Amor Esquecido...
3 A Missão...
Notas iniciais
NARRADORA POV
Lucy estava chateada mais consigo mesma do que com o mago de fogo. Ela tinha prometido que iria ignorá-lo, queria que o Natsu percebesse que fazer chantagem emocional com os amigos é errado. Especialmente com aqueles que desistem tão facilmente como ela.
Apesar de tentar a maga loira sabia que não podia fazê-lo.
Lucy olhou para seu colo. Ela pensou que ele era tão bonitinho enquanto dormia. A loira adorava passar os dedos naqueles cabelos rosa.
Sem perceber, Lucy começou a inclinar-se para ele e a imaginar se ela e Natsu poderiam ser... sem as pressões de puderem arruinar a amizade que os une ...
Ela começou a fechar seus olhos à medida que o seu rosto se aproximava do dele…
O trem fez uma curva e Natsu acordou. Quando abriu os olhos, viu Lucy com os olhos fechados, o rosto dela a aproximar-se do seu, os lábios dela a aproximarem-se dos lábios dele...
Seu coração começou a bater descontroladamente. Ele entrou em pânico quando percebeu que Lucy estava prestes a beijá-lo, pelo menos era o que uma parte dele pensava, a outra parte estava em negação. Confuso, Natsu começou a contorcer-se e quando o trem parou ele caiu no chão.
– Ai...- reclamou o caçador de dragões esfregando a cabeça.
Lucy abriu os olhos e olhou para o rapaz sentado no chão à sua frente. O seu rosto ficou todo vermelho quando se apercebeu do que estava prestes a fazer. Natsu pôs-se de pé rapidamente e dirigiu-se para ela.
– N-Natsu, eu...- ela não sabia o que dizer para explicar a situação.
O menino com olhos negros, um pouco corado, estendeu a mão para a menina e, sem olhar para ela, disse:
– Venha. Chegámos.
Ela agarrou sua mão e agradeceu-lhe mentalmente por ele não fazer perguntas.
Depois de almoçar perto da estação e o Natsu quase esgotar o estoque do restaurante, eles foram a caminhar pela estrada de areia até à aldeia.
– Então você sabe alguma coisa sobre a Vila Kogorro no rizumid? — Natsu perguntou tentando ler o panfleto da missão.
Lucy não conseugui conter uma risada antes de responder:
– É Kogane no Izumi e significa Fonte de Ouro. Tem este nome porque há lá uma fonte mágica.
– O que você quer dizer?
– Eles dizem que se você mergulhar nessa fonte todos os seus ferimentos e maldições desaparecem — ela respondeu com um ar sabedor.
Eles continuaram conversando até chegarem a um grande portão de madeira. Tinha uma pequena placa com o nome da vila.
– Bem, parece que é aqui... — Natsu disse procurando uma maneira de entrar.
– Quem são vocês e o que querem? — Gritou um homem do topo do portão.
Lucy assustou-se então foi o rapaz de cabelo rosa que respondeu:
– Somos magos da Fairy Tail. Viemos por causa da missão.
Ele mostrou o panfleto e ela levantou a mão direita para que o homem pudesse ver a marca da guilda.
O guarda olhou para os dois estranhos. Ao ver que eles falavam a verdade, mandou abrir os portões.
Uma vez lá dentro os dois magos observaram a paisagem. Era uma vila do estilo medieval. Todas as casas eram de pedra, tinha um grande campo de cultura, cultivada com vários vegetais e um edifício maior, também feito de pedra, junto à cerca do outro lado da aldeia.
– Parece tudo tão antigo... — disse Natsu em voz alta. Lucy lhe deu um tapinha no braço para que ele mantivesse a suas opiniões para si próprio.
Um homem mais velho veio na direção deles. Ele tinha cabelo branco curto e grandes olhos castanhos. Era alto e vestia roupas claras e tinha um ar de poucos amigos.
Ele pigarreou antes de falar:
– Bem-vindos! Meu nome é Daichi. O chefe da aldeia está esperando por vocês, sigam-me.
Daichi começou a andar e eles o seguiram. Natsu estava animado e perguntou:
– Avô, por que a aldeia parece tão antiga?"
Ele olhou perplexo para o menino por um momento. Em seguida, respondeu:
– Gostamos de manter a tradição e é bom para atrair turistas. As pessoas gostam de ver como podemos cultivar e trabalhar juntos para o bem de todos isto para além da Fonte, que atrai muitas pessoas.
– E o que as pessoas dizem sobre a fonte de ouro? É verdade? — Lucy perguntou interessada.
– Sim cura tudo, exceto as pessoas que foram enfeitiçadas por poções — respondeu.
Os dois amigos sorriram satisfeitos com as respostas e continuaram a seguir Daichi para o grande edifício.
Quando chegaram lá, eles foram enviados para o jardim. Era um lugar com minúsculas árvores, bambus e pássaros cantando e voando livres naquele espaço iluminado pelos raios do sol. No meio estava uma fonte de ouro, onde as águas brilhavam com a luz. Estava um homem muito velho sentado na beira da fonte.
– Mestre, outros magos chegaram para lutarem contra o monstro — disse Daichi para o chefe da aldeia.
– Sim, obrigado pela ajuda. Você pode ir — disse ele, sem tirar os olhos da fonte.
