Amor Do Contra
15 Capitulo 14 - Medo de perder você.
Notas iniciais
Aproveitei que ontem sai mais cedo do curso pra escrever esse cap aqui. Ai como eu recebi vários comentários que me deixaram hiper feliz achei que mereciam saber o que aconteceu com o DC.
Enjooy.
Estava acordada, mas com os olhos ainda fechados, minha respiração começou a acelerar com as imagens que estavam em minha cabeça, tinha sido um sonho? Um pesadelo dos ruins, quando eu abrir os olhos o DC estará do meu lado sorrindo como sempre certo?
Com muito medo fui abrindo os olhos devagar e percebi que estava num quarto de hospital, mas por quê? Minha mãe estava ali e veio me abraçar, lágrimas rolavam no meu rosto só de pensar que DC poderia realmente estar machucado e eu aqui sem poder fazer nada.
(D. Luísa) – Mônica graças a Deus você acordou, está melhor? Mais calma? Ei não chora filha vai ficar tudo bem. – ela tentava secar minhas lágrimas e me apertava em seus braços.
(Mô) – Mãe onde é que ele está? Como ele está? Porque eu estou aqui? – Eu ainda usava a camiseta do DC, mas também estava usando um casaco, tentei me levantar, mas minha mãe me impediu.
(D. Luísa) – Quietinha Mônica, eles tiveram que te sedar, pois estava muito nervosa antes deu chegar, mais tarde vamos ver o Mauricio, mas agora você precisa se acalmar, quer trocar de roupa? Trouxe algumas peças pra você. – percebi no olhar de minha mãe que ela havia chorado muito, seus olhos estavam vermelhos, mas ela conservava um sorriso sincero nos lábios.
(Mô) – Certo. – Ela me ajudou a levantar me deu as roupas e eu fui até o banheiro me trocar.
Mesmo depois de colocar minhas roupas fiquei um tempo no banheiro, sentei no chão com as costas encostadas na parede, segurando aquela peça que ainda tinha o cheirinho dele.
Chorava descompassadamente as imagens do DC todo machucado e desacordado, o carro, dentro da sala toda destruída e as pessoas na garagem observando a cena.
Como tudo aquilo tinha acontecido? Por quê? Porque agora? Eu não tinha coragem de sair dali, não agora, teria que enfrentar a verdade, se algo tivesse acontecido com ele eu não suportaria apenas a probabilidade já estava me matando por dentro.
(D. Luísa) – Querida está tudo bem ai dentro? – perguntou ela do outro lado da porta.
(Mô) – Mãe! Porque aconteceu isso com ele? Justo hoje, justo agora. – eu soluçava de tanto chorar.
(D. Luísa) – Querida sai pra que a gente possa conversar, — se ela não queria me contar o que estava acontecendo, era algo grave o que me deixava mais desesperada.
(Mô) – Não tenho coragem, — ouvi um barulho lá no quarto, aparentemente alguém tinha chegado.
(Maga) – Mônica Souza é uma covarde agora? – dei um suspiro bem longo e me levantei.
(Maga) – Vamos Mô, sai dai que eu te conto tudo o que quiser. – respirei fundo e sai do banheiro, elas sustentavam um sorriso de carinho, fui até a beirada da cama e sentei.
(Mô) – O que aconteceu depois que me sedaram? Como ele está? – eu ainda segurava sua camisa, e também segurava as lágrimas, teria que aguentar a partir de agora, qualquer coisa que dissessem iria me abalar, mas eu tinha a cabeça no pior.
(Maga) – Primeiro você tem que saber que a pessoa que entrou com o carro na casa do DC tá presa. – ela me olhava fixamente, tinha me esquecido desse detalhe, até porque o que mais interessava é que o DC estivesse vivo.
(Mô) – Quem era Maga? Quem fez isso com ele? – um sentimento de mágoa e ódio foi aparecendo em meu peito, quem quer que seja iria pagar por ter feito tal monstruosidade.
(Maga) – A Dani Mônica, ela estava saindo quando cheguei e disse pra mim te avisar que se ele não fosse dela, não iria ser de mais ninguém. – Estava pasma, não surpresa porque nunca tinha ido com a cara daquela garota, mas chegar a esse ponto, ela só podia estar louca, fiquei com certa pena.
(Mô) – Tá mais você ainda não me disse o que eu quero ouvir. – A falta de informação me corroía por dentro.
(D. Luísa) – Vamos Mônica. – Ela pegou em minha mão e me guiou pelos corredores do hospital, Magali permanecia do meu lado me olhando.
Paramos na porta de um quarto, minha mãe, pois a mão na maçaneta e eu congelei. não sabia o que veria ali, mas estava com medo, um medo que nunca senti na vida.
Medo de perder a pessoa amada, de ficar sozinha, de nunca mais sentir tanto amor, de nunca mais vê-lo, de não poder mais sentir seu cheiro, nunca mais beijar seus lábios, nunca mais me aconchegar em seus braços.
Vendo meu desespero. Maga me abraçou pelos ombros fazendo carinho em meus cabelos.
(Maga) – Calma Mô, vem vamos entrar, — depois que a porta foi aberta eu o vi.
