Amor Perdido
29 Adeus parte II ( nascimento e morte)
No fim do jantar, ela subiram para uma pequena sala e convivio, mas a Rin preferiu retirar-se para o seu quarto, estava cansada emais para esperar pelo o seu lord. Na cozinha Yuka preparava o chá diário da sua senhora com todo carinho e devoção, ela estava acompanhada pela a Yumi que se encontrava bastante nervosa.
- Yumi, estás bem?
- Hai, doushite?
- Estás muito nervosa
- Não é para menos, depois o que se passou com a visita a Lady Sara, o clima ficou bem pesado. Para não falar que o senhor está vindo a caminho e deve estar furioso. Tu sabes Yuka como o Sesshoumaru-sama tem o pavio curto. Espero não cruzar o seu caminho
- É verdade, eu é que não vou ter essa sorte, já que sou a serva pessoal da hime. Bem o chá está pronto mas ainda falta uma erva, tenho que ir ao jardim apanha-la
- Uma erva! Mas o chá está pronto?
- Eu sei, mas a minha progenitora ensinou-me a colocar uma erva que retira o sabor amargo do chá, eve-se colocar fresca enquanto está bem quente para libertar o seu aroma e sabor. Bom, vou ino antes que esfrie
- Souka, também vou indo. Já está na minha hora mas primeiro vou ver se a Satori-sama precisa de mim ainda.
Yuka saiu da cozinha deixando a Yumi sozinha, esta aproveitou retirando o frasco dentro do seu quimono simples e despejou metade do contéudo como a Sara ordenou e saiu dali o mais rápido possível. A Yuka voltou e acabou de preparar o chá. Rin sentou-se à mesa de trabalho virada para a janela. Bateram à porta. Rin levantou-se e foi abrir, tal como imaginava, era a Yuka que trazia a bebidda num elegante copo de porcelana chinesa tapado com um pano branco e bordado em tons de azul claro. Rin pegou no copo, o chá tinha uma cor transparente, ligeiramente esverdeada.
- Arigatoo — disse a Rin com um ligeiro aceno de cabeça
- Talvez seja melhor eu ficar consigo Rin-sama, parece um pouco pálida
Rin afastou-se para deixar passar e fechou a porta
- Não devias preocupar tanto comigo Yuka. Deves estar cansada também
- Rin-sama é a minha obrigação de zelar por si na ausência do senhor
Rin sorriu e destapou a bebida. Cheirava a plantas secas, levemente perfumadas. Bebeu dois goles, tinha um sabor neutro, mas criava uma sensação esquisita ao descer pela a garganta. Olhou para a Yuka que se tinha sentado na borda da sua cama e sorriu-lhe, depois depositou o copo em cima do toucador. Ela não via a hora de estar nos braços do seu amor, precisava de proteção e de se sentir segura. Derrepente, o seu abdómen retraiu-se e ela pensou que ia vomitar. Começou a ter suores frios e sentiu-se a perder o equilíbrio. Tentou agarrar-se ao toucador, mas falhou. No entanto, Yuka amparou-a, mantendo-a em pé, ela não percebia o que se estava a passar com a hime. Rin levantou, a custo, a cabeça e olhou em frente, mas descobriu que não conseguia distinguir um ponto. Todo o quarto girava à sua volta e, se ela se mexesse, era ainda pior. As cores das paredes, dos móveis e dos seus objectos misturavam-se num turbilhão de cor indefinida que girava uma velocidade louca à frente dos seus olhos, deixando-a ainda mais enjoada do que já estava.
- Deita-me — consegiu pedir à Yuka
Estava toda transpirada. O seu vestido tinha-se colado ao corpo, os cabelos estavam empapados em suor e ela sentia-se cadavez mais tonta e maldisposta. Fechou os olhos. Yuka saiu do quarto desesperada, gritando pela ajuda. Kagome ouviu os apelos e correu na direção do quarto sendo seguida pela a Sango e a Satori. A Ling ficou para trás cuidando da Izayoi, Saya e Sakura.
- Yuka?
- Kagome-sama, a hime está passando mal
- Nani?
- A Hime bebeu um pouco do seu chá e começou sentir-se mal, fraca e transpirando imenso
Dentro do quarto ouviu-se um som agoniante, Rin estava encolhida e contorcendo-se de dor, sentia uma enorme pressão no seu ventre, estava em trabalho de parto. Os lençois começavam a ficar vermelhos devido ao sangue. Sesshoumaru chegou ao shiro e sentiu uma enorme dor no seu peito, como alguém tivesse apertano o seu coração, as suas pernas começaram a tremer, o Li correu para amparar o seu amigo.