Daichi curvou-se e saiu, deixando Natsu e Lucy sozinhos com o velho.
Houve um silêncio de vários minutos. Finalmente, o mestre virou-se para os jovens, e apresentou-se:
– Olá meus jovens, o meu nome é Masuta mas as pessoas me tratam por Mestre.
– Eu sou Lucy — disse a loira.
– Eu sou o Natsu. Desculpe, mas nós só chamamos Mestre ao mestre da nossa guilda — o menino com cabelo espetado disse.
A menina acenou com a cabeça, concordando com seu parceiro.
– Eu admiro a sua lealdade para com o seu mestre — disse o velho, enquanto se levantava. Masuta era baixo e careca, tinha uma barba branca até o chão e os olhos pequenos, parecia um ancião. Ele começou a andar com a bengala em direção a uma árvore.
– O monstro apareceu há cerca de seis meses. Não sabemos como ou porquê. Nós demos pela sua existência quando um dos nossos homens desapareceu – Masuta foi direto ao assunto.
Fez uma pausa e olhou com tristeza para o pássaro azul empoleirado na árvore. Depois ele se virou e caminhou até o centro do jardim.
– Desde então, as mulheres e crianças da aldeia estão com medo de sair de suas casas. Nós construímos o muro para nos proteger, mas o medo continua a reinar na cabeça do meu povo. Isto não pode continuar!
Ele caminhou até a frente dos jovens e disse:
– Por favor, matem esta besta que tem aterrorizado a minha gente. Eu dar-vos-ei a recompensa depois de me trazerem uma prova de que completaram a missão.
Eles assentiram com a cabeça, a Lucy ficou um pouco arrepiada com a maneira como o velho falava mas tentou parecer tranquila. À saída do jardim, Daichi estava esperando para levá-los para a floresta onde o monstro vivia.
Os três foram andando em direção a um portão que dava diretamente para a floresta. De repente, uma mulher puxou o braço de Lucy. Os outros continuaram a andar sem se aperceberem. Era uma jovem mulher com olhos azuis e longos cabelos castanhos. Usava roupas camponesas e tinha um rapazinho escondido atrás do vestido, provavelmente o filho.
– Por favor, não o magoem. Ele não é o monstro que todo o mundo acha que ele é – a mulher implorou com lágrimas nos olhos. Lucy ia falar, mas foi interrompida…
– Hey, Luce! Apresse-se – gritou o Natsu. Lucy olhou para ele e fez sinal para esperar, quando olhou para traz para falar com a mulher ela já lá não estava…
– Lucy, o que se passa? – Perguntou Natsu aproximando-se.
– Nada… — respondeu a loira olhando em todas as direções para ver se via a mulher misteriosa, como não a encontrou foi ter com o Natsu e o Daichi.
Finalmente chegaram ao portão, este era menor do que o outro da entrada. Daichi abriu o portão e fez sinal para os magos passarem, assim que o fizeram Daichi disse:
– Muitos tentaram completar esta missão, mas desistiram. Esperemos que os magos da melhor guilda de Fiore consigam fazer o que ninguém ainda conseguiu. Bom sorte, jovens! — E fechou o portão.
– E é só agora é que ele diz? — Lucy perguntou espantada.
– Agora já estamos aqui e você precisa o dinheiro da recompensa para pagar o aluguer — Natsu disse já entrando pela floresta adentro.
Lucy seguiu-o, irritada que ele tinha razão.
Eles caminharam em silêncio algum tempo, o que fez Lucy se lembrar do que tinha acontecido no trem… ou quase acontecido…
– Em relação ao que aconteceu no trem, eu...
– Não se preocupe. Eu sei que você adormeceu e começou a cair para a frente — interrompeu o Natsu.
A maga loira ia contestar, mas se conteve. Seria melhor para ela que ele pensasse daquela forma.
Ouviu-se os arbustos a mexer.
– Venha Luce. Acho que já lhe apanhei o cheiro — disse o caçador de dragões, enquanto corria para os arbustos.
Lucy lembrou o que a mulher lhe tinha dito e correu para parar o seu amigo.
– Espere! Eu acho que ele pode não ser... — ela ficou sem palavras e estacou quando viu o monstro. Tinha pelo castanho por todo o corpo, pelo menos, 3 metros de altura e pés e mãos enormes isto para não falar do tamanho das garras que também eram enormes...
O gigante olhou para eles e rosnou alto só para lhes mostrar o que a Lucy já suspeitava, ele tinha dentes muito grandes e afiados.
– O que estavas dizendo... — disse Natsu, sem tirar os olhos da besta.
– Esqueça...- Lucy respondeu ainda em choque.
O mago do fogo sorriu se preparando.
– Isto é fácil! Eu vou acabar com ele. — Ele colocou-se em posição e gritou — Karyu no Hoko! (Rugido do Dragão de Fogo)
Os círculos mágicos apareceram e uma explosão de fogo saiu da boca do Natsu em direção ao monstro. Ia acertar-lhe mesmo no focinho, mas o fogo desapareceu antes de chegar lá. O Natsu olhou confuso para a besta…
– Oh, não. Eu acho que não vai ser assim tão fácil... – Lucy disse não querendo acreditar no que tinha visto.
O monstro rugiu novamente batendo com os punhos no peito.
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