Amor Esquecido...
9 Vamos jogar!
Notas iniciais
LUCY POV
Mas…MAS O QUE É QUE ELE ESTÁ A FAZER? Eu decidi ignorar aquilo da toalha… mas não posso ignorar isto! Como é que isto aconteceu? Num momento estávamos a discutir e no outro… estamos tão perto…
O Natsu estava a segurar, com apenas uma mão os meus pulsos acima da minha cabeça, contra o revestimento de madeira na parede. Forte o suficiente para eu não me conseguir soltar mas sem me machucar. A outra mão estava na minha anca, pressionando-a contra a dele…
Eu nunca o tinha visto assim tão… quente, de uma maneira diferente. Os seus lábios desenhavam um sorriso matreiro que lhe ficava tão sexy… e aqueles olhos, olhavam-me intensamente e brilhavam de desejo… desejo por mim.
O meu coração batia descontroladamente e eu tinha plena noção de que devia de ter a cara mais vermelha do que os morangos que acabara de comer… Tinha de arranjar maneira de me acalmar mas com o Natsu assim tão perto, isso era impossível.
– O-o que é que e-estás a fazer? – Finalmente consegui dizer alguma coisa…
Ele abriu mais o sorriso, encostou a testa dele à minha e roçou o nariz no meu.
– Eu já te disse…- estava tão perto que, cada vez que mexia os lábios estes ficavam mais perto dos meus. — Vou mostrar-te que sou o melhor amante… — ele voltou a fazer uma voz profunda.
– M-mas N-Natsu… — a minha voz fraquejava. Tentei soltar os meus pulsos mas não consegui.
Eu não sabia o que fazer… Porque é que ele me está a fazer isto? Se eu não parar isto agora… não vou conseguir resistir…
– Isso não faz sentido nenhum… — tinha de haver uma explicação para isto. – D-deves de estar com febre! – Estava tão nervosa que comecei a falar tudo o que me vinha à cabeça. – Talvez estejas a alucinar… a água podia ter efeitos secundários. Ou talvez… — Natsu colocou o dedo indicador nos meus lábios para que eu me calasse.
– Shh… Calma. – Ele diz com voz serena. O olhar dele era tão intenso… — Nunca tive tanta certeza de uma coisa como tenho agora – Natsu sorriu antes de continuar. – Mas se a água fez com que eu me soltasse mais, então estou ansioso que comece a fazer efeito em ti… — dito isto, ele faz um movimento rápido e beija-me o pescoço…
Sinto uma onda de calor a percorrer-me o corpo… dei por mim a morder o lábio para não fazer qualquer som que mostrasse que eu estava a gostar… e não era só gostar… eu queria mais… Mas não podia deixar que ele soubesse disso.
– Sabes Lucy – Natsu fala, ainda com os lábios perto do meu pescoço. – Os Dragon Slayers não têm só os sentidos mais apurados… — ele agarra na minha perna e levanta-a, para ficar encostada ao seu quadril. – Também temos instintos muito bons… — lambe-me lentamente o pescoço e aperta-me a perna, apanhando-me desprevenida. – E neste momento, os meus instintos estão a dizer-me, exatamente onde tocar… — a mão dele começa a subir-me pela perna. – Como tocar… — Sinto a sua respiração quente contra a minha pele, a subir vagarosamente pelo meu pescoço até ao ouvido. – Para te dar mais prazer…
Assim que acaba a frase, Natsu aperta-me as nádegas e morde-me o lóbulo da orelha, surpreendendo-me. Deixei escapar um pequeno gemido e ele tomou isso como incentivo para continuar. Começou a chupar e a lamber-me a orelha. Como é que é possível que uma coisinha assim me deixe tão… tão excitada?
Sem me aperceber, apertei a perna à volta de cintura dele, puxando-o mais para mim. Senti o membro dele ereto contra a minha barriga. O meu “eu” interior começou a pular de felicidade quando percebi que tinha este tipo de efeito no Natsu.
Todo o meu corpo pulsava, como se pedisse atenção, a atenção dele… Instintivamente, rocei o meu corpo no dele, fiz beicinho mentalmente por o rosado não ter trazido o colete aberto que normalmente usa, dava tudo para tocar naqueles abdominais agora… O Natsu parou de repente e endireitou-se para me olhar diretamente.
Os olhos dele brilhavam como nunca, hipnotizando-me… Rocei o meu nariz no dele, ele não se mexeu mas quando eu aproximei os meus lábios dos dele, ele afastou-se o suficiente para eu não o conseguir alcançar… Porque é que ele se afastou? Eu quero tanto sentir aquela boca na minha… Ele faz um sorriso malicioso, estava a fazer joguinhos, sabia o que eu queria mas não me ia dar tão facilmente.
Natsu traçou um caminho de beijos pelo meu pescoço até ao decote. Largou-me a perna e agarrou no fecho do meu top.
– Bem, vamos começar. – J-já não tínhamos começado? Ele começa a abrir o fecho lentamente e… Uma data de perguntas passam pela minha cabeça, o que é que ele pretende com isto? Será que ele sabe o que isto significa? Estará só a gozar comigo? Sejam quais forem as respostas, uma coisa é certa, se eu deixar isto continuar, a nossa relação já não vai ser a mesma.
