Amor E Guerra.

2 Careca, seringueiro e... Anjo?


Notas iniciais
Segundo capitulo ai pessoas. Espero que gostem.

Quando retornei a memória, estava ainda deitada no chão do orfanato. Eu sentia dores descomunais em todas as partes do corpo. Quando eu me sentei a minha tontura aumentou e quando olhei para minha volta a realidade veio à tona. Já era noite e nenhuma das outras crianças havia voltado ainda. As paredes do orfanato estavam queimadas e derretidas. Tudo estava acabado, eu havia feito aquilo com minha “casa”. Lembrei-me das coisas estranhas que haviam ocorrido de manhã e de como aquela essência que eles haviam chamado de “aquilo”, tinha saído do nada. Levantei-me sem fazer alguma força nas pernas. Elas estavam se movendo sozinhas e eu tinha certeza de que elas estavam me levando para aquele local do meu sonho.

Minhas pernas me levaram primeiramente ao meu quarto e peguei minhas coisas. Eu tinha uma grande impressão de que nunca mais voltaria para aquele lugar. Andei por três horas seguidas e muitas pessoas me olhavam com desconfiança, já que eu parecia uma louca, quase chorando e xingando as próprias pernas.

Quando eu estava quase dormindo elas pararam e me dei conta de que estava na frente de duas lojas muito estranhas. Uma delas era uma floricultura, a qual se encontrava em ótimo estado de conservação. Outra era uma loja de armas antigas, espingarda e pistola. Pela primeira vez depois de que sai de casa quis que minhas pernas me levassem para aonde fosse certo, porem deixaram para eu decidir.

Podem ate me chamar de louca, mas algo me levou para dentro da loja de armas. Mesmo se eu entrasse na floricultura, eu não saberia o que fazer. Ao entrar lá me deparei com dois homens de cabeça baixa, poderiam ate estar dormindo, porem mexiam seus lábios como se comecem o ar a sua volta. O gosto que deixei no ar não os deixou muito felizes. Ergueram a cabeça ao mesmo tempo a sorriram ao dizer:

— Ola pequena flor da guerra, gostaria de comprar algum brinquedinho?

Eu poderia ate rir se eu não estivesse literalmente me corroendo por dentro de tanto medo.

— Não, muito obrigado senhor.

— O QUE? – Berrou o da direita. – Você entra aqui e não quer comprar nada?

— Me desculpe senhor eu...

— Cala a boca garota. – Disse o da esquerda.

— Nos sabemos quem você é e iremos lhe apagar da face da terra.

Eu realmente sabia que eles não estavam brincando. Ao se levantarem suas roupas se transformaram em algo inexplicável. Um deles estava vestindo uma capa negra ate os pés e nada na cabeça, realmente nada. Nem pele, nem as partes de dentro. Outro vestia roupas rasgadas e parecia um mendigo, porem para me dar ainda mais medo segurava uma grande seringa na sua mão.

— Ola irmã eu sou Deimos. – Disse o (careca).

— E eu sou Fobos. – Disse o (seringueiro).

— Me desculpe. Você me chamou de irmã?

— E seria o que senão isso? Você é um erro, como nos. Você não devia estar aqui.

A porta atrás de mim se abriu rapidamente e já que erra de vidro ao se chocar com a parede se estilhaçou toda.

— Rapazes o que é isso? Maltratando nossa irmã?- Disse um homem com asas de anjo e voz suave para os dois. – Maninha! Que prazer conhecê-la. Venha comigo, vou lhe levar para aonde deseja ir. E vocês dois, não a assustem mais!

Eles riram um para o outro e nos levaram para a parte de trás da loja. Era tudo muito escuro, mas estando ao lado de um anjo, tenha certeza que você se sente melhor. Me levaram ate uma porta gigantesca, com desenhos de lutas gregas em movimento. Fizeram um sinal para eu e o anjo entrar, entretanto parei e me dirigi aos dois.

— Vocês dois. Vocês três, são o que?

— Somos deuses maninha. Você também. Mas agora terá que provar que merece seu lugar no Olimpo.

— Espera ai! Eu uma deusa?

Foi quando os dois homens tocaram minha cabeça e eu vi. Vi minha mãe Afrodite e meu pai Ares brincando comigo em um berço de ouro, eu não sabia como, mas eu sabia de tudo. Esse era o erro, eu ouvira sobre coisas assim na escola. Quando voltei vi dois vultos se esvaindo e Eros, meu irmão, o cupido, com seu arco na mão.

— Você não precisava saber desse jeito. Agora você não precisa mais entrar nessa porta. Vá para Long Island e encontre uma grande arvore com um dragão deitado sobre ela. Você ficara lá ate seus vinte anos ai poderá ser uma deusa. – Disse-me ele com um rosto feliz, de lembranças.

— Mas e o que tem atrás da porta? Eu posso saber?

— Pode sim maninha. Se você entrar.

Notas finais
LALALALA SOU FELIZ KKKK