Amor Perdido

38 Sayori especial Parte VIII


Era um dia de sol e brumas. Desde manhã cedo que estava quente, muito quente mesmo, sem dúvida mais do que era habitual no Reino do Oeste. Um dia de sol, apresentava algumas possibilidades que um dia de chuva não podia. Um deles era nadar num lugar de água muito frias, vestida apenas com um quimono comprido e muito leve.

Ela e Inutaisho saíram do shiro quase depois do pequeno almoço. Inutaisho vestira umas calças e uma "túnica" muito leve, cinzento claro e extramamente simples, mas calçara umas botas de cano alto. Sayori usava um quimono branco com um decote à volta do qual estavam pequenas flores e minúsculos folhas bordadas a verde claro, tinha umas sandálias verde claro confortáveis e elegantes. Levaram com eles duas túnicas longas que lhes davam pela altura dos joelhos e duas toalhas.

Subiram a montanha até à gruta, e desceram as escadas irregulares. Os primos tiveram as suas vestes e vestiram as túnicas, de costas voltadas um para o outro. Depois descalçaram-se, e ele despiu a calça e entraram na água sempre muito fria da lagoa.

Durante um bom bocado ivertiram-se a nadar na zona mais alta. Quando se cansaram da brincadeira, praticaram verdadeira natação, nadando de um lado para o outro da lagoa, tentando ultrapassarem-se, até que ficaram ambos exaustos e saíram da água. Inutaisho estendeu-se no chão de pedra, com os braços cruzados atrás da cabeça, e fechou os olhos. Sayori sentou-se ao seu lado a observá-lo.

- O que foi, pequenina? — perguntou ele, abrindo os olhos

- Estás diferente — respondeu Sayori

- Também tu, pequenina. Estás tão diferente que, às vezes, me assustas. Por vezes, até parece que já nem és mais a minha pequenina.

- Eu sou a mesma, Inu. Serei sempre a tua pequenina mesmo quando tiver mais de mil anos.

Inutaisho ficou sério e desviou seu olhar do ela para o tecto da gruta.

- Quando tu tiveres mais de mil anos, eu já não estarei aqui — disse por fim

- Ninguém vê o fim do caminho que percorre — respondeu-lhe Sayori

- Eu sei.

Ele levantou-se rapidamente, vestiu as aclças, tirou atúnica molhada e vestiu o resto da roupa seca.

- Vamos voltar para o shiro e, buscar as espadas — disse simplesmente — Está na hora do nosso treino

Sayori viu o seu primo retirar-se para a entrada da gruta, esperando-a. Ela também levantou-se e trocou de roupa.

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Mais uns dias se passaram e faltava uma semana para ela completar dezoito anos.

- ( mais um ano) — pensou triste

Sayori estava no quarto sentada na arca, acabara de ler mais um livro. Cansada, inclinou a cabeça para trás, apoiando-a na parede e fechou os olhos.

- Sayori... — disse uma voz, que não dava para distinguir se era femenina ou masculina — ... Sayori, vem até mim — ela abriu os olhos e saiu

Atrevessou o corredor e parou em frente á porta que abria para as escadas de aceso ao longo túnel, que dava para o interior da montanha. Abriu-a, desceu as escadas e percorreu o túnel húmido. Ainda era cedo, e todas as plantas estavam cobertas por minúsculas gotas de orvalho que brilhavam tão intensamente quanto o mais perfeito dos diamantes. E só então se virou para a Árvore Branca. O seu espanto foi enorme.

Os ramos lisos e brancos, cobertos de pontos de luz, estavam repletos de frutos com a forma e maçãs. No entanto, estas maçãs não eram vermelhas, amarelas ou verdes. De facto, era difícil defenir a sua cor. Sayori aproximou-se da árvore e colheu uma. O fruto era suave e liso, e o seu toque igual ao da água. Mizuki dissera que o fruto só nascia quando achava que devia.

