Amor Demoníaco
9 Capítulo 9: Trocados por cópias
Notas iniciais
Depois de quase dois meses, eu comecei a sentir a falta das missões. A rainha não nos convocava mais. Eu pensei na possibilidade de termos sidos trocados, mas isso soou um tanto quanto cômico em minha mente. Seria difícil achar uma dupla como eu e meu amado Sebastian. Um demônio e tanto.
- Bochan?
- Sebastian, você acaba de estragar meu raciocínio. Agora como poderei mover aquela peça sem fazer besteira? –Perguntei sem olhar para Sebastian.
- Bochan, não leve tão a sério um jogo solo. É só você pegar essa peça e mover para...
- Não! Diga logo o que quer. –Exclamei jogando as peças do jogo no chão.
- É uma noticia sem 100% de confirmação. Mas, um informante meu avistou um menino e um mordomo alto prendendo uma quadrilha de bandidos. E tudo indica que foi a mando da rainha. –Sebastian sentou-se na cama e mostrou o papel que tinha em mãos.
- Mas, não me lembro de nenhuma missão nos últimos dois meses e... Se não foi nós dois então quem foi? –Olhei no fundo dos olhos de Sebastian.
- Talvez, Claude tenha enlouquecido.
- Como assim? Ele... Ele morreu não é?! –Eu levantei assustado. Eu sei que sou um menino muito forte, mas a obseção de Claude por mim me assustava muito. Era como se ele fosse capaz de tudo, por mim. E isso me deixava apreensivo, tinha medo de ser separado de Sebastian por causa dele.
- É. Um demônio pode ser morto, mas não da forma que aconteceu aqui aquele dia. Talvez ele tenha voltado para o sub mundo, mas logo depois de se recuperar ele voltou com um novo plano.
- Não pode ser... Eu não quero saber Sebastian, detenha Claude! Mas, em hipótese alguma, não morra! –Eu disse me jogando nos braços de meu mordomo. Eles eram o lugar perfeito para descansar e ter belos sonhos. Embora Sebastian fosse um demônio, o amor que eu sentia por ele cobria todos os aspectos da personalidade dele.
- Bochan, eu farei tudo o que me pedir –Ele olhou para baixo e me beijou ternamente- Mas, você terá que me acompanhar. Você ao meu lado, é melhor, conseguirei lutar com mais garra e não ficarei preocupado em saber se está em segurança aqui na mansão. –Eu não tinha o que falar, eu simplesmente assenti e fechei meus olhos. Sem esperar senti um abraço muito aconchegante. Fez com que meus nervos se acalmassem.
Depois daquilo, Sebastian desceu para preparar a carroça que nos levaria ao lugar onde o “informante” de Sebastian viu Claude pela ultima vez. Pelo que eu havia entendido era um lugar movimentado, mas que justamente no dia, tudo estava fechado. Estranho não?!
Quando nós estávamos dentro da carroça, um arrepio passou sobre todo o meu corpo. Era sombrio me trouxe uma imagem de trevas. Como se aquilo que estávamos procurando fosse algo ruim. Sebastian percebeu meu arrepio e trocou de lugar. Com aquele olhar de sedução ele enrolou os braços sobre meu corpo me aconchegando.
- Não precisa ficar assim meu jovem mestre. Estou aqui e lhe protegerei. –Sebastian abriu o maior sorriso que eu já havia visto. Inexplicavelmente eu também sorri. E o arrepio se extinguiu de meu corpo.
O lugar era tão longe que nos braços de meu mordomo eu adormeci. Como quem dirigia a carroça era o “informante” eu não precisava me preocupar. Fazia um tempo que não dormia nos braços de meu amado, então aquele momento tirou a minha carência.
- Bochan... Acorde, já chegamos ao local. –Sebastian me acordara com uma voz calma, talvez para que eu não me assustasse. A gentileza de meu mordomo me surpreendia a cada minuto. Às vezes eu duvidava de seu amor, mas logo a duvida ia embora, para dar lugar justamente a aquilo que eu duvidava.
Descendo da carroça pude perceber que aquele lugar era um mercadão de Londres. Ali os pobres compravam suas vestes, comidas e trocavam coisas por outras. Era conhecido porque, muitos artigos importantes vinham parar ali. Era incrível como eles encontravam pinturas ou objetos de grande valor e não tinham essa noção.
Bom, era comum e naquele dia ainda estava um tanto vazio. Talvez por ser horário de trabalho e as pessoas não estarem tão dispostas para comprar algo.
Sebastian e eu olhávamos para um lado e o outro, mas, nenhum sinal de Claude. Obviamente procurávamos por pistas de luta como barris quebrados, caixotes desmontados ou algo assim. Mesmo que já fizesse algum tempo, acho que ninguém iria mexer em algo causado por um demônio.
- Bom, acho que seu informante se enganou meu amor. –Disse sem perceber minhas palavras.
- Bochan, que raridade você me chamar de amor ao ar livre. –Corei. Não pude evitar isso, não havia me lembrado de minhas restrições com palavras, aquele “amor” saiu como um oi quando se vê alguém conhecido.
