O dia tinha amanhecido claro e radioso, cheio de luz dourada como era habitual nas terras do Oeste. Sesshoumaru fora o primeiro acordar, Rin dormia ao seu lado com um sono calmo e profundo, ele cuidadosamente saiu da cama de forma a não acordar, vestiu o seu roupão dirigindo-se para a sacada. Olhou para o horizonte e toda a extenção do seu reino até onde os seus olhos alcançavam, pôs-se admirar a beleza do seu reino, à uns anos atrás, estas coisas pareciam simples e triviais demais, por isso lhe passavam ao lado, mas desde que a Rin apareceu isso mudou, à medida que ela entrava na sua vida, ele aprendeu apreciar a natureza. Deu um pulo e desceu até ao jardim, fechou os olhos e inalou os odores á sua volta, mas havia um odor que atraiu a sua atenção, o cheiro de uma rosa vermelha. Pegou na rosa com cuidado para não se espetar nos espinhos e voltou para seu quarto pelo o mesmo caminho que saiu. Deixou a rosa em cima da mesa e foi-se arrumar, pegou o seu quimono branco e vermelho, o seu obi amerelo e azul e as suas espadas, deixando a sua armadura de lado. Voltou pegar na flor e calmamente depositou-a em cima do seu travasseiro e saiu.
Rin aos poucos ia acordando e deu de caras com a rosa, ele pegou com cuidado e cheirou-a, levantou-se da cama feliz e cada vez mais apaixonada e colocou a flor num pequeno jarro que havia na mesa. Durante um mês, todos os dias eram assim, ela acordava e havia alguma flor ao seu lado. Nesse mês se passou muita coisa, a Rin nunca ficava sozinha, sempre tinha a companhia da Ling e da Satori, ou do Jaken e da Yuka, Sara todos os dias tentava irritar a Rin, mas sem sucesso, a hime não respondia ou então simplesmente virava as costas para ela, o que deixava o seu lord cada vez mais orgulhoso. Este mandara vir um pintor para retratar a Rin num quadro de tamanho real, ela por a sua vez encontrava-se relutante pousar com aquela barriga mas era assim que ele queria, imortalizar aquele momento mais feliz da sua vida.
Ela agora encontrava-se no quinto mês, o peso já incomodava, andava mais sensível, mas a sua sogra mandava preparar um chá próprio para as femêas grávidas, por isso ela não estava com dores nas costas ou inchada. Há uma semana atrás organizou-se um pequeno chá de bebés no shiro da Satori, haviam chamado todos os seus amigos, dando orientações do local onde havia decorrer o evento. Dois dias antes, apareceu o Inuyasha, Kagome, Sango, Miroku e os seus respectivos filhos, todos traziam presentes para a nova mamãe, Kaeda-sama ficou no vilarejo, a viagem seria longa para ela devido a idade e Kohaku decidiu ficar com a velha miko, prometeu que nunca mais procuria a Rin.
Sesshoumaru, Rin, Satori e os irmãos foram recebe-los.
- Kagome-chan! Sango-chan! Que bom, vocês vieram — gritava feliz correndo na direção deles
- RIN!!! — todos gritaram para ela não correr mais
- Hã! Porque gritaram comigo?
- Rin, estás grávida não podes correr assim — disse a Kagome
- A Kagome tem razão, podias cair e magoar — comentou a Sango
- Mas.. — tentou-se defender
- Mas nada Rin, tens que pensar nas nossas crias — explicou o Sesshoumaru
- Gomenasai, eu só agi por impulso
Sesshoumaru chegou perto da sua femêa com um sorrisso, abraçando-a calorasamente e beijou-a apaixonado. O Inuyasha e os seus amigos arregalaram os olhos não estavam à espera daquele gesto de carinho. Satori ordenou ao Jaken preparar os quartos para os seus hóspedes, no fim de todos estarem instalados nos seus devidos comódos, Satori mandou organizar um belo almoço para todos. A refeição foi tranquila, tirando algumas cenas cómicas, o Han pedia para que a Ling fosse a mãe dos seus filhos, esta e a Sango ficavam envorgonhadas, Li eo Miroku já falavam do casamento, só para elas ficarem mais constrangidas, os restantes riam se imenso vendo com o Miroku e o Li eram iguais nos pensamentos, o Inuyasha e o seu filho comiam como não houvesse amanhã, Sesshoumaru bufava de raiva pensando que os dois dias iam ser longos, pois é, tudo corria bem até que os dois, Sesshoumaru e Inuyasha, agarraram o último nikuma que havia na travessa, olharam-se mortalmente, rosnando um para o outro.