- Sesshoumaru?
- Rin e as minhas crias, alguma coisa aconteceu. Eu sinto
- Calma. De certeza que é só uma sensação ruim, nada mais
Um soldado veio na direção deles, anunciado que a hime encontrava-se mal. Todos correram rumo ao quarto, no meio e um dos corredores, Sesshoumaru sentia cheiro de sangue, imediatamente reconheceu de quem pertencia, era da Rin, a sua Rin. Ele foi o primeiro a entrar e não queria acreditar no que via, a Rin estava deitada na sua cama com uma expressão facial de dor e fraqueza, encontrava-se com as pernas flectidas e abertas, com um lençol branco em cima dela, Satori estava um dos lados a cama limpando o rosto da jovem com um pano humedecido e do outro lado estava a Sango segurando nas mãos da sua amiga esfregando-as, as duas faziam os possíveis para manter a Rin acordada, mas esta parecia fraca demais. Kagome já estava preparando tudo para a chegada dos bebés, mas reparou no seu cunhado.
- Sesshoumaru, onegai tens que sair. A Rin entrou em trabalho de parto
- Não pode ser Kagome, falta um mês ainda. Mas o que raio se passou aqui?
- Não sei ao certo, a Yuka gritou desesperada que a Rin estava passando mal e derrepente entrou em trabalho. Agora eu preciso que saias daqui
- NAI, NÃO VOU A LADO NENHUM, A MINHA FEMÊA ESTÁ SOFRENDO — gritou
- Onegai — a Kagome voltou a pedir
- Sesshoumaru, não podes fazer nada neste momento, vamos lá para fora e esperar. Como estás só ias atrapalhar — comentou o Inuyasha
- Quem pensas que és para dar ordens a mim?
- Alguém que já passou por isto duas vezes Sesshoumaru. Eu sei o que estás a sentir. Acredita em mim, como estás não vais ajudar em nada, pelo contrário só irias atrapalhar — as palavras do Inuyasha tentaram reconfortar o seu irmão
- Nai — olhou para a Rin — Eu não posso — comentou triste e preocupado — Não posso deixá-la assim
- Neste momento ao ver a nossa companheira sofrer, queremos estar ao pé dela e até trocar o lugar com elas, sermos nós a sofrer e não elas. Mas, a natureza sabe o que faz. Agora o que podemos fazer é procurar a serva e perguntar o que realmente se passou. A Rin está em boas mãos — continuou o Inuyasha conseguindo tirar o irmão do quarto
O youkai olhou última vez a sua flor e saiu seguido pelo o irmão. Li e o Miroku encontrava-se na sala ao pé da Ling e das crianças, esperando por notícias. Neste momento o lord e o hanyou entraram.
- E aí? Como está ela? — perguntou a Ling
- Está em trabalho de parto — falou o Inuyasha
- Nani?! — ela estava perplexa
- Não sabemos o que provocou o trabalho de parto e Li, eu preciso que encontres a serva dela — pediu o lord
- Hai — saiu
Passado uns minutos regressou com a Yuka. O lord olhou para ela e pediu que ela conta-se o que se passou.
- Não sei meu senhor. Eu levei o chá da senhora, ela encontrava-se um pouco pálida devido ao cansaço, o dia foi agitado por causa da visita da Lady Sara. Mas a hime estava bem fisicamente, bebeu dois goles do chá e começou a passar mal, estava maldisposta, mais pálida, fraca, tonta e começou a transpirar. Eu juro senhor que é tudo o que eu sei.
- Bem eu vou lá um pouco — disse a Ling saindo
Passado meia hora, ouviu-se um choro bem alto seguido e um mais baixo. Na sala, todos comemoravam a chegada ao mundo, os mais novos membros da família. Sesshoumaru respirava mais aliviado e emocionado, agora era pai. Cinco minutos depois, entrou a Ling triste, com a Satori segurando o seu neto e a Sango trazia a menina, ambas apreensivas.
- Minhas crias — o lord foi na direção delas, mas viu que algo estava mal — O que é que foi? Porque essas caras?
