Amor Perdido

30 Adeus parte III ( milagre e vingança)


Sesshoumaru caminhou lentamente até a uma cachoeira. Quando lá chegou, curvou-se e percorreu a água fria e escorregadia com os seus longos dedos. O contacto era bom e ele deixou-se deslizar, lentamente, para dentro, até que ficou totalmente coberto por ela. Ali sentia bem, estava de alguma forma protegido.

- Isso meu filho, acalma-te — ouviu uma voz estranha mas ao mesmo tempo familiar

- Chichiue?

- Hai, deixa-me afundar as tuas mágoas. Deixa que a tua tristeza flua para dentro destas águas e nelas se desvaneça. Aqui nada te fará mal. Nãotemas, estás seguro.

- Mas gostava que ela estivesse aqui

Sentiu uma ligeira agitação nas águas, como se o seu pai, tivesse soltado um pequeno suspiro de desapontamento.

- Quando o vento te afastar os cabelos da cara serão as mãos dela que o fazem e quando nadares num rio serão os braços dela que te envolvem. Nunca esterás sozinho, agora vai, meu filho.

- Deixa-me ficar mais um pouco.

- Vai — disse o seu pai e, suavemente, empurrou o corpo de Sesshoumaru para a superfície.

- Só mais um pouco — suplicou

- Tens de ir

- Sesshoumaru

Sesshoumaru abriu os olhos. Nas margens da cachoeira estava o Inuyasha. O youkai levantou-se e o hanyou estendeu uma mão para ajudar a sair da água. Depois, cobriu-o com uma capa grossa e quente. Amanhecera e o ar estava frio. Os dois estavam a ser observados pela a alma do seu pai que tinha um sorriso nos lábios, vendo-os pela primeira vez unidos, como verdadeiros irmãos. Sesshoumaru e o Inuyasha voltaram para o shiro e, na entrada o Li esperava-os.

- A Yumi de facto é culpada. Encontramos este frasco no quarto e tem o mesmo cheiro das amêndoas doces. Mas não é só. Imaginem quem foi a mandante?

- Quem? — perguntou o Inuyasha

- A Sara

- Aquela maldita vai me pagar caro. Eu a matarei com as minhas próprias mãos — rosnou o lord de raiva

A Ling apareceu e anunciou mais uma notícia triste. O pequeno Ren Também morreu e Sayori estava a começar apresentar os mesmos sinais. Sesshoumaru caiu de joelhos no chão, levando as suas mãos tremulas ao rosto. Sango e a Izayoi montaram na Kiara e partiram para o vilarejo, a Kagome entregou uma lista de coisas necessárias para a Sayori. Chegano lá, a Izyoi correu para o poço atravessando o tempo, o tempo urge, era necessário mamadeiras e leite em pó. A bebé recusava todas as amas de leite que havia no shiro, a pequenina estava com fome e apesar do choro, parecia estar fraca também. A Sango esperando pela a filha da Kagome, anunciou a morte da Rin e do seu filho. Kohaku correu dali para fora culpando o ino youkai pela a morte da sua amiga.

No shiro havia um misto de tristeza e aflição. Sayori encontrava-se no seu berço chorando de fome, o seu pai cuidadosamente agarrou-a ao colo tentando acalma-la, por fim, a Kagome entrou no quarto seguida da sua filha, ambas carregadas de sacolas. Uns segundos depois chega a Yuka com um jarrro contendo água morna, Sesshoumaru sentado numa cadeira de costas altas, só seguia a movimentação delas com o seu olhar. A Kagome preparou uma mamadeira e entregou ao lord, este olhou desconfiado para o tal objecto, a humana ensinou como devia dar o leite. Assim que a bebé sentiu o gosto de leite na boca, parou de chorar puxando por mais com uma verocidade, com as suas mãozinhas agarrou na mamadeira, o seu pai suspirou aliviado vendo a sua pequena hime se alimentando. Ele agradeceu à cunhada e voltou a fitar a Sayori, olhou espantado vendo ela de olhinhos abertos encarando-o.

- Olha Sesshoumaru, ela reagiu só em ouvir a tua voz. Só tem algumas horas de vida e já é tão esperta!

O youkai sorriu de orgulho. Kagome segurou na bebé e sentiu que dentro da boca, a pequena emanava o oor de veneno.

- Sesshoumaru, a menina também está envenenada?

- Hai. Eu sei Kagome, estou apreensivo, o monge disse que as primeiras 24 horas são cruciais.