- Será possível que ninguém te deu educação? — perguntou o Sesshoumaru
- Oh gomenasai nii-chan, mas eu não tive a culpa se o meu irmão mais velho andava ocupado demais tentar me matar do que dar educação — Inuyasha debochou
- Lição número um, os mais velhos primeiro, então o último bolinho é meu
- Nem penses, os mais velhos devem preocupar-se com o bem estar dos mais novos, por isso é meu
O climo ficou tenso, Rin irritada com o comportamento decediu dar um basta
- Lição número dois, as grávidas têm prioridade.
- Nani?! — disseram os dois em unissono vendo a Rin comer o último bolinho de carne
- Vocês ouviram bem, e já agora as minhas crias agradecem a vossa gentileza
Todos cairam na gargalhada, a Rin dera uma verdadeira lição aos dois. Sesshoumaru levantou-se e saiu rumo ao antigo escritório o seu pai.
- Bom meninas, faltam dois dias para o chá dos bebés — comentou a Satori
- É verdade, temos muito o que organizar e já agora a onde vai ser o chá? — perguntou a Ling
- Eu já pensei nisso. No meio do meu jardim à uma enorme sacada circular, foi construida quando eu estava grávida do meu filhote, eu ia para lá todos os dias mais a minha cria. Que tal irmos lá, para ver o resto e pensar na decoração
- Acho uma excelente ideia vovó — falou a pequena Izayoi
Todos olharam para a menina deixando-a triste e rubra
- Bem é que... a minha vovó materna mora noutra Era e quase nunca a vejo e a mamãe do meu chichiue morreu, gostava muito de ter uma. Gomenasai Satori-sama — disse quase chorando
- Oh minha querida vou adorar ter te como neta, és linda e fofa — abriu os seu braços vendo a menina correr na sua direção — Agora vamos lá e.. — olhou para o Jaken — Pequeno youkai?
- Hai minha senhora e é Jaken
- Leva os nossos convidados machos a dar uma volta pelo o shiro e mostra tudo o que ele quiserem ver, têm a minha autorização, ouviste pequeno youkai?
- Hai, e é Jaken minha senhora
- Vovó porque nunca chama o Jaken pelo o nome? — sussurou a Izayoi
- Só entre nós, adoro velo chateado, hihihi — sussurou de volta
Todos se levantaram e sairam do salão, mas a Rin decidiu ir ter com o seu lord, seguiu o cheiro e encontrou-o no escritório, ele estava sentado numa poltrona lendo um livro antigo. Rin ia-se aproximando dele receosa, o seu youkai sentiu o aroma de medo que ficou no ar.
- Rin — fechou o livro e colocou-o numa mesinha que havia ao lado — Posso saber porque estás com medo? Tens medo de mim, minha flor?
- Não é isso, mas confesso que pensei que tivesses chateado comigo?
- Chateado?
- Hai, pensei que tivesses chateado comigo por causa do que aconteceu no almoço — sentou-se ao colo dele
- Não meu amor, não estou chateado e se tivesse não seria contigo, aishiteru — acariciou o rosto delicado dela
- Então me prova — o seu olhar tornou-se malicioso
- Rin — suspirou — O que eu faço contigo?
- Só ma ama — beijou-o calorosamente
Os dois dias passaram a voar, Sesshoumaru teve que voltar para o seu castelo e convidou o Inuyasha para ir com ele, o que supreendeu todos. Além deles, foram também o Li, o Miroku, Inutaisho e o Han já que o chá era só para as mulheres. A mini festa teve lugar à tarde depois do almoço. Apareceram três amigas da Satori e o Kenshin acompanhou a Lunam. A Rin ficou muito feliz de voltar a ver os seus amigos, mas ele teve que ir embora também. Tudo corria bem, ponham a conversa em dia, a Rin recebia presentes lindos para os seus bebés, parecia que nada havia estragar a tarde, mas como estavam enganadas. Sara do nada apareceu de surpresa.
