Amor Esquecido...

10 Porque eu te amo...


Notas iniciais
Oii Tantos comentários!! Fiquei tão feliz xD Obrigado a todos os que comentaram e puseram a fanfic nos favoritos :D Vocês já devem ter percebido mas eu sou de Portugal, por isso deve de haver expressões que são diferentes das que são usadas no Brasil. Se não perceberem alguma coisa ou assim podem perguntar nos comentários ou enviar mensagem (: Bem... o clima esquentou muitoo no último capitulo mas a Lucy não deixou a coisa avançar muito... Vamos ver se o Natsu a faz mudar de ideias xD Boa Leitura!!

NATSU POV

Afastei-me dela com as mãos no ar para lhe mostrar rendição. Não queria que ela pensasse que eu a ia forçar a fazer o que ela não queria… ou dizia que não queria.

Olhei para a Lucy, agora que já estava a uma boa distância dela. Ela parecia confusa e muito chateada. Tive que desviar o olhar, não conseguia olhar para ela naquele momento. Só conseguia pensar no corpo dela junto ao meu… na sua pele macia sob a minha mão… no seu cheiro doce… Tive que controlar o desejo de voltar a encosta-la aquela parede. Eu sei que é isso que ela quer mas as coisas seriam muito mais fáceis se ela o admitisse.

Só me apercebi que ela estava ao pé de mim quando ela agarrou no meu queixo e me obrigou a olhá-la nos olhos.

– Porque é que fizeste isto?! – Lucy perguntou. Ela estava mesmo irritada... Mas isso não é desculpa para fazer perguntas parvas.

– Porque será? Eu acho que é bastante óbvio… — disse com tom de gozo. Porque é que ela se está a fazer de desentendida?

– Não, não é. Se fosse óbvio eu não estava a perder o meu tempo a perguntar – ela respondeu chateada. Respirou fundo antes de continuar, desta vez com uma voz mais calma. – Eu não posso saber no que é que estás a pensar se tu não me disseres.

Dei uns passos atrás e afastei-me dela, precisava de ar. A Lucy queria que eu o dissesse? Não ficou já claro? Bem, depois do que eu fiz… É melhor eu fazer o que ela diz, senão é bem provável que ela me deixe de falar.

Voltei a aproximar-me dela, pensei que ela se afastasse, mas não o fez. A minha loirinha corajosa. Comecei a imaginar na minha cabeça a melhor maneira de lhe dizer mas… não estava a conseguir. E se me tiver enganado… e se ela não se sentir da mesma maneira por mim… e se ela achar que eu sou um tarado…

Baixei a cabeça para não ter de enfrentar o seu olhar. Mas ela ainda estava ali, e queria respostas por isso…

– Eu fiz isto porque eu… – a minha voz escapou-me e eu não consegui acabar a frase.

Senti a mão dela no meu rosto fazendo-me levantar a cabeça e olhar para ela.

– Não percebi nada do que disseste… Podes repetir? – Os olhos dela brilhavam, acho que podia olhar para aqueles olhos castanhos todo o dia… Agarrei-lhe na mão que ainda estava no meu rosto e entrelacei os nossos dedos… a mão dela era tão delicada.

Respirei fundo e respondi.

– Porque eu te amo.

A Lucy arregalou os olhos e corou. Parecia confusa e surpreendida com a minha resposta… mas que resposta que ela estava à espera? Ela desenlaçou os nossos dedos e deu uns passos para trás. Isso não pode ser bom…

– T-tu por acaso sabes o que é que isso significa? – Ela perguntou desconfiada. Mas que raio?

LUCY POV

Eu tinha de perguntar. Afinal, eu estou a falar com o Natsu! Ele pode estar a gozar…

– Mas quem é que tu pensas que eu sou? – Perguntou intrigado. Será que o ofendi?

– Neste momento, sinceramente, não sei… O Natsu que eu conheço não faria…

– Não faria o quê? Não mostrava o que realmente sente? Pois isso começou a mudar por tua causa. – Ele começou outra vez a andar de um lado para o outro. Já estava irritado outra vez… Eu é que devia de estar assim.

– Fizeste esta cena toda só por causa de ciúmes? – Eu não podia acreditar…

– Olha aí está uma coisa que eu só aprendi há pouco tempo o que significa... – Eu ia falar mas ele fez-me sinal para eu não o fazer. – Queres saber como é que isto chegou a este ponto? Então agora vais ouvir, sem interrupções, okay? – Estive tentada a responder “Aye sir” mas decidi apenas assentir com a cabeça.

– Ultimamente, tenho andado irritadiço, qualquer coisa me chateava. Quando me perguntavam porquê, eu não sabia responder. Só sabia que era por causa dos teus encontros e dos rapazes com quem andavas a sair todos os dias. – Eu ia protestar, mas era melhor deixa-lo falar. – Uma pessoa disse-me que o que eu estava a sentir eram ciúmes. Ela explicou-me que é isso que sentimos quando gostamos de alguém mas achamos que essa pessoa gosta mais de outra do que de nós.

Natsu fez uma pausa. Parecia estar à espera que eu dissesse alguma coisa, mas eu disse que não o ia interromper e não o vou fazer até ele me dizer tudo o que ele tem para dizer.