Kagome voltou a coloca-la no berço, era muito fofa, uma cópia perfeita do seu pai. Izayoi e a Yuka sairam deixando-os sozinhos, Kagome sentou-se na beirada da cama, Sayori começou a chorar de novo, quando a sua tia ia se levantar, o seu pai já se encontrava ao pé do berço. Um soldado bateu na porta anunciando que os preparativos do funeral estavam prontos. O lord avisou-o que já ia descer e pegou na sua filha.

- Vais levá-la? perguntou a miko

- Hai, é a tradição. Todos os familiares têm de estar presentes

Os dois desciam lentamente, cada passo o youkai permanecia calado com o seu olhar e pensamento distantes. Lembrava-se desde do primeiro dia que viu a Rin até à aquele momento da morte da sua amada. Morte, o lord nunca pensou como essa palavra podesse ser tão cruel e fria. Os seus pensamentos foram interrompidos quando um soldado apareceu ao pé dele, Sesshoumaru pegou no archote que um dos youkais lhe estendia e avançou para a pira de pedra branca cheia de galhos onde os corpos dabRin e do pequeno Ren jaziam. Baixou o archote e, rapidamente, o fogo correu pelo os corpos. Então um fumo negro ergeu-se da pira em direção ao céu, o lord apesar de não demonstrar ele chorava imenso por entro. As lembranças voltaram na mente do youkai, cada detalhe do rosto dela e dos momentos vividos, com a sua amada, estava a ser penoso para ele, lembrou-se do sorriso dela com carinho. Aquele sorriso que lhe fora para sempre roubado, nunca mais viria estampado no rosto dela, os abraços que o reconfortavam, o cheiro doce que o excitava e os olhos que ele ficava perdido tantas vezes, tinha-se transformado agora num monte de cinzas.

Sesshoumaru sentiu uma mãozinha agarrar nos seus cabelos, levantou um pouco o seu manto e reparou na sua filha dormir. Aconchegada no seu braço e protegida do frio, graças ao seu longo manto branco.Mas, ao observar melhor reparou nos lábios delicados estavam a ficar roxos e ao acaraciar o rostinho, notou que estava um pouco mais frio. Saiu dali sendo observado pela a Kagome e o seu meio irmão.

- Kagome, há alguma coisa errada?

- Por kami, espero que não seja a Sayori, ela estava a começar apresentar, que estava envenenada também

Os dois foram atrás do lord, avisando as suas suspeitas, equanto passsavam avisaram primeiro os seus amigos, depois a Satori e no fim os irmãos chineses. Todos entraram de novo no quarto. O youkai estava sentado na cadeira com a filha deitada no seu peito desnudo. Aconchegou-a no seu manto, ele tentava aquece-la ao máximo com o calor do seu corpo. Kagome analisou-a e olhou para o monge. A cara dos dois denunciava o que estava para vir. Não podiam fazer nada e o lord pediu.

- Onegai, quero estar sozinho com a minha filha. Peço-vos que se retirem e não quero ser incomodado por ninguem.

O dia foi passando lentamente, Sesshoumaru continuava ali no quarto, as vezes sentado outras deitado na cama,mas sem nunca tirar a sua filha do seu colo, não desceu para almoçar ou jantar, apesar de respeitarem o pedido do youkai, a Kagome aparecia em cada três em três horas, trazendo uma mamadeira pronta. A Sayori, ora recusava beber ou apenas bebia um pouco. Na hora do jantar o clima era de tristeza, mágoa e de raiva. A refeição foi servida mas ninguem tocou no seu prato, só as crianças. Inuyasha preferiu sair dali, precisava de estar sozinho também, foi andando pelos os correores, pensativo e furioso por ter as suas mãos atadas literalmente, não havia antídoto, não havia nada.

Quando deu por si, encontrava-se num escritório, olhando ao redor, percebeu que pertenceu ao seu pai e, agora era do seu irmão. Sentou-se na cadeira confortavel suspirando, estava cansado, não fisicamente mas sim mentalmente. Ao olhar para frente, viu um enorme quadro à sua frente, reconheceu a pessoa que estava retratada, era o seu pai, notára que ele estava sentado na mesma cadeira que ele. Num acto insano, pensou em voz alta

- Chichiue, se estiveres ouvir, peço-te que ajude-nos. Não deixes a Sayori morrer, onegai.

