Amor Esquecido...
10 Porque eu te amo...
Notas iniciais
NATSU POV
Afastei-me dela com as mãos no ar para lhe mostrar rendição. Não queria que ela pensasse que eu a ia forçar a fazer o que ela não queria… ou dizia que não queria.
Olhei para a Lucy, agora que já estava a uma boa distância dela. Ela parecia confusa e muito chateada. Tive que desviar o olhar, não conseguia olhar para ela naquele momento. Só conseguia pensar no corpo dela junto ao meu… na sua pele macia sob a minha mão… no seu cheiro doce… Tive que controlar o desejo de voltar a encosta-la aquela parede. Eu sei que é isso que ela quer mas as coisas seriam muito mais fáceis se ela o admitisse.
Só me apercebi que ela estava ao pé de mim quando ela agarrou no meu queixo e me obrigou a olhá-la nos olhos.
– Porque é que fizeste isto?! – Lucy perguntou. Ela estava mesmo irritada... Mas isso não é desculpa para fazer perguntas parvas.
– Porque será? Eu acho que é bastante óbvio… — disse com tom de gozo. Porque é que ela se está a fazer de desentendida?
– Não, não é. Se fosse óbvio eu não estava a perder o meu tempo a perguntar – ela respondeu chateada. Respirou fundo antes de continuar, desta vez com uma voz mais calma. – Eu não posso saber no que é que estás a pensar se tu não me disseres.
Dei uns passos atrás e afastei-me dela, precisava de ar. A Lucy queria que eu o dissesse? Não ficou já claro? Bem, depois do que eu fiz… É melhor eu fazer o que ela diz, senão é bem provável que ela me deixe de falar.
Voltei a aproximar-me dela, pensei que ela se afastasse, mas não o fez. A minha loirinha corajosa. Comecei a imaginar na minha cabeça a melhor maneira de lhe dizer mas… não estava a conseguir. E se me tiver enganado… e se ela não se sentir da mesma maneira por mim… e se ela achar que eu sou um tarado…
Baixei a cabeça para não ter de enfrentar o seu olhar. Mas ela ainda estava ali, e queria respostas por isso…
– Eu fiz isto porque eu… – a minha voz escapou-me e eu não consegui acabar a frase.
Senti a mão dela no meu rosto fazendo-me levantar a cabeça e olhar para ela.
– Não percebi nada do que disseste… Podes repetir? – Os olhos dela brilhavam, acho que podia olhar para aqueles olhos castanhos todo o dia… Agarrei-lhe na mão que ainda estava no meu rosto e entrelacei os nossos dedos… a mão dela era tão delicada.
Respirei fundo e respondi.
– Porque eu te amo.
A Lucy arregalou os olhos e corou. Parecia confusa e surpreendida com a minha resposta… mas que resposta que ela estava à espera? Ela desenlaçou os nossos dedos e deu uns passos para trás. Isso não pode ser bom…
– T-tu por acaso sabes o que é que isso significa? – Ela perguntou desconfiada. Mas que raio?
LUCY POV
Eu tinha de perguntar. Afinal, eu estou a falar com o Natsu! Ele pode estar a gozar…
– Mas quem é que tu pensas que eu sou? – Perguntou intrigado. Será que o ofendi?
– Neste momento, sinceramente, não sei… O Natsu que eu conheço não faria…
– Não faria o quê? Não mostrava o que realmente sente? Pois isso começou a mudar por tua causa. – Ele começou outra vez a andar de um lado para o outro. Já estava irritado outra vez… Eu é que devia de estar assim.
– Fizeste esta cena toda só por causa de ciúmes? – Eu não podia acreditar…
– Olha aí está uma coisa que eu só aprendi há pouco tempo o que significa... – Eu ia falar mas ele fez-me sinal para eu não o fazer. – Queres saber como é que isto chegou a este ponto? Então agora vais ouvir, sem interrupções, okay? – Estive tentada a responder “Aye sir” mas decidi apenas assentir com a cabeça.
– Ultimamente, tenho andado irritadiço, qualquer coisa me chateava. Quando me perguntavam porquê, eu não sabia responder. Só sabia que era por causa dos teus encontros e dos rapazes com quem andavas a sair todos os dias. – Eu ia protestar, mas era melhor deixa-lo falar. – Uma pessoa disse-me que o que eu estava a sentir eram ciúmes. Ela explicou-me que é isso que sentimos quando gostamos de alguém mas achamos que essa pessoa gosta mais de outra do que de nós.
Natsu fez uma pausa. Parecia estar à espera que eu dissesse alguma coisa, mas eu disse que não o ia interromper e não o vou fazer até ele me dizer tudo o que ele tem para dizer.
– Achas que eu não sei o que é que significa amar alguém mas enganas-te. A Mira está-me sempre a falar disso. Ela explicou-me que um dia todos encontramos alguém com quem queremos passar o resto das nossas vidas, que queremos ver sorrir e fazer feliz. – Natsu começou a andar na minha direção e passou gentilmente com as costas dos dedos no meu rosto. – Igneel também me falou disso. Que eu iria sentir um desejo enorme de proteger essa pessoa e que teria um medo enorme de a perder… Esse alguém, és tu Lucy…
O meu coração batia descontroladamente, tinha a cara toda vermelha e estava tão feliz!
