Amor Perdido
6 Declaração de amor
Sesshoumaru e a Rin seguiram a sua viagem calmamente. Ele agarrava-a na sua cintura com uma das mãos e com a outra segurava as rédeas, sentia que a Rin ainda tremia com os acontecimentos à pouco passados e puxou-a para perto dele. A Rin corou-se mas ao mesmo tempo achava bom sentir aquele braço forte e o seu peito defenido. Ela suspirou e ele percebeu.
- Passa-se alguma coisa Rin?
- Na...nada, só estou um pouco cansada, é só — ela tentava disfarçar
- A-run vamos pousar ao pé daquele lago.
A-run começava a perder altitude, aterrando suavemente. Sesshoumaru desceu e ajudou-a a descer.
- (como um verdadeiro príncipe) pensava a rin encantada
Sesshoumaru foi buscar algo para ela comer, enquanto a Rin foi ao lago para se refrescar. Ela abriu a sua bolsa de viagem e retirou uma fita para prender os seus cabelos, molhou a cara e passou um pouco de água no seu peito. O youkai apareceu e ao deparar-se com a imagem doce da sua fêmea tossiu para disfarçar.
Rin compôs o seu quimono e foi ter com o seu lord.
- Posso sentar-me ao seu lado Sesshoumaru-sama?
- Hai, podes. Trouxe-te algumas frutas, já deves estar com fome.
- Hai um pouco
- Aqui tens, come logo que eu ainda quero chegar hoje ao castelo.
Ela soltou os seus cabelos, uma madeixa caiu sobre a mão dele que acaraciou
- (o cabelo dela pareçe-se com o toque suave das asas de uma delicada borboleta) pensava com os olhos fechados.
- Sesshoumaru-sama, está sentindo bem?
Ele nada respondeu continua viajando em seus pensamentos. Rin lentamente aproximou-se dele e beijou-o, este beijo começou a ser correspondido por ele mas o youkai ao perceber que não se passava de uma ilusão mas sim uma realidade parou.
- Rin, não voltes a fazer isso — disse irritado
- Onegai perdoa-me meu senhor — disse a Rin que se levantou e correu longe dali
Sesshoumaru não a segiu também precisava de por as suas ideias no lugar.
- Eu não posso fazer a mesma asneira que o meu pai fez. Apesar que aquela boca delicadda saber melhor que o mel, não posso — pensava alto — É melhor procurar a Rin
Rin sentou-se ao pé de um carvalho e colocou as suas mãos no rosto
- Por kami, o que eu fui fazer? Porquê que eu beijei-o, agora deve estar pensando que ainda sou infantil. Eu sou mesmo uma baka por pensar que ele um dia vai olhar para mim.
Sesshoumaru sentou-se ao pé dela, cuidadosamente segurou o seu rosto, limpando as suas lágrimas e deu-lhe um beijo numa das bochechas.
- Não chores mais, já passou e eu não estou zangado — falava com uma voz calma e doce, a Rin afirmou só movendo a cabeça.
- Fala-me, já tens alguém dono do teu coração?
- Mas porquê? — olhou para aqueles olhos dourados
- Hum! por nada, curiosidade acho eu.
- Hai, o meu coração há muito tempo que tem dono, mas ele nunca vai-me aceitar por ser diferente.
- Eu por acaso conheço?
- Hai, é o baka que eu beijei agora — falou com uma voz irritada
Rin levantou-se e sesshoumaru num movimento rápido a garrou-a nos braços puxando-a para perto de si.
- Rin, agora escuta minha flor, eu amo-te com todo o meu ser. Tu és a minha alma, o meu corpo e a minha razão de viver. Mas, eu não posso ficar contigo e eu sei que estas palavras são como punhais afiados. Acredita que dói mais em mim do que a ti.
Ela ficou algum tempo a olha-lo nos olhos, naqueles olhos de um dourado brilhante e profundos. Ele fechou os olhos e....
- Peço não me deixes por ser baka, onegai — suplicou à sua amada
Sesshoumaru fixou os seus olhos nos da Rin, ela deixou que as lágrimas corressem pela sua cara. Sentia-se uma criancinha. Ele apanhou uma das suas lágrimas e levou-a aos lábios. Depois beijou-a. Rin estendeu a mão para o rosto dele, os dedos tensos a serem percorridos por um pequeno formigueiro de ansiedade, como se tivessem uma vontade própria: tocar a face lisa e branca do Sesshoumaru, a sua respiração parou, todo ela esperava, ansiava por aquele beijo, os seus sentidos estavam despertos para captarem o mais ínfimo dos pormenores daquele doce e querido beijo. Então pararam mas ele ainda inclinou a cabeça e roçou o seu nariz no dela.
- Temos que ir Rin — falou acompanando as suas palavras com um selinho e uma mordida leve no lábio inferior dela
- Não, agora não — pediu ela
- Tem que ser — sorriu para a sua hime
- Onegai — voltou a pedir — Só mais um bocadinho!
- Não
Fora um "não" doce, sem qualquer rigidez, mas Rin sabia que era definitivo e por isso sentou-se no A-run juntamente com Sesshoumaru. Ele apertou a Rin no seu braço, aconchegou contra o seu peito e sentiu o seu coração a bater ligeiramente acelerado devido ao beijo longo e apaixonado.
Fale com o autor