Recriminou-se a fazer aquilo, o seu pai estava morto e mesmo que estivesse vivo, o que ele poderia fazer? Até o sabre sagrado recusou salvar o Ren e certamente faria o mesmo em relação à Sayori. Inuyasha cruzou os seus braços em cima da secretária, encostando a cabeça em cima. Uma estranha nublina surgiu, rodeando todo o shiro. A medida que se ia espalhando, estranhamente os youkais e os humanos caíam num sono profundo. Uma esfera de luz saiu do quadro, colocando-se ao lado do hanyou, essa esfera começou a transformar dando lugar a uma imagem de um youkai poderoso. Este ser depositou uma mão sobre o ombro do Inuyasha.

- Filho? — abanou o ombro do hanyou quando o chamava

O Inuyasha acordou esfregando os olhos, olhando para quem o chamava.

- Chichiue? — ele não acreditava no que estava a ver

O seu pai sorriu para ele, era um sorriso lino, mas o seu caçula nunca teve o ireito de ver

- Eu morri?

-Ile — respondeu o pai com uma enorme gota na cabeça — Estou aqui meu fiho, porque me chamas-te

- Mas...

- Diz me meu pequeno, porque que queres salvar Sayori?

- Porque ela é um bebé inocente. Não tem a culpa das maldades da Sara. Além do mais é normal que queira a Salvar, ela é minha sobrinha. E porque.... — o hanyou ficou com receio de falar o resto

- Fala — ordenou suavemente

- E porque, o meu irmão está sofrendo. Agora que ele mudou, eu não quero ve-lo sofrer mais. Já perdeu a sua mulher e o filho. Eu não quero imaginar, se eu tivesse no lugar dele. A Kagome e os meus filhos são tudo para mim. Com eles eu sou completo, feliz... É isso, eu quero ver o meu irmão feliz de novo.

- Estás disposto a dar essa felicidade ao teu irmão?

- Hai

- Doushite?

- Apesar de nunca entender o porquê de ele ter sio cruel para mim até hoje, eu nunca odiei-o

Inutaisho pediu que o seu filho o seguisse. andaram até ao quarto onde se encontrava o Sesshoumaru. O youkai mais velho analisou a sua neta.

- Temos poucotempo — comentou quando procurava algo.

- Chicchiu o que procuras?

- O medalhão da Rin, sabes onde está?

- Hai, na gaveta desse toucador. Eu vi a Kagome colocá-lo lá — o Daiyoukai retirou o medalhão

- Agora escuta bem Inuyasha. Este medalhão além de controlar os elementos, ele pode curar a pessoa. Não estou a dizer que, se uma pessoa morrer trás de volta à vida, Entendeste?

- Hai chichiue

- Mas têm duas fases. A primeira, é preciso de um ser vivo de coração puro. Este ser deve colocar uma gota do seu sangue em cada uma das perolas e na pessoa em questão. A segunda fase é preciso de uma alma. mas essa parte não compete a ti. Então ainda queres salva-la?

O Inuyasha respondeu que sim. O seu pai foi dando instruções. O hanyou picou a ponta do seu dedo, colocando uma gota na testa da bebé. No fim ele sentiu-se mal, a sua cabeça pesava imenso e acabou por desmaiar. Agora era a segunda fase, era preciso o sacrificio de uma alma. O Inutaisho despediu-se dos seus filhos e virou-se para a sua neta acaraciando o rostinho dela.

- Conto contigo para cuidares do teu chichiue e do teu tio.

O medalhão começou a brilhar, apareceu no ar cinco esferas de cores diferentes, elas fundiram-se formando uma só de cor dourada. O youkai voltou a transformar numa esfera também e fundiu-se com a outra. Esta entrou no corpo da Sayori.

O sol voltava a brilhar com uma intensidade, o dia estava ameno. O hanyou estava a dormir no sofá do escritorio, mas foi despertado pela alegria da sua mulher.

- Inuyasha, acorda meu amor — ela pulava de felicidade

- Fala baixo — suspirou e olhou para ela — O que foi Kagome?

- Um milagre Inuyasha. A menina, ela recuperou.

- Nani? Não se encontra mais em perigo?

A Kagome disse que não e saiu do escritorio deixando o seu marido aina perplexo.

- ( Então não foi um sonho?) — pensava virando-se para o quadro — ( Arigatoo chichiue) — sorriu saindo dali

No quarto, todos respiravam aliviados e surpresos. Sayori tinha ganhado cor na face, estava de olhos bem abertos seguindo todos os sons que encontrava. Apesar de ser recém nascida já mostrava ser esperta, forte e bastante alerta, dava um sorriso sempre que ouvia o seu pai falar, o que fazia as delicias deste. O youkai ainda tinha no seu pensamento, a sua vingança, não iria descançar enquanto não mata-se a Sara, ia por o plano em practica no dia seguinte, agora só pensava em mimar a sua pequenina.