- Não importa o que eu disse. Mordomo insolente. –Disse eu com a cabeça baixa e as bochechas vermelhas como sangue.
- Bom, eu também não tenho muitas certeza se meu informante sabe exatamente o que viu. Kataro! Venha até aqui. –Sebastian acenou para o homem que estava parado perto da carroça fumando um cigarro. Depois de conversar com ele baixinho, ele fez uma pergunta em voz alta:
- Onde você viu o garoto menor e como ele era? –Sebastian apontou para um local qualquer.
- Bem, eu os vi ali, o mordomo alto lutava com outros três bandidos enquanto um menino, da altura do conde e com as mesmas vestes estava sentado em cima daquele caixote ali –Kataro apontou para um caixote que estava meio trincado- Até parece, que o menino que vi foi o senhor conde. Tem certeza que não estava aqui? – Kataro olhou desconfiado para mim.
- Claro que tenho, não minto. E que eu me lembre, não saio com ninguém a não ser meu am... Mordomo. –Quase que falei àquela palavra que não podia.
- Kataro, nos leve de volta para a mansão. Já terminamos. –Sebastian disse isso e não olhou para mim. Quando entramos na carroça ele nem falou comigo. Só olhava para fora da carroça e não falava uma só palavra.
Quando chegamos à mansão Sebastian me pegou no colo e me levou para o quarto. Naquela vez eu não reclamei, era como se eu tivesse aceitado esse ato dele de bom grado.
- Bochan, precisarei visitar um lugar onde não posso te levar. –Sebastian me colocou na cama e se sentou perto de mim.
- Aonde é e por que não posso ir?
- É o inferno. Não pode ir por que não quero que vá e se você entrar lá não sairá vivo. Eu preciso checar uma coisa que acho que sei. –Ele disse se levantando da cama.
- E o que é? –Perguntei segurando sua mão.
- Acho que Claude tem alguém que aparenta ser você bochan. Por isso não somos procurados pela rainha. Bom, isso é um palpite. Preciso ir até lá para checar. Não demorarei muito. Podem levar umas quatro horas no máximo. Não saia daqui. –Ele se virou e estava quase saindo do quarto. Um aperto em meu coração surgiu e eu senti necessidade de dizer:
- Eu amo você Sebastian! –Depois de dizer aquilo eu abaixei a cabeça e uma lágrima escorreu sobre meu rosto, deixando um rastro molhado em meu rosto.
- Eu também o amo, meu jovem mestre. –Sebastian andou até mim e selou aquele momento com um beijo singelo.
Eu fui deixado ali, naquela casa fria e solitária. Para mim era desse jeito que ela ficava quando Sebastian não estava ali para me acalmar com beijos e caricias. Além do mais aquilo que Sebastian havia dito me deixou preocupado: Outro menino igual a mim? Não podia ser verdade, isso não fazia sentido. Sei que sou um conde muito frio, mas às vezes certas coisas me preocupavam demais. Ainda mais quando se tratava de minha segurança. Isso pode ter soado um tanto quanto egoísta, mas para me proteger Sebastian faria de tudo. Absolutamente tudo.
- Bochan! –Eu estava quase dormindo depois de esperar três horas e meia, eu escutei uma voz familiar me chamando.
- S-Sebastian, é você? –Eu esfreguei meus olhos para que pudesse ver com clareza. Era meu mordomo quem me chamava. Sebastian estava com o seu terno completamente rasgado e algumas manchas de sangue o cobriam.
- Meu bochan, as noticias que trago não são boas. Conversei com meu mestre e ele me explicou o que Claude realmente quer.
- Não me importa, você está ferido meu amor! –Eu disse sem pensar no impacto da palavra, simplesmente me levantei e fui até a onde Meirin estava e pedi um kit primeiros socorros. Quando voltei vi que as feridas de Sebastian haviam cicatrizado. Eu esqueci que ele era um demônio.
- Bochan, estou bem... Claude quer sua alma.
- Disso já sabemos meu mordomo! Não precisava se arriscar para saber isso! – Eu disse sentando-me perto de meu mordomo.
- Não é só isso, Claude havia exigido que o mestre desse a sua alma como recompensa a ele por mérito. Mas isso não foi feito, então ele criou um boneco, e pretende transferir a sua alma para ele. Meu mestre monitora todas as nossas ações então, é realmente a verdade. –Sebastian falava com euforia e tentava respirar.
- Mas, ele é louco? Como ele fará isso?
- Daqui a três noites, o eclipse fará com que o feitiço ganhe potencia, daí meu bochan já sabe.
- Mas, Sebastian isso não pode acontecer...
- Mas, vai acontecer bochan! Meu mestre não impediu então... Eu também não posso! – Senti lágrimas surgirem em meus olhos e o medo, novamente, tomar meu coração. Em um impulso eu me joguei no colo de meu mordomo e ali permaneci por uns minutos.
