Amor Eterno
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Esme acorda novamente nos braços de Carlisle. Desta vez ele já está acordado e olha para ela com ar apaixonado.
- Bom-dia. – murmura ela espreguiçando-se.
- Bom-dia, boneca. – beija-a.
- Chamas-me nomes tão bonitos. – murmura ela sonolenta.
Ele sorri.
- Não são dignos da tua beleza. – beija-a novamente.
- Estive a pensar numa coisa. – murmura ela.
- Sim.
- Lembras-te do que a Esme fantasma nos disse ontem?
- Mais ou menos, sim.
- Ela disse que o mal estava disfarçado.
- Onde estás a tentar chegar.
- Começo a pensar se não haverá dois lados.
- Como assim dois lados? – pergunta ele confuso.
- Um lado que quer o nosso bem e outro que quer o nosso mal.
- Achas?
- Sim. Porque a Esme fantasma é sempre simpática connosco e aquelas vozes que ouvimos à meia-noite dizem que a tua família está amaldiçoada.
- E por isso pensas que há dois lados.
- Tem de haver. E havemos de descobrir qual é o lado mau e de que maneira está disfarçado.
- Pois havemos, mas primeiro podíamos tomar um duche os dois. – sugere ele.
Ela ri e beijam-se.
Carlisle vai ter com Esme à tarde. Ela passou a manhã toda a escrever e ele está sem nada para fazer. Passou a manhã a ler na biblioteca, mas agora já não sabe mais o que há-de fazer. Ainda por cima está a chover desde de manhã o que o impede de ir andar a cavalo.
Bate à porta e entra.
Esme está sentada à secretária a escrever no computador concentradíssima com os olhos pregados ao ecrã.
Ele aproxima-se dela e começa a mexer-lhe no cabelo, ela dá um salto de susto e vira-se para trás.
- Carlisle, assustaste-me. – protesta.
Ele sorri e puxa-a para os seus braços, beijando-a intensamente.
- Vamos fazer qualquer coisa os dois. – sugere meigamente.
É difícil para Esme recusar quando ele a está a cobrir de beijos tirando-lhe a concentração.
- Fazer o quê? – pergunta com dificuldade em concentrar-se. Só lhe apetece retribuir os beijos, mas se o fizer vão acabar na cama e ela tem trabalho para fazer.
- Qualquer coisa. – murmura apaixonadamente.
- Tipo o quê?
- Tenho umas coisas no sótão que eras capaz de gostar. – lembra-se subitamente, pouco lhe importa o que vão fazer desde que ela esteja perto dele.
- O quê?
- Vês quando lá chegares.
- Está bem, mas deixa-me só acabar o capítulo. – solta-se dos braços dele.
- Não podes acabar depois? – agarra-a pela cintura mantendo-a perto dele. Começa a beijar-lhe o pescoço.
- Não, Carlisle. – liberta-se. – Preciso de acabar agora senão vou-me esquecer.
Ele suspira.
- Está bem, eu espero. – senta-se no braço do sofá.
Ela volta para o computador e começa a escrever.
- Vais demorar muito? – pergunta cerca de dois minutos depois.
- Um pouco comecei agora a escreve-lo.
- Hum. Sê rápida, por favor.
- Vou tentar.
Ele continua a olhar fixamente para ela o que é desconcentrante.
- Carlisle, importas-te de não olhar assim para mim. – vira-se para ele. – Estás-me a desconcentrar e assim vou demorar mais.
- Tudo bem.
Ele levanta-se e começa a andar pelo quarto. Pega no telemóvel dela.
- Posso ver? – pergunta.
- Claro.
É estranho mexer naquele telemóvel porque está em português o que faz com que ele não perceba nada.
- Onde estão as fotografias? – pergunta ele caminhando até ela.
- Por Deus, Carlisle! Nunca mexes-te num telemóvel? – pergunta Esme pegando nele e pondo nas fotos.
- Não num que estivesse em português. – desculpa-se.
- Tens razão. – concorda. – Esqueci-me desse pormenor.
- Esqueceste-te que eu não sei português como tu sabes inglês.
- Foi.
- Gostava de saber português nem que fosse metade do que tu sabes de inglês.
- Tenho a certeza que sabes outras línguas. – sugere voltando a sentar-se.
- Sei inglês, francês e alemão, e tu?
- Português, inglês e francês.
- E falas francês com a mesma fluência que inglês? – pergunta começando a passar as fotos.
- Mais ou menos.
- Já foste a França?
- Já, há uns anos.
- Quantos tens?
- Vinte e sete.
- És mais nova do que eu dois anos.
Carlisle pára numa foto em que ela está com um rapaz com os olhos verdes iguais aos dela e cabelo ruivo.
- Quem é? – pergunta levando o telemóvel até junto dela.
- É o meu irmão, Edward.
- Hum, são parecidos. É mais velho ou mais novo?
- Mais velho dois anos.
- Tem a minha idade. Também tem o curso de história?
- Advocacia.
- É lá. Um advogado. Sim senhor.
- Um bom advogado. – corrige ela.
Carlisle ri.
- Claro, é teu irmão. Tem de ser bom no que faz.
Ela vira-se para ele.
- Porque dizes isso?
- Porque tu também és boa no que fazes.
Ela cora.
- Como é que sabes, ainda não leste nenhum dos meus livros.
- Tenho a certeza que são ótimos. E faço tenção de os ler. Dás-te bem com o teu irmão?
- Muito bem. É o meu melhor amigo.
- Ainda bem. – passa mais umas fotos e pára numa onde está a Esme com mais três raparigas. – Quem são?
- Três colegas minhas do curso.
- São muito bonitas. Mas a mais bonita és tu.
Esme sorri e volta à escrita.
Ele continua a ver as fotos. Pára numa onde está a Esme sozinha.
- Estás tão linda. – mostra-lhe a foto.
Ela encolhe os ombros.
- Ainda demoras? – pergunta novamente.
Ela suspira.
- Deixa lá. Eu escrevo depois. – levanta-se. – Mostra-me lá o que querias mostrar-me no sótão.
Ele sorri.
- Vamos, meu amor. – abraça-a e beija-a apaixonadamente.
Carlisle guia-a até ao sótão.
É uma divisão muito grande. Toda bem arrumada. Ao fundo tem várias arcas. Carlisle vai até lá e abre uma.
- Anda ver. – chama.
Esme vai até à arca. Lá dentro estão vários vestidos do século XVI e até alguns espartilhos e camisas da época.
- Tão lindos. – murmura tocando num tecido.
- Foram guardados aqui.
Carlisle abre outra arca.
- E estes são do século XVIII.
- É tudo maravilhoso! – exclama Esme pegando num tocado do século XVI. Vai até ao espelho e coloca-o na cabeça.
Carlisle aproxima-se dela.
- Veste um dos vestidos, vais ficar linda.
Passam a tarde a experimentar as roupas que estão nas arcas. Divertem-se bastante. Depois do jantar voltam a ver outro filme. À meia-noite ouve-se as gargalhadas e a voz, mas eles não ligam muito. Já não têm medo. Vão ambos para a cama e dormem nos braços um do outro.
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