Ele estava ali deitado de olhos fechados, tinham várias máquinas do seu lado. Seu rosto estava pálido e aquela mascara de oxigênio em seu rosto me deixou desesperada.
Soltei-me dos braços da Maga e fui a sua direção, o abracei forte, esperando que ele retribuísse, mas nada aconteceu, fiquei desolada, ainda abraçada em seu corpo imóvel comecei a chorar mais uma vez.
(Mô) – Preciso de você, volta pra mim, por favor. – nenhuma resposta.
(D. Luísa) – Ele bateu a cabeça muito forte filha, vai demorar um pouco, mas tenho certeza que ele vai acordar, é só ter fé. – ela pôs a mão em meu ombro e depositou um beijo em minha cabeça.
(Mô) – Mãe e se ele não acordar? – eu estava pensando o pior mesmo desejando que ele estivesse brincando comigo e que a qualquer momento iria se levantar e dizer que era uma pegadinha.
(Maga) – Ai Mônica credo, ele vai acordar sim e depois vai continuar sendo o mesmo boboca apaixonado de sempre. – olhei pra ela que tinha lágrimas correndo pelo rosto.
(D. Luísa) – Vamos você tem que comer alguma coisa filha, e você também Magali. – eu não iria sair dali, não agora, nem que fosse necessário nunca mais sairia de seu lado.
(Mô) – Pode ir mãe e você também Maga, eu quero ficar. – elas balançaram a cabeça em reprovação mais não disseram nada.
(Maga) – Vou te trazer algo, tá bom amiga? — eu confirmei com a cabeça e elas saíram.
Eu fiquei ali durante uma semana, minha mãe ficou comigo me trazia roupas e me fazia comer.
O Do Contra não dava sinal de melhora e isso me deixava muito mal, teria que voltar essa semana ao trabalho, mesmo querendo largar tudo e ficar esperando ele acordar.
Depois quando voltei pra faculdade eu dormia todos os dias no hospital, pois mesmo que tivesse pouco tempo gastaria ele inteiro na presença dele, mesmo que sem uma palavra, um abraço ou qualquer outra coisa da parte dele, estar ali me fazia bem e mal ao mesmo tempo.
Nimbus tinha pedido para deixar algumas coisas do DC em minha casa enquanto reformava a deles e aquilo me matava. Ver as coisas dele, sentir seu cheiro, as lembranças me torturavam. Assim eu ficava mais tempo no hospital do que em minha casa.
Todos os dias durante um bom tempo quando eu chegava ao hospital eu sentava na beirada da cama e chorava, pedia desculpa, pedia que ele voltasse que me respondesse ou apenas apertasse minha mão.
Foram meses de tortura psicológica em que eu não queria viver direito, meu mundo estava resumido em espera-lo, mas mesmo assim tentei continuar com minhas atividades diárias.
Nas férias do meio de ano as meninas fizeram a festa do pijama no quarto do DC, a Maria contou nos como tinha sido sua primeira vez com o Nimbus e eu nem prestei atenção, fitava a todo o momento o rosto do meu namorado adormecido esperando que ele acordasse a qualquer hora pra fazer uma piadinha, mas não aconteceu.
Minhas esperanças nunca morreram e nem diminuíram, mas meu desespero e minha dependência sim, depois de um tempo percebi que não me fazia bem ficar tanto tempo no hospital.
Eu tinha emagrecido horrores, estava mais pálida e não sorria há muito tempo. Senti um remorso muito grande, mas sabia que deveria seguir em frente, voltar a viver a minha vida, mesmo que fosse difícil.
Passaram- se oito meses e nada. Eu queria continuar fazendo aquilo, ficar com ele, mas estava me fazendo mal eu dormia pouco e meu desempenho tanto no trabalho quanto na faculdade estava mediana, estava na hora de seguir a vida. Não esqueceria ele, mas não poderia deixar interferir tanto no meu dia-a-dia.
Era um Domingo ensolarado, eu tinha dormido mais uma vez no quarto do DC, o almoço já tinha passado e eu comecei a juntar algumas das minhas coisas que tinha deixado ali para “facilitar” meu dia-a-dia.
Depois que tinha juntado tudo em uma mochila fui pra perto dele e o abracei.
(Mô) – DC eu vou demorar um pouco mais pra vir te ver, mas virei sempre, eu te amo muito, mas preciso aprender a viver com tudo isso. Espero que no dia em que você acordar a gente possa retomar tudo de onde paramos. Eu sinto tanto a sua falta. – encostei meu rosto no seu pra sentir mais uma vez seu cheiro, — Vê se não demora muito, eu preciso tanto de você, tudo o que passamos, todos os sentimentos me fizeram mudar, me ajudaram a crescer e preciso de você do meu lado. Eu te amo muito meu amor.
Senti algo úmido e quente escorrer pelo meu rosto, molhando-o. Mas...
Notas finais
Ah mais uma coisa, eu já comecei a escrever o próximo Cap, então se me deixarem feliz do jeito que eu fiquei quando vi tantos reviews tentarei terminar e postar até domingo.
=)
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