No shiro preparava-se um almoço para comemorr a recuperação da hime Sayori, um verdadeiro banquete. Os soldados e as servas tiveram autorização de fazer um pequena festa durante a noite. Sesshoumau encontrava-se no escritorio, escrevendo uma mensagem para o Jaken. Enviou o seu soldado mais veloz. No pergaminho encontrava-se intruçoes como o Jaken havia de agir até à chegada do seu senhor. O lord no fim de mandar o mensageiro, saiu ao encontro da sua família, que já estavam à espera para almoçar, uma serva teve autorização para ficar ali ao pé dos seus senhores, segurando a pequena hime.

No castelo....

Jaken recebera a mensagem do seu senhor e anunciou por todo o castelo a morte da Rin e das suas respectivas crias. É claro que a Sara festejava sendo observada por os seus subitos cheios de raiva. O dia passou rápido, o lord apareceu na hora do almoço, e pediu a presença da Sara no seu escritorio. Ele tentou controlar o ódio que tinha dela. Esta entrou desconfiada e sentou-se no sofá.

- Posso saber o que queres de mim?

- Nada de mais, um pouco companhia. Já deves saber da Rin

- Hai. O meus pesames.

- ( Falsa) — O lord pensou

O Jaken entrou, trazendo chá para os dois. Primeiro serviu o seu senhor e depois a Sara.

- Não te preocupes meu amor, eu estou aqui e posso dar te todos os herdeiros puros. Vamos ser sinceros, a Rin era só tua amante e todas as crias que ela te desse seriam bastardos. Eu sabia que seria só uma fase tua e logo voltavas à realidade.

A Sara falava quando o Jaken saia do escritorio olhando para o seu senhor. Fechando a porta o Jaken bufou de raiva.

- Maldita, falando mal da Rin-sama, ela já mais esterá ao nivel da nossa hime. Espero que beba o chá logo e morra. Gostava de ser eu mata-la com as minhas proprias mãos, nem que fosse a ultima coisa que eu fazia nesta vida mas assim poderia vingar da morte da minha menina.

Entretanto, no escritorio Sara bebeu o chá contendo o resto do veneno que matou a RIn. A youkai começou a sentir-se mal. visão turva, respirava com dificuldade e o corpo tornava-se fraco. O lord foi na direção dela agarrando pelo o braço.

- Diz me Sara, qual é a sensação de morrer com o proprio veneno?

- Nani? — falava com dificuldade

- Acabas-te beber o mesmo veneno que matou a minha Rin

- MALDITO! — ela gritou de raiva e o lord acabou lança-la no chão

- Pensavas que não descobria a verdade. A Yumi contou-me tudo

- Ahahahahah

- Desgraçada. Do que está a rir?

- Eu posso morrer mas, eu ganhei

- Nani?

- Eu matei a tua preciosa amante e das berrações que ela carregava no ventre. Ficas-te sem nada Sesshoumaru.

Ele com um sorriso nos lábios de vitória, agachou-se e com uma mão, levantou a Sara pelos os cabelos. E antes que ela morresse falou ao pé do seu ouvido

- Aí que estás enganada. De facto, não consegui salvar a Rin e o meu filho, mas eu consegui salvar a minha filha.

- Mentira

- Ile, o meu reino ganhou uma linda hime. Sayori, a hime das terras do Reino Oeste.

Mal a Sara acabou ouvir isto morreu, o seu corpo tornou-se em poeira. Os dias no Castelo iam passando calmamente. Todos estavam encantados pela a pequena. Li e a Ling tiveram que voltar para a China, Sesshoumaru passava as horas livres "babando" e vendo a sua filha crescendo, ele continuava a dar-se bem com o seu irmão. Os filhos deste ganharam uma novidade. O seu tio enviou uma sensei para ensinar a Izayoi ser uma hime e o seu irmão foi uma temporada para o reino do tio para aprender ser um guerreiro youkai forte. Parecia que a vida voltava a ter um rumo, sem a Rin. Mas com uma nova esperança.

Notas finais
Malta haverá uns capitulos especiais para finalizar esta temporada, ela contara um pouco da vida da nosssa nova personagem a SAYORI