Amor Perdido
31 Sayori especial Parte I
Notas iniciais
O Daiyoukai, senhor das Terras do Reino Oeste, regressava para o seu castelo depois de se ausentar dois longos meses, ao passar pelos portões, todos os seus sentidos apurados " apontavam" para um único lugar, para seu jardim para ser exacto, lá encontrou a sua cria, que agora se encontrava com seis anos, ela brincava com outras crias da mesma idade, filhos de servas, sobre o olhar atento do seu primo Inutaisho, agora com doze anos, e da serva Yuka. O lord não aprovava ver a sua filha brincar com filhos de serviçais, mas ela não tinha mais ninguem com quem brincar e o seu primo treinava muito e, por isso, não tinha tempo para estar com a Sayori, o seu pai apesar não gostar não se oponha, a sua filha tinha direito de brincar, de ser criança, ele não queria que ela crescesse infeliz e sozinha, como ele cresceu sem amor dos pais ou sem ninguem para brincar e fazer companhia. Ele encontrava-se longe mas conseguia ver e sentir a alegria da pequenina, esta por sua vez sentiu a presença do seu pai, era muito esperta e forte, para não falar da sua personalidade que fazia juz ao sobrenome que carregava. Sim, ela todos os dias demonstrava ser filha do grande Senhor do Oeste, mas por outro lado era também arisca, adorava a natureza, sempre alegre e sorridente, caracteristicas da sua falecidade mãe.
- Chichiue? — a menina correu na direção dele
- Sayori — o seu pai abaixou-se estendendo os seus braços esperando o carinho da sua filha — Minha cria, que saudades — levantou-se já com ela no seu colo.
- Como foi o seu dia?
- Foi bom meu amor, agora vai ter com aYuka, tens que banhar antes do almoço — colocou-a no chão fazendo sinal para a serva levar a sua cri para banhar-se
- Hai chichiue — e saiu dali pulando de alegria
- Inutaisho, depois do almoço quero treinar contigo. Quero ver a tua evolução
- Hai tio
- Agora vamos
Os dois partiram para dentro do castelo, Sesshoumaru dirigiu-se para o seu quarto, precisava de um banho para relaxar. No final do seu banho, o lord desceu para almoçar acompanhado pela a sua filha. Na entrada encontrava-se uma visita inesperada.
- Tia Ling! — Sayori gritava quando corria para abraçar-la
- Por Kami, como cresces-te? — depesitou um beijo no rosto branco da quela criança
Sesshoumaru convidou-a para almoçar enquanto as servas levaram os seus pertences para um comódo.
- Quanto tempo vais ficar tia?
- Só uns dias minha pequena. Vim apenas para te ver.
O restante da hora do almoço foi feita em silêncio típico. Ling levou a Sayori para o seu quarto para dar os presentes que trouxera para a sua "sobrinha", enquanto isso, Sesshoumaru foi treinar com o seu sobrinho. O treino durou a tarde toda. A noite caíra e todos foram jantar.
- Chichiue, depois do jantar o senhor lê uma história para mim?
- Não posso minha pequena, vou sair depois do jantar.
- Mas chichiue, o senhor passou a tarde toda com o Inu e acabou de chegar, já vai sair de novo — estava decepcionada
- SAYORI — disse irritado — Desde quando dou sastifação de onde eu vou ou o que faço para a senhorita?
- Gomenasai chichiue — a menina ficou triste
- Por hoje passa mas, que não se volte a repetir essa ousadia — afirmou autoritário
- Sesshy, não sejas tão duro para com a tua filha — pediu a Ling
- ( chichiue vai sair para se encontrar com alguma youkai, eu sei, posso ser pequena mas não sou burra. Não quero que o meu chichiue se case de novo, não quero que ninguem tome o lugar da minha hahaue ) — pensou a Sayori
Ela não aguentou o choro quando pensou nessa possibilidade e saiu dali rapidamente. A Ling ficou assustada com o pensamento da pequena hime.
- SAYORI, VOLTA AQUI — gritou o seu pai irritado com a falta de educação da sua cria
- Ile Sesshoumaru, preciso falar contigo a sós. Meu pequeno vai atrás da tua prima
- Hai Ling-sama. Tio posso levantar-me?
- Hai podes
O Inutaisho saiu atrás da sua prima deixando para trás os dois adultos.
- Sesshoumaru quero que me respondas a um coisa, tens trazido youkais femêas para aqui?
- Nani?! Mas o que raio vem a ser isto?
- Responde primeiro e, eu quero a verdade. Depois eu explico o motivo da minha pergunta.
- É claro que não. Nunca passou pala a minha cabeça trazer femêas para debaixo do mesmo tecto onde a minha cria vive.
- Mas tens procurado femêas para te sastifazeres?
- Mas que...
- Ai caramba, reponde logo
- Nai. Depois que a Rin morreu perdi o interesse. Adimito que procurei algumas mas, na hora H, perco a vontade e vou-me embora. Sastisfeita, agora diz-me o porquê deste inquérito?
