Amor Perdido
7 O castelo do Reino do Oeste
Viajaram silenciosamente por mais uma hora e chegaram as terras do reino, Rin observou o enorme castelo, as suas paredes eram de pedras branca, mas trabalhada em suaves relevos e imponentes arcadas entrelaçadas.
Eles foram recebidos por Jaken e entraram subindo uma pequena escada de pedra. Chegaram a uma espécie de hall onde desembocavam duas escadas, uma de cada lado, e que terminava em duas grandes portas de anuliss. A Rin olhava admirada para aquele lugar.
Subiram essas escadas e Sesshoumaru abriu uma das portas. Era uma grande sala de jantar com três grandes mesas de anuliss que formavam um "U", voltadas para uma quarta mesa, grande e de anuliss também.
Todas as mesas tinham delicadas cadeiras de costas baixas, feitas da madeira azul-escura. Contudo, a quarta mesa possuía, exactamente no meio, uma cadeira, feita da mesma madeira, mas de costas altas e imponentes onde tinham sido esculpidas uma lua de quarto crescente rodeada por três estrelas. Era a cadeira do senhor do Oeste.
Do lado direito havia uma porta que tinha ligação para o exterior e do seu lado esquerdo outra porta mas ligava a um salão de "baile".
- Sesshoumaru-sama, eu nunca tinha visto madeira com esta cor?
- Chama-se anuliss, esta madeira veio do reino da minha mãe. São árvores youkais por isso é raro um humano ver.
Subiram uma escada até ao último andar e caminharam através do corredor silencioso. Este andar era um pouco diferente. Os fogos não ardiam em pratos, mas dentro de altas colunas de vitrais em tons de verde e azul e havia ali um grande zona com janelas e uma série de portas fechadas. Dirigiram-se a última porta.
O quarto de Sesshoumaru era amplo, luminoso, apesar da frieza das pedras e tudo em tons de azul. A cama larga e espaçosa de anuliss. Esta tinha uma colcha branca bordada, com ramos finos carregadas de pequeníssimas folhas, a fio azul claro. Aos pés da cama havia uma arca e, ao lado da cama, um armário, ambos feitos da mesma madeira trabalhada em suaves desenhos e com incrustações de vidro azul muito claro. Na parede do lado direito estava um toucador de pernas altas, esculpidas como se fossem troncos de árvores cujos ramos se estendiam pelo o tampo até à parede, onde emolduravam um espelho em forma de arco. Uma lareira, naquele dia apagada e ladeada por duas colunas de vitrais onde ardiam fogos, dividia o quarto. Voltada para uma a janela aberta havia uma mesa de trabalho, com delicadas gavetas, onde repousavam algumas folhas de papel e um tinteiro com uma bonita pena branca. E no outro canto perto da janela estava um espelho alto e estreito.
Sesshoumaru percorreu o quarto, com passos silenciosos, até ao toucador. Abriu uma caixa, tirou qualquer coisa de lá de dentro e fez sinal a Rin para que se aproximasse.
Nas mãos do youkai estava um delicado colar de ouro branco com três discretas estrelas de diamantes centradas e uma lua em quarto crescente, de topázio azul-claro, que pendia da estrela central por um finíssimo e forte fio.
- Este é o colar da Lua — disse o youkai e pousou o colar em cima do toucador e esticou a sua mão para que a Rin pudesse ver um anel, igualmente de ouro branco, onde brilhava uma bonita turmalina azul — O anel da Noite!
Fez sinal a Rin para que se sentasse no banquinho do toucador.
- O colar da Lua e o anel da Noite são para ti. Com eles tornaras oficialmente a princesa das terras do reino e todos os youkais e servos devem-te respeitar.
- Oh é lindo, arigatou meu lord — a Rin colocou o anel e ele lhe colocou o colar.
Ela virou-se para o espelho do toucador para ver como ficava e ele baixou-se colocando os seus lábios ao pé dos ouvidos da Rin.
- Terás agir de forma altiva e soberana, não deves deixar que te humilhem só por seres humana — sussurrava
- Hai — respondeu baixinho virando os seus lábios para com os dele e dando um beijo calmo, quente e molhado.
- Ai Rin o que eu faço contigo, não tens emenda — disse chupando o seu próprio lábio a procura do doce mel da boca dela.
- Agora vem, vou levar-te para o teu quarto.
A rin sorriu ela sabendo por detrás daquele ar frio ele não resistia aos seus beijos.
Sairam do quarto e ele abriu uma porta ao lado.
- É aqui — apontou para dentro
O quarto da Rin era uma das maiores divisões e uma dos poucos que tinha vitrais entre as arcadas, excepto na zona da entrada. Estava decorado com mobília feita a partir da anuliss. O armário, o toucador e a cadeira de costas altas eram trabalhadas no mesmo estilo e linhas ore rectas ora curvas das arcadas, assim como a cama de casal. Era parcialmente coberta por um dossel alto feito de um tecido leve e azul-escuro, salpicado por mínusculos pontos prateados a imitarem estrelas, e na sua colcha, igualmente azul-escuro, tinha sido bordados borboletas a ouro branco.
- Agora descança, minha linda — falou dando um beijo quente.
Depois de uma visita rápida Sesshoumaru deixa a Rin sozinha no seu quarto para que ela pudesse descançar. Rin não estava cansada, mas ainda assim, deixou-se cair em cima da cama e fechou os olhos, deixando-se transportar para aquele lugar onde nem o sonho começou, nem a realidade terminou.
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