Amor Demoníaco

2 Capitulo um: Descobrindo o desejo.


Naquela noite, quando Sebastian preparava meu banho ele não disse nenhuma palavra se quer. Ficou me fitando com um olhar profundo e parecia estar hipnotizado pelo meu corpo. Claro que eu achei estranho, mas não posso deixar passar o sentimento que tive de poder sentir aquele beijo novamente.

- Bochan! Acorde bochan, está na hora do seu café com lady Elizabeth Middleford. –Disse Sebastian aprontando minha roupa do dia.

- Cancele! –Ordenei.

- Não podemos, ela já esta a caminho, vamos bochan acorde. –Sebastian coloca as roupas na cadeira, senta-se na minha cama e coloca sua mão sobre minha cabeça. Eu pude sentir o toque suave de Sebastian afagando minha cabeça, aquele toque me deixava calmo, me deixava com uma sensação de proteção. Eu não queria que ele saísse dali, poderia ficar ali para o resto da eternidade. Mas como um membro da família Phantomhive não poderia descumprir um compromisso, ainda mais quando se tratava de Elizabeth.

Eu me levante da cama, e como de costume Sebastian tirava minha roupa de dormir, e colocava minha roupa de sempre: Minha calça, minha blusa, meus sapatos. Tudo combinando. E claro, não se esquecia de minha bengala. Eu sei que esse assessório era de pessoas mais idosas, mas para mim ele permitia que eu me sentisse mais poderoso.

Quando eu descia a escada, avistei Sebastian me esperando no fim dela.

- Desculpe-me bochan, mas houve um imprevisto e Lady Elizabeth não poderá tomar café com o senhor nesta manhã. –Disse Sebastian olhando fixamente em meus olhos.

- O que houve? –Perguntei com um certo desdém.

- Infelizmente Lady Elizabeth está com gripe. Nada demais, mas hoje não será possível que ela venha para cá.

- Então... Com quem irei tomar café? –Perguntei desinteressado.

- Se o bochan não se incomodar... Eu lhe farei companhia. –Disse Sebastian me olhando com malicia. Obviamente eu me assustei, Sebastian não era de me fazer companhia na hora do café, ele sempre estava preocupado com a qualidade do almoço e a limpeza da mansão. Mas meu coração se encheu de felicidade ao escutar tal frase que não hesitei em dizer:

- Claro que não me incomodo. –Mas eu coloquei palavras para não parecer uma decisão imediata- Mas não se esqueça de seus afazeres.

- Yes, my lord.

Nós dois fomos em direção à sala de jantar, que também servia para o café e as demais refeições. Como de costume, a mesa estava farta: Bolos, pães, bolachas, quitutes, suco, e claro, o bom e indispensável chá. Para mim, nada desses outros mantimentos valia mais que meu precioso chá. O chá que Sebastian preparava era surpreendentemente bom, a temperatura era ideal, nunca estava quente demais ou frio demais. Sem contar o sabor que era dos deuses.

- Vai ficar ai parado? –Disse olhando para ele.

- Oh claro, já irei servir seu chá. –Disse Sebastian indo em direção ao bule e derramando o liquido na xícara que estava em minha frente.

- Só vai olhar? –Disse eu comendo um pedaço do bolo de coco.

- Não preciso comer agora. Estou bem assim. Obrigado por se preocupar. –Disse Sebastian olhando para mim e abrindo um enorme sorriso.

- Não estou me preocupando. É que... Há muita comida, e não dou conta de tudo, não quero desperdícios nessa mansão. –Disse eu tomando um gole de chá.

- É claro... Não quis dizer que...

- Já chega... Irei dar uma volta no jardim. Arrume tudo. É uma ordem.

- Yes, my lord.

Naquele momento eu percebi que quando Sebastian dizia aquilo eu me sentia bem, sentia uma confiança de que ele serviria e obedeceria qualquer ordem que eu dissesse. Mesmo se fosse uma ordem absurda. Percebi também que o tom que a voz dele chegava aos meus ouvidos era de uma suavidade enorme.