- Ora, ora, uma reunião e nem fui convidada — disse a Sara
- O que fazes aqui Sara? — perguntou a Ling
- O que achas, vim participar nesta festa de fachada
- Pára Sara, hoje é um dia importante — ordenou a Satori
- Gomenasai Satori, mas como esposa do seu filho, mereço estar aqui, não? — virou-se para as três youkai convidadas, que não entendiam nada — Vejo que as senhoras estão confusas, pois é, eu sou a legítima esposa do Sesshoumaru, esta aqui — apontou para a Rin — Não passa de uma reles amante.
- Já chega Sara — gritou a Satori
A Rin engoliu em seco, nunca tinho sido humilhada daquele jeito, preferiu levantar-se e retirar-se, não ia dar gosto à Sara de ve-la a sofrer, mas foi impedida pela a sua rival.
- Onde pensas que vais?
- Eu não penso Sara, eu vou. Vou-me retirar, não vou discutir contigo
- Tens medo porque é verdade que eu disse
- Nai, não tenho medo, nunca tive. Mas queres fazer espéctaculo, então faz sozinha. Eu não vou-me rebaixar ao teu baixo nível.
A Rin retirou-se deixando a Sara com raiva, a Satori ordenou que ela fosse embora, practicamente a expulsou-a e pediu desculpas aos convidados por aquela confusão. Kagome e a Sango quiseram ir atrás da amiga, mas foram impedidas pela a Ling, era melhor deixar a Rin um pouco a sós. A Sara quando ia partir apanhou uma serva em momentos íntimos com um soldado.
- Vejo que a senhora este shiro é pouco rigorosa com os seus súbitos — o casal parou na hora e recompuseram-se — Em vez de estarem a trabalhar, estão acasalando por aí
O soldado fez um vênia e retirou-se, não podia revidar, pois poderia ser expulso da guarda real, a serva também fez uma vênia e ia retirar-se, mas a Sara voltou a chama-la
- Espera — a serva virou-se — Qual é o teu nome?
- Yumi, minha senhora
- Não vou contar nada à tua senhora, mas tenho um serviço para ti, se recusares podes ter a certeza que serás severamente castigada
- Onegai, eu faço tudo o que a senhora quiser, mas não me entregue — a serva estava ajoelhada pedindo clemência
- Muito bem, eu sei que todos os dias a Rin toma um chá para grávidas, não é?
- Hai minha senhora, a serva pessoal leva-lhe o chá para a Rin-sama tomar antes de se deitar
- Ótimo — entregou-lhe um frasco preto e pequeno — Quero que deites a metade do contéudo desse frasco no chá dela, sem ninguém perceber
- Mas... — a serva assustou-se
- É bom que cumpres o que eu estou mandando e se me traires, eu acabo com a tua raça, estamos entendidas
- Hai
- Agora vai
A serva saiu a correr para dentro da cozinha, estava confusa e com medo, se não obedecesse seria castigada ou quem sabe morta. A Sara partira de volta para o castelo com um sorriso nos lábios
- ( Aproveita bem Rin, pois esta noita, será a tua última)
A tarde deu lugar à noite, todas se encontravam no salão para jantar, a Lunam voltou para o seu reino escultada por guardas da Satori, as três youkais também se foram. Quando esperavam as suas refeições, Satori virou-se para a Rin
- Rin, estás bem minha querida?
- Hai estou bem, a Sara não me afectou com as suas palavras
- Ainda bem, eu já avisei o meu filho do sucedido, ele já vem a caminho
- Não era necessário, ele deve ter muito o que fazer no castelo, não é fácil governar um reino imenso como o dele
- É verdade. Mas minha querida, agora és a prioridade do meu filho e ele mandou-me avisar que passarás algum tempo aqui
- Nani?!
- É melhor, falta pouco para poder anular o seu casamento, será apenas temporário, um mês máximo dois
- Souka, apesar não ter medo da Sara, mas eu irei obedecer ao meu senhor
- Kagome e Sango, meu filho mandou-me também avisar que os vossos companheiros e crias também vem a caminho — finalizou a Satori
- Arigatoo Satori-sama — agradeceu a Sango
- Poderão ficar o tempo que quiserem, o meu reino também pertence ao Inuyasha, é dele por direito de nascença
- Mais uma vez arigatoo — disse a Kagome
Realizaram as suas refeições em silêncio enquanto os rapazes voltavam o mais rápido que podiam, o Sesshoumaru estava com um mau presentimento
- ( mais uma hora neste ritmo e chegueremos lá) — o lord pensou
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