– Nunca pensei ouvir-te a dizer algo assim… — eu não sabia o que dizer.
– Eu também nunca pensei vir a dizer algo assim – ele pôs-me uma madeixa de cabelo atrás da orelha. – Tão lamechas… Aquilo que tu me fazes… Agora é a tua vez.
Dito isto ele larga-me e afasta-se. Eu não sabia o que dizer… sabia o que queria dizer, apenas não sabia como…
– Não precisas sentir-te forçada a dizer que sentes o mesmo… eu consigo aguentar uma rejeição. – Ele disse-me a sorrir, mas eu conseguia ver no seu olhar que ele estava ansioso e receoso por uma resposta.
Eu não sabia o que dizer por isso corri até ele, saltei e abracei-o com força. O Natsu agarrou-me na cintura e deu um passo atrás para não se desequilibrar.
– Ei ei… O que é que isto significa?
Eu afastei-me um pouco para lhe poder ver o rosto, mas não desfiz o abraço.
– Significa que eu também te amo, Natsu Dragneel. – Disse-lhe com um grande sorriso.
Natsu ficou a olhar para mim admirado durante um bocado. Até que finalmente falou.
– A sério? – Ele parecia não acreditar.
– Sim, a sér… — antes de eu conseguir acabar já ele me estava a agarrar pela cintura e a girar, fazendo-me girar com ele. – Ahah para Natsu, ainda caímos os dois…
Ele parou e voltou a pousar-me no chão, mas não me largou. Acho que ele não me vai largar assim tão cedo e ainda bem.
– Estou tão feliz… — Ele baixou a cabeça e encostou o nariz dele ao meu.
– Eu também. – Os olhos dele brilhavam, não sei se era da luz da lua ou da fogueira, ou se era simplesmente porque estava feliz…
Enrolei os braços no pescoço dele e fechei os olhos à espera de sentir os lábios dele a tocarem nos meus… esperei… e esperei… e nada. Voltei a abrir os olhos e o Natsu continuava ali, parado e com os olhos a brilhar.
– Qual é o teu problema com os beijos?
Ele pareceu confuso com a pergunta mas acabou por responder.
– Disseram-me que o primeiro beijo é muito importante, principalmente para as raparigas… Eu não quero… — Andaram a ensinar muita coisa a este rapaz nas minhas costas. Mas bem, se o problema é esse…
– Oh não te preocupes, eu já dei o meu primeiro beijo há muito tempo. – Disse calmamente.
Ele afasta o rosto do meu e olha-me intrigado.
– Como assim? Com quem foi? Quando eu o apanhar… — Lá estava ele com ciúmes outra vez.
– Não vais fazer nada. Eu ainda era muito nova e ele também… além disso não me lembro quem era… — Era verdade. Sei que era pequena e que ele tinha mais ou menos a minha altura, mas já não me lembro de mais nada.
– Isso não é justo, eu… — já estava farta de esperar. Agarrei-lhe no cascol, puxei o rosto dele contra o meu e beijei-o. Foi um beijo curto mas o suficiente para que o Natsu esquecesse outros assuntos.
– Vês? Foi um beijo, não é… — antes de conseguir acabar, Natsu baixou a cabeça e apanhou os meus lábios nos dele.
Eu não me conseguia mexer… O cheiro dele invadiu-me os sentidos. Nunca senti nada assim… Ele beijava-me ferozmente enquanto me puxava mais para ele. Um desejo ardente percorreu o meu corpo e um pequeno gemido escapou-me da garganta… O Natsu sabia o que estava a fazer! Agarrei nos ombros dele com força e encostei completamente o meu corpo ao dele.
A língua dele dançava com a minha, enquanto as minhas mãos percorriam os músculos dos seus braços. As mãos dele deslizaram até às minhas nádegas e apertou-as. Quase como um instinto, eu saltei e enrolei as pernas à volta da cintura dele. Envolvi-lhe o pescoço com os braços, percorri o cabelo dele com as minhas mãos e puxei-o levemente. O Natsu intensificou ainda mais o beijo…
Só percebi que estávamos a andar quando parámos em frente à cama. Ele largou-me os lábios e fez um caminho de beijos até à orelha.
– Se quiseres que eu pare… — Ele sussurrou-me ao ouvido.
Voltei a puxar-lhe o cabelo, mas desta vez com um bocadinho mais de força e sussurrei-lhe, também ao ouvido.
– Não pares... — Senti-o a sorrir contra o meu pescoço.
Natsu baixou-se para me deitar na cama. Voltou a endireitar-se e tirou a blusa que tinha vestida, deixando-a cair no chão. Finalmente, consegui ver aqueles belos abdominais que me deixam louca só de olhar para eles. Esta ia ser uma longa noite…
Fale com o autor