– Achas que eu não sei o que é que significa amar alguém mas enganas-te. A Mira está-me sempre a falar disso. Ela explicou-me que um dia todos encontramos alguém com quem queremos passar o resto das nossas vidas, que queremos ver sorrir e fazer feliz. – Natsu começou a andar na minha direção e passou gentilmente com as costas dos dedos no meu rosto. – Igneel também me falou disso. Que eu iria sentir um desejo enorme de proteger essa pessoa e que teria um medo enorme de a perder… Esse alguém, és tu Lucy…

O meu coração batia descontroladamente, tinha a cara toda vermelha e estava tão feliz!

– Nunca pensei ouvir-te a dizer algo assim… — eu não sabia o que dizer.

– Eu também nunca pensei vir a dizer algo assim – ele pôs-me uma madeixa de cabelo atrás da orelha. – Tão lamechas… Aquilo que tu me fazes… Agora é a tua vez.

Dito isto ele larga-me e afasta-se. Eu não sabia o que dizer… sabia o que queria dizer, apenas não sabia como…

– Não precisas sentir-te forçada a dizer que sentes o mesmo… eu consigo aguentar uma rejeição. – Ele disse-me a sorrir, mas eu conseguia ver no seu olhar que ele estava ansioso e receoso por uma resposta.

Eu não sabia o que dizer por isso corri até ele, saltei e abracei-o com força. O Natsu agarrou-me na cintura e deu um passo atrás para não se desequilibrar.

– Ei ei… O que é que isto significa?

Eu afastei-me um pouco para lhe poder ver o rosto, mas não desfiz o abraço.

– Significa que eu também te amo, Natsu Dragneel. – Disse-lhe com um grande sorriso.

Natsu ficou a olhar para mim admirado durante um bocado. Até que finalmente falou.

– A sério? – Ele parecia não acreditar.

– Sim, a sér… — antes de eu conseguir acabar já ele me estava a agarrar pela cintura e a girar, fazendo-me girar com ele. – Ahah para Natsu, ainda caímos os dois…

Ele parou e voltou a pousar-me no chão, mas não me largou. Acho que ele não me vai largar assim tão cedo e ainda bem.

– Estou tão feliz… — Ele baixou a cabeça e encostou o nariz dele ao meu.

– Eu também. – Os olhos dele brilhavam, não sei se era da luz da lua ou da fogueira, ou se era simplesmente porque estava feliz…

Enrolei os braços no pescoço dele e fechei os olhos à espera de sentir os lábios dele a tocarem nos meus… esperei… e esperei… e nada. Voltei a abrir os olhos e o Natsu continuava ali, parado e com os olhos a brilhar.

– Qual é o teu problema com os beijos?

Ele pareceu confuso com a pergunta mas acabou por responder.

– Disseram-me que o primeiro beijo é muito importante, principalmente para as raparigas… Eu não quero… — Andaram a ensinar muita coisa a este rapaz nas minhas costas. Mas bem, se o problema é esse…

– Oh não te preocupes, eu já dei o meu primeiro beijo há muito tempo. – Disse calmamente.

Ele afasta o rosto do meu e olha-me intrigado.

– Como assim? Com quem foi? Quando eu o apanhar… — Lá estava ele com ciúmes outra vez.

– Não vais fazer nada. Eu ainda era muito nova e ele também… além disso não me lembro quem era… — Era verdade. Sei que era pequena e que ele tinha mais ou menos a minha altura, mas já não me lembro de mais nada.

– Isso não é justo, eu… — já estava farta de esperar. Agarrei-lhe no cascol, puxei o rosto dele contra o meu e beijei-o. Foi um beijo curto mas o suficiente para que o Natsu esquecesse outros assuntos.

– Vês? Foi um beijo, não é… — antes de conseguir acabar, Natsu baixou a cabeça e apanhou os meus lábios nos dele.

Eu não me conseguia mexer… O cheiro dele invadiu-me os sentidos. Nunca senti nada assim… Ele beijava-me ferozmente enquanto me puxava mais para ele. Um desejo ardente percorreu o meu corpo e um pequeno gemido escapou-me da garganta… O Natsu sabia o que estava a fazer! Agarrei nos ombros dele com força e encostei completamente o meu corpo ao dele.

A língua dele dançava com a minha, enquanto as minhas mãos percorriam os músculos dos seus braços. As mãos dele deslizaram até às minhas nádegas e apertou-as. Quase como um instinto, eu saltei e enrolei as pernas à volta da cintura dele. Envolvi-lhe o pescoço com os braços, percorri o cabelo dele com as minhas mãos e puxei-o levemente. O Natsu intensificou ainda mais o beijo…

Só percebi que estávamos a andar quando parámos em frente à cama. Ele largou-me os lábios e fez um caminho de beijos até à orelha.

– Se quiseres que eu pare… — Ele sussurrou-me ao ouvido.

Voltei a puxar-lhe o cabelo, mas desta vez com um bocadinho mais de força e sussurrei-lhe, também ao ouvido.

– Não pares... — Senti-o a sorrir contra o meu pescoço.

Natsu baixou-se para me deitar na cama. Voltou a endireitar-se e tirou a blusa que tinha vestida, deixando-a cair no chão. Finalmente, consegui ver aqueles belos abdominais que me deixam louca só de olhar para eles. Esta ia ser uma longa noite…

Notas finais
E foi assim o capitulo... E agora? Acham que devia continuar com hentai a sério? ou passar logo para a manhã seguinte? Espero que tenham gostado xD Se quiserem, comentem para eu saber a vossa :D Até à próxima!! Beijoo