– E-e se eu não quiser? – O meu lado racional assume o controlo.
Ele para o que está a fazer e olha para mim desconfiado.
– Mas eu sei que tu queres – voltou a fazer aquele sorrisinho maroto. O meu “eu” interior abanou freneticamente a cabeça, concordando com ele. Mas era o meu lado racional que estava a comandar.
– E se eu disser que não quero? – Perguntei com o tom mais sério que consegui. – Vais continuar a prender-me contra a parede?
Natsu pensou um pouco antes de responder.
– Se é assim que queres… Vamos jogar. – Ele aproxima a cara dele da minha. Rapidamente tento distrair-me a olhar para outras coisas, mas o Natsu agarra-me o queixo obrigando-me a olhar para ele. – Não é nada de mal… Só tens de dizer “Não” três vezes. Se o fizeres, eu largo-te.
O quê? Só isso? Parecia fácil…Ia conseguir sair daquela situação mais depressa do que pensava… mais depressa do que queria...
– Okay. – Eu concordei. Ele voltou a agarrar-me no fecho do top. – M-mas não me podes tirar as roupas – disse rapidamente. – Nem as tuas – acrescentei. Se o Natsu decidisse ficar em tronco nu, eu provavelmente começaria a gritar SIM em vez de NÃO…
Ele olhou para mim desconfiado, mas assentiu, concordando com as minhas condições. Largou o fecho e voltou a agarrar-me na perna.
– Oh e a palavra só conta se a disseres toda. – Parecia-me justo. Assenti com a cabeça, tentando-me preparar para o que ali vinha. — Bem… que o jogo comece – ele começou a baixar a cabeça, provavelmente para me beijar o peito, agora um pouco mais descoberto, mas antes que ele me tocasse e disse:
– Não! – Tentei soar o mais convincente possível. Isto ia ser fácil.
O Natsu para, antes de me tocar e sinto-o a sorrir contra a minha pele. De repente, ele levanta a cabeça e coloca os lábios, novamente no meu pescoço. Enquanto isso, a mão dele, sobe da minha perna… pela cintura… anca… Concentra-te Lucy! Só falta dizer “não” mais duas vezes…
– Naaaah… — o meu “não” rapidamente se transforma num gemido quando o Natsu me morde o pescoço e agarra no meu seio com força… O meu corpo vibrou de prazer, senti os meus mamilos a ficarem eretos contra o soutien.
Ele começou a chupar-me pele e a massajar-me o seio… Assim ficava difícil dizer que não… Tentei soltar os pulsos, mais uma vez sem sucesso. Ele devia de pensar que eu ia fugir… mas o que eu queria era passar os dedos, puxar aquele cabelo rosa e tocar naqueles ombros largos e fortes…
Lucy, concentra-te! Por causa da minha fraqueza não consegui dizer a palavra toda… Tinha de acabar com esta brincadeira… certo..?
– N-nãaoo… — Consegui dizer, reunindo toda a minha força…
Natsu parou. Calmamente, aparou-me o rosto com a mão robusta. Beijou-me o pescoço no sítio, onde eu teria agora, provavelmente, um chupão. Foi um único beijo, terno e sereno que me fez arder por dentro… Deu-me outro beijo igual, mas desta vez no seio que tinha sido acariciado. Outro na parte da frente o pescoço… No queixo…
A boca dele estava a poucos milímetros da minha… gemi com a espectativa… finalmente ia sentir o gosto daqueles lábios… os lábios que não me saem da cabeça. O Natsu não avançou mais, ficou ali, aquela distancia quase torturadora. Porque é que ele parou? Eu queria beija-lo… queria que ele me beijasse… Por favor não pares…
– Nãoo… — a palavra escapou-me da boca antes que eu a pudesse travar.
O Natsu olhou para mim como se esperasse que eu dissesse alguma coisa para ele não ter de se afastar. Eu queria dizer… mas não conseguia falar… eram demasiadas emoções ao mesmo tempo…
Quando viu que eu não ia dizer nada, ele largou-me os pulsos e começou a andar para trás com os braços no ar em forma e rendição…
Quando ele se afastou, senti um frio e um vazio dentro de mim... Deixei-me estar encostada à parede, parecia que as minhas pernas iam ceder a qualquer momento, precisava de me recompor. Olhei para ele.
O Natsu já não estava com os braços no ar mas também já não olhava para mim… Parecia triste e confuso… Ao vê-lo assim tão desamparado, só me apeteceu abraça-lo…
Olhei para o decote do meu top… Tinha o top quase todo aberto! Fechei o fecho e endireitei-me. Como é que eu podia estar com pena dele depois do que ele acabou de me fazer? Aproximei-me dele com determinação e agarrei-lhe no queixo, obrigando-o a olhar para mim.
– Porque é que fizeste isto?! – Eu estava muito confusa e chateada por ter deixado esta brincadeira ir tão longe. Eu queria respostas e queria-as agora!
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