Enquanto eu andava pelo caminho entre os arbustos, o vento batia em meu rosto e me fazia sentir uma paz. Eu percebi que alguém estava atrás de mim, mas quando me virei só vi o vendo fazendo as folhas voarem para longe. Mas quando eu me virei para frente para continuar andando um homem de estatura média, cabelos repicados pretos, uma roupa muito estranha estava me fintando.

- O que faz em meu jardim? – Perguntei desviando-me daquele imundo.

- Estava aqui, procurando pelo conde. E vejo que achei. –Disse ele me seguindo e fitando-me.

- O que quer comigo? Caridade? –Disse.

- Na verdade, quero o seu corpo. –Ele se jogou em cima de mim e me jogou no chão. Se apoiou em cima de mim e tentou me beijar, mas claro eu não deixei.

- Porque não me deixa beijá-lo? –Disse aquele bastardo segurando minhas mãos.

- Pare! Pare com isso. –Naquele momento ele começou a colocar as mãos por dentro de minha blusa acariciando pouco a pouco.

- Sebastian, venha me salvar agora! –No momento que disse aquelas palavras a minha marca no olho brilhou e em instantes Sebastian estava ali.

- Porque um bastardo está em cima de meu bochan? –Disse Sebastian tirando aquele homem de cima de mim- Nunca mais toque no corpo do meu bochan.

- Sebastian tire esse homem daqui e faça o que quiser. –Disse me ajeitando e colocando minha roupa no lugar.

- Yes, my lord.

Quando Sebastian estava tirando aquele homem do jardim eu voltei para dentro da mansão, e fui direto para o quarto. Eu não entendi porque aquele homem queria me beijar e me acariciar sendo que nunca havíamos conversado, mas eu sabia que Sebastian iria me salvar.

- Bochan?

- Entre Sebastian. –Disse eu sentado em minha cama.

- O que aquele homem fez com você? –Perguntou ele agachando-se até mim.

- Ele tentou me beijar e acariciou meu corpo de uma forma tão... Desesperada. –Disse eu sem entender o que eu acabara de falar.

- Ele te acariciou assim? –Perguntou Sebastian me inclinando para a cama e começando a passar a mão em minha barriga.

- Pare com isso. –Disse eu.

- Isso é uma ordem? –Perguntou ele cheio de malicia na fala. Eu confesso que não consegui afirmar, pois, era bom o que ele fazia. Sua mão estava um tanto quanto gelada, eu sintia meu corpo queimando de desejo e total prazer... Quando Sebastian acalmou esse desejo com um beijo. Sua língua estava explorando minha boca, tocava o céu de minha boca e passava sobre meus dentes.

- S-Sebastian... –Eu não conseguia dizer, o prazer era muito, mas eu precisava dizer- O que... O que está fazendo?

- Nada além do que meu bochan não queira.

- O que está dizendo baka?

- Se você quisesse que eu parasse, teria me ordenado.

Ele tinha razão, ao mesmo tempo que eu queria que ele parasse, eu não conseguia imaginar meu corpo sem as mãos. Mas eu tive medo do que fosse acontecer então disse:

- Sebastian, pare com isso... É uma o-ordem. –Disse com dificuldade.

- Yes, my lord. –Ele tirou a mão de dentro de minha blusa e se levantou –Espero que tenha compreendido meu feito.

- Não, eu não compreendo atitudes de um idiota. –Disse me indireitando.

- O bochan é muito inocente para compreender ainda.

- Compreender que homens juntos é algo ridículo? É claro que eu compreendo. –Disse eu revoltado.

- Não importa. Se o bochan permite me retirarei para preparar seu o almoço.

- Pode se retirar.

- Com sua licença. –Disse ele fazendo referencia e se retirando.

Eu fiquei confuso, tocava onde a mão de Sebastian havia passado, colocava a mão em minha boca e relembrava aquele beijo tão terno. Acho que estava sentindo vontade de fazer aquilo de novo, e parecia que estava começando a gostar de meu mordomo. Algo ridículo de se afirmar, mas como um phantomhive, a verdade nunca deve ser escondida, por mais sórdida que ela possa ser.

Notas finais
Bom pessoal é isso ai, esse é o capitulo 1. O primeiro foi o prólogo, bom vocês sabem.
Eu ja tenho boa parte da história escrita então, quanto mais comentários e tals eu vou postando mais. Espero que tenham gostado! Beijos a todos!