Amor E Guerra.

3 Flores malditas.


Notas iniciais
Esse demorei mais, porem é maior.

- Eu vou. – Eu disse com a maior certeza que já tive em minha vida.

- Bem! Então eu só posso lhe desejar boa sorte. – Disse ele com uma voz calma.

Abriu seus braços e me deu um abraço. Meu corpo esquentou e me senti feliz, como nunca havia me sentido antes. Ele me largou. Sorriu e desapareceu, bem na minha frente. A felicidade que estava naquele local foi se esvaindo e a escuridão retornava a seu lugar.

Eu olhei para a porta e analisei as imagens. Vi Hercules lutando contra vários seres que eu realmente não conhecia. Toquei a maçaneta e tremi. Meu corpo se desmanchou e tive de me escorar na porta inteira para não cair no chão. Ela parecia ser feita de gelo puro. E eu não duvidava já que ela emanava este frio todo. Eu sabia que esta seria o momento mais difícil de minha vida toda, e eu teria de enfrentar meus maiores medos.

Segurei a maçaneta com força e a puxei. Ela rangeu como uma porta velha que não era usada ou no caso aberta a milhares de séculos. Um vento forte me empurrou para dentro e cai no nada. Meu primeiro maior medo. Estar sozinha, no escuro e no ar, sem saber aonde esta o chão. Eu gritei o mais alto que pude, e quando abri meus olhos que estavam muito apertados, me vi sentada em um trono de madeira. Era antigo, porem muito bonito. Levantei-me dele e olhei novamente ao meu redor.

Engasguei-me ao ver o que estava a minha frente, já que no lado de trás ainda não havia nada. Era um lindo campo de flores da cor do sangue, como eu vira em meu sonho. Elas pareciam bruscamente paradas, o que não fazia sentido já que o vento ao meu redor era imenso. Havia uma pequena trilha de predas azuis em meio delas e quando pus meu pé no inicio desde uma das flores sumiu e em seu lugar apareceu uma barata, uma barata gigante. Eu não sabia que o que fiz depois disso iria piorar minha situação. Corri por dentro da trilha e cheguei ao topo com vontade de correr para mais longe e quando olhei para trás, a procura da barata gigante, realmente não a achei, porque todas as flores agora erram baratas gigantes. Esse era outro medo meu e eu sabia que eu tinha que o enfrentar, eu pensei naquele perfume que havia afastado minha criadora e seu filho, nada aconteceu. Uma arma, eu pensei, mas aonde? Foi quando algo caiu diretamente na cabeça de uma das baratas, fazendo-a virar poeira. Uma esperança cresceu em mim, corri em direção a espada e quando a toquei eu pude sentir, eu era mais forte que todas elas juntas.

A espada brilhava como se refletisse alguma luz, que naquele lugar não existia. Ela tinha uma navalha de um metro de comprimento e ela o punho dela se adaptou perfeitamente a minha mão. O punho em si era de varias cores, ou pelo menos parecia, já que eu o vi verde, rosa e vermelho. Voltei ao meu estado real já que estava em transe a apreciando e me lembrei: hora de matar as baratas. Retirei a espada do chão e a ergui berrando. Ao todo acho que eram aproximadamente umas trezentas delas contra eu. Pulei para as que estavam na minha direita e cortei três delas em um só ataque. As outras estavam se cuidando sozinhas, pisoteavam umas as outras e se matavam facilmente. E eu dava conta fácil do resto. Eu era demais, cortava a cabeça de uma aqui e furava os olhos de outra lá. Cortei as pernas de algumas delas e montei nas costas de outras para lhes acertar por trás. Eu estava fora de forma com certeza, ainda faltavam umas trinta quando minhas pernas fraquejaram e foi ai que o pior de tudo aconteceu. Elas começaram a voar e me lembrei do por que as odiava.

Quando eu tinha aproximadamente uns treze anos, já no orfanato, fui “atacada” por muitas baratas que estavam em uma lixeira do quintal, elas voavam ao meu redor e pousavam em meu cabelo. Algumas encostaram minha boca e outras meus olhos, eu realmente queria me vingar, mas aquelas eram...

- Béééééé. – Escutei alguém gritar atrás de mim. – Saiam daqui suas imundas. – Falou um menino com uma voz que era totalmente de criança. Ao me virar vi ao lado da arvore um garoto de aproximadamente uns oito anos. Usava uma camiseta de cor laranja onde estava escrito (Acampamento meio sangue). Ele usava uma toca de lã vermelha que escondia totalmente seus cabelos. Usava uma calça jeans e sapatos muito pequenos. Ele carregava uma muleta de ferro, que poderia deixar alguém seriamente contundido.

- Quem é você? – Perguntei, estranhando o fato dele estar lá.

- Isso não vem ao casso minha... Minha... ahn... Princesa. –Disse ele sem saber se era isso que deveria ter dito. – Então? Ta esperando o que vamos acabar com essas monstrengas, nojentas, assassinas, idiotas, ridículas, pernudas...

- CHEGA!!!. – Disse eu o assustando muito. – Vamos fazê-lo logo.

Ele largou as muletas e fez algo realmente... Estranho. Parecia um striper profissional, puxou suas calças para frente e mostrou o que havia ali embaixo. Ele era um bode, um menino bode, um sátiro. Eu ouvira falar sobre eles no colégio e sabia que eram bem, malucos. Seus pelos eram realmente verdes, me faziam ate sentir o cheiro de grama, árvores e plantas. Ele jogou seu boné para longe também e seus cabelos eram igualmente verdes a seus pelos.

Juntou as mãos com um PLAFT abafado e berrou como se fosse um peão.

- IHAAAAAAA. Vamo acabar quessas maluuuca. – Berrou ele alongando o som do (U).

- Bem, se você diz.

Éramos-nos o par perfeito, eu finquei minha espada no chão quando ele correu em minha direção. Ele apoiou seus cascos em minhas mãos, e eu o arremessei para cima de uma das baratas. Ele começou a pisoteá-la o que não fez efeito nenhum. Ele estava realmente se divertindo, sorria muito e pulava com esplendor. A barata que era sua montaria estava louca e de tanto se mexer fez o sátiro cair em suas costas. Ele olhou para mim e sorriu.

- Se prepare princesa, logo será sua vez.

Ele retirou de algum lugar, realmente desconhecido para mim uma flauta de madeira, com flores incrustadas ao redor. Ele se deitou calmamente nas costas da barata e tocou. Elas começaram a se acalmar e quando vi estavm dormindo e caindo no chão. Minha vezn pensei. Peguei minha espada mais uma vez e atacaquei cada uma delas rapidamente. Quando a que o sátiro estava pousou, não a matei, ela não me parecia mais perigosa e ele fez parecer agradecer minha decisão.

Levantou-se e desmontou dela. Esticou a mão para mim.

- Ola, sou Ferdinando Underwood, filho do ancião dos cascos fendidos Grover, e da linda Driade Juniper. Eu sou seu sátiro e protetor, prazer.

Notas finais
Espero que gostem.