- Eu li o pensamento da tua filha antes de ela se retirar a chorar. Ela tem medo que outra youkai assuma o lugar da Rin. Ela pensa que sais à procura de amantes.
- Nani?! — o lord ficou perplexo jamais pensou que a sua filha tivesse essa ideia, só tinha seis anos afinal
- Eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas toma cuidado. Ela ainda é pequena e eu sei que tens todo o direito de refazeres a tua vida. Mas não afaste a tua cria de ti, ela é unica lembrança que a tua Rin deixou-te.
- Este reino já teve a sua senhora, não haverá outra para tomar o seu lugar. Eu vou sair porque encomendei uma coisa para a Sayori e queria dar para ela amanhã de manhã. Era para eu ter ido buscar à tarde mas acabei perdendo a hora com o meu sobrinho. E jamais afastarei o meu pequeno tesouro de mim.
- Por falar nisso, ele não morre de saudades dos pais?
- Hai, mas eu divido os seus treinos. Passa uma semana lá e duas aqui para treinar. No fim de semana que divide as duas semanas eles vêm sempre aqui
- Souka
Os dois se retiraram por fim. Antes do lord sair para buscar a sua encomenda decidiu verificar como estava a sua cria. Agora ele entendia as atitudes dela e não podia censurá-la por isso. O seu sobrinho já não se encontrava ali, havia se retirado para o seu quarto para descançar. Sesshoumaru não entrou mas percebeu que ela estava a dormir e sentiu o cheiro de lágrimas. O youkai levou a noite toda e só regressou pela manhã cedo. Ele subiu as escadas e ordenou para o Jaken que prepará-se um banho e deu instruções para que as cozinheiras organizarem um belo piquenique para ele e para a Sayori entre outras coisas. Quando ele se preparava para o pequeno almoço, a hime acordava e logo sentiu o cheiro do seu pai, ficou aflita que levasse algum castigo por ontem. O seu pai entrou noquarto dela e sorriu quando viu escondida debaixo dos lençois fingindo dormir. Devagar aproximou-se e com um movimento rápido retirou o lençol de cima dela. Ela continuava a fingir que ormia. Sentou-se na cama sorrindoe, num abrir e fechar de olhos, começou a fazer cócegas na sua cria.
- Acorda, eu sei que não estás a ormir minha marota
- Ahahahahah chichiue... ahahah pa-pare onegai
O youkai parou a "tortura" na pequena
- Vá levanta-te e vem tomar para tomar o desjejum
- Hai e chichiue?
- Diz? — levantou-se da cama
- O senhor não está zangado comigo? — no fim desta palavras engoliu em seco
- Ile — voltou-se a sentar chamando-a para o seu colo — Eu compreendo que nos últimos meses tenho ausentado muito e gomenasai por isso. Mas eu ashiteru e muito minha cria. E prometo mudar esata situação, apartir de hoje passaremos mais tempo juntos.
- A sério? — perguntou feliz
- Sério — deu-lhe um beijo na testa e saiu
No fim da manhã o youkai chamou a sua cria para o seguir
- Vamos quero mostra-te uma coisa. Eu saí à noite de preposito para buscar para ti.
- Era este motivo que não podia estar um pouco comigo e ler-me um história?
- Hai querias que fosse o quê? — ele lembrou se do que a Ling disse e queria ver a reação da sua cria
- Nada eu acho — murmurou para si mas o seu pai ouviu na mesma
Ao chegarem na entrada do castelo, a Sayori deparou-se com o A-run, no seu dorso além da sela havia uma bolsa dupla que pendiam uma cada lado no animal. A Sayori olhou para o seu pai triste, ele tinha prometido que iria passar mais tempo com ela.
- O senhor vai sair?
- Mais ou menos. NA verdade vamos os dois fazer um piquenique.
Sayori montou no dragão feliz.
- Não achas que já está na hora de teres a tua propria montaria? — o youkai sorriu e virou-se — Jaken?
O pequeno youkai apareceu segurando um animal pelas rédeas. Era uma bela égua youkai de pelagem branca e de olhos dourados em fenda. A sua sela e rédeas eram de tons douraos e vermelhos.
- É para mim? — perguntou radiante
- Hai, é uma égua youkai, apesar se ser nova é bastante dócil.
- Kawaii, arigatoo chichiue — abraçou o seu pai depois de uma reverência
- tens que escolher um nome para ela
- Hum... já sei! Tsuki
- Isso significa Lua
- Eu sei cichiue, ela é da cor da Lua, o que é o nosso símbolo por isso vai ser Tsuki
- Está bem, agora monta.
A pequenina desmonstrou ao seu progenitor, a sua habilidade como cavaleira e partiram na direção ao lago. O mesmo que há seis anos atrás declarou-se e pediu a mão da sua Rin. Passaram uma tarde maravilhosa, a primeira de muitas, era só um momento partilhado por pai e filha e, assim se passou mais sete anos
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