Sayori encostou a sua mão direita ao tronco e, com a outra mão, colheu outra das maçãs. A árvore não se manisfestou, mas do outro lado um dos frutos caiu suavemente na erva macia. E então, caiu outra maçã, e mais uma, e outra, e outra ainda, até que os ramos da Árvore Branca ficarem novamente e nús. Nesse momento, Elian apareceu com um cesto nas mãos.

- Pareçe que finalmente vais voltar para casa — disse suavemente mas triste

- Elian... — Sayori deixou cair uma lágrima.

Ela sabia que tinha chegado a hora de se separarem. Apesar de terem demonstrado o amor que sentiam um pelo o outro, Elian era general da Hanon e, por isso, não podia abandonar o seu posto assim, sem mais nem menos.

- Toma, põe aqui as maçãs — entregou-lhe o cesto

- Como sabias?

- Ontém passei por aqui durante uma ronda minha e, vi uma pequena maçã a brilhar — retirou uma maçã prateada do seu traje e entregou-lhe — Esta é diferente. Ela contém lá dentro uma semente e uma larva da lua. Quando chegares ao reino do teu pai, deves planta-la na noite de Lua Nova e regá-la com o líquido e uma destas maçãs. Assim, nascerá uma nova Árvore Branca e poderás fazer todas as cerimónias lá.

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No dia a seguir, Sayori através da Visão, avisou o seu pai que ia regressar para casa e só ficaria ali mais um dia. Hanon mandou preparar um almoço de despedida. Inutaisho encontrava-se no seu quarto arrumar as suas coisas. Sayori também estava arrumar, com a ajuda de uma serva, quando Elian entrou.

- Podemos falar um pouco? perguntou ele

- Hai — respondeu e Sayori virou-separa a serva — Podes deixar-nos a sós?

- Claro Lay Sayori. Quando precisar de mim é só chamar — e assim a serva saiu

- Hanon mandou preparar um almoço de despedida — disse Elian

- Eu sei e agradeço a todos o carinho e a paciência que tiveram comigo — Sayori sorriu — Principalmente tu Elian!

Elian sorriu de volta e abraçou-a por trás

- É verdade. Não foste nada fácil de lidar no início. Mas a tua personalidade teve a quem sair, não é? Deves estar ansiosa por voltares

- Hai, um pouco. Já passaram seis anos. Mas... — sayori hesitou um pouco

- Mas?

- Eu confesso que também etou triste — Sayori afastou-se um pouco dos braços de Elian

- E porquê, minha aprendiz?

- Porquê, Elian? Como podes perguntar isso? — Sayori ficou chateada

- Não vejo a onde queres chegar!

- E nós, Elian? Como ficamos? — começou a chorar

- Souka — voltou abraçá-la depositando um beijo calmo na testa — Nós vamos continuar o que somos. Um casal.

Sayori olhou para ele sem perceber nada.

- O almoço não é só para ti e para o teu primo

- Nani? — cada vez a Sayori não percebia nada

- Também é para mim. Eu vou contigo e ficaremos juntos para sempre. Vou pedir a tua mão em casamento ao teu pai. — ele viu a Sayori levantar uma sobrancelha — Claro que não vamos casar logo, ainda és muito nova e eu quero que aproveites a vida mais um pouco. Vamos ser noivos e namorar bastante e cortejar um ao outro, para nos conhecer melhor — isse num tom bem suave e sexy

- Mas e o teu posto como general?

- Não te preocupes com isso, está bem? Já falei com a Hanon e ela percebeu tudo

O casal aproximaram os seus lábios.

- Por ti vou até ao fim do mundo. Aishiteru

- Aishiterumo, Elian — Sayori deixou cair uma lágrima de felecidade. Beijaram-se calmamente selando assim o principio do romance entre os dois

Elian não sabia como seria o futuro dali em frente mas, sabia que tinha feito a escolha certa. Era a Sayori que, ele queria para ser a sua companheira e mãe das suas crias.