- Filho tens que ser forte. A Rin ainda se encontra em perigo, a Kagome está a fazer os possíveis e os impossíveis para parar a hemorragia — disse a Satori
- E não só Sesshoumaru. O Teu filho está muito fraco — comentou a Ling
- Tanto a mãe, como o filho estão a sofrer o mesmo sintoma — finalizou a Sango
- Que sintoma? — perguntou o lord
- Lábios roxos e um cheiro forte de amêndoas doces que saí na boca dela e no umbigo do bebé
- Amêndoas doces Sango? — perguntou o monge
- Hai, doushite? Sabes o que é?
- Receio que sim. É um veneno muito pederoso
- Nani?! — todos exclamaram
- Yuka, tu disses-te que a Rin passou mal no fim de beber um chá? — perguntou o Sesshoumaru
- Hai, mas eu juro que não foi eu, senhor. Acredite em mim, jamais prejudicaria a hime
- Eu sei Yuka, eu confio na tua lealdade
- Mas quem será que fez isto? — perguntou o Inuyasha
Derrepente a Yuka lembrou-se da Yumi.
- Náo pode ser — todos olharam para ela — A Yumi, ela esteve comigo quando preparei o chá e ela estava estranha, o tipo nervosa. Eu perguntei o que se passava mas, ela disse que estava com meo da reação do nosso senhor por causa do sucedido à tarde durante o chá de bebés. Eu estranhei mas, não comentei muito. Depois saí ao jardim deixando-a sozinha.
- E o chá estava ao pé dela? — perguntou a Satori
- Hai minha senhora, ela teve tempo para colocar veneno. Tenho a certeza que foi ela, aposto a minha vida.
- Li trata tu disso, encontra-a e leva para a sala de tortura. Faz o que quiseres mas, arranca a verdade e manda um soldado revistar o quarto dela — ordenou o Sesshoumaru
- Deixa comigo — saiu apressado
Sesshoumaru agarrou no menino, ele estava cada vez mais frio e fraco, ao ver o seu filho asssim entrou em desespero.
- Monge, existe algum antídoto?
- Infelizmente não, é um dos raros venenos que não tem cura
Não havia mais nada a fazer, só podiam pedir aos deuses que salvassem os ois. Entretanto Kagome entrou chorosa na sala, ela conseguira estancar a hemorragia mas, a sua amiga encontrava-se fraca demais. A miko correu para os braços do seu marido desgostosa por não conseguir fazer mais nada. O seu cunhado entregou o seu filho de novo à sua mãe e foi ter com a sua amada. Rin estava mais branca que a parede, quando sentiu os braços do seu youkai sorriu um pouco e sussurrou o nome dos seus filhos. O lord tentava não chorar mas estava difícil de ver a sua hime assim, se ela morre-se não podi salvá-la.
- Sesshoumaru — falou com custo — Se me acontecer aluma coisa... — foi interrompida
- Shii meu amor, não vai acontecer nada, agora poupa as tuas forças. Precisas de descançar
- Ouve-me onegai, se eu morrer promete que vais cuidar da Sayori e do Ren. Promete
- E-eu prometo — começou a chorar
- Beija-me onegai
- Não precisas de pedir duas vezes minha flor
E ficaram os dois a olharem-se. Até que, inesperada e suavemente, se beijaram, tão profundamente como à uns meses atrás, ao pé do lago, numa noite tépida e clara. Rin sentiu-se, por fim, o ar escapar e separou-se os seus lábios dos ele, fechando os seus olhos para sempre. Sesshoumaru uivou de desespero, apertano o corpo da Rin contra o seu. Na sala todos choravam. Havia uma parte de si que queria soltar-se do seu corpo e voar para junto dela. Mas a maioria do seu ser, embora chorasse de dor, gritava que não podia. Sesshoumaru, como pai, jamais poderia abandonar os seus filhos, porque se há amor amior que de dois amantes, é o amor de pai e de mãe.
Ao decidir que não deixaria a sua alma voar para junto da Rin, toda a sua esperança de ficar com ela se dissipou. Não podia ficar ali, entregue a pensamentos tristes e devastadores, sentindo a crueldade e a freza da morte de Rin, a falta dela. O seu ser estava cada vez mais oco, como se fosse um corpo sem vida, uma mera carcaça de tristeza e melancolia irracionais. Iria viver. Não permitiria que aqueles sentimentos o destruíssem. O amanhecer levanta-se e o dia aproximava-se. Uma luminosidade azul claro envolvia o shiro, os seus céus estavam repletos de cantos simultaneamente de uma beleza e tristeza indescritíveis. Eram lamentos por Rin e a sua cria, entoados nas vozes límpidas dos youkais.
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