- Então, mesmo que seja pela ultima vez, me ame Sebastian. –Eu fechei os olhos e abaixei a cabeça.
- Yes, my lord. –Sebastian disse aquelas palavras e levantou minha cabeça com a mão. Em seguida me beijou. Sua língua estava mais quente do que nunca, e desejava passar aquele calor para a minha. Os lábios de Sebastian desceram pelo meu pescoço chegando a minha barriga. Pequenas mordidas eram dadas por Sebastian, que quando parou tirou toda minha roupa de uma só vez.
- S-Sebatian, vá devagar, não consigo... Segurar por muito tempo. –Eu disse de olhos fechados e mordiscando meus lábios.
- O bochan vai ter que segurar. Essa pode ser a ultima vez então vou caprichar. – Sebastian começou a passar a língua por entre meu mamilo direito enquanto a outra mão acariciava meu membro. Meu amado mordomo fazia aquilo tão bem que era como se ele praticasse todas as noites. Mas claro que não era isso.
Depois daquilo ele voltou sua boca até a minha. Seu beijo acalmava minha euforia, mas, ao mesmo tempo fazia com que eu desejasse ainda mais por aquilo tudo. Ele me beijava, mas não deixava de me excitar fazendo movimentos circulares em meu membro. Sebastian o segurava com desejo e parecia que ele almejava devorá-lo. Não somente meu membro,mas, sim, todo o meu ser.
- Sebastian... Quero tentar uma coisa! –Disse eu com uma voz roca.
- Diga bochan. –Ele parou de me acariciar e se ajoelhou em cima da cama.
Eu me colocando em sua frente desabotoei sua calça e em seguida tirei sua peça intima. Eu sabia que nunca havia feito aquilo, mas, uma vontade imensa me bateu e eu sabia que precisava fazer aquilo.
- Tem certeza que quer fazer isso meu lindo bochan?
- Claro! É realmente o que eu quero! –Depois de dizer isso eu comecei a acariciar meu mordomo. Eu podia ouvir que sua respiração estava mudando, como quando eu estava sentindo prazer. Sabia que Sebastian estava gostando de minhas caricias. Meus movimentos eram suaves, aliás, eu nunca havia feito aquilo antes. Depois de fazer tudo com as mãos resolvi fazer diferente. O gosto de meu mordomo era picante, tinha um toque de ardor e me fazia querer mais. Minha língua fazia movimentos circulares no membro de meu mordomo e meus ouvidos ouviam seus gemidos de prazer.
- Agora, minha vez bochan. –Sebastian entrelaçou seus dedos em meus cabelos e me jogou deitado na cama. Mesmo sem eu ter terminado o que eu havia começado. Sebastian me virou contra ele e começou a beijar minhas costas.
- Mas, agora? –Eu tentei dizer sem falhar com a voz.
- Sim bochan, não consigo mais esperar. – Sebastian disse aquelas palavras ao pé de meu ouvido e em seguida pude sentir uma dor que logo passou. Sebastian dentro de mim proporcionava um prazer sem igual. Eu sentia sua respiração, sua pulsação, era como se tivéssemos tornado um só.
- S-Sebatian, não consigo segurar. – Eu disse aquilo tentando não gemer em seguida. Coisa em vão. Eu mordia meus lábios para tentar abafar o som que vinha de dentro.
- Eu quero escutar seus gemidos bochan! –Sebastian aumentou a velocidade fazendo com que meus gemidos se elevassem. –Quero ouvir você me chamar! Pedir para que eu pare!
- SEBASTIAN! –Eu gritei! Aquilo estava provocando uma imensa êxtase em mim. Meu corpo pedia por descanso, mais ainda assim, queria mais muito mais. – Eu imploro! Termine com isso! –Minhas palavras foram interrompidas por um arfar que não permitiu que eu continuasse. Sebastian continuava com seus movimentos e eu sentia cada vez mais prazer.
- Bochan, está na hora de acabar. –Sebastian disse aquilo e em seguida se desmanchou em mim. Pude sentir o liquido quente entre minhas pernas. –E então, o bochan ainda aguenta?
- Não! Não faça mais nada. –Eu disse fechando os olhos. Senti uma mão segurando meu membro e em seguida o leve toque da língua de meu amado. Ele fazia aquilo com tanta delicadeza que era quase um impulso desejar por mais. Eu estava em meu ápice então me desmanchei ali mesmo.
- Que ótimo gosto tem meu amado bochan! –Sebastian olhou em meus olhos e em seguida me pegou no colo. –Vamos nos banhar juntos e durmir juntos, pois essa noite foi mágica.
Sebastian me banhou como de costume. No banho ele ainda fez mais caricias em mim, mas, diferente das outras. Quando terminamos ele se vestiu e me vestiu em seguida. Ele se deitou ao meu lado e afagou meus cabelos até que eu dormisse. O doce toque de meu mordomo, a doce voz, seu doce cheiro era tudo o que eu mais precisava. Mesmo que aquela noite fosse a ultima, havia sido a melhor de todas as outras. Sebastian, meu doce mordomo e tanto.
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