cria.
- É difícil aceitar que eles crescem não é?
- Hai, está a ser complicado. Ela saiu daqui uma cria e voltou uma youkai adulta e agora noiva.
- Vamos dançar?
Sesshoumaru agarrou na mão da sua progenitora e depositou um beijo nela. Tudo parecia tranquilo e repleto de harmonia e felecidade. Os noivos estavam felizes.
- Elian?
- Hai minha aprendiz?
- Até quando vais chamar-me assim?
- Força do hábito — comentou dando risadas
- Vamos sair daqui. Está um pouco abafado
- E aone queres ir meu amor?
- Jardim, lá estaremos mais sossegados.... — sorriu maliciosamente para ele — ... e estaremos livres do meu pai
- Excelente ideia meu anjo — sussurou a seu ouvido
- Assim não vou-me controlar
- Vai indo primeiro, que eu vou buscar um pouco de vinho para nós
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Sayori encontrava-se no jardim, sentada no muro de uma fonte. Uma figura desconhecida aproximou-se dela. A Hime virou-se rápidamente e pôs-se em posição de ataque.
- Quem és?
- Calma Sayori, não vim a procura de uma batalha
- Como sabes o meu nome?
- Como não saberia o nome da filha da minha melhor amiga!
- Conhecias a minha mãe?
- Claro, cresces-mos juntos no vilarejo do teu tio.
- Souka
- Ah! Perdoa-me a minha falta de educação, o meu nome é Kohaku
- Kohaku?! Nunca ouvi falar gomenasai
- É normal pequena, eu e a tua mãe separa-mos quando ela voltou para aqui.
- Bem sê bem vindo a festa Kohaku-sama. Pode juntar-se a nós, creio que o meu tio está lá dentro.
- Por favor só Kohaku. E é melhor não, o teu pai não ia gostar nada
- Nani?
- Digamos que eu fui apaixonado pela a tua mãe na nossa adolescência
- Estou a ver. E o meu pai não gostou nada, não é? Ele é assim, sempre possesivo. Mas, ainda não entendo o queres?
- Bem vim entregar-te isso — entregou para a Sayori um embrulho
Sayori abriu e reparou num livro. Ao longe, Elian assistia preocupado, ele conhecia bem aquele humano.
- Um livro, arigatou gosto muito de ler
- Este livro é especial, O teu pai deitou-o fora mas eu consegui achá-lo e guardar para ti
- O meu pai deitou-o fora, mas porquê? — ela olhava inocentemente para o objecto nas suas mãos
- Incrível!
- O quê?
- Os teus olhos. Pareçes com o teu pai mas, se olhar-mos bem, os teus olhos brilham com a mesma intensidade que os olhos da tua mãe brilhavam. E Sayori, acho que está na hora de saberes toda a verdade
Kohaku prestou uma pequena reverência para hime e saiu dali o mais depressa possível. Sayori olhou novamente para o livro e reparou que na verdade era um diário. Elian aproximou-se da Sayori
- O que ele queria?
- Bem nada demais, só queria dar-me os parabéns pelo o noivado. Porquê? Conheces-o?
- Não nunca o vi — mentiu
- ( ele mentiu porque razão?)
Os dois sairam do jardim, já tinham ausentado por muito tempo e podiam alguém atrás deles. Sayori deu uma desculpa e subiu para o seu quarto. Ela tinha que descobrir a tal verdade que kohaku falava. Ao começar a ler não queria acreditar no que tinha nas suas mãos. Era o diário do seu pai.
- Olha, olha. Nunca pensei que o meu pai tinha um registro da sua infância.
Sayori começou a ler as primeiras páginas e soltou uma gargalhada cristalina. Estas contavam as "malandragens" que o seu pai fazia com o seu amigo Elian. Depois, ela esfolhava as páginas, e abriu na parte do meio.
« Hoje, vai ser um dia muito especial para mim. O meu chichiue, vai-me levar, pela a primeira vez, aos Reinos do Leste. Será um visita oficial, para unir mais o laços de paz entre os reinos. Ainda não sei o nome o youkai ridiculo que controla as suas terras. A única coisa que eu sei que casou-se com a hime do Reino do Sul, expandindo assim mais o seu território, e tem duas filhas. Que devem ser Himes mimadas e chatas»
Sayori continuava a dar gargalhadas imaginando a cara de tédio do seu pai
« Pelo o caminho encontramos, pela a minha surpresa, o meu amigo de infância, Elian. Ele estava a treinar para ser o próximo general a Lady não sei do quantas, no reino a virar a esquina»
Sayori não aguentava mais de tanto rir. O seu pai era hilário, completamente diferente de que era hoje.
« Finalmennte, chegamos ao Reino do Leste e, logo vi o lord Shiryu. Ele vangoliava o meu pai. Parecia submisso, temia o meu progenitor por ser o mais pedoroso de todos youkais. O Grande Cão Branco do Oeste. Era assim que ele era conhecido. Na entrada vi a sua femêa muito bela, por sinal e ao pé dela sua filha caçula de nome Sara. Esta não tirava os olhos de mim e eu só pensava irritante e mimada. Definitivamente dispenso. Até que os meus olhos encontra a herdeira daquelas terras. Lucy. Porque tinham o nome exótico? Não faço a minima ideia e nem quero saber. O que eu quero de verdade era aquela femêa. Nunca vi uma femêa como ela, linda e com um porte altivo. Pensei para mim mesmo que daria uma bela nova Senhora sim, mas das minhas terras.»
Sayori ficou irritada, mas logo percebeu que estava a ser infantil. Naquela epoca o seu pai só tinha 150 anos. A sua mãe ainda não havido nascido. Sayori continuou a ler.
« Eu e a Lucy ficamos muitos amigos. Já estava quase à duas semanas e passeava-mos imenso. Só havia um problema, a mimada da Sara ia sempre junto. Ficava colada a mim como carrapato. Os nossos pais olhavam para nós e cochichavam entre si, para que ninguém ouvisse. Ma pela a expressão de contentamento do meu pai, eu vi logo o que se passava. Já estavam a pensar no casório e eu não me importava, logo ela seria a minha femêa.»
Sayori ouviu alguém bater na porta e escondeu o livro debaixo da sua almofada. Pelo o cheiro era o seu pai
- Entra chichiue
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